<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256</id><updated>2012-01-26T09:32:16.645-02:00</updated><category term='aviso'/><category term='futebol fluminense crônica'/><category term='rconica fluminense'/><category term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><category term='crônica fluminense'/><category term='FUTEBOL FLUMINENSE'/><category term='opinião'/><category term='FLUMINENSE CRÔNICA'/><category term='FUTEBOL FLÁVIO PRADO'/><category term='cronica futebol fluminense'/><category term='crônica'/><category term='fla-flu futebol fluminense crônica'/><category term='divulgação'/><title type='text'>CRÔNICAS TRICOLORES</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>188</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-2831812083803022673</id><published>2011-04-11T16:21:00.000-03:00</published><updated>2011-04-11T16:21:12.371-03:00</updated><title type='text'>CRÔNICAS = BENDITO!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RGZJqSqfmwg/TaNUmdONoLI/AAAAAAAAAYU/M7BGa5gjZiw/s1600/AVISO+CR%25C3%2594NICAS+TRICOLORES.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="244" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-RGZJqSqfmwg/TaNUmdONoLI/AAAAAAAAAYU/M7BGa5gjZiw/s320/AVISO+CR%25C3%2594NICAS+TRICOLORES.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-2831812083803022673?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/2831812083803022673/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=2831812083803022673' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2831812083803022673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2831812083803022673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/04/cronicas-bendito.html' title='CRÔNICAS = BENDITO!'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RGZJqSqfmwg/TaNUmdONoLI/AAAAAAAAAYU/M7BGa5gjZiw/s72-c/AVISO+CR%25C3%2594NICAS+TRICOLORES.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-2431049676904226078</id><published>2011-04-06T11:09:00.001-03:00</published><updated>2011-04-06T11:10:53.712-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aviso'/><title type='text'>NOVO LINK DE ACESSO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para ler as CRÔNICAS TRICOLORES, acesse &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.benditoflu.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;http://www.benditoflu.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Seja bem-vindo!&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Paulo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-2431049676904226078?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/2431049676904226078/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=2431049676904226078' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2431049676904226078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2431049676904226078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/04/novo-link-de-acesso.html' title='NOVO LINK DE ACESSO'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-4983929405483225792</id><published>2011-03-31T17:30:00.001-03:00</published><updated>2011-03-31T17:30:58.468-03:00</updated><title type='text'>FLUMINENSE 0 X 0 VASCO (27/03/2011)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A sina (28/03/2011) &lt;/strong&gt;Nos últimos anos, nenhum adversário tem sido mais difícil de ser batido por nosso time do que o Vasco. Uma verdadeira muralha da China. Mais uma vez aconteceu de não conseguirmos e, apesar de não termos perdido o jogo – pelo contrário, as maiores chances de inaugurar o marcador nos últimos minutos foram Tricolores – o empate em zero na noite de ontem no Engenhão reforçou a repetição de um capítulo eterno da nossa história: por conta do principal objetivo momentâneo na competição, que é o de chegarmos às semifinais do Rio, temos que vencer os três jogos finais. Mais uma vez, frente à frente com a nossa velha sina. Mais do mesmo, tal como precisaremos na Libertadores. Mas quem disse que não podemos chegar lá? É claro que nada será fácil, mas repito quase que sempre: quando a nossa história colheu louros de favoritismo e facilidade? Nunca. Volto a falar da rocambolesca missão impossível no campeonato local. Enfrentaremos as equipes do Volta Redonda, Americano e, por fim, Nova Iguaçu. Três magros um a zero de timinho, estilo 1951, resolvem a questão. Vejam onde temos chegado: será possível não acreditarmos que essas três vitórias não possam acontecer? Outros dois magros placares a nosso favor na Libertadores e, com tudo isso, um cenário de guerra, dor e destruição pode se tornar paradisíaco. Os que debocham da força das Laranjeiras nas horas decisivas devem ficar atentos para não engolirem uma espinha de bacalhau, sem nenhum trocadilho com o saudável apelido do gigante da Cruz de Malta. Ainda temos tempo e, para nós, cada segundo é um século. Saberemos lutar pelas duas frentes e vagas, oxalá. O jogo de ontem infelizmente começou bem mais cedo do que o previsto: cenas de estúpida violência foram consagradas na zona norte da cidade, com especial concentração nos arredores da rua Arquias Cordeiro, no Méier, levando pânico a homens, mulheres e crianças de bem. Mais uma vez, a polícia teve uma atuação reticente enquanto o vandalismo reinou absoluto no bairro onde não se bobeia. Todos sabemos que minorias criminosas sujam o nome dos freqüentadores dos estádios e, particularmente, das torcidas organizadas: cada grande equipe carioca tem os seus quinze ou vinte marginais, infiltrados entre milhares de trabalhadores de todas as classes sociais, que lamentavelmente acabam prevalecendo. Ainda sonho com o dia de mudança deste paradigma. Afora isso, as duas torcidas fizeram festa no João Havelange, com vantagem numérica nas arquibancadas para São Januário. O Tricolor de coração ainda tem dificuldade de encarar a perda do Maracanã, mas a adaptação ao novo templo se faz necessária. Dentro de campo, o jogo teve seu primeiro tempo mais para o Vasco do que o Fluminense. Eles pareciam melhores, mais organizados e fisicamente agressivos, enquanto nós quase não finalizamos e ainda nos ressentimos das dificuldades físico-técnicas de Fred e Conca, especialmente o maestro argentino, grande responsável pelo inferno de 2009 ter virado céu ano passado. Ainda assim, nos vinte primeiros minutos, Conca acertou um bom chute para a defesa de Prass no canto esquerdo; depois, Fred quase fez um gol de carrinho num momento de pressão do nosso ataque. Mais uma vez, Ricardo Berna foi craque no gol, o maior de nosso time na primeira etapa: cortou um perigoso chute cruzado do zagueiro Anderson Martins. E, quando voou sem conseguir impedir o revés no chute de Éder Luis, a bola explodiu no travessão para nosso alívio, se é que se pode dizer assim. Ainda teve fôlego para impedir um golaço do jovem vascaíno Bernardo, voando no ângulo esquerdo, trocando de mão e espalmando para escanteio. Ainda não tínhamos certeza, mas o fim do jogo viria para confirmar uma difícil estatística: o sexto clássico seguido de Berna sem tomar gols, fato raríssimo em qualquer grande clube. Graças a isso, conseguimos resistir ao veloz time vascaíno liderado pelo veterano craque Felipe. No segundo tempo, meus amigos, Deco veio a campo em lugar de Souza, o que significava a opção de Enderson em trocar o vigor físico pela qualidade técnica. Nosso meio de campo ganhou categoria e passes precisos, mas oferecemos certos espaços ao Vasco, felizmente não-aproveitados. Éder Luiz desperdiçou gol certo em chute diagonal pela direita de ataque. No contra-ataque, Deco acertou lindo chute de curva no canto esquerdo de Prass, que se esticou todo e mandou para escanteio. A supremacia física do Vasco tinha assentado, enquanto ganhávamos mais espaço: até mesmo Julio César, geralmente sem viço, brilhou em dois belos chutes novamente no canto esquerdo, quase tirando o zero do placar; um para fora, perto da trave e o outro defendido pelo arqueiro vascaíno. Nos minutos finais, o Fluminense esteve mais perto do gol sem, no entanto, finalizar com garbo e conseguir os três pontos. No fim, dadas as alternâncias de jogo, foi um empate justo. Por um lado, estamos em má colocação no campeonato; sob outro prisma, já cumprimos nossos dois clássicos do segundo turno, ao passo que os demais times da nossa chave ainda têm as grandes agremiações pelo caminho. Nos últimos dezesseis jogos, nós empatamos com o Vasco em onze vezes. Dessa forma, fica fácil de ler o equilíbrio que tem marcado o confronto entre os dois times. Os debochados diriam que o Fluminense quase não tem vencido o Vasco. Sabemos o que realmente vale quando está escrito. Soubemos parar o grande campeão da Guanabara; ontem, jogamos bem contra a nova sensação da imprensa. Nossa crise, portanto, não é do tamanho que tentam rabiscar. Uma semana de folga e o Fluminense volta suas baterias para uma semana daquelas. Primeiro, vencer o vencer o Volta Redonda na Cidade do Aço, o que já será brita pesada. E depois, a batalha no Uruguai contra o Nacional. Os corações Tricolores hão de bater mais forte. Mas, pensando bem, quando é que não bateram? É a sina, amigos, a velha sina sempre presente em cada escudo de Álvaro Chaves. Não tenho o direito de não confiar no melhor possível. O passado nos ensina. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-4983929405483225792?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/4983929405483225792/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=4983929405483225792' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/4983929405483225792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/4983929405483225792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/03/fluminense-0-x-0-vasco-27032011.html' title='FLUMINENSE 0 X 0 VASCO (27/03/2011)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-2232747472990063525</id><published>2011-03-24T13:24:00.000-03:00</published><updated>2011-03-24T13:25:08.278-03:00</updated><title type='text'>FLUMINENSE 3 X 2 AMÉRICA(MEX) - 23/03/2011</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;É que Marô fugiu (24/03/2011)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que palavras ou frases são capazes de descrever a monumental vitória do Fluminense na partida de ontem por três a dois contra o mexicano América? Colossal? Oceânica? Um triunfo capaz de se propagar por gerações? Tudo o que se disser e escrever sobre a noite de ontem será pouco e raso, por mais triunfante que seja. O Fluminense venceu porque ontem não foi apenas a junção de uma camisa secular e vitoriosa, mais uma torcida apaixonada e um time com muita raça; na verdade, o Fluminense era todo uma atmosfera – então, eu vos pergunto: como descrever uma atmosfera? Impossível. O que resta é vivenciá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferido de morte para muitos, exceto os nossos, e apenas contundido para outrem, o Tricolor entrou em campo para a batalha decisiva com tudo o que possa se chamar de revés fora das quatro linhas, mais os desfalques da equipe. À beira do campo, o novo assistente e treinador interino Enderson Moreira passava tranqüilidade e, de alguma forma, ele foi responsável por relembrar um dos momentos culminantes da minha vida de torcedor: eu tinha dez anos e vi o então interino Sebastião Araújo comandar uma vitória monumental num Fla-Flu por três a zero, com direito a Paulo Goulart silenciando Zico e a Gávea, com Cristóvão fazendo Manguito desabar em nocaute técnico pelo drible sofrido. Ares do passado a temperar o presente. E como este jogo teve a nostalgia como símbolo, como explicarei mais tarde. Nas arquibancadas, a falta de William e do Presidente Sussekind era outro revés. Mas Álvaro Doria estava escondido em algum lugar do Planeta Engenhão, o que poderia ser um trunfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os treze mil maníacos não falharam nas arquibancadas. Vieram de todos os lugares: trabalho, faculdade, casa da sogra ou até mesmo fugindo da festa das netas, como foi o caso de minha amiga Marô. Os jovens leões foram impecáveis do início ao fim e, para quem não prestou muita atenção nas cadeiras vazias e mesmo nas informações contábeis, o susto era possível: o grito da massa Tricampeã era digno de cinqüenta mil pessoas. Cada um gritou por quatro. Um ou outro desafinou, como o sujeito barbudinho que resolveu encrencar com meu amigo Max Sodré, homem de moda que estava a fotografar os mágicos momentos de ontem; a querela surgiu porque o amigo estava com uma bela camisa da seleção Argentina – o país de Conca -, sendo rapidamente desfeita pela atuação da PM e pelo bom sendo do barbudo ao ver que os amigos do fotógrafo não estavam a fim de briga. Meu amigo Rafael também não fez por menos e, ao se encrespar com outro Tricolor, me impediu de ver o gol de empate marcado pelo veterano (e decisivo) Araújo – a seguir, os beligerantes se abraçaram, se beijaram e quase proporcionaram uma paixão entre iguais, abençoada pelo gol santo. A torcida estava com os nervos à flor da pele, por conta de todo o problema recente, mas gritava e apoiava como nunca. Foi um grande momento. Não lotamos o estádio e nem precisávamos disso. Quando se faz necessário, nosso eco troveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso time entrou a todo vapor, com muita vontade e, até pela falta de alternativas, atacava com tudo e a defesa ficava desguarnecida. A todo momento, nossos zagueiros cruzavam bolas arriscadíssimas em frente aos atacantes mexicanos e isso fazia do jogo um ai-jesus. Curiosamente, o gol que tomamos não veio de um lance de maior risco, mas de um "balão" da própria intermediária do América; a bola quicou, Digão e Ricardo Berna se chocaram. O goleiro caiu com a bola na mão e ela se ofereceu livre para o gol de Sánchez, que tinha entrado na dividida. Tomamos o gol porque Berna saiu com excesso de vontade do gol. Não me cabe culpá-lo por tentar segurar a bola em vez de socá-la; sem os socos, ele garantiu em muitos momentos o heróico Tricampeonato em 2010. Foi uma pequena falha, em decorrência da pressão, que se transformou num longo azar. Esse lance não me trouxe qualquer nostalgia: Berna não é Ricardo Pinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse toda a carga dramática, sair perdendo em casa era mais uma facada na jugular. Mas o Fluminense não desiste: luta até o último minuto. Antes disso, apenas cinco minutos depois, Gum disse a que veio e, com sua cabeçada raçuda na marca do pênalti, na velha jogada de cruzamento diagonal da direita feito por Conca, igualou o placar. O passado veio à tona: era Gum quem estava na área e nos salvou da derrota para o Internacional em 2009, quando o mundo decretava o falecimento do Fluminense. Era Conca que liderava a direita do ataque em bolas paradas para as cabeçadas de Cícero em 2008. Bons presságios à vista, com todo o vigor dos nossos jovens leões rugindo e urrando de leste a oeste do estádio. A partir do empate, ainda tivemos chances de marcar com Souza (que não esteve bem, mas lutou), Fred e Emerson (estes, ainda distantes do ritmo necessário de jogo). No fim, ainda houve tempo para Berna pegar o equivalente a um pênalti, quando defendeu maravilhosamente um chute de Montenegro à queima-roupa. Não conseguimos e descemos para o vestiário pensando em quarenta e cinco minutos de uma grande decisão. Aos poucos, sem que todos percebessem, o Fluminense desfraldava a bandeira da monumental vitória que, claro, só poderia vir caiada com as cores do improvável. A atuação de garra, atitude e vigor que ficou devedora frente ao Boavista estava sendo mais do que quitada. Ressalto a grande atuação de Valencia e a raça de Digão que, não se deixou abater pelo gol e nem pelo que viria à frente. Julio César foi Julio César, mas a torcida soube poupá-lo, sábia que foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo tempo foi Tricolor, amigos. Não há o que questionar. Os mexicanos jogaram com dez em seu campo durante toda a primeira metade da fase final. Martelávamos, tentávamos, buscávamos espaço e nada: o chute não saía, a cabeçada não chegava perto. Só a vitória poderia nos redimir, mas nada é fácil para o Fluminense: tudo tem o aroma do sofrimento e da luta. E, num momento em que éramos senhores absolutos da partida, aconteceu uma tragédia: Sánchez, novamente, ao tentar cruzar da esquerda, acabou acertando a bola na direção do gol e encobriu Berna; Digão tentou cortar já em cima da linha, mas a bola já tinha seu destino traçado. Nostalgia: era Lico encobrindo Paulo Victor em 1981. O América passou à frente no marcador a vinte minutos do fim do jogo, o que nos eliminaria da Libertadores. Pela primeira vez o estádio foi tomado pelo silêncio – a derrota era a própria morte se avizinhando. Era? Evidentemente, não. O Fluminense não perde nenhum jogo por decreto, vontade da imprensa ou outras baixarias. Recomeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que os supostos coadjuvantes se tornaram protagonistas e escreveram uma das mais belas páginas da literatura Tricolor. He-Man (que substituiu Emerson) já tem atuado com muita raça e valentia, além de ter feito vários gols, mas Araújo (que entrou em lugar de Júlio César) e Deco (no lugar de Mariano, contundido) eram dúvida sobre o que poderíamos esperar daquilo que pareceria um milagre para times comuns, mas não para o Fluminense. Resposta pronta: decidiram. O Luso tinha jogado com excelência pela última vez contra o São Paulo, na maravilhosa vitória em Barueri, e vinha de longa inatividade. Mostrou o que era preciso: classe e categoria no cruzamento da direita do ataque, já dentro da grande área. Alçou com maestria. Araújo deslocou o goleiro, cabeceando com enorme categoria no canto esquerdo do goleiro Naverrete. A implacável nostalgia aconteceu de novo: pensei em Aldo e Assis destroçando Fillol em 1984. Leo gritava na arquibancada que iríamos virar. Calei e acreditei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final de jogo foi daqueles que só os torcedores do Fluminense vivenciam. Um pinga-pinga após cruzamento da direita, a bola bate nas cabeças de Fred e He-Man. Deco aparece pela esquerda no bico da pequena área, dá um toque de gênio e encobre Navarrete. A bola quica mansamente em cima da linha e ganha as redes. Leo estava certo. Não foi de cabeça, mas reparem o quanto o gol de Deco tem a ver com o de Antonio Carlos em 2005. Três a dois, gol aos quarenta e um do segundo tempo quando tudo parecia perdido; a nostalgia me vence com sobras: 25/06/1995. Longe do Engenhão, irritados editores ordenaram: “Bota qualquer porcaria aí nessa manchete”. Hoje, testemunhei primeiras páginas tímidas em relação à monumental vitória de ontem. Eles acusaram o golpe: lembraram da corrida solitária de Renato naquele outro três a dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense nasceu para subverter o óbvio e desafiar paradigmas. Ou simplesmente justificar com galhardia a fuga da Marô da festa das netas. Ontem, um lindo capítulo desta história infinita foi brilhantemente redigido. Não é que sejamos tomados pela empáfia do outro lado da zona sul, longe disso. Nada foi ganho, a situação ainda é muito difícil e a classificação à segunda fase ainda é um sonho; entretanto, ninguém vai apagar da memória este maravilhoso jogo Tricolor, honrando sua eterna sina: frente a frente com o perigo de morte, passou por cima dele como um trator vigoroso. É lógico que queremos a classificação, mas sabemos das dificuldades. O que quero dizer é que esta não foi apenas uma vitória monumental, como milhares que já tivemos. Tratou-se de um triunfo que salvou o ano e a dignidade da camisa das Laranjeiras. Dez minutos de futebol de Deco que valeram uma temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enderson Moreira deve ter sentido uma grande emoção. Ele sabe que nem com um milhão de reais na mão é possível comprar uma vitória como essa que o Fluminense impôs ao América do México. Nós não comemoramos antes da hora; esperamos até o último minuto. Talvez não seja apenas pela sina; também temos um pequeno desejo de irritar a oposição. Tem sido assim desde um outro fatídico três a dois: o de 1912. O amarelo do uniforme do América me lembrou de outra coisa, mas isso já não tem a menor importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-2232747472990063525?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/2232747472990063525/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=2232747472990063525' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2232747472990063525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2232747472990063525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/03/fluminense-3-x-2-americamex-23032011.html' title='FLUMINENSE 3 X 2 AMÉRICA(MEX) - 23/03/2011'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-3338813617475015473</id><published>2011-03-21T17:34:00.000-03:00</published><updated>2011-03-21T17:35:19.411-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>FLUMINENSE 0 X 2 BOAVISTA (19/03/2011)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um desastre pontual (21/03/2011)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nesta tarde de segunda-feira, após sete dias ininterruptos de crise, o Fluminense anunciou o nome de Gilson Kleina para o cargo de técnico interino até se que finalize a novela Abel. É difícil dizer o que esperar num momento como esse, até porque estamos a dois dias de uma batalha decisiva na história das Laranjeiras: o jogo contra os mexicanos do América no Engenhão, onde não há alternativa que não seja a vitória, seja como for. Hoje, somos mais do mesmo: vamos para um jogo complicadíssimo depois de uma das piores atuações do Fluminense em anos, que foi a de sábado na derrota para o Boavista por dois gols a zero, talvez só comparável aos momentos terríveis de 2008 e 2009, felizmente superados. E é justamente por conta desta derrota que trago comigo a esperança previsível a qualquer torcedor Tricolor: não temos condições de jogar tão mal duas partidas seguidas. Só podemos melhorar, mesmo que sob confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derrotas acontecem. Derrotas são parte componente do pacote de emoções chamado futebol. O problema é como determinadas derrotas acontecem. Depois de uma semana de baixarias nos noticiários, apimentadas pelos pontapés verbais de Muricy (muitas vezes acertando apenas o vento) e a confusão que reina na dirigência das Laranjeiras, era possível esperar por uma atuação de garra do grupo Tricolor numa partida que não significa muito do ponto de vista da colocação, mas muito em termos psicológicos: já tínhamos sete pontos, uma vitória magra nos daria ao menos a co-liderança de nossa chave no Rio e, se alguma derrota viesse a acontecer – o que se confirmou – não haveria um 11 de setembro em Álvaro Chaves por conta do campeonato estadual, mas o prejuízo ficaria todo para a decisão contra os mexicanos. Repito: a derrota acontece muitas vezes, algumas até injustamente (longe de ser o caso de anteontem), mas o que se torna inadmissível num jogo de futebol é a falta de comprometimento com a partida, o que me pareceu evidente em alguns (poucos) jogadores que atuaram contra o Boavista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sete mil maníacos não falharam e emprestaram sua voz ao time, durante boa parte do jogo e principalmente no primeiro tempo, onde nosso único lance maior foi a linda matada no peito de Rafael Moura e a conclusão de primeira para a defesa do goleiro Thiago. O time do Fluminense não vinha tão mal no decorrer da primeira etapa, mas é certo que deveria ter modificações para a segunda – estávamos carentes de melhor finalização e a bola não parava em nosso ataque: ora Rafael tentava, mas sem êxito, ora Emerson era desarmado. Conca jogava regularmente, mas sem o grande brilho esperado. Mariano e Carlinhos erravam tudo o que era possível. Ruim com eles, pior sem um deles: o lateral-esquerdo saiu contundido e deu seu lugar a Julio César, o que garantiu a total ausência de velocidade e jogadas de linha de fundo. Antes disso, Euzébio também se machucou e deu lugar a Digão, que entrou com a disposição e a eficiência de sempre, sem nenhuma culpa pelo desastre que se verificaria a seguir. Marquinho também errava, mas com muita garra tentava atenuar o problema. E Berna, cada vez melhor, evitou ao menos dois gols do Boavista no primeiro tempo, o que não foi suficiente para evitar nossa derrota parcial tendo em vista a excelente cobrança de falta feita por Gustavo, acertando o ângulo esquerdo do nosso gol. No estádio, talvez irritado pela modorra Tricolor, cheguei a achar que Berna poderia ter feito a defesa; vendo com calma na televisão, descartei qualquer possibilidade de falha e ainda tive motivos para gargalhar, mesmo depois da tristeza pela derrota: o comentarista Ronaldo Castro afirmou que o excelente goleiro não fez a defesa porque tem baixa estatura. Berna tem quase um metro e noventa, mais precisamente um metro e oitenta e oito, apenas um centímetro a menos do que o goleiro preferido do comentarista – o Perseguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo tempo, era esperada uma reação com garra, com vontade, ao menos para compensar a deficiência técnica do time. Não aconteceu. Fred entrou em campo no lugar de Rafael Moura (erradamente e talvez por decisão própria), mas nitidamente estava fora de forma, o que comprometeu sua atuação inclusive na perda de um gol feito, chutando por cima do travessão uma bola recebida quase na pequena área. Na defesa, Digão fazia o que podia, Diogo e Diguinho lutavam, mas o time não trocava três passes certos, não conseguia agredir o Boavista com convicção e dava todo espaço para contra-ataques, o que foi irritando parte da torcida presente que, com todo o direito, reclamou e vaiou. Entendo que o momento é de união e que vaias põem atrapalhar, mas não posso depor contra meu passado: vi times com craques como Ricardo e Edinho, Delei e Robertinho, Paulinho e Assis; todos esses em algum momento jogaram num time vaiado, mas souberam escrever as páginas da eternidade Tricolor em campo. Eles puderam receber as vaias, qualquer um também pode. O jogador que não estiver preparado para pressão e cobranças não pode jogar em clubes de massa como o Fluminense. Ao que me lembre, de todos os que foram pontualmente vaiados, só discordaria do nome de Marquinho que, se não conseguiu produzir quase nada com qualidade, ao menos lutou muito se comparado com a lentidão e a mediocridade de outros. Outra parte da torcida também exerceu o seu direito de gritar e, ao seu entendimento, incentivar o time, o que me pareceu inócuo diante da péssima performance em campo que parte do time mostrava sem conseguir uma tabela sequer. Emerson, que não acertou três passes durante a partida, levantou os braços para pedir gritos. Entendo e respeito, só que sou de um tempo onde o jogador não precisava pedir apoio à torcida: com garra e técnica em campo, ela responde à altura. Em tempo: se não tivéssemos vaiado as más performances de Cavalieri, ele teria continuado como titular e, talvez, o Fluminense só tivesse um único ponto na Libertadores, estando eliminado previamente. O hoje goleiro reserva tem qualidades, só que vinha de longa reserva e não deveria ter estreado naquele momento; hoje, chega a ser até inacreditável alguém contestar a titularidade de Berna. Reitero, Tricolores, a hora é de união e apoio, mas o time precisa dar em campo a sua contrapartida muito superior à apresentada neste jogo contra o Boavista, que deu números finais à noite com uma jogada curiosa, que começou com um corta-luz do árbitro... até a bola chegar a Tony, livre, que fuzilou o canto esquerdo de Berna, com a bola ainda roçando a trave antes de entrar. Os sete mil maníacos emudeceram; em seguida, alguns vociferaram e outros incentivaram. É preciso respeitar as diferenças. Não havia como reagir em campo sem acertar três passes. No mais, cabe o agradecimento a Ronaldo Torres por não ter se furtado a ajudar em momento tão delicado, mesmo que fora da sua função profissional específica. No fim, ainda poderia ser pior: levamos uma bola na trave direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de manhã o Fluminense tem a reprise de mais um dos milhares de capítulos em sua centenária história: precisa desesperadamente vencer um rival e lutar contra as próprias limitações. Com uma dirigência vacilante, interesses extra-campo que afetam o futebol, ainda sem o técnico definitivo (Kleina é um paliativo), desfalcado de três titulares (Euzébio, Carlinhos e Diogo, este por não ter sido inscrito na Libertadores) e com o desânimo de parte de sua imensa torcida, o Fluminense parte para mais um confronto épico. Eu sempre acredito e, por isso, já testemunhei momentos incríveis desta legendária camisa que prima por jamais desistir antes do último minuto. O momento é de união nas arquibancadas e de contrapartida dos jogadores em campo: quem puder, ofereça jogadas geniais e gols; quem não puder, traga raça e disposição. Os ratos abandonaram o navio Tricolor, mas este segue firme em sua permanente sede de conquistas. Limpemos o convés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-3338813617475015473?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/3338813617475015473/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=3338813617475015473' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/3338813617475015473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/3338813617475015473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/03/fluminense-0-x-2-boavista-19032011.html' title='FLUMINENSE 0 X 2 BOAVISTA (19/03/2011)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-7152240313865264389</id><published>2011-03-18T15:52:00.001-03:00</published><updated>2011-03-18T15:52:55.201-03:00</updated><title type='text'>TODOS ESTÃO CONVIDADOS!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-u5zPuOaI1m8/TYOp_T0JitI/AAAAAAAAAWs/H_-M_aU2vv0/s1600/CONVITE%2BLAN%25C3%2587AMENTO%2BLIVRO%2BBM.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 232px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585494867985402578" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-u5zPuOaI1m8/TYOp_T0JitI/AAAAAAAAAWs/H_-M_aU2vv0/s320/CONVITE%2BLAN%25C3%2587AMENTO%2BLIVRO%2BBM.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-7152240313865264389?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/7152240313865264389/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=7152240313865264389' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7152240313865264389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7152240313865264389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/03/todos-estao-convidados.html' title='TODOS ESTÃO CONVIDADOS!'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-u5zPuOaI1m8/TYOp_T0JitI/AAAAAAAAAWs/H_-M_aU2vv0/s72-c/CONVITE%2BLAN%25C3%2587AMENTO%2BLIVRO%2BBM.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-5313205914771316903</id><published>2011-03-17T09:21:00.000-03:00</published><updated>2011-03-17T09:22:21.403-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>NÃO PERDEREMOS ANTES DO FIM!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Neste exato momento, quando se trata de Fluminense, os meios de comunicação apontam somente para uma direção: a crise infinita, a derrota, a perda antecipada. É certo que, fora de campo, as semanas recentes do comando Tricolor têm sido desastrosas, no mínimo. Porém, dentro de campo, mesmo que timidamente, o Fluminense tem ensaiado passos de reação desde a derrota para os mexicanos do América, partida onde atuou de igual para igual e foi golpeado quase no fim do jogo, por conta de falha individual. Desde o jogo internacional, tivemos uma vitória sofrida contra o Resende, uma boa vitória contra o América do Rio e freamos o bonde-sensação. Contudo, é evidente que depois da saída conturbadíssima de Muricy, o Fluminense tem recebido o tratamento-padrão de microtime, como se isso fosse possível ou tivesse algum mínimo senso lógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, terça passada o surpreendente Nacional de Montevideo derrotou os Argentinos Juniors fora de casa pelo escore menor; com isso, o grupo 3 da Libertadores ficou emboladíssimo. Uma vitória contra o América do México na próxima quarta-feira, no Engenhão, nos coloca na luta pela classificação de novo. Só a vitória interessa; em caso positivo, ficaremos a dois pontos do líder Argentinos Juniors e a um do próprio América, os classificados “caso o campeonato terminasse hoje”, mofada expressão entre justas aspas muito utilizada quando queriam nos rebaixar por decreto em 2008 e 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se essa vitória mínima for obtida no próximo jogo da Libertadores, reitero: liderar um grupo à nossa frente com apenas dois pontos a duas rodadas do fim não é nada. Noutras vezes, já superamos centenários campeões pré-datados que, na hora H, tiveram insuficiência de fundos – ou melhor, pontos. A velha camisa das Laranjeiras ainda está de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, como tem sido em nossa magnífica história, estamos diante de um enorme desafio: superar uma crise fora de campo, sem um treinador efetivo e precisando desesperadamente de três pontos na Libertadores. Tal como noutras jornadas, parece tudo muito difícil; tão tal quanto, é muito longe do impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta-feira é uma grande decisão. Antes disso, um bom jogo contra o Boavista, que nos eliminou com justiça da Guanabara, pode ser um termômetro das nossas chances. Uma coisa seria muito importante: uma promoção impactante no preços dos ingressos para o jogo contra o América. Isso não acontecerá como devido e razoável, já se sabe. Fora das quatro linhas, não à beira do gramado (temporariamente muito bem-cuidado pelo excelente profissional Ronaldo Torres), o Fluminense titubeia e muito. Está vacilante, atônito, perdido entre vaidades e interesses alheios à torcida Tricolor. Agora, dentro das quatro linhas, não duvido que toda essa celeuma recente possa servir de combustível para uma reação típica de Álvaro Chaves: muita garra, aplicação e perseverança até o último minuto, como reza a nossa tradição, como é a nossa eterna sina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada está perdido. Nada. De resto, não são manchetes de cinqüenta centavos que vão calar a voz da fantástica e apaixonada torcida do Fluminense. Não importa que tenhamos no Engenhão cinco, dez ou quinze mil maníacos: eles soarão como cem mil. Lá estarão os Benditos, os Jornalheiros, os Fluorkut, as torcidas organizadas e avulsas, nossas lindas torcedores; gente de todos os blocos, vielas, avenidas e becos. Nada me abala: quem viu os gols de Edinho, Assis, Romerito, Renato, Antonio Carlos, Roger e Emerson há de entender o que quero dizer. Nada é fácil para nós. Em 2008, tivemos a melhor pontuação na primeira fase da Libertadores e sofremos com lágrimas na última vitória, frente aos penais. Quem há de saber ou não se o momento é de reescrever esta história pelo avesso? Não se iludam os ingênuos: em 2007, revertemos quatro vantagens de mando de campo para conquistarmos a Copa do Brasil. Conseguir essa vaga no grupo 3 é tarefa hercúlea – e, por isso mesmo – nada muito diferente do que já fizemos em passados distantes e recentes. Somos o time do último minuto; a história é testemunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como escrevi muitas vezes em outras crônicas, eu já vi esse filme antes. E, em muitas vezes, deixei o cinema com um insuperável aroma de felicidade. Espero a reprise desta sensação com serenidade. Quem espera sempre alcança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel, 17/03/2011&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-5313205914771316903?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/5313205914771316903/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=5313205914771316903' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/5313205914771316903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/5313205914771316903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/03/nao-perderemos-antes-do-fim.html' title='NÃO PERDEREMOS ANTES DO FIM!'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-5533415404818100745</id><published>2011-03-17T08:35:00.001-03:00</published><updated>2011-03-17T08:36:56.781-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica fluminense'/><title type='text'>FLAMENGO 0 X 0 FLUMINENSE (13/03/2011)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O desafio (14/03/2011)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ouvidos mais atentos já desconfiavam de que algo desafinava nas Laranjeiras, desde os maus momentos na Libertadores e, mais recentemente, na terrível perda da Guanabara diante dos penais contra o Boavista. Não era de ontem, anteontem e muito mais tempo. O céu de Álvaro Chaves tinha nuvens espessas, contrariando os dias de verão interminável no Rio de Janeiro. Vejam a seqüência passada: fizemos um bom jogo, de igual para igual na cidade do México e perdemos num momento de falha individual, já decorridos dois terços da partida; a seguir, no sábado cinza de Carnaval, colocamos nosso bloco na rua diante do bom time do Resende, que nos impôs forte pressão ofensiva em boa parte do tempo, mas soubemos segurar a vitória e contar com a aguardada estréia real do veterano Araújo, jogando bem e sendo decisivo. A quarta-feira de Cinzas trouxe à nossa frente o velho e destemido América, velho e perigoso, mas soubemos nos impor e vencemos com relativa tranquilidade e, mais do que vencer, razoavelmente convencer: o Fluminense melhorou na marcação e nos ataques, Conca começou a mostrar que se recupera da cirurgia e caminha para voltar à grande forma de 2011. Depois de uma derrota fora de casa que poderia ter sido evitada, tudo levava a crer que o Fluminense voltaria ao caminho das vitórias e do bom futebol. Nenhum jogo poderia ser mais impactante do que um Fla-Flu para mostrar a realidade desta reação: a Gávea, eternamente decantada como a grande favorita, voando pelos trilhos com seu bonde sem freio, poderia nos ajudar a decifrar qual seria nosso verdadeiro momento. Não chegamos a fazer o papel de poste, mas emperramos os trilhos e, por pouco, o bonde não chegou à lona pela primeira vez em 2011. De todos os jogos que citei, unanimidade houve apenas uma: a sensacional fase de Ricardo Berna, fechando o gol em todos estes confrontos e mostrando que sua barração era um equívoco. Porém amigos, a neblina era bem mais espessa do que se poderia supor; findo o jogo, os rumores que já corriam os noticiários desde a semana passada se confirmaram e, por conta disso, Muricy não é mais o treinador do Tricolor. O que prometia ser um presente e futuro brilhantes a contar de dezembro passado virou fumaça, provocada por um ou mais fatores dentro do incendiário cenário do Fluminense e, sem que saibamos os reais motivos (ao menos desconfiamos), o melhor técnico do futebol brasileiro deixou as Laranjeiras. E é por conta disso que este Fla-Flu será lembrado, ainda que tenha sido um jogo disputado com galhardia pelas duas equipes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfiada e sabedora de que o mau presságio se aproximara, a torcida do Fluminense teve presença tímida no Engenhão em relação ao seu potencial. Contudo, deixo claro meu seguinte ponto de vista: que não falem da ridícula bilheteria na vitória contra o Resende! Um jogo que terminava quase às nove da noite do sábado de carnaval, com um time desfalcado, com ingressos caros e um time às portas da crise não faria nenhuma torcida do mundo, mais-querida ou não, encher qualquer estádio. Mostramos nossa força na quarta de cinzas: os quatro mil maníacos não falharam. E ontem, bem sabemos, a imprensa esconde uma informação fundamental: a de que um mínimo grupo de torcedores do Flamengo, insignificante diante de sua gigantesca torcida, mas suficiente para provocar enorme confusão e prática de atos violentos nas imediações dos estádios, afugenta muitas famílias e casais Tricolores – tudo, claro, somado ao exótico horário imposto pela televisão e os ingressos muito caros compõem arquibancadas ociosas. Diante de tantos aspectos extra-campo que precisam ser reavaliados pela dirigência do Fluminense, a questão dos ingressos é uma evidência: não se faz um grande time para arquibancadas vazias, tampouco com uma duvidosa elitização da platéia. Talvez dê certo em Londres, Roma ou Paris, mas não no Rio de Janeiro, mesmo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o Fla-Flu mostrava turbinas ligadas em campo, com os rubro-negros dominando o primeiro tempo e nós o segundo, com excelentes participações dos goleiros - e, reitero, mais uma grande atuação de Berna - mais o curioso contraste de ver Emerson e Neves lutando contra as camisas que os consagraram, chamava atenção o silêncio de Muricy nas poucas vezes que esteve à beira do gramado. Estava tudo decidido desde antes, bem antes: ali era sua última atuação como técnico do Fluminense. Na outra área, Wanderlei vibrava como nunca ao comandar o time de seu coração; não é que o profissional do futebol tenha que torcer para o time onde joga ou trabalha fora de campo, mas é inegável que num ambiente que se respira paixão, certos detalhes fazem a diferença. Os minutos passavam, repórteres cogitavam, os bem-informados dissimulavam. Num certo momento, o Fla-Flu perdeu parte de sua centenária magia para um disse-me-disse que chamou a atenção até dos flamengos. Alguma coisa estava errada, mas não propriamente neste jogo que, por injustiça, passou com as redes em branco; era algo de longe, muito mais longe do que talvez ainda possamos imaginar. Não me aterei a comentar a catastrófica entrevista da dirigência Tricolor pós-jogo, ou mesmo a demissão de Antunes às vésperas de jogo tão importante (já estava há tempos, era apenas questão de escolher o momento, mas optaram pelo pior possível); apostar que tudo não passava de coisa recente seria de uma ingenuidade que não podemos mais desfrutar. Também não comentarei a saída de Muricy, sem entrevistas, em silêncio, pelos fundos do Engenhão. Todos estes fatos são claramente adversários de tudo o que a nossa torcida almeja e merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fla-Flu terminou sem gols. Paramos os campeões da Guanabara. Contudo, o que deveria ser recuperação se transformou numa derrota fragorosa: o dia em que o Fluminense foi goleado por cartolagens. Não tenho como falar de grandes lances, jogadas apoteóticas, o pulsar interminável das torcidas. Empatamos, mas fomos derrotados por nós mesmos, pelos nossos. À nossa frente, o caminho de sempre, um interminável desafio. Debaixo de uma crise criada por nossa própria cúpula, sem o treinador, partimos para mais uma daquelas façanhas que só os Tricolores – sem unanimidade – são capazes de acreditar. O que nos leva à frente não é o presente, mas o passado dessa majestosa camisa que, quanto mais agredida e vilipendiada é, mais força mostra diante das intempéries. Eu já vivi isso muitas vezes: o Tricolor não é um alienado que vive num mundo onde tudo é vitória e conquista. Mas temos um vasto repertório de quebrar o braço do suposto impossível. O Fluminense é muito maior do que interesses monetários, desmandos e picuinhas. Nossa camisa há de louvar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.benditoflu.com.br/"&gt;http://www.benditoflu.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-5533415404818100745?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/5533415404818100745/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=5533415404818100745' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/5533415404818100745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/5533415404818100745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/03/flamengo-0-x-0-fluminense-13032011.html' title='FLAMENGO 0 X 0 FLUMINENSE (13/03/2011)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-6178261374578843922</id><published>2011-02-24T15:44:00.000-03:00</published><updated>2011-02-24T15:45:25.290-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>FLUMINENSE 0 X 0 NACIONAL (URU) - 23/02/2011</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Dez mil maníacos (24/02/2011)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, enquanto o Fluminense empatava com o Nacional do Uruguai, por volta de meia hora da etapa final, fitei as informações de público no estádio do Engenhão e li dez mil e dezessete presentes. Na mesma hora, um breve alento: lembrar da maravilhosa Natalie Merchant e seu 10.000 Maniacs cantando “These are days”, que fala dos dias que serão lembrados num momento futuro. Não haveria trilha melhor. Não podemos cair na esparrela de que só a vitória constrói, que só a vitória traz os louros, ao contrário: muitas vezes, as lições advindas de um mau momento - como o que vivemos como torcedores – podem ser definitivas para um futuro melhor. E o torcedor do Fluminense, calejado por anos e anos de vitórias e superações tidas como impossíveis, mais uma vez se vê diante de um desafio que os corvos já traçaram como insuperável: buscar a classificação para a segunda fase do certame do sul da América. Desses corvos, quase sempre rio: quem não é capaz de aprender uma lição ensinada há mais de cem anos será capaz de quê? Amigos, não tomem minhas linhas como delírio ou otimismo fortuito; quero dizer nestas linhas que temos uma tarefa muito difícil, muitíssimo difícil, mas longe do impossível. Em campo, a camisa centenária ainda não foi devidamente honrada com uma atuação do Tricampeão neste 2011, mas ainda estamos em fevereiro e as águas descerão rumo ao mar. Ontem, mais uma vez, nosso jogo não fez prevalecer a força Tricolor em casa; empatamos sem gols, quase perdemos num momento, quase ganhamos noutro, a defesa melhorou em alguns aspectos, o ataque caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve falta de raça ou mesmo dedicação. O Fluminense mostrou sede de competir: entrou em campo antes de todo mundo, até mesmo o árbitro Amarilla. Éramos dez mil maníacos com fé: alguns querendo o apoio a todo instante, por conta do amor ao Tricolor; outros, mais céticos, preocupados com o que viria a seguir. Todos, namorando a vitória que não veio. Poucos, diante do mar de gente que é a nossa torcida; porém, o que queriam os dirigentes depois de uma desclassificação para o Boavista, num jogo às dez da noite de meio de semana, com transmissão pela tevê aberta e ingressos a módicos oitenta reais. Dez mil admiráveis e empolgantes maníacos. Voltando à questão do ingresso, quero dizer que é hora da dirigência Tricolor concentrar suas atenções mais no abusivo preço das entradas do que, veladamente, criar dificuldade para a compra de ingressos com meia-entrada. Aos que defendem argumentos compatíveis com o futebol europeu, limito-me a dizer que o futebol brasileiro viveu a lotar estádios enquanto os menos abonados, os humildes, os trabalhadores medianos os lotavam com ingressos populares, a preços acessíveis. Oitenta reais é o preço de alguns shows internacionais, não de uma (maravilhosa) diversão que se repete duas vezes por semana em onze meses do ano. Chega de hipocrisia: se querem o estádio lotado, basta incentivarem o torcedor – e não é com ingressos a preços escorchantes que se faz isso, principalmente porque eles não chegam a dez por cento da receita mensal que o clube dispõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova formação proposta por Muricy tinha a intenção de evitar que levássemos o gol precocemente, o que seria um desastre; por outro lado, os laterais na função de alas teriam a missão de municiar He-Man e, antes dele, Darío Conca. Não deu certo. Mariano teve 2009 e 2010 de esplendores, prometia mais para 2011. Ainda não estreou em campo como o velho mariano que nos acostumamos. Do outro lado, Carlinhos teve um dia de cão. Jogador de bons recursos técnicos, às vezes se perde quando seu arranque fica próximo de zero, incompreensível para um jovem – e bom – lateral. Errou tudo o que tentou, a ponto de sequer arriscar sua tradicional jogada de corte com o pé esquerdo para bater com o direito. E Conca? É craque, é jogador capaz de desequilibrar partidas e ganhar um Brasileiro, só que ontem teve uma noite negra: também errou tudo o que tentou; acontece muito pouco, mas acontece. Além de normalmente não engrenar o melhor da sua forma nos dois meses de verão que abrem a temporada, o argentino veio de operação e jogou muito antes do previso, daí ser normal a instabilidade que tem demonstrado. Ainda assim, não lhe faltou espírito de luta: tentou a todo instante, mesmo que sem êxito. O mesmo vale para Rafael Moura, valente brigador e buscando a bola fora da área, plenamente marcado pela forte retranca uruguaia que não ofereceu espaços – além do Fluminense estar neste momento sem a menor condição de exercer um futebol rápido, veloz, de toques curtos e objetivos. Mais atrás, Valencia deu conta de substituir o opaco Edinho e Digão esteve bem a maior parte do tempo. Marquinho lutou muito e quase fez um gol, com a bola pererecando rente à trave direita do gol do Nacional. Uma atuação regular, com eficiência na marcação, mas pouco agressiva frente ao drama de ter que vencer o jogo em casa a qualquer preço – o empate seria quase tão ruim quanto uma derrota; melhor dizendo, na prática seria uma derrota com bônus de um ponto. Era hora de mudar para jogar o segundo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muricy, como de costume, manteve a equipe para os quarenta e cinco minutos finais. O panorama mudou um pouco porque nosso time passou a jogar mais adiantado e, com isso, imprensou o Nacional em seu campo. O problema era que esse encurralamento não provocava nenhum resultado prático em jogadas de perigo e finalizações. Quando finalmente aconteceu, o pênalti absurdo cometido por Píriz foi completamente ignorado por Amarilla. O tempo passava e os uruguaios começam a mostrar a sua tradicional catimba, caindo ao chão até por conta de golpes de ar. Tínhamos perdido a nossa grande chance de gol e voltamos a perder outra: o goleiro Burián falhou clamorosamente num cruzamento e a bola, que veio da direita e estava livre na pequena área, se ofereceu, mas o jogador mais perto dela não acreditou no lance e não chegou a tempo de concluir. Era Carlinhos. Mais tarde, ainda houve tempo para os uruguaios repetirem um 1950 no Engenhão, após falha gritante de Euzébio, driblado ridiculamente por Santiago Garcia, um jogador que lembra muito a silhueta mais alargada do atacante Obina. Ele ainda driblou Berna e ficou com o gol livre, mas a péssima finalização bem alta nos salvou da derrota. Muricy já tinha tentado Tartá como forma de conseguir alguma velocidade, mas o menino entrou tímido no jogo e pouco produziu. Quem ainda conseguiu alguns lampejos ao final da partida foi o veterano Araújo, que agora parece mais próximo da forma física minimamente adequada para um jogador de futebol. Todavia, não foi o suficiente para vencer o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao apito final, muitos dos dez mil admiráveis maníacos vaiaram mais o resultado do que propriamente a equipe – e o fizeram com todo direito. Deixemos de lado a hipocrisia de que torcer é parecer um expectador de claque, batendo palminhas e não se revoltando quando for preciso. São homens adultos em campo defendendo as nossas cores, não bebês indefesos. É claro que agora se trata de uma situação bastante incômoda, até porque será necessário vencer fora de casa estes times que não conseguimos superar em nossos domínios. Foi perceptível alguma melhora em relação ao desastre apresentado contra o Boavista, mas pouco para quem pretende chegar ao topo da América. Estamos alijados da Guanabara; o fim do verão não se desenha com a formosura que nos ofereceu ao começo dele. Tudo parece turvo e difícil. Mas essa é a sina das Laranjeiras: respirar, enfrentar o díifícil; expirar, encontrar outra intempérie à frente. Temos uma semana para tentar derrotar o poderoso América na cidade do México. É muito difícil – por isso, é uma tarefa digna do Tricolor. Nossas televisões estarão atentas a cada vírgula. Hoje, estamos cabisbaixos enquanto pré-campeões sorriem com sarcasmo. O futebol mostra que, muitas vezes, a volta por cima pode ser dar numa vírgula, um tropeço, um sopetão. Quem não aprende, paga o preço. Quem espera, sempre alcança. Nada está perdido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-6178261374578843922?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/6178261374578843922/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=6178261374578843922' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6178261374578843922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6178261374578843922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/02/fluminense-0-x-0-nacional-uru-23022011.html' title='FLUMINENSE 0 X 0 NACIONAL (URU) - 23/02/2011'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-8972875410859916365</id><published>2011-02-15T17:16:00.000-02:00</published><updated>2011-02-15T17:17:44.321-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>MADUREIRA 0 X 1 FLUMINENSE (13/02/2011)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O primeiro grande passo (14/02/2011)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, não houve um futebol primoroso, incontestável. Mais uma vez as adversidades estiveram em campo, principalmente diante de um time bem-arrumado, fechado, impetuoso e com um goleiro em tarde de esplendor. Mais uma vez, o favorito da imprensa não adentrou o gramado; porém, no fim das contas, o Fluminense não apenas venceu o confronto contra o Madureira, ontem, em Volta Redonda, como assegurou o primeiro lugar do grupo B da Taça Guanabara, também beneficiado pelo empate do Botafogo no Engenhão. Mais uma vez, Rafael Moura fez a diferença. O Tricolor está nas semifinais e enfrenta o Boavista no próximo sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma partida dura, mas leal. O Madureira, tradicionalmente bem-arrumado em todos os campeonatos que tem participado no Rio, não foi um adversário fácil. Tivemos várias chances de gol, muitas defendidas pelo excelente goleiro Cleber e outras interceptadas pela defesa ou a trave. Nosso gol solitário, típico do velho timinho dos anos cinqüenta, aconteceu a quinze minutos do fim da partida, o que mostra a dificuldade de se bater o popular Carrossel Suburbano. No final, deu tudo certo e, felizmente, o Fluminense está onde deveria; depois do mal-estar na Libertadores, no meio de semana passada, estamos de volta. A camisa centenária não nos trai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso primeiro tempo não foi brilhante. Sentimos os desfalques, motivados pelos cartões amarelos: Leandro Euzébio, Carlinhos, Valencia, Edinho e Diguinho foram poupados para evitar alguma suspensão nas semifinais. Como alento. isso proporcionou a volta de guerreiros admiráveis como Digão e Diogo, nossos jovens heróis da salvação em 2009. Na frente, a volta de Rafael Moura ao lado de Fred, mostrando que os dois jogadores podem atuar juntos. E a principal das alterações, feita no gol: o Tricampeão Berna em lugar de Cavalieri. Ninguém desconsidera a qualidade do ex-palmeirense, por mais que seu desempenho em campo tenha sido muito aquém daquele que, um dia, provocou nos torcedores a impressão do pentacampeão Marcos ter um sucessor à altura. Futebol é momento e, neste exato momento, não há outro goleiro melhor em campo do que Berna em nossa meta – mostrou mais uma vez suas qualidades ontem, com defesas fantásticas, sendo um dos melhores em campo, ora em cabeçadas, chutes de fora da área, cobranças de falta e saídas do gol. Tecnicamente perfeito. Cavalieri precisa treinar, se condicionar e, aí sim, disputar a posição, é o que me parece óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não foi bem em campo na primeira etapa foi Souza. Errou praticamente todos os passes que tentou, sua principal função, com exceção de algumas bolas paradas. Fred também pareceu um tanto apagado, ainda que seus pequenos lampejos causassem furor nas arquibancadas Tricolores do Raulino de Oliveira, principalmente nas tentativas de cabeçadas. Conca, aos poucos voltando à forma, quase fez um golaço ao limpar vários adversários e chutar rasteiro – e aí, claro, quem apareceu foi Cleber, a parede do Madureira. Em dois cruzamentos, Digão perdeu oportunidades. O Madureira não se fez de rogado e nos ameaçou várias vezes, a maioria muito bem-interceptadas por Berna. O empate foi justo no primeiro tempo: se não marcamos o gol, foi por nossas deficiências na finalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo tempo, é fato que voltamos mais dispostos. Era preciso ganhar e, além disso, o Botafogo empatava no Engenhão, o que nos permitia sonhar com o primeiro lugar do grupo. E Souza acertou a sua primeira jogada: um chutaço de fora da área que exigiu esforço de Cleber. O goleiro de Conselheiro Galvão era, a essa altura, um verdadeiro chato a boicotar nossa tarde: pegava até pensamentos e suspiros. Outro bom chute de Souza, em cobrança de falta, lá estava o desgraçado a impedir o gol, voando no ângulo direito. E mais uma jogada de cabeça, no desvio de Gum após cobrança de falta feita por Conca, pela direita: claro que Cleber evitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passava e parecia que não íamos conseguir. Na jogada mais cristalina, Souza bateu a falta em cruzamento, Rafael Moura fuzilou de cabeça e a bola, que dessa vez tinha passado por Cleber, explodiu no travessão. Em seguida, um dos nossos grandes personagens dos últimos dois anos, um tanto apagado neste 2011, foi decisivo para a suada vitória de ontem: Mariano. Buscou uma bola na direita em arranque fulminante, como aqueles que o levaram à seleção brasileira; em seguida, sofreu falta. Souza, desde que chegou ao Fluminense, tem cobrado muitas faltas, mas esta ficou ao encargo de São Dario Conca. O argentino do lado direito da área, batendo com o pé esquerdo em curva, fez jogadas maravilhosas em 2008; naquele momento, nosso artilheiro das bolas paradas era Cícero, hoje em franco sucesso no futebol alemão. Conca parou, olhou e cruzou para o meio da área, com a perfeição habitual. Cícero pode estar longe de nós, mas temos um time de heróis e, mais do que isso, um super-herói: lá estava o He-Man de novo com sua cabeçada de artilheiro, raspando de cocoruto e finalmente batendo o quase invencível Cleber, num gol chorado a quinze minutos do fim. Era o gol da vitória, da classificação e da liderança do grupo, contrariando as convicções bonachonas da imprensa esportiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda houve tempo para um verdadeiro show de Ricardo Berna: uma defesa espetacular no ângulo direito, espalmando para escanteio e na seqüência, contando com a ajuda do travessão. E Digão, que tirou um gol feito usando o ombro, sentado na pequena área? As três cores atravessaram um século com competência, fidalguia e aplicação, mas também sorte – e esta nos bafejou no momento exato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os minutos finais do jogo, com o Botafogo já tendo empatado seu jogo e nós precisando apenas manter o escore mínimo a nosso favor, me ofereceu duas reflexões: uma, sobre um outro herói, tímido, que adentrou o gramado pela Madureira, mas que estará sempre presente nas mentes das Laranjeiras. Falo de Adriano Magrão, que nos colocou na Libertadores de 2008 com seus gols e passes decisivos. Outra, sobre certos comentários que davam conta do Fluminense ter “escapado” do Flamengo na disputa semifinal. Creio não haver qualquer possibilidade de dúvida sobre o fato de que o Fluminense foi o primeiro por seus próprios méritos. Um Tricolor que conhece a história das Laranjeiras precisa mesmo “escapar” do Flamengo? A história da Gávea é mais do que respeitável, mas todos sabem a predominância Tricolor num Fla-Flu decisivo, como foi pelas décadas afora. O passado não veste nenhum favorito hoje, mas a história jamais colocou o Fluminense como um camundongo indefeso e fujão, mas sim um grande campeão, muitas vezes conquistando taças memoráveis contra o escrete rubro-negro. Não somos os mais-queridos da imprensa e nem os mais-favoritos de nada: somos apenas nós mesmos, com nossa trajetória infinita de lutas. A Libertadores mora logo ao lado e, nesta semana, o momento é de preparação para a batalha final da Guanabara, caso consigamos bater o Boavista. Ao sempre-favorito Flamengo, resta lembrar que há um Botafogo pelo caminho e, justamente por isso, estar na grande final ainda é um passo bastante longe. Ninguém bate o Botafogo de véspera e nem desclassifica o Fluminense por decreto. Oh, velha lição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-8972875410859916365?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/8972875410859916365/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=8972875410859916365' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8972875410859916365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8972875410859916365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/02/madureira-0-x-1-fluminense-13022011.html' title='MADUREIRA 0 X 1 FLUMINENSE (13/02/2011)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-2220141186947940430</id><published>2011-02-11T15:31:00.000-02:00</published><updated>2011-02-11T15:32:29.030-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>FLUMINENSE 2 X 2 A.JUNIORS (09/02/2011)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Sem tempo para lamentos (10/02/2011)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Merecíamos muito mais do que tudo visto e vivido ontem. O primeiro capítulo da Copa Libertadores, especialmente depois do que nos custou daquele 2008 até o fim do ano passado, deveria ter sido um sonho, mas esbarrou em cruéis realidades. Empatamos em casa a primeira partida, quando a vitória era uma necessidade; por outro lado, perto do que jogamos e, principalmente, por conta de erros crassos individuais, escapamos de uma derrota justa e mantivemos a invencibilidade em competições internacionais jogando no Brasil. No fim das contas, saiu barato. Antes da partida, meu encontro com o camarada Paulo Cézar Filho revelava meu temor: ele estava mais confiante do que eu, e tentei levar esta mesma confiança para a Leste Superior. Nem lá, nem cá: o empate em casa não foi bom, mas perto da derrota iminente, foi menos pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Engenhão não lotou, como se cogitaria na estréia de uma Libertadores. É um estádio bonito, mas com alguns problemas. Não fica longe do Maracanã como tanto se fala, embora ir de carro até lá seja quase uma odisséia, principalmente no incrível horário de sete e meia da noite durante a semana; muitos optam pelo combo trem-metrô e, por isso, chegam em casa depois de uma da madrugada. É evidente que tal horário desmotiva o torcedor a comparecer regularmente ao estádio. Não preciso dizer do escorchante preço dos ingressos, que alguns tentam justificar por conta da meia-entrada; qualquer desavisado sabe que um ingresso de quarenta reais, cobrado duas vezes por semana em média, gera uma despesa aviltante – se não houvesse a promoção, os estádios estariam às moscas. Quando criança, lembro que economizava minha mesada e ia a vários jogos, alternando com o cinema, que custava o dobro ou o triplo de um ingresso de arquibancada no Maracanã – hoje, é o contrário: o futebol é bem mais caro do que o espetáculo do cinema. Portanto, estão de parabéns os quatorze mil pagantes: além de enfrentarem um horário sacrificante para poder comparecer aos jogos, ainda disponibilizaram muitos e muitos reais. A grande massa ganha menos do que mil dinheiros brasileiros e, por isso, não pode gastar mais de trezentos deles somente com o futebol – sem contar a passagem, o deslocamento, a fome e a sede. Já que a bilheteria dos jogos responde por apenas oito por cento das receitas dos times de futebol no Brasil, talvez uma mobilização digna da diretoria do Fluminense no sentido de baratear os ingressos e garantir platéia máxima fosse bem-vinda. É claro que tudo fica na base do fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, o Fluminense ainda não fez uma grande partida este ano. Em alguns momentos durante os jogos deste 2011, lampejos de craque surgiram nos pés e cabeça de Fred; algumas jogadas do herói Conca, incrivelmente já nos gramados após a cirurgia, mas ainda distante da forma física ideal; a excelente surpresa recente no retorno de Rafael Moura não foi suficiente para garantir triunfos. Figuras importantes do time campeão como Marquinho e Diogo não têm jogado, por razões diferentes. Mariano, símbolo da raça que salvou o time do inferno e foi até o céu, ainda não estreou em 2010 – apenas entrou em campo, ainda que ontem tenha ajudado a evitar a derrota. O Sheik está ausente. A gigantesca figura de Ricardo Berna, primordial no Tricampeonato, agora ocupa o banco. Nossa defesa, titubeante, tomou cinco gols nos últimos dois jogos. Tudo isso, com pesos diferentes, ajuda a tentar entender porque o Fluminense de 2011 ainda não é aquele que encantou o Brasil há pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo do jogo. A bola parecia que queimava no pé de alguns dos nossos jogadores, de tão tensos que estavam com a estréia contra um adversário que, se não encanta, é digno representante da tradição do futebol argentino. Uma esperança no ataque, depois de boas participações nos jogos recentes era Willians, mas não se confirmou. Quem esteve bem – e confirmaria a boa atuação com gols – foi Rafael Moura, que em dois jogos produziu mais do que em toda a sua trajetória anterior com a nossa camisa. O Fluminense, contudo, tinha um conjunto nervoso e permitiu em algumas vezes bons ataques dos argentinos; no melhor deles, o baixinho Niell tocou para as redes após dividida com Gum e André Luis salvou teoricamente em cima da linha – mas apenas teoricamente, porque as câmeras permitiram confirmar o que se sentira no estádio com o ruído de mal-estar da nossa torcida: a bola passou inteira. Este seria um lance capaz de reanimar um time ainda tímido na partida, mas não foi o que aconteceu: ao fim da primeira etapa, os portenhos insistiram no ataque e, em cabeçada de Niell, a bola quicou entre a defesa; Cavalieri, atrasado e mal-posicionado como de costume, não evitou o gol. Descemos para o vestiário com duas certezas: perdemos o primeiro tempo merecidamente e, se o time argentino tivesse maior qualidade, poderia ter sido ainda pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta, Willians, apagado, deu lugar a Rodriguinho, o que não mudou muito nosso panorama ofensivo, calcado na luta incessante de Rafael Moura. E ele mesmo fez seu terceiro gol em quatro dias, em bela cabeçada após cruzamento de Carlinhos. O empate alimentou a esperança da torcida, mas realmente não estávamos em um bom dia – mesmo após a reação, o Fluminense não cumpriu seu papel de mandante da partida, cada vez mais lenta por conta da catimba argentina e da leniência do árbitro paraguaio Torres, uma espécie de Gutemberg guarani – para culminar, o próprio senhor Gutemberg, depois da lambança de domingo passado, lá estava novamente no Engenhão como quarto árbitro. Ainda fizemos relativa pressão no ataque, mas sem finalizações perigosas e, então, oferecendo espaço aos argentinos para o contra-ataque - a exceção se deveu em um único bom chute de Mariano, pela direita, obrigando o arqueiro Navarro a espalmar a bola que ia no ângulo esquerdo para escanteio. A seguir, nossa zaga, titubeante durante os noventa minutos, deu mau sinal: André Luis recebeu um “drible da vaca” de Salcedo, que cruzou na área. Uma falha grotesca de Cavalieri ao não interceptar a bola e, em seguida, o azucrinador Niell chegou antes do também atrasado Gum e tocou de cabeça, livre, no canto direito, colocando o Argentinos na frente, agora a quinze minutos do fim. Não é o caso de crucificar ninguém, até porque a má atuação foi coletiva, mas é evidente que Cavalieri foi o principal responsável pelo segundo tento, assim como tem falhado constantemente nas partidas em que jogou. É um goleiro que ainda pode prosperar; o problema é saber se, à espera desta prosperidade, teremos que colocar em risco as duas competições que estamos disputando, uma vez que o sagrado gol do Fluminense não é lugar para experiências e adaptações. A torcida vaiou com razão e os mais apaixonados resolveram intervir; entendo o ponto de vista destes e merecem todo respeito, mas minha opinião é a de que ser apaixonado pelo Tricolor - e querer o melhor para ele - não deve ser confundido com uma ingenuidade quase infantil, onde tudo é belo e cristalino, onde não existe crítica. Estamos no futebol brasileiro, convém lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força do Fluminense é imensa e isso explica a nossa reação, mesmo numa noite onde quase tudo deu errado. No quase desespero na saída de bola após o segundo gol argentino, um cruzamento da direita, um rebote para a área e a bola chega a Mariano, depois de ter passado por Rafael Moura. O He-Man mostrou todo seu senso de área, ao dar um passo para trás e se recolocar em condições de finalização. Mariano acertou seu primeiro cruzamento no jogo e o artilheiro garantiu a igualdade com firme cabeçada. Ainda faltavam quinze minutos para o fim do jogo, mas o desgaste físico em campo era evidente, mesmo com a tardia entrada de Marquinho, o que impossibilitou nosso poder de reação. Os argentinos, satisfeitos com o ponto fora de casa, limitaram-se a retardar as bolas paradas e gastar o tempo; assim, saíram com um bom resultado rumo à terra portenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lição de ontem passa por vários temas: a necessidade de juventude em campo, a mesma que nos salvou em 2009 e nos guinou em 2010; a humildade de reconhecer que alguns dos nossos jogadores não passam por bom momento, merecendo ser substituídos – no caso particular de Cavalieri, há anos sem treinamento de goleiro, não deveria sequer ter estreado. A sobriedade de perceber que a Libertadores é diferente do campeonato brasileiro. Mas não há tempo para lamentos: o campeonato carioca nos espera e termos que buscar os dois pontos perdidos ontem fora de casa. Uma tarefa dura, mas não surpreendente para a centenária camisa acostumada a desafiar paradigmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-2220141186947940430?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/2220141186947940430/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=2220141186947940430' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2220141186947940430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2220141186947940430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/02/fluminense-2-x-2-ajuniors-09022011.html' title='FLUMINENSE 2 X 2 A.JUNIORS (09/02/2011)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-2925354215676284652</id><published>2011-02-09T10:54:00.002-02:00</published><updated>2011-02-09T10:57:34.782-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>A AMÉRICA EM DOIS ACTOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;03/07/2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;ACTO I&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Talvez existam os deuses do futebol. Particularmente, não creio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou-me o direito do engano, do erro. Respeito todas as crenças e credos, mas não compartilho deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houvesse um grande deus do futebol em pleno exercício, caberia ao Fluminense erguer a gloriosa taça da América ontem. Estava escrito há cinco mil anos, como profetizaria nosso herói Nelson Rodrigues. Acabou o certame, e tivemos a melhor campanha; vencemos todos os jogos em casa; fomos heróicos em partidas contra os poderosíssimos São Paulo e Boca Juniors. Ontem, também. Mas não bastou para o Fluminense ser campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém, não se sabe de onde, rasgou os escritos e com crueldade: esperou os últimos momentos, os últimos chutes a gol, os últimos suspiros – momentos onde, normalmente, temos grande perícia. Não foi o caso desta vez, rasa e pontual vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense não fez na final uma partida tão grandiosa como aquela contra os argentinos, e nem como o poderoso tricampeão mundial paulista. Ainda assim, fomos melhores que os equatorianos e a vitória no tempo normal foi merecidíssima. É fato que dois pênaltis ocorreram a nosso favor, sobre Washington e Cícero, não marcados pelo péssimo árbitro Baldassi, mas não quer dizer necessariamente que o título estivesse assegurado por isso, pela hipotética marcação. O árbitro argentino foi muito ruim para os dois times, chegando a anular um gol legítimo da LDU que nos destruiria na prorrogação. Bom, se tivesse marcado os dois penais claros, talvez a prorrogação nem acontecesse. Trata-se de um mundo de suposições. Lembro que acertamos a trave e fomos abalroados também. Conca foi um gigante na partida. Neves fez história, sendo o primeiro jogador a marcar três gols numa final da América do Sul, agora também enxertada pelo México. Superamos o gol trágico que sofremos logo aos cinco minutos, com uma reação vigorosa. Vencemos aqui e empatamos a competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencemos, mas não como das outras vezes. Nosso grande Washington não estava bem, e o mesmo se pode dizer de Marcos Arouca, Gabriel e Thiago, nosso zagueiro continental – Tricolor dentro do peito. Havia nervosismo, a tensão natural de um grande jogo final. Acertamos mais do que erramos, mas sem o brilhantismo de outrora. Ainda assim, o quarto gol era uma possibilidade real, e dele estivemos muito perto. Não aconteceu, entretanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio e nervosa prorrogação. O Maracanã, abarrotado em gente caindo às vistas a cântaros, era de um só coração, com exceção de parte das cadeiras azuis tomadas pelos bravios equatorianos. Tínhamos total confiança na vitória no tempo extra; entretanto, os cuidados que todos os times tomam num momento desses, onde a falha pode ser capital, acabam tornando a prorrogação muitas vezes num compasso de espera em agonia para as disputas na marca penal – o verdadeiro ai-jesus que povoa até o hino da Gávea. E foi o que aconteceu. A disputa por pênaltis para conquistar a América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que seria de uma crueldade desumana colocar a culpa exclusiva pela perda da América em cima dos cobradores penais. O Fluminense deve muito a Darío Conca pela chegada a este momento apoteótico, mágico, que foi o de chegar à final da Libertadores. Deve muito ao Neves, que oscilou mas mostrou brilho, muitas jogadas e gols. Nada a lamentar de Washington, nosso guerreiro, nosso Coração Valente, que fez tudo para estar em campo ontem – e, se não conseguiu mostrar o seu melhor futebol, lutou como todos. O que falar de Renato Portaluppi, que tantas alegrias nos deu dentro do campo e na lateral dele? Ontem, o Maracanã estava com Romerito, com Benedito de Assis, com Edinho, com nossos ilustres e anônimos torcedores vindos de todo o país e do exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve erro? Será que realmente houve erro? Ou o futebol não é realmente assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Laranjeiras, não há espaço para crucificações e torturas. Nossa formação é outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um grande adversário contra nós, que nos derrotou no detalhe – onde quem erra menos, vence. Mereceram o título. Onde foi preciso, na vírgula e no hiato, foram melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza de ter perdido uma taça que escapou entre nossos dedos está em meu coração desde vinte e um de maio. Naquele dia, o Fluminense teve um de seus jogos mais difíceis, enquanto eu velava meu pai em seu quarto – meu pai, que me ensinou a amar este clube, este time que é de um sabor especial em todos os momentos desde que me entendo por gente. Num dos piores dias de minha vida, o Fluminense foi gigantesco como merece ser - e quando Washington bateu forte no peito, tomei para mim mesmo aquela bravura para lidar com a terrível dor da morte, a dor de perder um pedaço de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguimos reverter o resultado que os homens de imprensa tanto deram quanto absoluto e inquestionável nos noventa minutos. Poderíamos ter feito mais; poderíamos ter ganho o título no campo com mais um mísero gol, mas ele não veio. Eu entendi a dor do futebol mais uma vez, quando meu irmão, ainda tão jovem, teve os olhos cheios d’água ao final das cobranças penais – e o Tiba, meu velho amigo Tiba, o Homem de Gelo, mais do que ponderado, apressou-se nervosamente rumo à própria casa. Era o Fluminense mexendo com os corações de seus apaixonados torcedores. Perdemos a taça num detalhe – importante, crucial, mas detalhe. O Brasil parou para nos ver, e entendo que parte dele tenha ficado desapontada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é o dia de uma longe noite, o dia que emendou noutro sem terminar. Nossas bandeiras, a vento rasante, são Telê Santana, Tom Jobim, Marcos Carneiro de Mendonça, Preguinho, Nelson Rodrigues. Nossas bandeiras são Parreira, são Assis, são Batatais, são de São Paulo Victor. Estamos, vivos ou mortos, muito vivos. É um dia triste, mas não de luto. Fizemos jus à história que construímos. Fomos dignos. Lutamos até os últimos chutes. Não houve oba-oba ou deslumbramento. Fomos superados por um adversário num desempate, depois de uma grande vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A América nos escapou por um detalhe. Nela, não fomos coadjuvantes, tal como os preferidos da imprensa. Fomos protagonistas. O que, hoje, parece dor, pode ser o início de uma nova era, da qual nem desconfiamos por ora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram três horas da manhã. Meu irmão me perguntava se o jogo no próximo domingo era no Serra Dourada. Respondi que sim. E ali, tantos anos depois, eu entendi que o Fluminense nasceu para disputar um esporte que não é somente o futebol, mas sim uma competição que nunca termina, com uma força que nunca seca. O Fluminense nasceu com a vocação do Fla-Flu de Nelson Rodrigues: não vai morrer, nunca vai acabar. Vivemos uma tristeza momentânea, e só. O sol nascerá, como já disse Cartola, um de nossos poetas imortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós voltaremos à América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivos e mortos serão fiéis testemunhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09/02/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ACTO II&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem espera sempre alcança, como diz a nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram quase mil dias e mil noites de espera. Uma vigília interminável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofremos. Lutamos. Choramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torcer pelo Fluminense é muito mais do que torcer para um time de futebol, seja ele um grande campeão ou não. Ser Tricolor é desprezar obviedades, é trocar a maioria avassaladora pela minoria sofisticada. É não se curvar a falas e textos que, de tão repetidos, soam como chapa-branca imposta. É desafiar definições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, o maior cronista de futebol de todos os tempos, Nelson Rodrigues, escreveu que às vezes, o torcedor do Fluminense pode até deixar de ir ao estádio pelo comodismo de casa, mas nas horas decisivas lá está a urrar nas arquibancadas e celebrar vitórias. Quem descreveria o Tricolor de forma melhor? Ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas vitórias são caleidoscópicas. Vejam o grande Tricampeonato conquistado em 2010, contra tudo e contra todos. As batalhas épicas de 2009 e 2008. Falo apenas dos últimos três anos, imaginem os outros cento e cinco. Pois bem: depois daquela longa noite de julho, terminada a série de cobrança de penais, o Fluminense era um time condenado à morte por seus inimigos e serviçais daqueles que têm horror às Laranjeiras, muitas vezes porque não entendem que um jogo de futebol é tão-somente um jogo de futebol, com tudo o que de belo e simples isso possa representar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queriam a nossa carne viva. Riram. Tripudiaram. Decretaram o fim do Tricolor. Houve uma campanha midiática tão pesada que o Fluminense chegou a adernar – mas não afundou. Insistem em resumir nossa história centenária a um péssimo momento de quinze anos atrás – ou a um idiota que resolveu abrir uma champagne. Como negar a história de Marcos Carneiro de Mendonça, Preguinho, Hércules, Tim, Castilho, Telê, Pinheiro, Denílson, Edinho, Ricardo, Branco, Paulo, Assis, Ézio, Renato, Thiago, Conca? Como negar a história viva de Nelson Rodrigues? Não podemos admitir o triunfo da imbecilização que se faz ao tentar diminuir o papel do Fluminense na vida brasileira, dentro e fora das quatro linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve quase mil dias e mil longas noites de espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada dura para sempre, nem a pior das dores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas crianças, mulheres, homens e idosos choraram a perda daquele título que era tão nosso, tão evidente, com nossa campanha superior à de muitos times campeões do passado. O problema é que nada é fácil para o Fluminense: nós e nossos antepassados construímos uma grande história sempre lutando contra fortíssimos interesses. Tentaram nos impingir sempre uma pecha de clube da “elite” (com aspas pelo tom jocoso que emprestam a este termo), alheio às agruras do povo humilde e desligado da cena cotidiana real. Quanta bobagem! Não temos culpa de que nossos torcedores mais carentes financeiramente têm classe até para andar com uma camisa rasgada. Não podemos ser apedrejados porque nossa torcida lê, ouve, debate e tem opinião própria em vez da construída em manchetes de cinqüenta centavos. O Fluminense é um time de todos: brancos e pretos, ricos e pobres, nascidos em todos os berços. O Fluminense não é o mais-querido, mas sim o tão-querido-quanto. Ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve o choro de 2008. Uma perda que parecia infinita. Mas estava escrito que, um dia, nós voltaríamos à América e que mortos e vivos seriam fiéis testemunhas deste novo feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram quase mil dias e mil noites insones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história tratou de recolocar o gigantesco Fluminense em seu devido lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-2925354215676284652?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/2925354215676284652/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=2925354215676284652' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2925354215676284652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2925354215676284652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/02/america-em-dois-actos.html' title='A AMÉRICA EM DOIS ACTOS'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-8985323399217896838</id><published>2011-02-08T12:17:00.001-02:00</published><updated>2011-02-08T12:18:38.790-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>FLUMINENSE 2 X 3 BOTAFOGO (06/02/2011)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O time da virada (07/02/2011)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um jogo entre duas grandes equipes não se torna um clássico à toa. Quando se trata de Fluminense e Botafogo, são cento e cinco anos de luta, tradição, títulos e uma história fantástica. Não poderia ter sido diferente ontem, no Engenhão: cinco gols, bolas na trave, duas viradas, pênaltis, disputas, disposição e uma tresloucada arbitragem como a cereja do bolo. General Severiano mereceu vencer, independentemente do verdadeiro desastre bancado pelo senhor Gutemberg: correu mais, aplicou-se mais, teve as melhores chances e, principalmente, soube explorar certas fragilidades nossas que já eram visíveis noutras partidas, mas que foram minimizadas por nossos talentos individuais. Sem qualquer desrespeito aos outros times competidores da Guanabara, uma coisa é reagir contra Olaria e Caxias; outra, contra o Botafogo. Na verdade, deixei o Olímpico ontem mais preocupado com o que nos espera depois de amanhã do que com a derrota em si. Ela veio quando era possível perder sem acontecer uma pane. Claro que seria menos tenso enfrentar o segundo time do outro grupo, em vez da Gávea, nas semifinais da Guanabara; porém, quem tem a sede do título não pode escolher adversários. É o que teremos pela frente, é como tem sido desde sempre. O favoritismo não é nossa pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito já foi dito sobre o que aconteceu em campo ontem, principalmente sobre a pavorosa arbitragem, sobre a qual falarei resumidamente mais à frente. Talvez não valha a pena enfatizar isso: foi de uma tal obviedade que ignorar as sandices do senhor Gutemberg beira à indulgência mental. Prefiro dizer nesta crônica sobre outras coisas. A lentidão do Fluminense em boa parte do jogo, ponto. É claro que, mais uma vez, o calor foi algoz de jogadores, torcedores e qualquer um que tenha tido a coragem de enfrentar os quarenta graus do Engenhão. Mas estamos em começo de temporada e, em algumas vezes, o que para alguns significa dosagem do ritmo de jogo feita pelo time do Fluminense, às vezes me parece precariedade física mesmo. Temos um dos grandes preparadores do país, Ronaldo Torres, e isso foi visível no grande Tricampeonato de 2010 e na salvação de 2009; entretanto, algo que me chama a atenção é que nosso time visivelmente tem uma média de idade maior do que a das temporadas mais recentes. Jovens como Alan e Maicon ganharam substitutos como o veteraníssimo Araújo – neste caso apenas apontando um exemplo. A raça implacável e a interminável força física de Mariano ainda não entraram em campo. Nossa defesa, titubeante, tem tomado muitos gols – Gum jogou bem boa parte do primeiro tempo, mas não teve sucesso no segundo. André Luis, que substituiu Euzébio, também não entrou bem. Carlinhos, salvo alguns bons chutes na fase final, parecia esgotado em campo desde os primeiros minutos. E Cavalieri, atrasado e visivelmente sem ritmo de jogo, ainda não demonstrou as qualidades que o consagraram no Palmeiras, há anos; a substituição de Ricardo Berna me parece hoje um equívoco completo. Diz-se que o goleiro só consegue ritmo jogando, mas eu pergunto: essa é a hora de testes numa posição que estava tão bem-guarnecida? Pois bem: o suspiro de ai-jesus voltou à nossa torcida a cada chute de longe, como nos tempos do Perseguido; torço sinceramente para que Cavalieri consiga reverter este momento, senão isso poderá nos custar muito caro. Assim, para quem queria vencer um clássico, somente em termos defensivos já tínhamos somado erros demais. Nosso craque Conca foi muito bem-marcado e, ainda se recuperando de cirurgia, não desfilou todo o seu potencial. Fred também foi anulado pela defesa alvinegra; quando esteve com pequena liberdade, parecia fora da velocidade necessária. Definitivamente, não era nosso dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse nosso rol de erros, o Botafogo mereceu vencer porque teve um jogador espetacular em campo, que foi Renato Cajá. Fez um belo gol de falta, ainda que contasse com o atraso de Cavalieri, e ainda chutou duas bolas espetaculares na trave – os três lances no ângulo direito. Mereceu vencer porque teve o jovem impetuoso Márcio Rosário sendo useiro e vezeiro em cima da nossa ala direita. Mereceu vencer porque soube acalmar os nervos depois das expulsões em campo: o obsessivo Valencia do nosso lado, Marcelo Mattos do deles. Desceu para o intervalo debaixo da virada que lhe impusemos: um belo gol de cabeça do reestreante Rafael “He-Man” Moura, com ótima atuação, fuzilando o ângulo direito após cobrança de escanteio, e outro dele mesmo, numa sinuca maluca dos tempos de José Cunha na TVE, num bate-rebate com Fred e a bola passando centímetros da linha defendida por Jefferson. E voltou para ganhar o jogo: foi um time mais veloz; ocupou melhor os espaços vazios deixados pelos dois times, com dez jogadores em campo; superou a humorística perda do pênalti cobrado por Loco Abreu e, dois minutos após, ainda teve para si a sorte, que se manifestou pelo homem de preto, criando uma nova penalidade que, desta vez, foi bem convertida pelo ídolo uruguaio. E foi aí, meus amigos, que o Botafogo venceu o clássico de ontem: quando empatou o jogo, o Fluminense já não tinha condições físicas e psicológicas de superar o grande adversário. A virada se tornara iminente e, numa falha de Carlinhos no ataque, o contragolpe alvinegro foi cruel: com a defesa completamente errada em posicionamento de linha, Herrera entrou liberto e bateu com facilidade o atrasado Cavalieri. Ainda tivemos alguns poucos chutes, muito bem-defendidos pelo espetacular Jefferson, goleiro de primeira linha no país, além de chuveirinhos inócuos que não acrescentaram nada ao panorama da partida. E o Glorioso triunfou, tirando nossa invencibilidade com competência. Vários dos enganos que cometemos ontem já eram visíveis nas partidas anteriores desta Guanabara: tendo um Fred ou um Souza inspirados, conseguimos reagir e virar jogos contra equipes mais modestas. Contra o Botafogo, a história naturalmente seria outra: pagamos por conta de nossos erros. A meu ver, Muricy também não foi feliz nas substituições: Souza não deveria ter saído (Mariano poderia ter sido o sacado), Araújo não mostrou condições de jogar ao menos um tempo com pleno vigor e Fernando Bob, que substituiu He-Man, não supriu a ausência de Diguinho – este um termômetro do bom sistema de marcação do Fluminense. Enfim, dentro da noite de reveses, ao menos o consolo de que a derrota não nos trouxe maiores complicações: estamos classificados e, provavelmente, enfrentaremos a poderosa e pré-favorita Gávea nas semifinais da Guanabara. Não há opções: vencer ou vencer. E esta mesma derrota pode nos servir de lição de humildade, de alerta para que Muricy perceba os problemas que estão evidentes aos olhos da nossa torcida; de atenção para o grande ano que nos espera, mas que precisamos saber realizá-lo: o recente exemplo da hecatombe corinthiana deveria nos oferecer serventia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos retomar a pegada de 2010 para daqui a dois dias. A América nos espera. É hora de sanar os erros. Não será fácil vencer os Argentinos Juniors na quarta-feira que vem, numa noite pela qual temos esperado há dois anos e sete meses. A hora está chegando. Um olho no peixe e outro no gato: a Guanabara de um lado, a Libertadores de outro. Não há o que escolher: é uma luta nas duas frentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino esta crônica desejando ao senhor Gutemberg que tenha dor-de-barriga, espinhas no ouvido e nariz, unha encravada nos dois dedões dos pés e, se possível, algum furúnculo nesta semana. É o mínimo que posso lhe oferecer diante daquela marcação do segundo pênalti contra nós, que transitou entre o (mau) cômico circense, o psicodélico e o realismo fantástico – tudo isso sem contar a inversão de faltas, os atrasos na marcação, a intimidação que aceitou quando da (justa) expulsão de Valencia. Por pouco, sua desastrada atuação não manchou completamente um grande clássico e uma justa vitória do Botafogo – que, novamente reitero, mereceu o triunfo, mas foi bafejado pela sorte em ganhar um inacreditável pênalti grátis num momento decisivo da partida. No entanto, apenas termino esta crônica: Botafogo e Fluminense não encerram sua queda-de-braço nunca. A história segue, cada vez mais viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-8985323399217896838?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/8985323399217896838/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=8985323399217896838' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8985323399217896838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8985323399217896838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/02/fluminense-2-x-3-botafogo-06022011.html' title='FLUMINENSE 2 X 3 BOTAFOGO (06/02/2011)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-2100658256569063652</id><published>2011-02-04T16:47:00.001-02:00</published><updated>2011-02-04T16:47:58.564-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>FLUMINENSE 3 X 1 CAXIAS (03/02/2011)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Água mole em pedra dura (04/02/2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meu amigo William ganhou três importantes – e merecidos - pontos de aniversário, junto à nossa imensa torcida. O Fluminense tomou a ponta do grupo B na Taça Guanabara e encara o Botafogo no próximo domingo, novamente no Engenhão, com mais tranqüilidade. Fred marcou três gols na partida de ontem contra o Duque de Caxias, ficando cada vez mais artilheiro. Ainda chutamos duas bolas na trave. Tudo era flor e aroma? Nem tanto. Apesar da vitória importante, o time mostrou irregularidades no decorrer da partida e o resultado de forma alguma significou facilidade em campo, o que ficou evidente em vários momentos onde Muricy parecia ter ido à loucura, especialmente quando o Caxias fez seu gol de honra. Vamos em frente, ainda que se espere melhoras para o decorrer da Guanabara e principalmente para a estréia na Libertadores, semana que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente por conta da competição internacional, Muricy começou em campo com um time bem próximo daquele que deve ser o titular na próxima quarta-feira. À última hora, o experiente Araújo entrou para fazer sua primeira partida com nossa camisa. Conca estava de volta definitivamente com a sua camisa 11. Não foi um jogo fácil no primeiro tempo, ainda que nossas chances de gol tenham sido claras em pelo menos dois momentos: as duas bolas na trave, chutadas por Carlinhos e o próprio Araújo. A de Carlinhos foi antológica e, se tivesse entrado, seria com certeza um dos gols mais bonitos do ano no futebol brasileiro: após ótimo lançamento de Conca para a esquerda, um maravilhoso chapéu no zagueiro, a matada na coxa e a finalização no canto direito, espalmada pelo goleiro Fernando e, a seguir, beijando o poste direito. Ainda houve um bom chute de Souza, defendido para escanteio, quase ao fim do primeiro tempo. Se o Fluminense tinha qualidade técnica de sobra em alguns jogadores, o time parecia um pouco lento: Araújo não está em forma, evidentemente; Fred finalizou algumas bolas, mas parecia dispersivo; Conca ainda não está com o ritmo alucinante do ano passado. É claro que o calor também prejudica, mas o Fluminense mostrava calma demais no jogo, principalmente quando as grandes finalizações foram desperdiçadas, sugerindo que o time poderia vencer a qualquer momento, o que sabemos não ser verdade. É preciso dedicação sempre, seja qual for o adversário. O Caxias também quase marcou, no que pode ser considerada a segunda boa defesa feita por Cavalieri com nossas cores: Somália entrou na pequena área, finalizando o cruzamento da direita do ataque, tocando no contrapé, mas perto do goleiro, que mostrou reflexo e pegou. Mais tarde, outra boa defesa, a terceira, em chute de Lenilson pela esquerda diagonal. E terminou o primeiro tempo sem alterações no placar; merecemos marcar pelas boas jogadas, mas o conjunto da obra mostrava um Fluminense até preguiçoso em alguns momentos – e, por isso, não ter marcado soou até como um “castigo” justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, felizmente para todos nós o Fluminense dispõe de um elenco com múltiplas possibilidades, dentro e fora da titularidade. Um dia, Emerson e Deco voltarão. Conca, nosso símbolo guerreiro, já voltou. E temos Fred, que abusara da lentidão na primeira etapa, mas mostrou toda a sua categoria quando marcou o golaço que abriu o marcador. Araújo, em sua última jogada antes de ser substituído, cruzou da esquerda e o artilheiro maior bateu de primeira com o pé direito, no canto direito. Somente um jogador com alto poder de recursos técnicos é capaz de finalizar daquele jeito. E Fred tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcado o gol, a expectativa era de acalmar as coisas e não apenas administrar o resultado, mas ampliar a vantagem. Só que para o Fluminense, nada é fácil: tudo vem a conta-gotas entupido. E mal deu tempo de nos tranqüilizarmos, houve uma ligação direta do meio campo com o ataque caxiense pela esquerda, numa bola parada. Nossa defesa parou, tentando fazer a linha maldita que, claro, não deu certo. Cavalieiri ficou parado e foi encoberto pela cabeçada do jovem Marlon. Recomeçar de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reagimos a seguir, com ótima cobrança de falta de Souza no ângulo direito da meta - ele mostra a cada dia ser uma importante opção nas bolas paradas em geral. O goleiro Fernando espalmou para escanteio com mão trocada, em linda defesa. Fred, agora aceso em campo, deu outro lindo chute de primeira, após cruzamento de Mariano e passe inicial de Conca, com a bola passando perto do ângulo esquerdo. E mais um outro voleio sensacional do artilheiro-mor, no bico direito da pequena área. Um chutaço de Conca e mais outra bela defesa de Fernando. O Fluminense deixou definitivamente a preguiça de lado e partiu para a vitória, principalmente quando houve a parada técnica e Muricy esbravejou para todos os lados, principalmente para com defesa e goleiro. Aí, sim, o Tricampeão disse a que veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ditado fala da água mole que bate até furar a pedra dura. Assim sucedeu o placar. Num bate rebate, a bola caiu nos pés de quem sabe: Conca. Um lindo passe para Fred livre chutar por entre as pernas de Fernando, na diagonal, devolvendo a vantagem ao Tricolor. A partir de então o Caxias, que já havia marcado muito e corrido firme, claramente viu suas forças combalirem, de modo que não tinha mais como igualar o marcador. E ainda houve tempo de Fred fuzilar com pé esquerdo, pela esquerda, fazendo o terceiro gol e dando números finais ao jogo no último minuto. Para quem começou um tanto paradão, foi uma noite de glória para o artilheiro-mor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada partida, uma lição. O Fluminense que deve disputar as competições é o dos vinte minutos finais de ontem, mostrando garra, disposição, talento e aplicação. Não dar tempo ao adversário, não deixá-lo respirar. Respeitá-lo e, por isso mesmo, atacá-lo sem esperar vencer com facilidade a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pela frente, duas grandes batalhas. Na noite de domingo, o clássico centenário contra o Botafogo, que pode valer a consagração dos adversários nas finais da Guanabara. E, na quarta-feira, algo que temos pensado por dois anos e meio diariamente: a volta à América.. Novecentas noites em busca de um sonho que, muito antes do talvez imaginável, aconteceu. Estamos de volta. Alguns falavam de voltar a competições pela porta da frente: hoje, enquanto saem pela emergência, a América estende seu tapete grená para o Fluminense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos adorná-lo com branco e verde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-2100658256569063652?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/2100658256569063652/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=2100658256569063652' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2100658256569063652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2100658256569063652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/02/fluminense-3-x-1-caxias-03022011.html' title='FLUMINENSE 3 X 1 CAXIAS (03/02/2011)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-5054082074781951448</id><published>2011-02-01T12:37:00.000-02:00</published><updated>2011-02-01T12:38:26.349-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>CABOFRIENSE 2 X 4 FLUMINENSE (30/01/2011)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Quatro! (31/01/2011)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vitória por quatro a dois. Quatro vitórias seguidas na Guanabara. A classificação às semifinais em uma das mãos. A expectativa da reestréia na Libertadores. A artilharia de Fred. Este é o Fluminense de hoje, ainda que as loas dos jornais estejam voltadas para outras cores. Mais uma vez, tivemos uma atuação oscilante, com direito a bons e maus momentos, entrecortados pelo calor equatorial de Macaé. Se não convenceu plenamente, o Fluminense venceu e prosseguiu em sua trajetória de vitórias; as sensações Botafogo e Flamengo também venceram e não convenceram. Em suma, tudo dentro do equilíbrio de um campeonato carioca (ou estadual, para quem preferir). Tudo isso sem contar com a volta do craque Conca e a também “estréia” de Willians.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de verão, o calor durante os jogos pode até não ser desculpa, mas é evidente que ele atrapalha a performance dos times: basta ver como os jogadores quase desabam quando é marcado o tempo técnico, na metade de cada etapa de jogo. E o Fluminense sentiu o calor, como não poderia deixar de ser, ainda que tenha aberto o marcador no comecinho da partida, em excelente jogada ensaiada na cobrança rasteira de Souza para o meio da área e Fred, com a tradicional categoria, fuzilar o canto esquerdo do goleiro Fábio. Como quase sempre acontece, quando marcamos cedo, nosso time não sustenta a atuação com regularidade no decorrer do tempo. Tartá não estava bem. Por outro lado, Fred perdeu mais dois gols e Carlinhos, um. Outro gol poderia ter acontecido até a metade do primeiro tempo, mas fomos infelizes nos arremates, e quando houve a parada técnica, o Tricolor recuou mais do que o devido e cedeu espaços para a Cabofriense, muitas vezes levada ao ataque pelas jogadas nem sempre eficazes do veterano Schneider. Numa delas, a linda jogada do meia Wagner, acertando um “drible da vaca” em André Luis (escalado minutos antes da partida em lugar de Gum, que sentiu), provocou a primeira defesa feita pelo goleiro Cavalieri com a camisa do Fluminense, fechando o canto esquerdo com qualidade, mas ainda sem inspirar a confiança que os torcedores aprenderam a ter com o Tricampeão Ricardo Berna, barrado sem justificativa técnica plausível e, mais do que isso, uma profunda injustiça. Logo após a grande defesa, Cavalieri experimentou mais um gol sofrido: jogada e matada de Capixaba na área, finalizando no canto direito e igualando o marcador. Com o gol, o Fluminense fez menção de que o acerto de Muricy no intervalo era imprescindível. E o jogo ficou mais lento nos dez minutos finais do primeiro tempo, fazendo com que o empate parecesse o mais razoável. Podíamos ter vencido o jogo até ali, mas o calor, nossa certa ineficiência para lidar com o ataque da Cabofriense e nossas chances perdidas formaram um conjunto que explicou o empate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar de Fred. Tem feito jogos de grande qualidade técnica, ainda que nem sempre a regularidade física esteja presente, como no caso contra o Bangu – não correu o tempo todo mas decidiu o jogo em linda cabeçada. Entretanto, sua qualidade, sua capacidade de antever as jogadas e sua frieza são características que podem levá-lo de volta à seleção brasileira, se a forma física se tornar fulgurante. A cada jogo, várias boas jogadas e gols importantes. Sobre os novatos em campo, creio que Souza já mostra a força de titular e Edinho é titubeante, nem de longe fazendo jus ao grande craque homônimo do passado Tricolor. Sabe-se que Muricy é grande fã de Edinho e foi o responsável por sua contratação, mas o fato é que ele não tem jogado melhor do que Valencia e Diogo jogaram na campanha do Tricampeonato. Vamos aguardar os fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta a campo, Muricy sacou Tartá, inconsistente na partida, e colocou Marquinho. Em lugar de Rodriguinho, entrou o Maestro Conca, para a alegria dos milhões de Tricolores. O argentino precisa ainda de ritmo de jogo, mas é claro que disse ao que veio ontem: comandou o meio de campo, criou jogadas e nenhum torcedor sóbrio seria capaz de acreditar que ele acabou de passar por uma cirurgia de joelho. Mas nada é fácil ou simples para o Fluminense: mal-começado o segundo tempo, um pênalti desnecessário de Souza em Diego Salles permitiu a virada do Cabofriense, a segunda que tomamos em uma semana e que, por si só, exige cuidados a seguir. O time da casa cometeu um pecado capital: virar o jogo cedo e tentar segurar o resultado, faltando quarenta minutos para o fim, tendo um Fluminense do outro lado – não daria certo. Conca passou a abusar da categoria, Marquinho perdeu um gol feito e o empate era questão de tempo, até que em linda e precisa cabeçada, André Luis igualou o jogo em dois gols, aos vinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empatar é menos ruim do que perder, com certeza. Mas, tecnicamente falando, o que o Fluminense precisava era de uma vitória com bom saldo de gols, visando ultrapassar o Botafogo na liderança do grupo. Ainda faltava metade do segundo tempo e, após a parada técnica, nosso time retomou de vez as rédeas do jogo: passou a dominar a partida de vez, organizado por Conca e Fred, mais a agradável surpresa dos últimos jogos e que foi intensificada. Falo da “estréia” de Willians, que fez um ano de 2010 tíbio nas Laranjeiras e, nos últimos jogos, tem sempre entrado com esforço e algum talento. Ontem, apareceu de vez. Foi dele a ótima jogada que resultou no golaço da virada, marcado por Fred de bate-pronto no canto esquerdo de Fábio; a seguir, com muita raça, o próprio Willians finalizou com artilheiro, após jogada de Carlinhos e cruzamento de Marquinho. O jovem atacante que teve uma ótima passagem no Vitória da Bahia, mas ficou apagado no Palmeiras e no próprio Fluminense, parece dar a impressão de que vai ser um jogador muito útil nesta temporada. Além de nossas qualidades, foi inegável que o Cabofriense perdeu força quando seu zagueiro Alysson foi merecidamente expulso. Antes disso, o descontrole do time praiano era tamanho que proporcionou uma das cenas mais tresloucadas de todo o campeonato: após uma bola que Euzébio tentou salvam em cima da linha lateral e errou, ela resvalou no estreante treinador Waldemar Lemos que, sob completo – e injustificado - frenesi, entrou em campo para tentar agredir o zagueiro, o time e quem mais viesse pela frente, recebendo o cartão vermelho. Sem treinador, abalado psicologicamente e, a seguir, sem um zagueiro, o Cabofriense se tornou uma presa fácil nos minutos finais, o que não denigre a importante vitória Tricolor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense está com a classificação às semifinais da Guanabara por um triz. Todos indicam que haverá um Fla-Flu e que a Gávea é a grande favorita, todos dizem que ninguém será capaz de parar Ronaldinho Gaúcho, com se Zico já não tivesse sucumbido diante de Paulo Goulart. Nada pode ser melhor do que isso para começarmos um grande ano. Se conseguirmos ratificar a classificação diante do Duque de Caxias, na próxima quinta-feira calorenta do Engenhão, o jogo contra o Botafogo será um bom aperitivo para a semana de emoções que teremos. Para delírio de milhões e despeito de meia-dúzia, o Fluminense está de volta à América. Tomo emprestados os versos consagrados por Mário Reis, recentemente reavivados pelo grande Tricolor Chico Buarque: “Voltei a cantar/ porque senti saudade/ do tempo em que eu andava pela cidade”. A torcida Tricampeã voltou a cantar mais do que nunca. Ainda precisamos melhorar muita coisa, mas quem é tão melhor do que nós no Rio de Janeiro? Quem é tão melhor que não nos dá chances na Libertadores? Alguns parecem insistir em desaprender a lição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-5054082074781951448?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/5054082074781951448/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=5054082074781951448' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/5054082074781951448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/5054082074781951448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/02/cabofriense-2-x-4-fluminense-30012011.html' title='CABOFRIENSE 2 X 4 FLUMINENSE (30/01/2011)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-615705762713725136</id><published>2011-01-28T12:23:00.000-02:00</published><updated>2011-01-28T12:24:24.091-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>FLUMINENSE 3 X 1 MACAÉ</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quase líder (28/01/2011)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi uma jornada de brilho e nem era preciso, dado que o Fluminense foi superior e absoluto durante boa parte do jogo mesmo sem fazer grande esforço. Mais uma vez, vencer era a meta e houve pleno êxito: no exótico horário de rush, vencemos o Macaé por três a um e chegamos a nove pontos no certame, com três vitórias. Tudo correndo bem, ainda que abaixo das expectativas. E seguimos a passos largos para as semifinais da Guanabara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de nossa partida, o Vasco fez a preliminar contra o time do Boavista e perdeu. Furiosos com a má performance, alguns vascaínos promoveram cenas de confusão e tentativa de violência nos arredores do estádio, principalmente contra os Tricolores que chegavam. Apesar das providências policiais, ficou claro que é preciso repensar a segurança em torno do Engenhão, até porque sua geografia e vizinhança são diferentes do Maracanã. Todos esperamos pelas devidas atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas arquibancadas, outros vascaínos ainda tentaram a tradicional e saudável “secada” contra o Tricampeão, mas de nada adiantou: mesmo antes do gol de Carlinhos, marcado em sua tradicional jogada de corte para dentro da área e chute com a direita, acertando o canto direito, o Fluminense já fazia prever que o gol era questão de tempo, ainda que o jogo não tenha sido dos mais fáceis até o primeiro tempo – lembrando que o Macaé estava recheado de jogadores experientes e rodados, como Bill, Gedeil, André Gomes e Luis Mário. O gol de Carlinhos foi aos trinta e cinco minutos; antes disso, finalizamos muito pouco dentro da área, dada a fortíssima retranca macaense e, também, alguma falta de ímpeto de nosso ataque. A exceção, claro, foi Fred, que abusava de toques e dribles categóricos, além daquela que foi a jogada mais bonita de toda a partida, infelizmente não traduzida em gol: o artilheiro dominou no peito, acertou a bicicleta e a bola explodiu no travessão do goleiro Everton. Aos poucos, o Fluminense passou a tentar perigosos chutes de mais longe, até que Carlinhos fez o dele: até então, embora acertasse jogadas, não corria em ritmo máximo (o que pôde ser percebido até mesmo no gol marcado). Do outro lado, Mariano estava tímido e, no meio, Tartá não fez uma bom primeiro tempo – viria a ser substituído por Marquinho. Quem entrou com muita força foi Souza, disposto a mostrar serviço depois da prematura expulsão contra o Bangu. Rodriguinho foi Rodriguinho; em alguns momentos, Gum e Euzébio se enrolaram, mas nada que comprometesse, ainda que o segundo abusasse de cometer faltas. Edinho também não comprometeu, mas foi discreto. No gol, Cavalieri foi mero expectador, o que não ia acontecer na fase final. E o que se pode dizer mais do primeiro tempo? Aplicação, seriedade, mas falta de pressão máxima, o que era necessário porque não nos bastava apenas vencer, mas também conseguir um excelente saldo que pudesse superar General Severiano. Descemos aos vestiários com o escore mínimo, tradicional da nossa camisa, enquanto a nossa apoteótica torcida esperava por mais, muito mais, na segunda etapa. E vejam que falamos de um time sem Emerson e sem Conca. O Fluminense ainda tem muito a mostrar neste ano de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos para o segundo tempo com Marquinho em campo, o que significava dizer muita raça no meio de campo. Mal deu tempo de se instalar nas cadeiras azuis do Engenhão, Carlinhos veio pela esquerda e acertou, aí sim, um mortífero cruzamento. Quem chegou com força total, num quase carrinho de artilheiro, foi Souza, tocando para o gol vazio e ampliando o marcador, o que nos ofereceu maior tranqüilidade para administrar a partida. E o mesmo Souza, em bela cobrança de falta no canto direito do goleiro, faria o três a zero em menos de dez minutos. Em tese, o jogo estava decidido e isso refletiu na atuação da equipe a seguir, com alguns jogadores nitidamente se poupando. Nas arquibancadas, gritávamos galhofas contra o Neves, que optou por defender o rival. Souza virou o novo herói: ainda chutaria uma bola no travessão e mostraria que veio para o Tricolor com a sede da conquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a vantagem conquistada, quem desacelerou nitidamente foi Fred. Ainda houve tempo para algumas boas jogadas, uma quase letra e um pênalti chutado na trave. A meu ver, o artilheiro, excelente em praticamente todos os fundamentos, abriu vaga quando correu devagar para a cobrança, mostrando falta de convicção onde iria chutar; apesar de ter deslocado o goleiro, a bola beijou o pé da trave direita, frustrando a expectativa de chegarmos mais perto do Botafogo na pontuação geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero destinar estas linhas finais para falar de Cavalieri. Foi um reforço caro, ainda que não viesse de uma temporada de vitórias no futebol europeu, onde jamais repetiu a seqüência de boas atuações que teve quando era goleiro do Palmeiras. O custo da operação não deveria ser garantia de titularidade. É claro que foi bem-vindo às Laranjeiras, mas quero crer que o titular é Ricardo Berna, que entrou em campo nos momentos decisivos do ano passado e foi um dos heróis do tricampeonato, contrariando o senso comum. Entendo os critérios de Muricy para estrear os reforços, mas eu não mexeria num titular que está com ótima performance apenas pelo nome, pela suposta experiência internacional e, novamente, pelo preço. Parecia claro que Berna atravessa um melhor momento do que Cavalieri e isso pôde ser visto em campo ontem. O novo goleiro havia batido roupa num primeiro chute dos macaenses, causando suspiros na Leste Superior; pouco tempo depois, cometeu o mesmo erro e isso custou o gol de Macaé, além do adeus às nossas chances de igualarmos o Botafogo no saldo. Não se trata de crucificar Cavalieri, até porque é um jogador que pode ser muito útil neste ano árduo que teremos, mas era evidente em campo a sua falta de ritmo. Alguns dirão que um jogador só consegue evoluir jogando, mas e o goleiro? Vamos esperar que tenha ritmo? Debaixo das traves, esse argumento é inviável: não se pode esperar. E não cabem argumentos ou desculpas: o torcedor deve ser tratado com dignidade e isso também está no fato dos jogadores terem autocrítica e admitiram falhas. Esqueçam o gramado, a temperatura, a umidade do ar: houve um grande frango sim! O resultado final não foi sacrificado, não alterou os rumos da partida, mas aconteceu. Nada de mentiras. Que Cavalieri se prepare nos treinos e faça uma disputa igual com Berna: quem estiver melhor, que jogue. Neste momento, a vaga deveria ser do goleiro Tricampeão, mas quem resolve isso é nosso rabugento – e competentíssimo – treinador. Enfim, terminamos como líderes da chave e quase líderes do campeonato. Poderia ser melhor, mas é um bom começo, claro. Muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto passo da Guanabara é no próximo domingo, justamente no estádio de Macaé, contra a Cabofriense. Uma vitória celebra nossa classificação. Iremos com tudo, seja qual for o time em campo. O Fluminense tem sede da Guanabara, tem saudades da Guanabara e nada é melhor do que o tempero carioca para uma grande estréia na América. Um dia eu disse que voltaríamos a ela. Está chegando a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-615705762713725136?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/615705762713725136/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=615705762713725136' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/615705762713725136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/615705762713725136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/01/fluminense-3-x-1-macae.html' title='FLUMINENSE 3 X 1 MACAÉ'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-7834992293913493181</id><published>2011-01-24T12:47:00.001-02:00</published><updated>2011-01-24T12:48:53.158-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>FLUMINENSE 6 X 2 OLARIA (23/01/2011)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dia de luz, festa de sol (24/01/2011)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, Fluminense e Olaria fizeram um jogo com várias nuances e circunstâncias, principalmente no primeiro tempo. Chutes perigosos, boas defesas, falhas, idas e vindas, viradas e reviravoltas no placar, bolas na trave: tudo aconteceu para uma partida rica e que acabou com uma poderosa goleada Tricolor por seis a dois no Engenhão. A alegria continua e, com ela, a certeza de que somos candidatos à Guanabara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa luta carioca começou na quinta-feira passada e, nela, a vitória mínima sobre o bom time do Bangu a poucos minutos do fim da partida serviu como amuleto: parecia ser o velho Fluminense de 1951, o rei dos um-a-zero que valeram um título. Porém, sabíamos que o time poderia render bem mais. Creio que o Fluminense buscará um equilíbrio no decorrer da competição; não é o caso de suspeitar do jogo contra os de Moça Bonita e nem de pular estrepitosamente com a goleada de ontem. Temos Muricy à beira do campo, seguindo os mandamentos do Mestre Telê Santana: nem desespero, nem euforia exagerada. Mas deixo claro: vencemos com autoridade, equilibro e atitude. Seis gols não são entregues de bandeja num drive-thru: o Tricolor cumpriu bem seu papel. Não me venham com galhofas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no primeiro minuto, ainda sob os raios de sol lambendo as arquibancadas do Engenhão, uma linda tabela entre Mariano, Deco e Fred fazia vezes de grande promessa para este ano tão esperado – o da nossa volta à América, o da luta pelo estadual e pelo tetracampeonato brasileiro. Os dez minutos seguintes foram de total predomínio das Laranjeiras, até que Fred, em passe típico dos melhores camisas dez de outros tempos, deu um passe de letra e deixou o brigador Marquinho – felizmente de volta ao futebol, após a fratura no braço - com a faca e o queijo nas mãos para abrir o marcador. Na marca do pênalti, livre, o camisa sete fuzilou de pé esquerdo no canto esquerdo do goleiro Renan. Mas não houve tempo para qualquer festa: enquanto vários dos nossos jovens leões ainda urravam por conta do gol, o Olaria deu a saída, não se fez de rogado e empatou: livre frente à área, Felipe chutou forte de pé esquerdo também, mas no canto direito de Ricardo Berna, que nada pode fazer. Evidentemente, o empate foi uma surpresa negativa, mas nada que abalasse a incessante fé da nossa torcida. Os cinco minutos seguintes é que nos deram certo mal-estar, porque os azuis ganharam confiança e vieram para a frente, geralmente em velozes contra-ataques. Num deles, o excesso de garra de Valencia resultou num pênalti contra nós, muito bem-cobrado por Renan Silva: pé esquerdo com força no canto esquerdo, Ricardo Berna completamente deslocado no chute. Sinceramente, não creio que o pênalti seria marcado com facilidade se estivesse em campo outra grande equipe que não fosse o Fluminense, mas estava feito e o jeito era seguir em frente. É sempre desagradável estar perdendo qualquer jogo de virada, ainda mais antes dos vinte minutos do primeiro tempo, mas justamente por causa disso é que o torcedor do Fluminense não precisava se abalar. Afinal, quem espera sempre alcança. Dada a saída de bola, retomamos a partida como se não estivéssemos em desvantagem no marcador: o Fluminense de hoje é um time confiante, calejado. E mostraria a que veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deco ficou pouco tempo em campo, nitidamente ainda sente o forte calor do Rio de Janeiro e, tendo em vista já ser um veterano, tem dificuldades para chegar ao esplendor da forma. Contudo, nas poucas vezes que toca na bola, ela parece deslizar num perfeito carpete de sinuca. E foi assim que o Fluminense empatou o jogo: ele devolveu de primeira, com categoria, um rebote da defesa olariense e deixou Fred tão livre quanto este deixara Marquinho na abertura do placar. Com o grande artilheiro livre no semicírculo de ataque, a classe do pé direito no canto esquerdo foi absoluta, decretando o dois a dois. A primeira etapa ainda seria marcada pelo lance capital da partida: Renan Silva se aproveitou de uma furada calamitosa de Euzébio, entrou na área e driblou Berna; quando chutou para o gol livre, lá estava Carlinhos fazendo cobertura na trave direita e impedindo a nova desvantagem. O contra ataque foi mortífero: um inusitado cruzamento de pé esquerdo de Mariano, a confusão na defesa do Olaria e Fred, sempre ele, tocando de cabeça no canto esquerdo para o fundo das redes, decretando a revirada e permitindo uma descida tranqüila para o intervalo. Alívio: a dificuldade foi grande, mas deu tudo certo. Se Deco não esteve nos seus melhores dias, Tartá foi muito bem e decisivo; se Euzébio andou se equivocando, Berna e Carlinhos deram conta das tarefas; se Mariano parecia tímido e lento em parte do jogo, esteve presente na hora da virada com uma maravilhoso cruzamento. Falando particularmente em Berna, entendo que seu grande momento no gol Tricolor continua e não vejo o menor motivo para que Cavalieri ocupe esta vaga. Quem agüentou as pressões de 2006 e do fim do ano passado merece ser titular. É claro que Cavalieri é um goleiro de grande categoria, apesar de ter mostrado pouco serviço nos últimos anos em que esteve no futebol europeu. Brigará pela vaga e será uma grande disputa. Contudo, entendo que se Berna for barrado por questões extra-campo, uma enorme injustiça estará desenhada em Álvaro Chaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que o jogo foi decidido na saída para o segundo tempo. No primeiro ataque, um escanteio cobrado por Marquinho e então Rodriguinho, que substituíra Deco, cabeceou no canto direito, fazendo quatro a dois e tirando qualquer ambição maior do Olaria. Nova revirada parecia algo improvável, ainda que nós, das Laranjeiras, bem saibamos sobre desmontar paradigmas. Mas o fato é que o jogo tomou ares de treino, abrindo alas para a colossal categoria de Fred, as boas jogadas de Tartá e um Fluminense que, mesmo tendo quase garantido os três pontos, não abdicou do ataque em momento algum. Coube a Rodriguinho marcar novamente após receber ótimo passe de Tartá, em chute rasteiro num ataque pela direita, jogada típica dele, para fazer o quinto gol. E ainda haveria novas emoções, contra e a favor: Marquinho, com absoluto merecimento, faria um lindo gol de falta no apagar das luzes, além do Olaria balançar a nossa trave antes do apito final. Para uma segunda partida de campeonato, foi excelente: um show de Fred, muito bem-coadjuvado por nossos outros jogadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não custa lembrar que o Fluminense ainda tem o genial Conca em recuperação médica, além da ausência de Emerson no ataque. As opções de Araújo e Edinho. O elenco é forte e estamos apenas no começo. Nós não comemoramos títulos pré-datados, isso não tem a ver com as nossas cores. Mas fica evidente que o Fluminense vai brigar firme por todos os títulos que disputar este ano. Ganhar é outra coisa: todos brigam por um único grande lugar ao sol. Aqui estamos para tentar de novo. Time para isso, temos. O tempo há de confirmar ou não as nossas melhores expectativas e sonhos. De certo e real, sabemos ter um grande time, um dos melhores atacantes do Brasil, outros craques por voltar a campo e uma torcida infinita. Hoje, o Fluminense promete e muito. Repito: ninguém goleia à toa. O campeão brasileiro mostrou sua força e há de prosperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-7834992293913493181?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/7834992293913493181/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=7834992293913493181' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7834992293913493181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7834992293913493181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/01/fluminense-6-x-2-olaria-23012011.html' title='FLUMINENSE 6 X 2 OLARIA (23/01/2011)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-6760722956036065708</id><published>2011-01-18T15:26:00.002-02:00</published><updated>2011-01-18T15:56:48.476-02:00</updated><title type='text'>FELIZ 2011!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Caros amigos do tricampeonato, há quantos anos não iniciamos uma temporada de futebol com tanta tranquilidade? Não sei dizer ao certo, é coisa de décadas. O Fluminense desafiou paradigmas, fugiu do inferno e invadiu o céu com seu maravilhoso título em 2010 - dominou o Brasil de ponta a ponta, derramou chopes centenários, falácias debochadas de jornalistas, maus palpites dos analistas de plantão. Os jovens leões tomaram as ruas numa tempestade de dezembro e isso ratificou o Tricolor Tricampeão. Estamos em paz; contudo, bem sabemos que o futebol não espera: ele já bate à nossa porta com novos paradigmas a serem superados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campeonato carioca, ou estadual se preferirem, é uma conquista fundamental. O Fluminense sempre teve a supremacia neste modelos de competição, até que permitiu o empate em 2009. Será difícil retomar a ponta: as rivalidades regionais pesam, as torcidas se superam, os jogadores se matam em campo. Temos um time capaz de ser campeão do Rio, mas é preciso que a prática comprove a teoria. Precisamos desse título como nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em paralelo, a volta à América. Outro dia mesmo, enxugávamos as lágrimas daquela final mal-terminada, que nos deixou com ares de continuação. Pagamos o preço, as dores por dois anos e agora, humildemente, retornamos com o tapete vermelho sob nossos pés. Os velhos bocós já manuseiam as línguas-de-sogra: é o grupo da morte, o Fluminense não tem chance. Ri, rio e rirei cada vez que tais sentenças fatigarem minha vista e minha audição. Não somos os mais-queridos nem os favoritíssimos: que nos deixem num cantinho, pois conhecemos como ninguém o caminho das beiradas até a vitória. Tem sido assim há quase cento e dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, no findar do primeiro trimestre, a ferocidade do campeonato brasileiro e seus quase quarenta jogos, atravessando um verdadeiro continente. A se julgar pelo elenco que montamos e que ele não se desfaça, o Fluminense será um dos times que brigará pelo G, seja ele 3 ou 4. Não chegamos até aqui à toa. Os desafios serão violentos, mas isso faz parte da nossa história: é a nossa verdadeira sina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um time campeão merece respeito e valorização. Quem chega, vem para somar e, se possível, ganhar vaga no time. Hoje, ninguém merece ser mais titular do gol Tricolor do que Ricardo Berna; Cavalieri vem com força, mas precisa mostrar serviço. Souza tem história em outros times, mas precisa escrever a sua nas Laranjeiras, assim como Edinho e o veterano Araújo. Enfim, o Fluminense de hoje tem muitas opções e eu espero que, dentre elas, também estejam as jovens promessas forjadas em Xerém, para mesclar o grupo em todos os aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não diria aqui que o Fluminense irá longe com certeza. É tão somente uma esperança, uma vontade, uma saudável ânsia de dez milhões de torcedores. O que aposto mesmo é que temos chances. Boas chances. O que vier de melhor, basta; por enquanto, torço por uma alegria semelhante a 2010. Se forem duas, maravilhoso; se forem três, o céu não será limite para a nossa calejada galeria de taças. O que vier, vem bem. Time, elenco e treinador, temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para deixar uma mensagem aos homens que dirigem as Laranjeiras: se chegamos até aqui, é porque tivemos vários fatores dentro e fora de campo para uma verdadeira ressurreição do Fluminense - neste último caso, a força da nossa maravilhosa, apaixonada e linda torcida. Não é o momento de visualizar somente as receitas e deixar a massa torcedora de lado. O Fluminense dentro de campo não seria campeão sem o Fluminense que inundou o concreto das arquibancadas de Volta Redonda, Engenhão e Barueri. Um grande campeão não se constroi apenas com a audiência da televisão, tampouco com a exclusividade das classes mais abonadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, um grande ano de 2011 e o velho sentimento de esperança que volta a brilhar nas três cores da vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-6760722956036065708?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/6760722956036065708/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=6760722956036065708' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6760722956036065708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6760722956036065708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/01/feliz-2011.html' title='FELIZ 2011!'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-1025093726209816409</id><published>2011-01-10T10:50:00.001-02:00</published><updated>2011-01-12T09:31:31.738-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>SOBRE FERNANDO HENRIQUE (O GOLEIRO, CLARO)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Recentemente, quando publiquei meu livro “Do inferno ao céu – a história de um time de guerreiros”, numa única noite folheei algumas páginas por curiosidade, aquela coisa de ver a obra em progresso estar erguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para qualquer pessoa que goste de escrever, profissionalmente ou não, muitas vezes o que foi escrito deveria ter sido refeito ou até mesmo ser suprimido. É sina do escritor: escrever, reescrever, cortar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu comigo durante a folheada, num único momento: uma crônica que escrevi contra Fernando Henrique, o então arqueiro Tricolor na partida da publicação. Não que tenha de mudado de forma alguma meu pensamento sobre o dito naquele momento, mas sim a maneira como escrevi – essa é que me incomodou. De toda forma, como o que produzi sempre teve o calor do fim dos jogos, talvez fosse inevitável dizer o que foi dito. Enfim, eu teria feito de outra forma, mas não menos crítica: além do resultado ter sido mais ácido do que é o tradicional da minha personalidade, sei que Fernando teve e tem muitos admiradores entre os torcedores do Fluminense, aos quais eu jamais gostaria de ofender ou parecer ofensivo por conta de minhas palavras. Tudo o que falei e falo tem a ver com as quatro linhas e o que nelas influencia, tão-somente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, se tivesse se empenhado mais, principalmente na correção de deficiências claras e em não teimar com a prioridade de jogo com os pés, agindo como um beque-equipe, Fernando poderia ter ido muito mais longe diante das traves que consagraram craques como Marcos Carneiro de Mendonça, Batatais, Castilho, Veludo, Félix, Renato, Wendel e o monumental Paulo Victor – a quem ele mesmo, Fernando, num momento de rasa lucidez, criticou sem o menor conhecimento de causa, assim como criticava a torcida que o vaiava - motivo, aliás, da minha eventual ira. Todavia, essas hipérboles desastradas - muitas vezes temperadas com a arrogância que, às vezes, os jovens confundem com personalidade, além de arroubos estatísticos inconsistentes – não apagam o brilho de ter feito parte dos campeões do centenário de 2002 e da Copa do Brasil em 2007 (onde foi de grande importância). Tivesse a regularidade deste certame, iria longe, muito longe. Trocasse a noite dos pagodes e funks pelo dia dos treinos, faltas, cruzamentos e chutes, iria muito longe – e isso é que me parecia mais frustrante como torcedor: saber que, se tivesse aplicado a dedicação devida, ele teria me poupado de vaiar, criticar e escrever. Havia potencial, faltavam aplicação e humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando teve o seu momento bom, teve momentos bem ruins, fez uma vida nas Laranjeiras. Ganhou aplausos, algumas vezes com total justiça, noutras com certo exagero; foi também muito vaiado com justiça. Veio e foi, subiu e desceu. Não estou aqui para mudar o disse ou o que escrevi muitas vezes, mas para mudar o tom que parecia ser belicoso quando, na verdade, era a decepção por alguém por quem eu também torci – era o goleiro do meu time, ora! Era alguém que eu queria ver bem em campo a todo momento, o que espero que seus fãs entendam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, é evidente que desejo toda sorte ao ex-jogador Tricolor e que tenha uma grande fase em seu novo time – uma volta por cima feita com seriedade e aplicação maiores do que as do passado, capazes de agradar ao seu séqüito de admiradores e contestar humildes opiniões como a deste escriba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas reitero: será preciso trabalho, muito trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Paulo-Roberto Andel, 10/01/2011 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-1025093726209816409?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/1025093726209816409/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=1025093726209816409' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1025093726209816409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1025093726209816409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2011/01/sobre-fernando-henrique-o-goleiro-claro.html' title='SOBRE FERNANDO HENRIQUE (O GOLEIRO, CLARO)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-3428308065720751786</id><published>2010-12-28T09:23:00.000-02:00</published><updated>2010-12-28T09:24:48.334-02:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://radioglobo.globoradio.globo.com/futebol/2010/12/27/O-TITULO-DO-TRICOLOR-EM-LIVRO.htm"&gt;http://radioglobo.globoradio.globo.com/futebol/2010/12/27/O-TITULO-DO-TRICOLOR-EM-LIVRO.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-3428308065720751786?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/3428308065720751786/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=3428308065720751786' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/3428308065720751786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/3428308065720751786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/12/entrevista.html' title='ENTREVISTA'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-1383767499653277677</id><published>2010-12-21T15:12:00.002-02:00</published><updated>2010-12-22T13:36:40.098-02:00</updated><title type='text'>PONTOS DE VENDA DO LIVRO "DO INFERNO AO CÉU"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pAoV9NgdKdo/TRDgVFapPrI/AAAAAAAAAR8/_RNZz7M-AVE/s1600/capa%2Blivro.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 222px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553184993383628466" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pAoV9NgdKdo/TRDgVFapPrI/AAAAAAAAAR8/_RNZz7M-AVE/s320/capa%2Blivro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Arlequim Livraria&lt;br /&gt;Praça XV de Novembro 48&lt;br /&gt;Paço Imperial – Centro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Timbre Livraria&lt;br /&gt;Shoppinga da Gávea 2º Piso Loja 221&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só Tricolor – Flamengo&lt;br /&gt;Rua Senador Vergueiro, 44 Loja A&lt;br /&gt;Flamengo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só Tricolor – Tijuca&lt;br /&gt;Rua Santo Afonso, 153 Loja H&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumento Livraria&lt;br /&gt;Rua Dias Ferreira, 417&lt;br /&gt;Leblon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blooks Livraria&lt;br /&gt;Praia de Botafogo, 316 Loja D/E&lt;br /&gt;Galeria do Arteplex Botafogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolívar Livraria&lt;br /&gt;Rua Bolívar, 42 Loja A&lt;br /&gt;Copacabana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beco das Letras&lt;br /&gt;Rua General Tibúrcio, 83 Loja 14&lt;br /&gt;Urca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moviola Livraria&lt;br /&gt;Rua das Laranjeiras, 280 Loja C&lt;br /&gt;Laranjeiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empório das Letras&lt;br /&gt;Rua do Catete, 311 Sala 202&lt;br /&gt;Largo do Machado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo da Vinci Livraria&lt;br /&gt;Avenida Rio Branco, 185 Lj. 2, 3, 9&lt;br /&gt;Centro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só Tricolor Petrópolis&lt;br /&gt;Rua Tereza , 1515 Loja 69&lt;br /&gt;Alto da Serra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só Tricolor Niterói&lt;br /&gt;Rua Gavião Peixoto, 104 Loja 111&lt;br /&gt;Icaraí&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede de Livrarias da Travessa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barra: Barra Shopping, nível américas &lt;br /&gt;Leblon: Shopping Leblon, 2º piso - 3138-9600&lt;br /&gt;Ipanema: R. Visconde de Pirajá, 572 - 3205-9002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centro:  &lt;br /&gt;Travessa do Ouvidor, 17 - 2505-0400&lt;br /&gt;Av. Rio Branco, 44 - 2519-9000&lt;br /&gt;Rua Primeiro de Março, 66 - 3808-2066&lt;br /&gt;Rua 7 de Setembro, 54 - 3231-8015&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda nos links:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.7letras.com.br/destaques/do-inferno-ao-ceu.html"&gt;http://www.7letras.com.br/destaques/do-inferno-ao-ceu.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/DO_INFERNO_AO_CEU_A_HISTORIA_DE_UM_TIME_DE_GUERREIROS/artigo/4dcf0445-b80b-43e4-a4e9-f6e5dc2ba2cd"&gt;http://www.travessa.com.br/DO_INFERNO_AO_CEU_A_HISTORIA_DE_UM_TIME_DE_GUERREIROS/artigo/4dcf0445-b80b-43e4-a4e9-f6e5dc2ba2cd&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-1383767499653277677?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/1383767499653277677/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=1383767499653277677' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1383767499653277677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1383767499653277677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/12/pontos-de-venda-do-livro-do-inferno-ao.html' title='PONTOS DE VENDA DO LIVRO &quot;DO INFERNO AO CÉU&quot;'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pAoV9NgdKdo/TRDgVFapPrI/AAAAAAAAAR8/_RNZz7M-AVE/s72-c/capa%2Blivro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-7721443730700147181</id><published>2010-12-13T12:08:00.002-02:00</published><updated>2010-12-13T12:09:44.403-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divulgação'/><title type='text'>LANÇAMENTO DE LIVRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pAoV9NgdKdo/TQYo8QLyvSI/AAAAAAAAARU/ZnjIYUNUufI/s1600/DO%2BINFERNO%2BAO%2BC%25C3%2589U.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 222px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550168606382406946" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pAoV9NgdKdo/TQYo8QLyvSI/AAAAAAAAARU/ZnjIYUNUufI/s320/DO%2BINFERNO%2BAO%2BC%25C3%2589U.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"DO INFERNO AO CÉU: A HISTÓRIA DE UM TIME DE GUERREIROS"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.7letras.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;http://www.7letras.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-7721443730700147181?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/7721443730700147181/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=7721443730700147181' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7721443730700147181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7721443730700147181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/12/lancamento-de-livro.html' title='LANÇAMENTO DE LIVRO'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pAoV9NgdKdo/TQYo8QLyvSI/AAAAAAAAARU/ZnjIYUNUufI/s72-c/DO%2BINFERNO%2BAO%2BC%25C3%2589U.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-3466852783646141048</id><published>2010-12-06T14:38:00.003-02:00</published><updated>2010-12-06T16:29:47.693-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>FLUMINENSE 1 X 0 GUARANI (05/12/2010)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Do inferno ao céu (06/12/2010)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria falar de várias coisas nesta crônica de hoje, mas sei que as palavras sempre serão poucas para definir a monumental vitória de ontem, quando o Fluminense se sagrou tricampeão brasileiro de futebol. Queria falar da lembrança saudosa dos meus amados pais que, certamente, comemoraram este grande triunfo em algum lugar do infinito, assim como meus grandes amigos João Carlos e Xuru – este, vascaíno de sete cidades, mas que volta e meia emprestava torcida ao meu amado Fluminense. Queria também falar da emoção que senti ao ver os milhares de jovens leões das Laranjeiras vibrando e chorando com esta conquista, jovens como eu era no dia em que vencemos o fortíssimo Vasco e ganhamos o bicampeonato em 1984.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus queridos amigos Tricolores, esqueçam de jogadas bonitas, passes mirabolantes e efeitos pirotécnicos: o Fluminense não entrou em campo ontem para fazer um show. Entrou para ser tricampeão. A maravilhosa festa coube à nossa imensa e belíssima torcida, que fez uma verdadeira procissão até o Engenhão e não deixou um centímetro de acrílico ou concreto sem as três cores da vitória. No campo, todos sabíamos que seria um jogo tenso. A obrigação de vencer abala até um par-ou-ímpar, quanto mais tendo um título tão importante em jogo. Nunca tivemos uma final fácil a nosso favor, não seria agora que isso iria acontecer. Ninguém definiu o roteiro da partida melhor do que Álvaro Doria: “Será um jogo difícil, com morrinha e o gol virá no segundo tempo – isso se não for depois dos quarenta minutos”. Fizemos antes do que o bruxo previra, mas o sofrimento até o fim foi o mesmo. E antes disso, o Engenhão mostrava seus cânticos de festa, mas também muitos suspiros nervosos, mais do que justificados: chutamos pouco a gol, Diguinho não repetia o brilho de outras jornadas, o craque Conca sentia o calor, Fred ainda pagava o preço da falta de ritmo. O esquema 3-5-2 não funcionou como deveria, porque Mariano acabou inibido e Gum não tinha o mesmo ritmo para puxar jogo pela direita. Num momento, o Guarani ameaçou com perigo e poderia ter feito o gol, mas Ricardo Berna mostrou – com sobras, ressalte-se - porque se tornaria o sucessor de Paulo Victor na galeria dos goleiros campeões brasileiros do Tricolor. Nas cadeiras azuis, apreensão: o Cruzeiro empatava zerado em Minas, o Corinthians empatava em um gol no Serra Dourada. Definitivamente, nada é fácil para nós. Num estalar de dedos, acabou o primeiro tempo e ficou claro que teríamos de melhorar para conseguir vazar o gol bugrino. Um mísero e surrado gol valia o título – meio-gol até, desde que fosse validado. Nas arquibancadas, os jovens leões rugiam com ânimo e também a natural preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta para o segundo tempo, o time voltou sem alterações, mas por pouco tempo. Logo no começo, Júlio César sentiu e quem veio em seu lugar foi Washington. Ninguém ali sabia que essa substituição, feita por contusão, iria dar ao Fluminense o seu terceiro troféu minutos depois. Houve uma bola na esquerda, Carlinhos tentou cruzar e acertou um adversário em cima; puxou a bola mais para a linha de fundo, contra dois marcadores, e cruzou. O normal seria Washington cabecear para o gol, ou tentar, mas buscou o passe de cabeça para Emerson. Do jeito que veio, o atacante fuzilou de pé esquerdo - junto à canela, cadarço da chuteira e o que mais estivesse à frente, - por entre as pernas do goleiro, causando não somente um grito de gol comum, mas um verdadeiro tiro de canhão em cada voz dos nossos torcedores. Os jovens leões rugiram alto, juntos aos adultos, os idosos, os ressuscitados, os redivivos. Um barulho como eu nunca havia ouvido antes num estádio, a não ser quando havíamos vencido o Centenário de 1995, e então venho a senha: havia um novo Centenário a ser vencido, havia águias a dizimar os gaviões. Fizemos o primeiro gol e parecia escrito que nunca mais perderíamos esses três pontos. Foi o que aconteceu. A meia hora restante da partida foi disputada com o Fluminense tentando ainda o segundo gol em algumas chances, contra o Guarani respeitando o futuro campeão. Confesso que vi pouco dessa meia hora, talvez uns quinze ou vinte minutos, se muito: olhei para o lado, os queridos amigos de todos os jogos, os conhecidos e desconhecidos, as lindas mulheres e os rapazes embasbacados; as faixas, as bandeiras, os dizeres. Cada um deles trazia em si uma lágrima de alegria e um sorriso monumental, catalânico, inquestionável. Dez minutos para olhar para o gramado e rever nossos heróis, nossas conquistas, nossa interminável saga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente no centro do campo, Simon deu o último apito e encerrou a partida. Eu pensava em Leo Feldman, eu pensava naquele vinte e cinco de junho de 1995: fiquei do mesmo jeito, sem entender muito bem o que se passava à minha volta, no bairro, na cidade e no país. O que melhor me lembro foi quando, perto do meu setor, vi nosso craque Fred levantando Benedito de Assis, nosso herói de outro tri, nos braços. O artilheiro guerreiro entendeu o que é o Fluminense. Não há dúvidas de que Conca é o craque do campeonato, mas o Fluminense é campeão com um time, um grupo, um jogo inteiro de camisas em vez de uma solitária. Havia Romerito, havia Marcão; eram muitos vitoriosos no estádio para que o Tricolor fosse campeão. E não deu outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a ser jovem: o Fluminense escreveu mais um capítulo típico da sua história. Enfrentou o precoce fechamento do Maracanã e ficou sem estádio; lutou meses contra as contusões de seus principais jogadores; teve para si as galhofinhas da imprensa que, mais uma vez, foram demolidas dentro de campo. Liderou dois terços do campeonato; quando rateou, os adversários não souberam tomar a dianteira e foram novamente ultrapassados. Não há o que contestar: é um campeão de terra, céu e mar. Mais precisamente, do inferno ao céu. Explico: quem diria que o time desacreditado do meio do ano passado conseguiria chegar ao topo do Brasil ontem? A perda da Libertadores nos custou caro: não faltaram críticas, deboches e falácias. Queriam o nosso sangue, queriam nos rebaixar por decreto em 2008 e 2009, mas não conseguiram. Meus amigos, essa conquista de ontem não é o fruto do acaso ou de algo rápido, recente: trata-se de um longo processo, que vem de muitos e muitos anos. Ninguém mereceu mais esse título do que o Fluminense; embora tenham insistido em nos tratar como o time do quase. Lembremos de 1988, 1991, 1995, 2000, 2001, 2002, 2005 e 2007 – em todos estes anos, o campeonato brasileiro poderia ter sido nosso, e ficou bem perto. O de 2010 nunca mais escapará. Somos os grandes campeões: os jovens leões não param de rugir pelas ruas, bares, faculdades, praias e qualquer lugar onde se saiba que hoje o Fluminense voltou ao seu devido lugar. Quem espera sempre alcança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito as linhas desta crônica para subsidiar o raciocínio daqueles que insistem na pecha de bicampeão. O Fluminense não é apenas um tricampeão, mas sim um gigante tricampeão. Os homens de imprensa devem mostrar grandeza neste momento e revisar seus textos: como explicar que hexacampeões brasileiros disputem cinco Taças Libertadores por conta dos títulos obtidos, ao passo que bicampeões do mesmo certame tenham disputado três? Não há matemático que consiga justificar tal equação. Não reconhecer o tricampeonato das Laranjeiras soa tão exótico quanto ignorar outros campeões como o Cruzeiro de Tostão, o Botafogo de Gerson, a Academia palmeirense de Ademir da Guia e um certo Santos de um certo Pelé. Patético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A águia do Atlântico Sul voa rasante. Os jovens leões rugem como nunca. Os cavalos paraguaios foram, mais uma vez, recolhidos às cocheiras centenárias. O Brasil tem um novo tricampeão: seu nome é Fluminense, seu nome é felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-3466852783646141048?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/3466852783646141048/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=3466852783646141048' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/3466852783646141048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/3466852783646141048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/12/fluminense-1-x-0-guarani-05122010.html' title='FLUMINENSE 1 X 0 GUARANI (05/12/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-6009751379321325782</id><published>2010-12-02T11:37:00.005-02:00</published><updated>2010-12-02T11:46:31.722-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>TRICAMPEÃO, SIM!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Descontemos as mentiras políticas de O GLOBO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Abaixo, segue a página principal da edição de 21/12/1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Será possível que a imprensa vai insistir com essa MENTIRA de tirar um título nacional do Fluminense?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pAoV9NgdKdo/TPehJ-g6J0I/AAAAAAAAAQ4/AxHvw6PNMLA/s1600/O%2BGLOBO%2B21%2B12%2B1970.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 226px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546078658901976898" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pAoV9NgdKdo/TPehJ-g6J0I/AAAAAAAAAQ4/AxHvw6PNMLA/s320/O%2BGLOBO%2B21%2B12%2B1970.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Verifique também:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8vIsLrollK4&amp;amp;NR=1"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=8vIsLrollK4&amp;amp;NR=1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-6009751379321325782?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/6009751379321325782/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=6009751379321325782' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6009751379321325782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6009751379321325782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/12/tricampeao-sim.html' title='TRICAMPEÃO, SIM!'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pAoV9NgdKdo/TPehJ-g6J0I/AAAAAAAAAQ4/AxHvw6PNMLA/s72-c/O%2BGLOBO%2B21%2B12%2B1970.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-768175158910280268</id><published>2010-12-01T16:34:00.002-02:00</published><updated>2010-12-01T17:13:32.306-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>PALMEIRAS 1 X 2 FLUMINENSE (28/11/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A linha do céu de Barueri (29/11/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram sete dias de luta. Duas batalhas na elegante Arena Barueri. Duas vitórias absolutas, incontestáveis, e o Fluminense está na final do campeonato brasileiro, meus amigos. Final? O campeonato não é por pontos corridos? Sim. Mas o próximo domingo nos reserva uma grande final no Engenhão: precisamos vencer de qualquer maneira o Guarani para conquistar o tão sonhado título brasileiro deste ano. Esqueçam que o Guarani foi rebaixado. Esqueçam que temos um ponto à frente. Esqueçam os jogos dos rivais. Nossa missão é vencer este jogo, por meio a zero, por três milímetros a zero e então sucederá o ansiado tricampeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencemos o Palmeiras com autoridade. Não importa a classificação do alviverde no campeonato: é um grande time, jogava em casa e mesmo com a rejeição de sua torcida por uma vitória contra nós – o que favoreceria o arqui-rival Corinthians – não foi um peso-morto. Pelo contrário: o golaço marcado por Dinei no começo do jogo foi uma verdadeira ducha de água quente em nosso ânimo. Água quente? Sim, o calor de Barueri era escaldante. Sentimos o golpe por alguns instantes; nossa linda torcida que invadiu a Arena, nosso bravo time diante de um potente jab no queixo. Leandro Euzébio falhou, concordo; contudo, tem enorme crédito pelo seu conjunto de atuações neste campeonato. O jogo seguiu e logo se repetiu a agonia de outros dias: nosso ataque perdendo gols deliberadamente. Emerson cabeceou no travessão. Fred cabeceou nas mãos de Deola. O goleiro palmeirense ainda faria ao menos duas ótimas defesas, até que Carlinhos empatou o jogo num lindo chute diagonal no ângulo esquerdo, após driblar. Acertou o gol com o pé direito. Os atacantes não faziam, o lateral marcou de pé trocado: eis o Fluminense de 2010, um coração na ponta de cada chuteira. Uma forma de compensar o que viria a seguir até o intervalo: Conca não sendo tão Conca, Fred não sendo tão Fred, Emerson muito longe de Emerson e Deco completamente diferente da partida contra o São Paulo – para pior. Pouco tempo mais tarde o luso-brasileiro, contundido, cederia a vez a Tartá - e isso iria fazer uma enorme diferença entre o que sentíamos ali e sentimos agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do empate, restava quase meia hora para terminar o primeiro tempo e, mesmo não fazendo uma partida primorosa, o Fluminense se lançou ostensivamente ao ataque, tornando Deola o destaque dos primeiros quarenta e cinco minutos, com defesas sensacionais e decepcionando profundamente os palmeirenses que foram ao estádio torcer pela derrota do próprio time, fato que prejudicaria o Parque São Jorge. Faz sentido. A lógica do torcedor não é medida pela precisão da matemática. Não me venham com discursos hipócritas: a primeira etapa não foi um jogo fácil. No mais, o Fluminense não é líder do campeonato por cortesia: assumiu a dianteira em dois terços das rodadas. Em vários momentos quando poderia ter sido alijado da disputa final, os adversários tropeçaram nas próprias pernas. É tudo culpa da sina Tricolor, que faz desabar centenários. E enquanto Laranjeiras literalmente suava em bicas na Arena Barueri, o Corinthians contava com a enorme colaboração do goleiro vascaíno Prass – mesmo que tenha sido involuntária. Os deuses e demônios do futebol habitam todos os estádios e camisas, não apenas uma, embora haja privilégios claros quando se trata de certas cores – e, dentre elas, definitivamente não estão as três do Fluminense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta para o gramado no segundo tempo era a exigência de uma virada Tricolor. Nos primeiros minutos a tensão foi evidente, e isso se traduziu em ao menos um inacreditável gol perdido por Fred – logo ele, que tem a vocação e a maestria para fazer os gols. Mais um escanteio, mais outro escanteio, mais um cruzamento e as coisas não aconteciam. Chegou o décimo-terceiro minuto. Deola, gante, reboteou; Tartá ajeitou e colocou a bola no canto direito com excepcional categoria. Aconteceu a virada. Vejam que Tartá é um jogador de poucos gols; neste ano, no entanto, mais do que decisivos: contra o Vasco, no difícil um a zero, e ontem na virada. Gols que fizeram a diferença e trouxeram o Fluminense até o pantheon de hoje. Bendita a hora em que Deco se machucou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do segundo gol, é verdade que o jogo tomou ares um tanto modorrentos. O Palmeiras não disputava mais nada, o Fluminense conseguiu o que queria, as coisas foram mais lentas, mais dosadas. Não me preocupo com quem queira colocar dúvidas sobre a beleza do futebol que temos jogado, assim como suspeições dos nossos jogos recentes contra os times paulistas. Ninguém escreveu uma vírgula sobre o hiper-frango do Pacaembu. Esqueceram de muitos pênaltis duvidosos marcados na competição a favor doa grandes favoritos. Esqueceram a vergonha de 2005. Hoje, o que importa é o Fluminense conquistar essa taça, tão desejada e que tantas vezes bateu à trave. Quantas não foram as vezes que jogamos bem, com vigor e beleza mas saímos derrotados? O momento é de vitória, o momento é de conquistar. Se puder ser com mais lances bonitos, jogadas plásticas e gols avassaladores, melhor; não sendo assim, meia vírgula a zero é soltar um grito entalado há um quarto de século. Os bebês de colo que nasceram em 1984 hoje são jovens homens feitos. Os garotos daquela época, feito eu, agora são quarentões. As gerações passaram, o Fluminense mereceu ganhar o campeonato várias vezes, mas não conseguiu. Foi uma época de quase: 1988, 1991, 1995, 2000, 2001, 2002, 2005, 2007 e agora. Nove temporadas em vinte e seis anos: a cada três, em média, lá estava o Fluminense suando pelo título sem conseguir. Hoje, é uma realidade: meio a zero contra o Guarani nos basta. Não precisamos pensar nos outros jogos. Não nos importará o que os árbitros possam vir a fazer para beneficiar um ou outro grande favorito da imprensa. Basta fazermos a nossa parte, basta cuidarmos do nosso jardim. Só dependemos de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fanática, numerosa e belíssima torcida do Fluminense confia no potencial de seu time, que não terminou a penúltima rodada do campeonato como líder por acaso, destino ou favor. É um time com méritos. Liderou a maior parte da competição com autoridade, soube superar os momentos difíceis, o desfalque de vários titulares, os momentos de oscilação dentro e fora das quatro linhas. É um time que soube caminhar o trilho da competição por pontos corridos, orientado por um treinador especialista na modalidade. Em suma, não é o cavalo paraguaio que só os ingênuos atestaram, mas a águia do Atlântico Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mais o que adiar. Uma semana que vai demorar um século, até que o domingo à tarde chegue. E que ele nos ofereça uma vista tão bonita quanto a linha do céu de Barueri ontem, onde vi estampadas as três cores que traduzem tradição, glória e vitórias inesquecíveis. Certa vez, alguns rubro-negros tentaram zombaram de nós no Maracanã, ridicularizando o verso “quem espera sempre alcança”. Nós sempre soubemos esperar; por isso, estamos aqui. Sinto um agradável aroma de felicidade; acima de tudo, que ele prospere e vigore pelos ares do Engenhão na batalha final. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-768175158910280268?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/768175158910280268/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=768175158910280268' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/768175158910280268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/768175158910280268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/12/palmeiras-1-x-2-fluminense.html' title='PALMEIRAS 1 X 2 FLUMINENSE (28/11/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-8740412125737485831</id><published>2010-11-24T17:11:00.002-02:00</published><updated>2010-11-24T17:14:07.203-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>SÃO PAULO 1 X 4 FLUMINENSE (21/11/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A dois passos da vitória (22/11/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem profecia, nem bruxaria, nem forças ocultas. Tudo muito claro e plausível, exceto para alguns doutores. Ontem, o Fluminense venceu o São Paulo por quatro a um e deu um passo gigantesco para o título brasileiro deste ano, beneficiado que também foi pelo previsível empate corinthiano em um gol contra o Vitória da Bahia, no Barradão. No encalço dos dois times, o perigoso Cruzeiro, que despachou o desmotivado Vasco por três a um. No fim das contas, hoje só um time depende de si mesmo para ser campeão brasileiro. O nome dele é Fluminense. Tem apenas um ponto à frente de seu adversário mais perto, pode-se dizer. Mas a questão principal é que para nós, um ponto é uma eternidade. Quantos não foram os títulos que ganhamos por conta de um ponto? Muitos, inclusive um outro centenário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e meus amigos fizemos uma viagem divertida até a simpática e colorida Arena Barueri, local da magnífica vitória sobre o tricampeão mundial. É claro que estávamos preocupados com o jogo, pois um erro seria fatal – e em vários momentos durante a partida, principalmente entre seu começo até o meio do segundo tempo, parecia que poderia acontecer algum desastre, tamanha a quantidade de gols que perdemos. Entre erros e acertos, Rogério Ceni – o paradigma atual do goleiro brasileiro – foi um gigante em campo, com várias grandes defesas. E Ricardo Berna não fez por menos: salvou um gol certo dos paulistas em grande defesa no canto esquerdo baixo. Gum abriu o marcador em bela cabeçada na primeira etapa; antes do tento, Washington teria desencantado se não estivesse impedido como sempre. E foi Gum que, no segundo tempo, fez um gol contra após letra de Lucas Gaúcho. E antes do empate são-paulino, que gerou até contrariedade em grande parte de sua torcida, o personagem tinha sido novamente Washington, ao perder mais um daqueles gols inacreditáveis e que, àquela altura, selaria a vitória do Tricolor. Aqui encerra um jogo: o que durou do apito inicial até o empate adversário. E qual foi outro? O que começou da saída de meio de campo até o apito final, quando um Fluminense guerreiro, vigoroso e demolidor adentrou o gramado, conquistou uma de suas maiores vitórias e mostrou que a sua centenária camisa jamais poderia ser menosprezada num momento de decisão. São centro e oito anos disputando e ganhando títulos, todos com a mesma marca: a dificuldade, o sacrifício, a dedicação. Todo Tricolor nasce órfão do favoritismo; para vencer, precisa jogar e lutar dobrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense começou seu jogo, perdeu gols, marcou e manteve boa parte do tempo o placar mínimo. Quem disse que o São Paulo iria entregar a partida para prejudicar o Corinthians deve rever a atuação de Carlinhos Paraíba, que não deu um segundo de sossego ao Fluminense. E como explicar o golaço de Lucas Gaúcho, ajudado involuntariamente por Gum? E as defesas espetaculares de Ceni, mesmo tendo falhado no terceiro gol marcado por Fred? E a disposição do ex-zagueiro Tricolor Xandão em derrubar Fred para impedi-lo de marcar o segundo gol, sendo justamente expulso? Os entreguistas do futebol não podem depositar perícia e técnica nos pés de Conca, sem que ele tivesse nascido com tais atributos para o futebol: basta rever o belo segundo gol do Fluminense, o chute que gerou o terceiro gol e o golaço que fechou o placar. É um craque inconstestável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito: foram dois jogos na mesma partida. Desde o empate do São Paulo, a tensão tomou conta da nossa arquibancada e, felizmente, o Fluminense mostrou a seguir porque é a águia do Atlântico Sul e não o cavalo paraguaio dos trôpegos analistas. Muricy foi à loucura com o gol perdido de Washington e imediatamente o sacou para a entrada de Rodriguinho. Mais tarde, foi Tartá quem veio a campo. Desse jeito, o Fluminense ficou mais rápido, leve, ofensivo e, não por sua culpa, facilitado pelas expulsões são-paulinas – Xandão e Richarlysson. Então, quando Conca virou o corpo e acertou o canto esquerdo de Ceni, sabíamos que se tudo desse certo no Barradão, a liderança voltaria às nossas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não falei de Deco. Fez sua melhor partida com nossa camisa – e que partida! Não errou um passe, driblou como quis; jogando mais recuado, não embolou com Conca e pôde mostrar seu requintado repertório de jogadas. E Fred? Ainda está fora de forma, mas é craque: logo, quando a bola lhe sorriu, não teve piedade e deixou a sua marca, no momento certo. Poderia ter feito um golaço de voleio em linda jogada no segundo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se ganha um tricampeão do mundo à toa por quatro a um, num momento decisivo e com absoluta autoridade. Certa vez, li que um grande são-paulino escreveu sobre aquela nossa vitória inesquecível na Libertadores, que serviu de réquiem para meu pai, dizendo que ninguém fazia três gols no São Paulo impunemente e que, quando fazia, merecia passar. Um texto de rara grandeza. Para golear um gigante como o São Paulo, é preciso estar à espreita da grande vitória, do título. É preciso ser poderoso na técnica e da força. É preciso estar preparado para conquistar. A dois jogos do fim do campeonato, o Fluminense é assim: um candidato preparado para o título. Nenhuma empáfia, meus amigos, longe disso; tão somente é a constatação de uma longa, centenária história cheia de capítulos como esse. Ninguém aqui dirá que o Fluminense será o grande campeão: não somos os mais-queridos da imprensa. Ficaremos como favoritinhos, lutaremos com todas as nossas forças e, se possível, gritaremos toda a nossa fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi um jogo de dez milhões de torcedores pelo Brasil afora. A alegria que nos toma é incomensurável. Esta partida pode ser resumida por diversos ângulos: a raça e o talento dos nossos craques em campo; o entusiasmo da nossa torcida; o clima que ronda as Laranjeiras. Eu, particularmente, elegeria dois: primeiro, a beleza continental e avassaladora envolta no semblante tranqüilo da atriz Letícia Spiller que, despreocupadamente, ocupava as arquibancadas da Arena Barueri em admirável gravidez. Segundo, a simpatia e a simplicidade do nosso atleta Marquinho que, de braço engessado, estava também tranqüilamente encostado numa parede perto das bilheterias, como se nada estivesse acontecendo na saída do jogo – como se ele não fosse um dos principais colaboradores de tudo o que está acontecendo, desde o golaço no Couto Pereira que selou a maior virada em campo da história do futebol brasileiro, ocorrida ano passado. Há um ano, meus amigos, saímos do inferno com vibração, dignidade e dedicação. Hoje, com calma e elegância, buscamos o topo do futebol brasileiro, ao qual sempre pertencemos, mas os invejosos insistem em tentar nos alijar. O Fluminense é isso: um pouco da beleza de Letícia, um pouco da entrega de Marquinho; um pouco do talento de Berna, Conca, Deco e Fred. Um pouco de três cores que traduzem tradição, fidalguia e vitória. Um pouco da história do grande futebol brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se comemora título algum a três rodadas do fim de um campeonato, ainda mais quando o Fluminense está a um ponto de distância atrás. É um filme que já vi, é um filme que quero muito rever. Oxalá o carnaval aconteça!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-8740412125737485831?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/8740412125737485831/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=8740412125737485831' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8740412125737485831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8740412125737485831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/11/sao-paulo-1-x-4-fluminense-21112010.html' title='SÃO PAULO 1 X 4 FLUMINENSE (21/11/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-9125147808068385738</id><published>2010-11-19T17:12:00.001-02:00</published><updated>2010-11-19T17:13:48.064-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>FLUMINENSE 1 X 1 GOIÁS (14/11/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Desesperar, jamais! (15/11/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não foi o que esperávamos. A torcida do Fluminense queria gols e festa; na prática, um empate sofrido, muita luta e o resultado que nos deixou em segundo lugar na tabela do campeonato brasileiro a três jogos do fim da competição. Os nossos deixaram o Engenhão cabisbaixos, sob a fina chuva que cerrava as portas do domingo. Não brilhamos como era preciso; na prática, jogamos apenas no segundo tempo – o primeiro foi de dar dó. Não era hora da máquina falhar. E, para culminar, o favoritíssimo Corinthians conseguiu três pontos na véspera, graças a um pênalti duvidosíssimo marcado em cima do veterano Ronaldo – isso, sem contar os justos protestos do Cruzeiro contra a desastrada (e talvez planejada) arbitragem do Sr. Ricci, que não trabalhou em jogos corinthianos deste campeonato que não terminassem com vitórias alvinegras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi de amargar? Sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado, a três rodadas do fim do campeonato, éramos os rebaixados. Tentávamos reverter uma situação tida como impossível (erradamente) pelos paramatemáticos, jornalistas hexacampeões e similiares. Contra tudo e contra todos, empreendemos um salvamento fantástico que virou paradigma no futebol brasileiro e calou toda uma nação, enquanto a outra, linda e colorida, urrava, chorava e ria debaixo do pó-de-arroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, meus queridos amigos, reverter essa vantagem de um ponto que o Parque São Jorge nos impôs é bem menos impossível, sem aspas, do que a impossibilidade de 2009, devidamente sepultada e hoje lembrada como a grande vitória que foi e é. Nelson Rodrigues nos ensinou: para saber o futuro do Fluminense, é preciso desvelar o seu passado. E ele é cheio de pérolas e jóias conquistadas na última lufada, no último pique, na expiração derradeira. Tem sido assim há mais de um século. Não há o que temer. Deixemos o favoritismo absoluto com o Corinthians e sejamos apenas os favoritinhos. Quem sabe um timinho como aquele que a imprensa tanto caçoava e veio a ser campeão do mundo em 1952?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não jogamos bem no primeiro tempo, definitivamente. Sentimos o gol de cabeça do ex-Tricolor Rafael Moura. Muitos defendem que Diguinho deveria ter começado jogando e não entrar no intervalo; é meu caso. Porém, discordo dos que sacariam Valencia; para mim, foi dos melhores ohomens contra o Vasco, tem espírito de decisão e foi bem no jogo. Sacar Bob talvez fosse a melhor alternativa. Mais à frente, Deco voltou visivelmente sem forma física ideal. É um craque, mas errou quase tudo o que tentou, inclusive passes de um metro. Sua única jogada certa foi a melhor de toda a primeira etapa, excluindo-se o gol alviverde: driblou três e chutou perto do canto direito de Harlei. Temos que reconhecer: em sua proposta de fugir desesperadamente do descenso, o Goiás nos anulou: Conca, marcadíssimo; Fred, ainda longe do ideal. No mais, temos sorte em Berna ser berna e não Fernando Henrique. Tartá, apagado. Carlinhos, péssimo. No conjunto, foi muito pouco. Melhor esquecer o time do primeiro tempo e se concentrar no do segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo tempo foi de um Fluminense patrulhando incessantemente a área do Goiás que jogava praticamente com nove homens atrás da linha da bola. Era muito difícil ter sucesso assim. Mas não deixamos de martelar; aos poucos, Fred mostrou arranhões de seu futebol, Carlinhos deixou de ser um dos piores em campo, Deco e Tartá saíram, Diguinho e Washington entraram. Com Diguinho, a raça de sempre e a melhora na ligação defesa-ataque. Já Washington...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num certo momento, sabedor que o tarde não era de técnica ou talento, o Fluminense partiu para a raça e imprensou o Goiás. Houve chances de gol, mas poucas em relação ao nosso volume de jogo. A linda torcida Tricolor por vezes parecia silenciosa, triste: era para ser uma festa e alguns temiam perder o título naquela tarde, como se isso fosse possível. Na raça, tome cruzamentos que passaram por um triz das testas, chutes que foram imprensados ou desviados para escanteio; até mesmo o goleiro Harlei, famoso pela sua irregularidade, resolveu pegar tudo. Parecia maldição. Os minutos passavam, nossas chances escasseavam, o peito parecia apertado. Então, me lembrei daquele grande momento que foi a final da Copa do Brasil de 2007: a quinze minutos do fim, tomamos um golaço e tudo parecia perdido, até que nos últimos suspiros a raça de Magrão empatou o jogo e renovou as esperanças de torcedores como eu – a maioria deixou o Maracanã daquela noite tão cabisbaixa quanto a massa de ontem pós-Engenhão. Naquela vez, só a vitória na batalha final nos servia. Ela veio em Florianópolis e o Fluminense foi o grande campeão. Por que não agora? Por que não empataríamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodriguinho, última esperança no ataque, entrou em campo, foi chutado por trás, o pênalti justo foi marcado e Darío Conca não perdoou. Não que tenha batido bem, mas com a força que aplicou, a defesa de Harlei era impossível, mesmo tendo ficado muito perto da bola. Os gristos nas arquibancadas não foram de felicidade, mas de alívio. Ao menos um ponto para colar nos corinthianos. Muitas vezes, eu disse que se o Fluminense chegasse a esta rodada como líder, não perderia mais o título. Não aconteceu, mas quem disse que perdemos? Nós somos o time do último minuto – ainda faltam duzentos e setenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discreta saída da nossa calada torcida ontem foi exatamente a de 2007. De tempero diferente, em vez da lua forte havia o céu em gris, o mesmo gris que fundou nossa primeira camisa. Onde muitos vêem azar e desesperança, eu vejo bons presságios. Não creio na derrota; este empate veio dos céus, estava tudo perdido. O Fluminense não vai morrer nem acabar. O Fluminense está vivo, é favorito e vai brigar com tudo em terras paulistas por este título. Já o favoritíssimo Corinthians terá uma carne-de-pescoço pela frente: o Vitória, no Barradão lotado, desesperado na luta contra o descenso. É jogo para empate. Se conseguirmos a proeza de vencer o São Paulo e o Vitória fizer a parte dele, voltamos ao topo. E faltarão dois jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era muito difícil escapar ano passado. Escapamos. É um pouco difícil virarmos o jogo de agora? Um dos nossos grandes torcedores, Ivan Lins, escreveu com o poeta Vitor Martins uma das nossas grandes canções brasileiras, chamada “Desesperar, jamais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan, além de craque da música, pode também ser um profeta. Se puderem, ouçam a canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-9125147808068385738?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/9125147808068385738/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=9125147808068385738' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/9125147808068385738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/9125147808068385738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/11/fluminense-1-x-1-goias-14112010.html' title='FLUMINENSE 1 X 1 GOIÁS (14/11/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-7458692833232701292</id><published>2010-11-09T13:09:00.003-02:00</published><updated>2010-11-09T13:21:19.198-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>FLUMINENSE 1 X 0 VASCO (08/11/2010)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Missão (quase) cumprida, missão a cumprir (08/11/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dez da noite de ontem, avisto o monumental prédio da Central do Brasil ao saltar do trem. Ao meu lado, os companheiros de mais uma brilhante jornada. Um sentimento de dever cumprido na semana que passou. Meus caros amigos, a batalha continua. Faltam quatro jogos para o desfecho do campeonato brasileiro. Trezentos e sessenta minutos de apreensão, pensamentos ao longe, o inevitável medo que faz parte da natureza humana e, acima de tudo, o coração batendo mais forte porque todos sabemos que, a partir de agora, o Fluminense não é apenas um dos candidatos ao tão esperado título nacional, mas também o principal favorito a levantar a taça. Não falo de facilidades, pelo contrário: nunca as tivemos e não as teremos. Acontece, entretanto, que este é um campeonato completamente diferente dos muitos que o Fluminense já disputou e ganhou em sua monumental história: ele começou a ser disputado, na prática, no ano passado, quando impusemos a maior virada que já seviu no futebol brasileiro – magnânima, dentro de campo e com totais dedicação e merecimento, durante e depois respectivamente. Muitos não perceberam ali a mágica que rondou a centenária camisa das Laranjeiras depois de vencer dez jogos em treze e, dessa feita, garantir a permanência na primeira divisão. Tratou-se de um feito colossal, ainda mais diante das circustâncias: qualquer boçal sabe que o lugar do Fluminense não é lutando contra descenso, mas disputando títulos. É assim desde que tornamos o futebol brasileiro o que ele é – aos que ainda tiverem dúvidas a respeito, pesquisas históricas podem levar ao pleno entendimento da questão. É difícil bater nossas cores num momento decisivo até quando estamos em desvantagem; imaginem quando tempos a supremacia de um fabuloso e empolgante ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense passou a ser o favorito ao título deste ano na noite de ontem, quando venceu seu adversário mais difícil, o Vasco, pelo escore mínimo no Engenhão. Foi uma vitória admirável, que poderia ter sido por um placar bem mais elástico. Alguns falam da bola na trave que sofremos ao fim do jogo. Eu retruco com os gols que perdemos, e não foram poucos: se houve alguém que merecia ser vitorioso no clássico, não tenho dúvida de dizer: nós. Sem falsa modéstia, sem arroubos de imponência: nós. Em nossa pior fase no campeonato, não souberam nos ultrapassar e permitiram que retomássemos a ponta. Aos poucos, subimos de produção. Passamos a ter um super-goleiro em campo, para atenuar a perda de meio time e de nosso estádio. E então o Fluminense não perdeu mais, nem para o Botafogo da “alma vitoriosa” de Kfouri, nem para o Atlético do Paraná e o forte Internacional em casa, além de vencer o incensado Grêmio e o jogo de ontem. Não derrotávamos o Vasco há mais de dois anos. O Vasco tem sido nos últimos vinte anos o nosso adversário mais difícil: nos venceu até no ano em que sucumbiu frente ao descenso. Ontem era uma partida vital para quem quer ser campeão; derrotar o grande rival num estádio onde jamais perdera, sem dúvida, foi um marco. Faltam quatro jogos e todos são dignos da maior atenção. Quatro vitórias magras por um a zero asseguram o sonhado título, façam o que fizerem os adversários. E a tabela acabou sendo cruel, principalmente para o centenário Corinthians: além de vencer, precisaria contar com a máxima disposição de São Paulo e Palmeiras a seu favor e, ao que tudo indica, isso não será fácil. Os do Morumbi estão ainda engasgados com o ano passado, quando perderam o campeonato nas rodadas finais e o Corinthians faltou fazer três gols contra para beneficiar a Gávea. Num pênalti, o goleiro Felipe sequer se mexeu para tentar a defesa. A vingança é um prato que se come frio – ou morno, já que 2009 está frequinho nas memórias do futebol. E, se o São Paulo não tem vontade alguma de colaborar com qualquer festa corinthiana, o que dizer do Parque Antarctica? Neste caso, a vontade é dez vezes menor do que a são-paulina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do início do jogo de ontem, era visível a apreensão de todos nós. Corinthians e Cruzeiro tinham vencido jogos difíceis, contra São Paulo e Vitória, fora de casa. Lembrei ao Presidente Sussekind, ao Tiba e ao Dória que isso pouco iria importar se o Fluminense fizesse a sua parte. Logo de cara, fez: a bola chegou aos pés de Washington pela esquerda, depois do passe de Tartá; o chute saiu forte, Prass rebateu e o mesmo Tartá empurrou para as redes, sem apelação. Três minutos de jogo e oitenta e sete por sofrer, menos pela nossa atuação e mais pela pressão de ter que manter o resultado. Atordoado, o Vasco custou a se recuperar e, embora em desvantagem no marcador, não usava a velocidade como meio de atacar o Fluminense, com ligeira exceção para Éder Luis. As ações de São Januário eram coordenadas por Felipe, o que significa dizer muito talento, mas temperado com lentidão; como nosso time tinha recuado demais, era mais difícil chegar ao gol adversário, ainda mais porque este, com a demora na saída de bola, tinha mais gente em seu setor defensivo. Curiosamente Tartá, que foi o primeiro destaque da partida, embora tenha jogado com muita raça como de costume – além do gol, claro -, não marcou mais presença em boas jogadas ofensivas. Nossa defesa estava firme (exceto em duas falhas individuais de Euzébio e Mariano), o meio com Valencia e Bob também, apesar de alguns poucos erros que nos levaram à loucura na arquibancada oeste superior. O ataque não teve jeito, como se veria a seguir. O primeiro tempo terminou com o placar justo: soubemos aproveitar a chance e administrar o marcador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda etapa, o Vasco mudou de postura. Passou a jogar mais ofensivamente e com mais velocidade. Nosso time mantinha a postura de administração do jogo, mas as finalizações vascaínas foram aparecendo e aí, mais uma vez, brilhou a estrela de Berna, principalmente numa defesa monumental em chute de fora da área desferido por Jonathan. A velocidade vascaína, entretanto, nos permitiu brechas: numa delas, Marquinho perdeu um gol incrível frente à frente com Prass; na outra, Washington, impedido, marcou um gol virtual. São Januário estava disposto a nos castigar no terço final da partida, ainda mais quando perdemos o mesmo Marquinho por contusão. Atento, Muricy colocou Thiaguinho no lugar de Tartá para reforçar a marcação. Julio César entrou em campo à última hora; o escolhido era Rodriguinho, que substituiria Washington, mas com a saída inesperada de Marquinho, a substituição foi anulada e isso permiritia ao camisa 99 ter a chance de marcar um dos gols mais fáceis de de sua vida. Permitiria... mas não permitiu. No fim do jogo Conca, livre, deu uma arrancada deixou os marcadores para trás, ficou cara a cara com Prass e faltamente faria o gol. Travou a bola, olhou para o lado e a tocou para Washington marcar e deixar a má fase frente a meta vazia e um desesperado zagueiro. Não deu certo: o atacante quase fez pênalti em sim mesmo, tropeçou nas próprias pernas e a defesa do Vasco aliviou a situação. No minuto final dos acréscimos do jogo, até Prass foi para nossa área tentar a cabeçada, em vão. Veio o fim, foi confirmada a vitória Tricolor e também veio a certeza de que estamos preparados de vez para esta conquista, caso ela se confirme. Saímos de alma lavada do estádio. Foi justo e merecido. Não importa que não tenha sido um triunfo de passes portentosos e jogadas cintilantes: foi a vitória da garra, da determinação e da atitude de quem quer ser campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana de trabalho pela frente, tranqüilidade e a promessa de uma grande atuação contra o Goiás a nos cercar. Quando jogarmos no domingo à tarde, saberemos exatamente o que precisamos fazer. Antes disso, na véspera, Corinthians e Cruzeiro duelam no Pacaembu; no mínimo, um dos dois ficará mais distante da luta pela taça. Se empatarem e conseguimos um triunfo magro contra o Goiás, estaremos a três pontos dos dois, com saldo de vinte e dois gols, faltando três rodadas para o fim. Para quem passou cem anos ganhando títulos com total desvantagem, a possibilidade aqui apresentada é verdadeira fortuna. O fato é que só dependemos de nós mesmos e nada mais. Nenhum oba-oba, nenhuma empáfia. Confiança, força, talento e sorte – eis os nossos guias para estes jogos que faltam. A missão de ontem, uma das mais difíceis de todo o campeonato, foi cumprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta ainda a grande jornada final – e acreditamos no sucesso dela. Quem duvida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é capaz de dizer que o Fluminense é um cavalo paraguaio sem parecer um boboca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa arquibancada não tem bobocas. Humildade e concentração são fundamentais, mas ignorar a história é a mediocridade em contundência. Esta mesma história ensina que, quando o Fluminense está numa decisão, que os outros o respeitem. Nosso hino nos ensinou a esperar e muitas vezes a taça nacional nos escapou por um triz. Ela ainda não é nossa, mas todas as cores desenham a aquarela do nosso triunfo. É acreditar, esperar e torcer muito.                                                                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-7458692833232701292?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/7458692833232701292/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=7458692833232701292' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7458692833232701292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7458692833232701292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/11/fluminense-1-x-0-vasco-08112010.html' title='FLUMINENSE 1 X 0 VASCO (08/11/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-3040347183977691202</id><published>2010-11-04T16:41:00.002-02:00</published><updated>2010-11-04T16:44:32.991-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>INTER 0 X 0 FLUMINENSE (03/11/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Uma noite de Paulo Victor (04/11/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ninguém se iluda com o desdém dos jornais, meus caros amigos. Mais uma rodada do campeonato brasileiro se foi. Restam cinco jogos. E, tal como aconteceu em grande parte desta competição, o líder é o Fluminense. Falam de arrancadas gloriosas, de favoritos centenários, mas a verdade é que ninguém foi mais primeiro lugar neste campeonato do que o Fluminense. Um campeonato que não começou agora, mas no ano passado – todos viram o que aconteceu, todos sentiram o que é o peso da secular camisa Tricolor. Falam do empate de ontem como se fosse um mísero resultado, como se o adversário não fosse o campeão da Libertadores, completo, jogando em seu estádio e com sua numerosa torcida. Não bastasse todos estes argumentos, o Internacional ainda jogava suas últimas fichas numa vitória que lhe permitisse disputar o título brasileiro deste ano, com uma gana que nem parecia a de um time já escalado para as finais do título mundial em dezembro próximo. Empatamos. Conseguimos um valioso ponto fora de casa que nos garantiu a liderança; afinal, o favorito Cruzeiro sucumbiu em casa diante do favorito São Paulo. O favorito Corinthians goleou o não-favorito Avaí, mas o favoritismo está atrás da matemática por um ponto. O também favorito Botafogo venceu apertadamente em casa o Atlético Goianiense, mas o favoritismo esbarra na matemática por quatro pontos. Acho graça dos homens de imprensa não terem utilizado neste ano de 2010 a expressão “se o campeonato terminasse hoje...”; sentem um enorme desconforto ao verem as Laranjeiras no topo. Meus amigos, que eles respeitem quem inventou o futebol brasileiro como ele é, fato que só os bobos desconhecem. Só os bobos não sabem da importância para o futebol brasileiro e mundial. Só os bobos ignoram que a primeira conquista da seleção brasileira foi em nossa casa, ou que o primeiro gol brasileiro em copas do mundo foi de um Tricolor. Só os bobos não percebem que o Fluminense é o grande favorito ao título deste ano. Só os bobos acreditariam que o Internacional de Porto Alegre, com toda a sua grandeza, seria uma presa fácil ontem. Vejamos os momentos finais do campeonato: quem consegue sair invicto da Arena da Baixada e do Beira-Rio? Quem conseguiu superar com galhardia o rolo compressor do Grêmio no segundo turno? Quem pressionou o Botafogo em casa? Para todas estas perguntas, apenas uma resposta: Fluminense. Estamos sem quatro ou cinco titulares, dentre eles um artilheiro que disputou copa do mundo. Não é pouco. Aqueles que zombaram do Fluminense, comparando-o a um cavalo paraguaio, precisarão de muita cachaça legítima para esquecer a jornada Tricolor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empate teve sabor de nossa vitória. O Internacional, gigante, nos pressionou a todo momento. É um time rápido, com vários jogadores de qualidade, entrosado, acostumado a conquistas e que tem como seu único ponto fraco o opaco treinador Roth. Era evidente que, podendo reduzir a diferença até a ponta da tabela para quatro pontos, os gaúchos foram um aríete contra a fortaleza da nossa defesa. Porém, Gum voltou a ser o velho Gum na noite de ontem: implacável e em tempo real na marcação. Euzébio manteve a trajetória de boas atuações. Mariano era a tradicional raça pura. Curiosamente, destoava o defensor com melhores recursos técnicos: Carlinhos. Por algumas vezes, o maestro Conca nos levava ao semi-ataque; Tartá, que marca sua carreira com alternância de qualidade, não repetiu os ótimos momentos do jogo contra o Atlético na Arena. E Washington, por mais que a nossa piedosa torcida apóie, está cada vez mais difícil de aturar em campo. É o time que temos, é com ele que chegamos até aqui, é com ele que iremos até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a partida acabou, nossa torcida organizada vibrou. Não somos pascácios: sabemos que um grande triunfo estava realizado no sul. Um ponto miraculoso, que veio do esforço de todo o time, a garra de Diguinho salvando um gol certo. Mesmo os que entraram, Rodriguinho e Valencia (Belletti só entrou a um minuto do fim) fizeram parte desta entrega d’alma à camisa das Laranjeiras. A derrota do Cruzeiro ajudou, sem dúvida, mas se o Fluminense ontem se manteve – MERECIDAMENTE – líder do campeonato brasileiro, deve tudo a um único nome (sem detrimento dos demais): Ricardo Berna. Pouco afeito a vôos acrobáticos e pernósticos, sempre bem posicionado, sóbrio, alternado reposições de bola rápidas e mais lentas conforme a necessidade, dotado de personalidade nas saídas de gol e até mesmo fazendo algo raro em suas passagens anteriores como titular: vibrando nos lances. Berna fez uma partida perfeita. Recuou o braço ao ver Diguinho atrás de si na cabeçada de Alecsandro logo no começo da partida. Estava firma no lance quando a bola bateu na trave esquerda, ao fim do primeiro tempo. Espalmou chutes fortes de Sóbis e Giuliano. Socou com eficiência os cruzamentos na área que enfrentou. Defendeu de primeira outros chutes que muitos goleiros insistem em rebater – alguns, pior ainda, com o pé. Fechou o gol na primeira etapa e foi apenas excelente no segundo tempo: basta lembrar a defesa perfeita na cobrança de falta de Andrezinho, praticamente um pênalti, fechando a partida. O jogo poderia durar mais cinco ou onze horas: estava claro para todos que Berna não iria sofrer gols ontem à noite. Agarrou tudo; o que não pegou simplesmente não foi chutado. O time está de parabéns pela raça, mas é fato que todo time precisa começar por um grande goleiro – e foi o que aconteceu ontem. Quero lembrar que não é a primeira vez que isso acontece. Quando o Fluminense bateu à porta do descenso em 2006, viram que era impossível se salvar com um beque-equipe sem usar as mãos para fazer defesas. Berna entrou num navio à deriva e ajudou a salvá-lo: o Fluminense não caiu. Em 2007, fazia uma jornada regular quando foi barrado por decreto. Manteve sua postura, continuou treinando, teve uma nova chance ano passado, mais uma vez entrando como titular num time em frangalhos. Sofremos duas goleadas merecidas para Santos e Goiás, ele pagou novamente o pato. Agora, devido ao mau momento de Rafael – que foi muito importante na brilhante arrancada do ano passado – voltou ao gol do Fluminense. Pela primeira vez desde que chegou às Laranjeiras, é titular num time de grande qualidade. Percebam que, desde que foi efetivado, o time não perdeu mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada jogador tem as suas qualidades, as suas características e seria cruel fazer comparações com nosso passado de glórias. Mas a trajetória de Berna, que está no Fluminense há anos, faz pensar na de um jovem goleiro que foi contratado ao Rio Branco de Vitória nos anos oitenta, bem no começo. Era reserva e tinha poucas chances contra o titular Paulo Goulart, campeão de 1980 e pegador de pênaltis – num deles, antevendo o que ia desgraçar a nação em 1986. Um dia, Paulo Goulart saiu e o novo goleiro começou a jogar, sem grande alarde, sem holofotes. Três anos depois, já era um dos maiores arqueiros da monumental galeria de grandes goleiros do Fluminense. Paulo Victor Barbosa de Carvalho. Ricardo Berna é Ricardo Berna, com suas qualidades e defeitos. Já mostrou que, em horas de absoluta gravidade, era capaz de servir bem ao Fluminense. Ontem, meus amigos, Berna me fez pensar em Paulo Goulart pegando pênaltis em 1980, e também em Wellerson defendendo com os pés (mas com talento) o chute de Rodrigo Mendes que poderia ter decidido a maior final de todos os tempos. Em Kleber com grandes defesas em 2005. Mas o que pensei mesmo foi ele ter tido uma noite de Paulo Victor, o que soa como o maior dos elogios: sinônimo de maestria debaixo das três traves. E, com essa grande noite de Berna, o Fluminense continua invicto, líder e a cinco jogos de conseguir mais um feito inigualável no futebol brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só os bobos se esquecem do ano passado; só os bobos não percebem o que está acontecendo agora. A velha camisa sua sangue em seu grená.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inferno de 2009 sugere um céu de brigadeiro daqui a um mês - e não é com azul celeste de Minas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-3040347183977691202?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/3040347183977691202/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=3040347183977691202' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/3040347183977691202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/3040347183977691202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/11/inter-0-x-0-fluminense-03112010.html' title='INTER 0 X 0 FLUMINENSE (03/11/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-6787028773944783947</id><published>2010-10-15T17:02:00.002-03:00</published><updated>2010-10-15T17:04:47.162-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>CRUZEIRO 1 X 0 FLUMINENSE (10/10/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinal amarelo (11/10/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não foi por falta de acreditar; a torcida do Fluminense se fez firme e presente no Parque do Sabiá. Se o nosso padrão de jogo tem apresentado evidente queda, por outro lado não nos faltaram chances de gol. O Cruzeiro foi melhor, administrou o jogo, contou também com a sorte e, de uma só vez, nos derrotou e nos tomou a liderança do campeonato. No Pacaembu, o favorecido Corinthians levou quatro gols do Atlético Goianiense, o que não soubemos aproveitar. Definitivamente, não foi uma boa tarde ontem. Sinal amarelo nas Laranjeiras. Atenção. Nove jogos pela frente. A certeza de que precisamos melhorar muito para conquistarmos esse tão sonhado título. A certeza de que, ao contrário das bazófias da imprensa, temos ainda a chance de conquistá-lo, sim. Nossa história fala por nós: somos o time do último minuto, das viradas impossíveis frente à comemoração adversária. É preciso levantar a poeira de Álvaro Chaves, mas que fique claro: o campeonato não acabou e ninguém derrota o Fluminense por decreto. O ano passado aí está para não nos deixar mentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora jogando muito aquém do brilho de outras jornadas neste mesmo campeonato, o Fluminense suportou bem a pressão do Cruzeiro, não sucumbiu após tomar o gol que viria a ser decisivo e, tanto no primeiro tempo quanto no segundo, teve várias chances de gols. As falhas individuais pesaram bastante. Na defesa, a indecisão de Gum e Rafael levou à cabeçada colocada de Wellington Paulista. No ataque, Rodriguinho e Washington abusaram do direito de perder gols: o primeiro chegou ao cúmulo de chutar uma bola para fora – e alto – quando estava a meio metro da linha de gol num determinado lance. Não bastassem os problemas de contusões já conhecidos, Deco se machucou ainda no primeiro tempo e, com Conca muito marcado, a lucidez nos passes ficou bastante prejudicada. Com a queda da velocidade Tricolor nos últimos jogos, ficou mais tranqüilo para que o time celeste administrasse seus passes e ataques – esse é o ponto mais importante e preocupante do atual momento do Fluminense: sem Emerson e Mariano, com Conca marcado, viramos um time comum e não o postulante ao título. Com Fred, não podemos contar devido ao agravamento de sua contusão. O que fazer? O que pensar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo tempo, o jogo foi relativamente calmo para o Cruzeiro. Digo relativamente porque embora o mandante tivesse o domínio da partida em alguns momentos, chegando a chutar uma bola no travessão e um gol bem-anulado por conta de impedimento, novamente o Fluminense abusou do direito de errar nas finalizações, principalmente com o ataque que foi uma peça nula em campo. Sabemos que Washington tem utilidade dentro da área, como um brigador; ao sair dela, é muito difícil ganhar qualquer jogada ou acertar qualquer fundamento. E Rodriguinho, que fez uma bela jornada no campeonato paulista deste ano, sendo o vice-artilheiro da competição, parece às vezes sentir a camisa Tricolor: perde gols inacreditáveis. Se fizesse um terço das chances que tem desperdiçado, estaria brigando pela artilharia do campeonato brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, o sinal está amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense precisa recobrar a velha força nestes últimos nove jogos. Para mim, seis. Se chegarmos líderes na partida contra o São Paulo e os paulistas estiverem fora da briga pelo campeonato, acho que dificilmente perderemos o cobiçado caneco. É claro que o Tricolor do Morumbi é uma força permanente, assim como o Palmeiras; o que acho difícil é que joguem contra nós com o máximo de empenho, caso o Corinthians ainda esteja disputando o título. Não cabe saudar hipocrisias: nos dias de hoje, é o que mais vemos nos jornais do país por conta das eleições presidenciais. Ano passado, o maioral foi campeão contando com a pouca vontade do Corinthians, ironicamente, e do Grêmio. Não falo de entrega de jogos e nenhum de nós ratificaria tal comportamento, mas a verdade é que nenhum do Morumbi ou do Parque Antarctica quer ver o Parque São Jorge em festa e ter colaborado para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o Fluminense de hoje não tem o mesmo brilho de meses atrás, nem mesmo dos momentos esporádicos nas vitórias contra Ceará, Vitória da Bahia e Avaí. Mas também não é o time sonolento e burocrático da partida contra o Santos. É preciso reagir. É preciso retomar a agressividade e a velocidade da saída de bola. Emerson, Mariano e Diguinho, se voltarem contra o Botafogo, num clássico decisivo domingo que vem, podem ser peças decisivas neste processo. Teremos uma semana de folga e tempo para as recuperações físicas. Será uma longa espera: estamos aflitos, não podemos falhar justamente no fim da trilha. E, se a condição técnica não voltar a prevalecer, é preciso raça dentro das quatro linhas e nas arquibancadas. Não ficamos conhecidos como o time de guerreiros? Pois bem, o momento é agora. Retomemos a inesquecível parceria entre time e torcida nos treze jogos finais do ano passado. Naquele momento, era uma luta de vida ou morte; éramos a galhofa do esporte brasileiro. No gramado, realizamos uma virada impossível de ser igualada: dez vitórias. Hoje, restam nove jogos. Quem disse que a camisa centenária, impondo seu carisma e sua garra em campo, não pode conseguir sete vitórias? O suficiente para sermos campeões com um pé nas costas. Porém, acima de tudo é preciso retomar a atitude vencedora, seja com o talento ou com o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos corações batem mais vigorosos nesta semana. Domingo, não podemos falhar. O Cruzeiro tem dois pontos à nossa frente, mas enfrentará o poderoso Grêmio no sul, e perder lá não é nenhuma aberração. Meio a zero contra o Botafogo e poderemos voltar à liderança. Um clássico que, por si somente, é sempre difícil em mais de cem anos de disputa. A questão é que acabamos com todas as nossas reservas de falha. Não podemos mais errar. E, para sermos campeões, só a vitória interessa. Domingo, as arquibancadas azuis serão pequenas para tanta ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sinal está amarelo? Vamos torná-lo verde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-6787028773944783947?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/6787028773944783947/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=6787028773944783947' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6787028773944783947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6787028773944783947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/10/cruzeiro-1-x-0-fluminense-10102010.html' title='CRUZEIRO 1 X 0 FLUMINENSE (10/10/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-8881625509171064210</id><published>2010-10-08T15:34:00.003-03:00</published><updated>2010-10-08T15:43:29.204-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>FLUMINENSE 0 X 3 SANTOS (06/10/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Um drama passado a limpo (08/10/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta-feira à noite, fiquei atordoado. Quando saí de um dos banheiros do Engenhão, me deparei com a cena de um menino duns oito anos, em completo desespero e muitas lágrimas com o que tinha acabado de ver. Aquele choro me doeu muito mais do que a terrível jornada que o Fluminense cumpriu nos últimos dias: o desagradável – porém justo, como falarei a seguir - empate contra o Prudente, sábado passado, e a acachapante derrota para o Santos anteontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, escreveria estas linhas na quinta, logo após o jogo. Não o fiz por dois motivos: primeiro, esperar os jogos da noite de ontem para ter melhor visão sobre os acontecimentos; segundo, deixar a raiva pela derrota de quarta se esvair – menos pelo marcador e mais por como ela aconteceu. No fim de tudo, meus nobres amigos, o Fluminense está diante de um drama, o maior de todo este ano: mesmo com golpes de sorte nos tropeços dos adversários diretos na luta pelo título, mesmo ainda conseguindo manter a liderança do campeonato, o fato é que o Fluminense não está em boa fase e um dos adversários mais temíveis, o Cruzeiro, ficou a apenas um ponto de nós. Mais ainda: desfalcados, enfrentaremos o mesmo Cruzeiro em casa, no próximo domingo. Vencer é imperativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será possível, tendo em vista nosso atual momento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas se dentro de campo o time não corresponder, tudo ficará por conta da mágica e centenára camisa, além dos milhões de devotos do Tricolor. É o que nos resta. O Fluminense é o líder do campeonato, mas está gravemente ferido. Cabe a nós empurrar a equipe para este título fantástico. Vamos esquecer o que nos aconteceu recentemente e manter todo o pensamento positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra o Prudente, é fato que tivemos maior volume de jogo sobre a verdadeira piscina que era o gramado do Prudentão. Uma batalha aquática. Isso não nos impediu de ver um dos gols mais bonitos do campeonato, marcado por Rodriguinho em um chute fantástico no ângulo esquerdo do goleiro do bom goleiro Giovanni, quebrando o tabu de só ter marcado gols em times rubro-negros. Se o mesmo Rodriguinho finalizasse com a mesma competência em outros lances que teve, livre na área, teríamos aplicado uma sonora goleada. E aí é que digo da justiça do resultado final: o Prudente no segundo tempo foi, ainda que de forma tímida, ao ataque. E a velha máxima do futebol é imperdoável: quem não faz, leva. Tivemos todas as chances para vencer o jogo e não as aproveitamos; então, o empate foi justo. Recuar quando se abre o marcador e finalizar sem precisão não são mostras de qualidade, às vezes: pode até ser o contrário. Menos mal que os poderosíssimos e favoritíssimos Cruzeiro e Corinthians empataram em casa contra Atlético Paranaense e Ceará, respectivamente. No Pacaembu, o eterno ídolo Magno Alves fez a sua parte e o Ceará chegou a estar vencendo por dois, mas a fragilidade do time permitiu a reação corinthiana. Uma rodada a menos, tudo no lugar, mas sinais de preocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quarta-feira tinha a expectativa da volta de Fred aos gramados. Mais uma vez, o exótico horário imposto pela televisão e quatorze mil Tricolores não falharam: estavam nas arquibancadas, driblando engarrafamentos, o caos e tudo mais que viesse pela frente. Acabamos presenciando o que provavelmente foi nossa pior apresentação no campeonato, no ano de 2010 e talvez desde os piores momentos do campeonato brasileiro do ano passado. Tudo deu errado, dentro e fora do campo. O placar não indica a verdade do jogo: quem visse sem saber imaginaria um Santos agressivo e imponente. Tenho dúvidas até se alguns jogadores santistas saíram realmente suados de campo: o time paulista jogou em ritmo de treino e venceu como quis nos quarenta e cinco minutos finais – lembrou até a nossa atuação diante do Atlético Mineiro. O estreante lateral Marquinhos nem foi tão mal, mas evidentemente sentiu o peso da camisa centenária. Conca, marcadíssimo e, com isso, sem as naturais grandes contribuições. O meio de campo perdido entre a ligação direta dos chutões da defesa e o “domínio” no ataque – normalmente não-feito por Washington. E, talvez, o pior desfalque: Mariano. Sem ele, o Fluminense fica isento de arranque e velocidade rumo ao gol adversário. Marquinho sem “s”, mas com cem partidas pelo Tricolor, teve uma atuação de regular para ruim; contudo, eu não otiraria de campo. Ele saiu no intervalo para a entrada de André Luis, visando reforçar a zaga, o que pouco adiantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo tempo em cima, o estádio urrou pela volta de Fred. Fiquei preocupado: entrou com lentidão absoluta e parecia até nem ter plenas condições de andar. Em pouquíssimos minutos, voltou a sentir dor e curiosamente permaneceu em campo, mesmo senso possível fazer duas substituições. Nas poucas vezes em que tocou na bola, mostrou o craque que é: um passe sensacional para Conca. Mas foi muito pouco e dificilmente poderemos contar com ele para o restante da jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chutamos uma bola na trave, com Carlinhos, mas foi um dos poucos bons momentos do lateral e do time. O primeiro gol do Santos revela como foi péssima a nossa noite: dentro da área, recuperam dois rebotes até que Zé Eduardo, o craque da noite com três gols, acertou meia-bicicleta no meio do gol de Rafael. O segundo gol foi um chutaço proveniente de um dos lances mais bizarros que já vi contra a defesa do Fluminense em toda a minha vida: um balão proveniente do meio de campo, Leandro Euzébio espera a bola quicar para se mexer, Rafael hesita justamente porque espera o zagueiro, Zé Eduardo tem presença de espírito – ajeita livre e fuzila o ângulo esquerdo. Derrota consumada depois de tal fato e meu estranhamento com os enlutados do Perseguido, que passaram a vaiar Rafael contundentemente para, em seguida, vibrar com o time – dando a errônea sensação de que o goleiro tinha sido o responsável pela derrota até então. Houve uma confusão de sentimentos. Rafael não tem o brilho do ano passado, sem dúvida, mas meu comentário sobre o jogador Fernando Henrique é simples e direto: ruim sem ele, pior com ele. O terceiro gol foi apenas a cereja do bolo que o Santos tinha preparado sem muito esforço, diante de uma noite trágica, de nosso pior futebol: Zé Eduardo entrando livre pela esquerda da defesa e tocando para o gol vazio. De toda forma, reconheço dignidade naqueles que bradaram pelo título e cantaram como se nada estivesse acontecendo. Não é a minha posição, mas entendo que a hora é de apoiar e não massacrar. Ainda falta falar dos dois gols anulados: mesmo que um tivesse sido justamente validado e o outro não, com um pouquinho de esforço o Santos faria quatro ou cinco. Não perdemos por conta do mau apito. Calcemos as sandálias da humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dizer nas linhas restantes? Estamos mal, ainda somos os líderes e teremos um jogo de vida ou morte domingo. Não temos mais Fred, mas esperamos a volta de Emerson. O Presidente Horta é nosso guia: vencer ou vencer! Não temos alternativa. Ou o Fluminense reage de vez e mantém a posição de líder favorito ou despenca. Domingo é dia de maracujá e calmantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um obcecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-8881625509171064210?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/8881625509171064210/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=8881625509171064210' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8881625509171064210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8881625509171064210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/10/fluminense-0-x-3-santos-06102010.html' title='FLUMINENSE 0 X 3 SANTOS (06/10/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-1286073284575507787</id><published>2010-09-30T16:41:00.002-03:00</published><updated>2010-09-30T16:54:03.587-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>FLUMINENSE 1 X 0 AVAÍ (29/09/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Nove degraus à frente (30/09/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de trinta e dois anos freqüentando nossas arquibancadas, talvez eu pudesse ser até enfadonho ao falar de grandes emoções a respeito de uma partida que não significou ainda a conquista de uma taça. Posso me desmentir. Não é verdade. Há partidas em que um lance, um drible ou uma defesa passam a ser momentos inesquecíveis para crianças, jovens, adultos ou veteranos. Ontem, exatamente ontem, experimentei um momento ímpar de minha vida de torcedor ao testemunhar a colossal vitória do Fluminense sobre o Avaí, no Estádio da Cidadania em Volta Redonda, meio do caminho entre Rio e São Paulo. Ontem, vivi um daqueles jogos em que não se pode faltar – e saboreei os favos do triunfo. O Fluminense venceu, o Fluminense está vivo e, hoje, é o mais expressivo dos candidatos ao título brasileiro de 2010. E, se confirmarmos o tão sonhado título, podem crer: ele terá o cheiro da partida contra o time catarinense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que conhecem o futebol profundamente poderiam me perguntar “como você pode dizer isso de um time que teve dificuldades e penou para vencer outro às vésperas do rebaixamento?”. Meus amigos, quem disse que um grande campeão joga bem todos os jogos de um certame? Quem disse que ser campeão é apenas dar shows de bola, aplicando incontáveis surras nos oponentes? Eu relembro: escrevi noutro dia que, se o segundo tempo do Fla-Flu fosse revivido a cada jogo, seríamos carne-de-pescoço para qualquer adversário. Foi o que aconteceu: de lá para cá, o Fluminense retomou a ponta e ganhou três jogos. Ontem, num dado momento, parecia que tudo seria perdido: o time não conseguia agredir, sofria perigosos contra-ataques, não era fácil vazar a zaga do Avaí. Num rompante, tal como um sujeito irritado e esbaforido que, ao se sentar à mesa, nela aplica um contundente soco, o Fluminense se encheu de brios e conseguiu uma de suas vitórias mais emocionantes nos últimos tempos. O futebol que pareceu escasso foi cristalizado e se fez minério de garra, de luta e dedicação, de modo que o gol salvador de Darío Conca a poucos minutos do fim do jogo não me parece um golpe de sorte. Na verdade, é um aviso. O Fluminense veio para ficar. O Fluminense jogou com a postura que só os campeões têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha partida começou horas antes em Copacabana, meu reduto da infância e adolescência. A rua Anita Garibaldi, a Galeria Menescal. O nosso carro de excursão – eu e os amigos, ignorando o tráfego intenso e os cento e cinqüenta quilômetros. Um Tricolor pode se esbaldar em casa nos jogos comuns, mas, numa batalha como a de ontem, era preciso ocupar cada centímetro de Volta Redonda – não somente o estádio, mas as ruas, o centro e a cidade inteira. Foi que os nossos fizeram: lotaram as arquibancadas a ponto de fazerem rir qualquer pessoa que tenha lido os numerários do jogo no placar eletrônico. Enfim, sair de Copacabana para ver um jogo foi um dos melhores presságios da juventude – foi o que fiz muitas vezes quando ia ao Maracanã me encontrar com os passes de Delei e a vibração de Benedito de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos em cima da hora ao campo lotado. O Cidadania, ou Raulino de Oliveira, tem um quê de São Januário – sem as maravilhosas iguarias para temperar um bom jogo de futebol. E foi um jogo difícil para nós. Definitivamente, o Fluminense não esteve bem em termos de técnica: os passes eram neutralizados, Conca estava estranhamente isolado como um ponta-direita, Deco perdia as divididas, Bob parecia atônico e Washington era por demais Washington. Euzébio se confundia em tempos de bola. Rafael fez boas defesas – reitere-se: com a mão; numa delas, nos salvou em chute baixo. Atacamos pouco e quase não fomos ameaçadores, exceto numa cabeçada de Gum. Eu olhava para o lado e não via o Presidente, nem a Matriarca. Olhava para o campo e procurava por Fred, Diguinho, Emerson, Carlinhos. Nenhuma visada. Não posso esquecer, contudo, da aplicação infinita de Diogo e Mariano, jovens leões das Laranjeiras. Um zero a zero e o intervalo com a impressão que precisaríamos de muito mais em campo para o triunfo. Nas arquibancadas, estava tudo resolvido: a beleza da nossa torcida é unanimidade sem qualquer sinal de burrice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos mudar de lugar: deixamos a arquibancada atrás do gol defendido por Rafael e fomos para o escanteio da nossa direita de ataque, esperando grandes jogadas e a salvação. Mal sentamos, houve a notícia do gol corinthiano e os sussurros indigestos. Ficou claro que o velho lema do Presidente Horta estaria em campo: vencer ou vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos ao jogo com todos os reveses já relatados, além do exótico árbitro Luis Flavio, permitindo toda a “cera” do mundo aos catarinenses, satisfeitos com o empate. Seria a nossa degola. Lembro que a massa explodiu quando se anunciou El Loco havia empatado o jogo do Pacaembu, deixando o bando de loucos em silêncio sepulcral. Já em Volta Redonda, havia vida, muita vida. O Fluminense não conseguia fazer as jogadas, não conseguia chutar, não conseguia inverter o jogo, mas aquele gol lhe deu a força de um Popeye faminto diante de uma lata de espinafre. E o Tricolor voltou, sem talento de sobra, mas com muita raça. Valencia, que substituíra Bob, não deixava pedra sobre pedra. Marquinho, também em campo no lugar do craque Deco, estava predestinado e nem sabia. Conca tentava, tentava e passava (mesmo sem o melhor de sua forma esplêndida), mas Washington insistia numa inexplicável auto-marcação: desarmava a si mesmo. Em algum lugar que não sei dizer ao certo, estava escrito: todo aquele sofrimento seria recompensado. O imponderável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo corria e parecia que iríamos amargar um mau resultado na partida. Ledo engano que um Tricolor às vezes comete. Nós somos o time das goleadas por um a zero. Nós somos o time do último minuto. Ninguém nos vence por decreto ou falácia pré-datada. Assim tem sido há cento e oito anos. Enquanto isso, Euzébio perdia dois gols de cabeça. O Fluminense virou um aríete de garra, disposto a derrubar qualquer muro de pedra. Mariano, o Incansável, quase fez um lindo gol após a deixa de Conca: a bola passou a milímetros da trave direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marquinho ajeitou a bola num escanteio maroto que ele mesmo cavou. Leo, sempre bem-humorado, fez gracejo: quis saber quando ele acertaria um bom cruzamento para a área. Sem pestanejar, mas sem total confiança, afirmei que desta vez ele iria cruzar certo. Era só uma piada, talvez pelo nervosismo: era o fim do jogo. A natureza fingiu que era apenas uma cobrança comum, na primeira trave, mas não era; a bola chegou na cabeça de Gum, que tocou forte e parecia que a bola não tinha direção, mas tinha. Conca fingiu que não tinha jogado uma partida brilhante, mas guardou a jogada de mestre para aquele momento. A bola procurou o craque. O argentino, livre na pequena área, ainda ajeitou e fuzilou o goleiro Zé Carlos, que ainda roçou a canela no verdadeiro foguete, mas nada pôde fazer: ela ganhou o alto da rede e Volta Redonda explodiu como nunca. Um grito dos milhares de torcedores do Fluminense que mais parecia um tiro de canhão, uma vibração de quem tem o grito de campeão prestes a explodir. A partir de então, a “cera” do Avaí se converteu em impressionante velocidade, mas inócua. O candidato ao título estava em campo e neutralizou todas as ameaças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim do jogo nos reservou um maravilhoso item: o encontro de time e torcida, numa comemoração que servia de grande abraço. Muricy gritava como nunca: sabia a importância da vitória ali conquistada. Vivi um grande e inesquecível momento, que pode não se confirmar no futuro, mas especial para todos nós que amamos estas três cores: vi de perto a obsessão Tricolor pelo título brasileiro, tatuada nos rostos dos guerreiros, do mesmo jeito que vi muitas vezes no Maracanã a semanas – ou mesmo dias – de um grande troféu feito aqueles que empilham a nossa sala nas Laranjeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito, meus amigos, não se trata de comemorar nada antes da hora e muito menos parecer com os mais-queridos que, normalmente, vibram antes para se esconderem depois de um vice-campeonato. O que vos digo é do momento que vivemos hoje, vejam: estamos sem quatro titulares indiscutíveis, tivemos momento muito ruins debaixo de nossas traves, a entidade máxima do futebol brasileiro está comprometida com outra equipe. Nosso atual atacante luta, mas mal consegue dominar a bola. Não temos efetivo mando de campo. E ainda assim somos os primeiros do campeonato. O que se pode imaginar quando os contundidos voltarem? Melhora. Força. Qualidade. O Fluminense ainda vai melhorar e muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande campeão se faz com passes e dribles, mas também com divididas e trancos. A técnica deve ser o Olimpo de qualquer jogo de futebol; entretanto, quando as coisas estão difíceis, é a garra que impera. Ontem, o Fluminense teve garra de sobra, em hectares. Ontem, o Fluminense não fez uma partida bonita, mas fez uma partida com a vontade de vencer. Colocou o coração na ponta das chuteiras, seguiu impávido em frente e fez a sua tarefa. Cada novo jogo é uma decisão e não se pode falhar. Temos apenas quatro pontos à frente do Cruzeiro, o favorito de Kfouri. Apenas três do Corinthians, o preferido de muitos. Talvez seja pouco hoje, mas uma coisa é certa: faltam nove jogos, nove degraus rumo à glória. Se mantivermos a liderança na trigésima-quinta rodada, não terei mais dúvidas em afirmar que o Fluminense será, naquele momento, o campeão brasileiro deste ano. Um título há muito sonhado, há muito merecido e que bateu na trave várias vezes, como nos anos de 1995, 2000, 2001, 2005 e 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem espera, sempre alcança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite de ontem ainda não acabou. A imagem da vibração de Muricy com a torcida após o jogo não acabará nunca mais. Vencemos com um futebol humilde numa partida muito complicada. E, como nunca, jogamos como campeões. Atitude de campeões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo dirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite de ontem ainda não acabou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-1286073284575507787?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/1286073284575507787/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=1286073284575507787' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1286073284575507787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1286073284575507787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/09/fluminense-1-x-0-avai-29092010.html' title='FLUMINENSE 1 X 0 AVAÍ (29/09/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-6086950730607070993</id><published>2010-09-29T16:22:00.004-03:00</published><updated>2010-09-29T16:39:00.542-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>VITÓRIA 1 X 2 FLUMINENSE (26/09/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O novo velho topo (27/09/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Magos e adivinhos de antigamente, nunca mais. Falharam os admiradores das bolas de cristal, das cartas e dos presságios, assim como os cientistas-doutores de jornais e revistas. Junte-se a competência, a ascensão, o bom resultado e um punhado de sorte, pronto: lá está novamente o Fluminense de volta ao mesmo lugar por onde esteve na maior parte deste campeonato brasileiro: o topo da tabela. Curiosamente, os três novos campeoníssimos por decreto da imprensa esportiva falharam nesta rodada: o Botafogo obteve um empate sofrível contra o Atlético Paranaense; o Cruzeiro foi goleado pelos Santos e o poderoso Corinthians perdeu o jogo nos últimos minutos para o Internacional. Fizemos a nossa parte, vencemos o Vitória dentro do Barradão por dois a um e voltamos ao nosso topo do pódio. Não foi uma partida fácil, nunca é. Tivemos nossas falhas, mas o saldo foi positivo e, pelas circunstâncias da partida, ficou claro que o Fluminense voltou à ascensão. E não custa lembrar de que o Vitória é um dos adversários mais difíceis de serem batidos em casa – esteve invicto no Barradão durante boa parte deste ano. Para nossa felicidade, o nosso time é o que mais vence fora de casa neste campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo teve panoramas bem distintos nos dois tempos. No primeiro, a partida teve bastante equilíbrio entre os times, com algumas conclusões em gol e alternância de ataques, mas não se pode dizer que nenhuma das defesas foi sufocada. O Fluminense começou melhor os primeiros minutos, mas logo o rubro-negro equilibrou as ações e fez jogo duro. Um chute perdido de Rodriguinho em cima de Viáfara, outro de Washington – esse, logo no começo após excelente cruzamento de Diogo, o pivô e o chute no canto esquerdo de Viáfara. Para nossa sorte, eles deixaram de marcar o que seria um dos gols mais bonitos de toda a competição, quando Elkeson acertou uma linda bicicleta que se avizinhou do ângulo direito de Rafael, felizmente sem a precisão exata. Um empate justo nos primeiros quarenta e cinco minutos, pouco para quer ser campeão, mas correto sobre a história da partida. Além das instruções de Muricy, era evidente que os outros resultados interessavam muito, principalmente o do Beira-Rio. Um lote de competência nossa e um pouquinho de sorte, tudo estaria a nosso favor. A criticar, apenas a desatenção de Leandro Euzébio num lance em que o veterano Schwenck cabeceou livre, encobriu Rafael, mas a bola saiu à esquerda do gol – que viria a se repetir no segundo tempo em mais de uma vez. Com Mariano em campo, raça não falta. Conca, o de sempre: sofrendo muitas faltas, sendo muito marcado, tentando várias boas jogadas. Já Carlinhos parecia um pouco dispersivo, mais para a atuação de quinta passada contra o Atlético antes de fazer o gol – depois, como bem sabemos, mostrou um show de categoria. Em alguns momentos, o jogo chegou a ser até lento; não é o que esperamos do perigioso Vitória e nem de um Fluminense candidato ao título. Como diria Cartola, numa outra inflexão, o sol nasceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os times voltaram para o segundo tempo, não ficou pedra sobre pedra: virou um outro jogo. Os aceleradores foram pisados, as jogadas se sucederam, os goleiros trabalharam bem e mal, os gols aconteceram e foram até poucos diante do que se viu. E os craques, outrora um tanto escondidos, deram o ar da sua graça. Conca, para muitos o melhor em campo com toda justiça – literalmente comeu a bola e levou o Vitória à loucura. Eu escolheria outro jogador, e depois vou explicar a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com força total, o Fluminense abriu o marcador logo após o Vitória ter perdido um gol feito: Rodriguinho foi derrubado na área quando cortava pela direta e estava até marcado. Os rubro-negros se precipitaram. Tiro penal indicado, ninguém precisou se preocupar com a exacerbação de Washington na cobrança; quem bateu foi Conca, com força e categoria indefensáveis no canto esquerdo baixo do goleiro Lee, que havia substiuído Viáfara. Aliás, uma coisa curiosa é que Lee é fisionomicamente muito parecido com o Perseguido – e a semelhança para por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada para o Fluminense é fácil e, depois da suada abertura do marcador, mal deu tempo de sentir alívio. Uma falta na intermediária, de frente para o gol, e a cobrança do bom volante Bida, que quse vestiu nossa camisa ano passado. Ele acertou uma bomba no canto esquerdo e Rafael teria defendido bem se tivesse utilizado as duas mãos ou talvez somente a direita, que tinha a direção do lance. Falhou, tocou somente com a esquerda, ela tomou a direção do canto contrário, o direito, pererecou, tocou na trave direita e Euzébio demorou a isolá-la. Resultado: dividiu a bola com Henrique, perdeu e o gol do Vitória aconteceu. No mesmo instante, vários repórteres de rádio e televisão utilizaram o lance para fazer galhofa de Rafael, juntando-se assim às viúvas do Perseguido; me parece um movimento de expressão muito eloqüente e, se não fosse algo bizarro, eu diria que até parece orquestrado. Não quero minimizar a falha de Rafael e nem teria sentido fazer isso: ele teve responsabilidade no gol. Mas, se pudermos considerar que é um lance de crucificação do goleiro, eu vos pergunto sinceramente: o que deveríamos ter feito no passado próximo, médio e distante com o Perseguido no gol e suas falhas monumentais? Uma coisa é certa: se tivesse sido titular ontem em vez de Rafael, o chute de Bida teria entrado direto, como de costume. O atual goleiro Tricolor tem crédito: salvou o time ano passado num dos piores momentos de sua história e perdeu a titularidade por contusão. Tem tomado gols seguidamente e precisa de muito trabalho para voltar à boa forma de 2009. Mas, assim como um diabético não corta seu refrigerante para comer um quindim, não sou eu quem vai sugerir a solução da meta Tricolor com o Perseguido. Rafael tem deixado a desejar, é fato; a diferença é que ainda se pode ter esperança de que ele se recupere, já que treina as mãos em vez dos pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o time está em ascensão, nem um gol de falha é capaz de abalar. Demos a saída, Conca voltou a gastar seu maravilhoso futebol: um passe milimétrico na diagonal para Rodriguinho livre, dentro da área pela direita do ataque. Ele parecia um veterano: também finalizou em diagonal, mas no contrapé de Lee, com a bola morrendo mansa no canto direito. Rodriguinho manteve a sina: com a camisa Tricolor, só marcou gols contra times rubro-negros. Um gol muito comemorado tendo em vista o enorme valou que teve e poderá ter ao término deste ano. Para culminar, ai sim brilho a estrela de um craque, mesmo sem aparecer muito para a torcida: Deco. O luso-brasileiro tomou conta da partida nos vinte minutos finais, valorizando a posse de bola, puxando faltas e enervando o time do Vitória, administrando o jogo tal como outro craque muito fazia nas batalhas finais do ano passado – Fred. Conca foi o gigante do jogo, mas quem deu o suporte final para o resultado foi Deco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim da partida, os Tricolores souberam que no Beira-Rio aconteceu um placar que é nossa marca emblemática desde 1912: 3 x 2. O Inter venceu, o Corinthians ficou para trás, a imprensa esportiva chora mais um luto. Os mais cautelosos, como o Presidente Sussekind, ainda aguardam novos resultados. Os falantes feito eu não têm outra idéia: o Tricolor voltou. De vez, assim esperamos todos nós.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-6086950730607070993?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/6086950730607070993/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=6086950730607070993' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6086950730607070993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6086950730607070993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/09/vitoria-1-x-2-fluminense-26092010.html' title='VITÓRIA 1 X 2 FLUMINENSE (26/09/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-249137585116943884</id><published>2010-09-24T17:18:00.003-03:00</published><updated>2010-09-24T17:22:13.952-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>FLUMINENSE 5 X 1 ATLÉTICO MG</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O demolidor de centenários (24/09/2010)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;“Há um longo caminho à frente, mas, se prevalecer no resto de nossa campanha a garra do segundo tempo de ontem, não temo afirmar: o Fluminense passará como um trem-bala por cima de quem lhe enfrente. Não é um devaneio de um mitômano, mas sim a desconfiança de quem já viu e viveu uma longa história de superações.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus caros amigos, com as linhas acima encerrei a crônica do Fla-Flu de domingo passado. Elas podiam parecer puro otimismo barato num momento em que a má fase já batia à porta de Álvaro Chaves, reforçada pelas manchetes sensacionalistas e falácias flácidas, sem trocadilho. “O Fluminense não é candidato ao título”, “O Fluminense perdeu a força”; amigos, quanta bobagem! O campeonato não se decide agora. De toda forma, no jogo de ontem, mesmo ainda com problemas em nosso time, vencemos com absoluta autoridade o Atlético Mineiro numa goleada de cinco a um que foi até pequena, a julgarmos os fatos, tanto os evidentes quanto os curiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goleamos e mostramos grande força, principalmente na segunda etapa, que era o momento onde o time vinha caindo de produção nas últimas partidas, com exceção do Fla-Flu. Fizemos cinco gols, um grande resultado, mas nenhum atacante marcou. O time cresceu de produção, mas inegavelmente o destaque ficou nas laterais, com o merecidamente selecionado Mariano e Carlinhos – este teve uma atuação fantástica, mas somente a partir de um ponto crucial na partida: o seu primeiro gol. Antes disso, era um dos jogadores mais apagados em campo. Rafael pulou atrasado em mais uma falta, levamos mais um gol; no mais, não comprometeu. Alguns dos nossos se irritam com a “cera” que ele faz ao repor qualquer bola; eu também. Acho graça quando alguém o chama de “frangueiro” e grita pelo Perseguido: não queriam um goleiro? Washington foi mais Washington do que nunca. Conca foi Conca, mas visivelmente sentindo agruras da contusão. Os zagueiros foram bem, principalmente Gum, que vinha de dias muito irregulares. E tive preocupação quando não vi atacantes para o banco de reservas: pelo visto, Muricy confiava muito no poder ofensivo de nossos beques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos do que realmente importa: o jogo em si. Foi uma partida que começou fácil para nós, sem desrespeito ao Atlético que, por sinal, no papel tem um time digno de lutar pelo título. Às vezes, no futebol uma equipe não dá liga, mesmo com jogadores de reconhecido talento. É o caso do time mineiro. E então o jogo foi do ataque do Fluminense, não tão fulminante como de habitual, mas marcando presença. E então a quinta-feira regrediu ao domingo: Conca na cobrança de escanteio, Leandro Euzébio fuzilando Fábio Costa na cabeçada e abrindo o marcador. A partir de então, o natural recuo do time esperando que o Atlético oferecesse espaços de contra-ataque ao ter que sair desesperadamente atrás no placar. E mais uma vez um velho problema se repetiu: quando menos se esperava, uma falta na frente da área cometida por Bob e o ótimo Daniel Carvalho no lance, exímio cobrador. Não era tão perto e o chute não foi forte, embora bem colocado; Rafael pulou atrasado e o empate foi decretado, o que poderia ser uma ducha de água fria em nossos planos. Sim, Rafael falhou? Não temos dúvida. Uma pergunta é inevitável: o Perseguido saltaria em uma falta cobrada em seu canto direito? Cartas para esta redação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais quize minutos de nervosismo e recomeçar do zero. De repente, Carlinhos, que era uma figura nula em campo até ali, arriscou um chute na diagonal esquerda do ataque. A bola morreu no canto direito de Fábio Costa e, embora não soubéssemos, o jogo se decidiu ali. Um novo Carlinhos surgiu, como um dos melhores em campo, atacando com técnica e maestria, defendendo com eficiência. E o Fluminense se acertou em campo, com exceção de Washington, que parecia tratar a bola num ringue; no resto, Deco não embolava com Conca, tal como nos últimos jogos (e ambos tocavam a bola com precisão); Mariano voava. Enfim, a descida tranqüila para o vestiário e a esperança de uma boa vitória na etapa final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo tempo, o confuso Atlético promoveu a entrada de Diego Souza, nosso ex-jogador que beijou o escudo da Gávea. Nada poderia ser pior para os mineiros: lento, sem inspiração, parecendo pesado, não acertou um lance. Voltamos com a força física intacta: apenas Bob foi substituído por Valencia no terço inicial, por conta do cartão amarelo. E logo depois, para espantar a zica e fazer jus ao apelido de guerreiro, Gum marcou de cabeça no canto esquerdo de Costa, após cruzamento do incansável Mariano. Fim das contas. O Astlético beijava a lona e o Fluminense voltava a ser a sombra no retrovisor corinthiano. Poucos perceberam um detalhe expresso por meu grande amigo Raul Carvalho, rubro-negro que tem a fidalguia das Laranjeiras: depois do terceiro gol, o Fluminense reduziu o ritmo discretamente por respeito à camisa alvinegra, pois se mantivesse toda a força poderia ter chegado a uma goleada inigualável no campeonato. Ainda assim, houve tempo para um gol de placa de Carlinhos, driblando feito craque e fuzilando Costa, além do gol derradeiro, já nos descontos, com Marquinho livre encobrindo levemente o arqueiro. Antes disso tudo, Mariano foi exaltado pelos fanáticos das arquibancadas ao ser substituído por Thiaguinho, que incrivelmente fez um bom papel em campo. O fim do jogo marcou a despedida de Wanderlei Luxemburgo do Atlético, o que me fez inevitavelmente pensar em 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não jogamos no esplendor da nossa forma e ainda temos o time bastante desfalcado. Porém, uma expressiva vitória contra uma grande equipe, independentemente de ela estar em má situação na tabela, é uma vigorosa dose de ânimo. O Fluminense dos últimos cinco dias não é o dos quinze dias anteriores ao período: é um time com força, com disposição e que mostrou no momento certo poder de recuperação. Não me venham dizer que o Galo teve dois expulsos: os cartões vermelhos foram merecidos e até demorados. Nós já vencemos o maior campeonato de todos os tempos com oito em campo. Gum vinha mal, fez um gol que lhe oferece boa recuperação. Carlinhos estava vacilante, fez um belo gol e jogou o resto da partida como um craque soberano. Deco ainda não nos mostrou o que esperamos, mas é lindo ver seus passes, sua precisão, seu toque de bola que remete aos carpetes da sinuca, onde a bola desliza mansa e precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos defeitos. Mas o caminho para corrigi-los começa a ser rascunhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia de luto na imprensa esportiva: o Tricolor venceu, goleou, tem o ataque mais positivo do campeonato e mostrou ao líder Corinthians que o campeonato não está tão fácil quanto parecia ser. A grande batalha de domingo no baiano Barradão nos permitirá vislumbrar onde está o Fluminense de hoje. Uma coisa é certa: o fim do certame ainda está longe e, debochadamente, quem duvida do poder de recuperação do Tricolor tende a engolir varejeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem espera sempre alcança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-249137585116943884?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/249137585116943884/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=249137585116943884' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/249137585116943884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/249137585116943884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/09/fluminense-5-x-1-atletico-mg.html' title='FLUMINENSE 5 X 1 ATLÉTICO MG'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-2016809850990524329</id><published>2010-09-23T17:29:00.002-03:00</published><updated>2010-09-23T17:31:49.027-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>FLAMENGO 3 X 3 FLUMINENSE - 19/09/2010</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Emoções, fantasias e realidades (20/09/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Qualquer cronista escreverá cento e cinqüenta mil vezes que o Fla-Flu é eterno; foi assim que o gênio de Nelson Rodrigues nos ensinou. Ainda que raramente, quando é mal-jogado, o Fla-Flu tem duas camisas centenárias em campo e são elas que verdadeiramente jogam: o perna-de-pau vira craque, o craque bem-marcado pouco produz ou destrói o jogo, o frangueiro defende bem, o artilheiro perde pênalti. De tudo o que vi, ouvi e vivi ontem, poucos foram tão precisos na análise do jogo como Muricy Ramalho: “O jogo foi ótimo, o resultado é que foi péssimo”. Sem dúvida. Perdemos a liderança para o Parque São Jorge e não conseguimos vencer de novo, o que foi a parte ruim. A boa? Mostramos um espírito de luta no segundo tempo digno dos melhores momentos do fim do ano passado, quando nossa campanha de G4 nos salvou de um descenso já protocolado pelos jornais – e empatamos um jogo perdido duas vezes. O Fluminense não se abateu, o Fluminense não se entregou e a expectativa que deixou aos seus milhões de apaixonados torcedores é que, mais dia, menos dia, poderá estar de volta ao primeiro lugar do campeonato - preferencialmente, na hora em que realmente valer a disputa do título. Talvez o empate de ontem tenha sido mais gratificante do que outras vitórias que tivemos durante a competição, e serviu de alento para os próximos – e difíceis – jogos, onde aí temos que vencer de toda maneira. Ao contrário dos que debochavam, o torcedor lúcido sabe que o Fluminense não está morto. E nunca é demais lembrar: ainda falta a volta de Fred, Emerson, a melhor forma de Deco, Diguinho... ainda temos muita lenha para queimar. No cerrar das contas, o Fla-Flu foi digno, emocionante, bem-disputado e até surpreendente tendo em vista as escalações dos dois times. Um jogo brilhante – apesar de falhas dos dois lados - para inaugurar a era do centenário clássico no Engenhão para menos de vinte mil torcedores, o que se espera melhorar futuramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros minutos foram animadores. O Fluminense parecia mostrar o futebol vigoroso de antes da má-fase, com absoluta pressão no campo rubro-negro e muita velocidade. O marcador logo foi aberto, após a cabeçada de Leandro Euzébio na jogada ensaiada oriunda da cobrança de escanteio de Conca. Foram dez minutos de grande força, capazes de mostrar que nossa briga pelo título não é uma falácia. Mas o gol nos levou ao erro, paradoxalmente: a partir de então, mesmo tendo dominado o jogo até ali, o Fluminense resolveu recuar para tentar contra-ataques. E, seja com qual time for, seja em que fase for, dar espaço para a Gávea é sucumbir. Mais outros dez minutos com predominância deles e nós é que sofremos o gol de empate. Houve a infelicidade completa de Gum, perdendo uma bola absolutamente sua na linha de fundo e permitindo a Kleberson o cruzamento; Deivid, livre, agradeceu o presente e fuzilou Rafael sem perdão no canto direito, fazendo seu primeiro gol com a camisa deles e nos oferecendo um mal-estar escabroso. O que poderia ser o início de uma vitória alvissareira tomou o gosto do mau presságio. Antes do fim do primeiro tempo, a virada da Gávea, num escanteio de Renato que David, o zagueiro, tocou para o gol vazio depois que a bola passou por Rafael. Aliás, não me furtaria ao tema sobre o novo goleiro Tricolor: alguns da imprensa alegaram “frango” nesta jogada; sinceramente, nada me tira da cabeça que há algum favorecimento explícito do ex-titular da posição aos que vivem do futebol comentado e escrito. Se tomar “frangos” fosse impedimento para se jogar no gol do Fluminense, o Perseguido já teria sido banido há cem séculos. Bendita seja a fratura no dedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O intervalo veio e, com ele, a desconfiança. Sabedores da vitória corinthiana na véspera, contra o Prudente, só o triunfo do Fluminense poderia reequilibrar a dianteira da tabela. André Luiz saiu para a entrada de Marquinho, que assim reeditava a boa parceria de revezamento com Carlinhos na ala esquerda. O fato é que o Fluminense foi um time que começou bem o primeiro tempo, fez seu gol e depois caiu de produção a ponto de levar a virada ainda mesmo nos quarenta e cinco minutos; na volta para o segundo tempo, renasceu o time de guerreiros, com uma garra implacável que pode ser bem representada nos semblantes de Mariano, o incansável, e Diogo, que divide qualquer bola em qualquer espaço de tempo. Não são os dois jogadores mais técnicos do time? Evidentemente, não. Mas quem disse que um time campeão só é construído com técnica? A garra estampada dos dois fez renascer o Fluminense de luta, que não se entrega até o último minuto, e esta foi a tônica deste Fla-Flu. Relembrem o golaço de Rodriguinho: o corte seco pela direta, a finalização empolgante no ângulo esquerdo de Lomba, a vibração. Dessa vez, era o nosso dia de ai-jesus, que tão bem adorna o hino deles. Mal nos refizemos da comemoração e do certo alívio, a Gávea marcou outra vez numa bomba de Renato em cobrança de falta no ângulo direito de Rafael. Três a dois, o placar emblemático de nossa história, desta vez contra nós, mas por pouco tempo. Parecia que estava escrito; não seria desta vez que iríamos sucumbir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente do habitual, Marquinho se posicionou para cobrar um escanteio pela esquerda do ataque. A Gávea vibrava com suas bandeiras e gritos atrás do gol. A cobrança não foi das mais sofisticadas, houve um bate-rebate que, claro, passou pela canela de Washington; contudo, eram cartas marcadas e Rodriguinho fuzilou Lomba outra vez, decretando o que seria o definitivo empate em três tentos e conseguindo um recorde pessoal curioso: desde que chegou ao Fluminense, ele fez também três gols – todos contra o Flamengo. Alguns devem ter lembrado de nossos gols do passado, todos no último grão de areia da ampulheta. Ninguém derrota o Tricolor antes da hora. Tudo bem que houve oportunidades. Eles perderam uma grande chance quando Rafael, que joga regularmente com as mãos, fez uma defesa com o pé e impediu novo tento de Deivid. Mas a derradeira chance de gol foi nossa: o último grão raspou a trave, num chute de Marquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, o resultado não foi bom porque afastou o Fluminense da liderança. Porém, o mais importante que tínhamos a resgatar foi visto no segundo tempo de ontem: o time de guerreiros com raça, com ímpeto, que não desiste. Há tempos, mesmo boas vitórias que tivemos, contra o Ceará, não contaram com a raça do Tricolor em campo. O Fla-Flu de ontem mostrou essa característica vital e sempre presente em nossos triunfos. Estamos mais distantes do Corinthians, eu sei, mas não tenho como esquecer e sempre repetirei: em 1995, tiramos oito dos nove pontos de diferença que o grande campeão da imprensa tinha sobre nós. Tudo ficou para o ultimo momento. E no último grão da ampulheta o Fluminense ganhou o maior campeonato de todos os tempos. Há um longo caminho à frente, mas, se prevalecer no resto de nossa campanha a garra do segundo tempo de ontem, não temo afirmar: o Fluminense passará como um trem-bala por cima de quem lhe enfrente. Não é um devaneio de um mitômano, mas sim a desconfiança de quem já viu e viveu uma longa história de superações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-2016809850990524329?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/2016809850990524329/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=2016809850990524329' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2016809850990524329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2016809850990524329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/09/flamengo-3-x-3-fluminense-19092010.html' title='FLAMENGO 3 X 3 FLUMINENSE - 19/09/2010'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-1188166908561517776</id><published>2010-09-17T17:26:00.003-03:00</published><updated>2010-09-17T17:30:55.550-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>FLUMINENSE 1 X 2 CORINTHIANS (16/09/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Lições de uma derrota (16/09/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A derrota dói. A dor dói, feito “Ferida” de Augusto de Campos. Tanto faz se é injusta ou merecida, se as condições forem duvidosas ou não. A derrota é feita de dor. Assim foi o jogo de ontem, meus amigos. Não que matematicamente o nosso Fluminense tenha sido mortalmente alvejado, longe disso – aos trancos e barrancos, por um mísero gol, ainda somos os líderes do campeonato. Mas perder para o Corinthians doeu bem mais do que três pontos: primeiro, porque em momento algum merecemos vencer o jogo; segundo, porque o fator de nossa maior preocupação é que a derrota nos força a uma rápida recuperação, num campeonato onde todas as partidas são complicadas, sem que possamos ver soluções imediatas à vista. Jogamos mal. Não foi a primeira vez nesta competição; porém, desta vez foi das piores, dos piores momentos. E perdemos para uma equipe de ponta na tabela, mas que esteve longe de fazer uma grande exibição: tratou apenas de marcar com maestria nossas trôpegas jogadas e, no momento certo, matar a partida com gols nas ocasiões em que estávamos completamente vulneráveis. Perder foi o de menos; grave foi &lt;em&gt;como&lt;/em&gt; perdemos. De toda forma, o verdadeiro Tricolor não desiste: ele é do último minuto, do último suspiro. E não há tempo para lamentar: há um Fla-Flu na próxima esquina; o tempo não para.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte mil bravos Tricolores enfrentaram o engarrafamento, o horário tardio, o caos do acesso ao Engenhão e o nosso mau momento, ávidos por uma vitória moralizadora. Não foi o que aconteceu. Podemos dizer que o primeiro tempo foi de enorme equilíbrio, porque os alvinegros marcavam com eficiência, mas não demonstravam o menor brilho nas ações ofensivas – nem precisamos ter a tradicional preocupação com os chutes contra o Perseguido. Alguns pequenos brilhos surgiam nas jogadas mais técnicas da nossa equipe, mas foi pouco: Darío Conca estava marcadíssimo, Deco fazia uma partida de muitos erros, Washington mostrava muita luta, mas parecia em total divergência com a bola. Num jogo truncado, amarrado, fechado, a fúria ofensiva de Mariano foi completamente abafada. Valencia tinha raça, mas abusava dos erros no tempo de bola e nas entradas: só não foi expulso junto com Jucilei porque o árbitro era Simon, e vocês sabem muito bem o que isso quer dizer. Na arquibancada leste superior, eu acompanhava tudo do último degrau, tal como era nos meus tempos de adolescente, onde Assis, Deley, Romerito e Paulo Victor ditavam os títulos. Ainda pude ver de longe meu amigo William torcendo fanaticamente desde cedo, além do presidente Sussekind, discretamente sentado na parte baixa do setor. Também pude ver de longe o caos a minutos do início da partida, quando centenas de pessoas adentraram o João Havelange sem que ingressos passassem na catraca ou passaportes na leitora. É necessário que as autoridades tomem providências, ou o primeiro jogo que vier a ser realizado lá com grande público poderá ter resultados catastróficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto à partida. Era um jogo equilibrado, tenso, onde não se podia perder, mas o empate era ruim para os dois times. O Corinthians era defesa; nós não sabíamos ser ataque. Ainda assim, poderíamo ter descido tranqüilamente com o empate no intervalo de jogo, não fosse o erro crasso da linha de impedimento num sistema defensivo com três zagueiros: a chance de um erro de sincronia é imensa e tudo podia ser posto a perder. Julio César, cujo forte não é a velocidade, deu condição. Jucilei, que não tem nada com isso, dominou a bola livríssimo e tocou no canto direito do Perseguido, que nada podia fazer e, mesmo que pudesse, não faria. O Corinthians aproveitou um erro coletivo e deu a primeira estocada. Terminou o primeiro tempo, de forma absolutamente desagradável para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Tricolor sempre tem a esperança da virada, e este era o sentimento comum entre a grande torcida presente – senhores, vinte mil pessoas às dez da noite no Engenhão é um público bastante respeitável. Era o que precisávamos, mas não aconteceu. Rodriguinho entrou e melhorou um pouco a apatia e a lentidão do ataque, mas tropeçou em suas próprias deficiências. Deco, que tem enorme categoria e mostra um brilhante toque de bola, era desarmado de forma até infantil. Um tanto desordenados, buscamos o ataque nos minutos iniciais, mas não soubemos criar ameaças efetivas de gol. Aos poucos, o Corinthians deixou de ser um time acanhado na defesa para buscar contra ataques mortífeiros. Realizou um, dois, três. No quarto, o amaldiçoado Alessandro invadiu livre a direita de ataque, serviu o veterano Iarley também livre e, com raça e astúcia, tocou de carrinho para o gol e fez o segundo, não dando números finais à partida, mas decidindo a vitória. Estavam melhores, senhores do jogo, mesmo sem o domínio completo. Cinco minutos depois, o nosso gol, fruto da raça de Conca, do ímpeto de Rodriguinho e até mesmo de sua má conclusão, que fez de seu chute forte um cruzamento para que Washington tocasse para o gol vazio no canto direito. Foi a nossa única jogada de alta veocidade na partida inteira e isso quer dizer alguma coisa. Ganhamos vários jogos no primeiro turno usando e abusando da raça de Mariano, voando pela direita, assim como Carlinhos na esquerda. Emerson é um gigante no ataque. E Diguinho? E a raça de Diogo? E o talento de Fred? Todos estes faltam ao time de hoje: Mariano joga, mas a entrada de Deco como titular fez com que ele se tornasse menos ofensivo, dado que o lado direito já está congestionado de gente. Ah, e Washington? Fez o gol, é o artilheiro da competição, mas definitivamente não contem com ele para ser o 1 do esquema 3-6-1: não há como. Jogamos mal, muito mal. O Corinthians não foi brilhante, mas mereceu nos vencer com sobras: soube administrar e liquidar o jogo. O Corinthians é um grande time, mas o Fluminense perdeu para o próprio Fluminense: precisamos recobrar nossa velocidade, nem que seja sacando algum dos titulares absolutos para a entrada de jogadores mais jovens e rápidos. É preciso acertar as faixas de jogo de Deco e Conca, pois várias vezes quase se dão encontrões em campo. É preciso resgatar o time de guerreiros, com sua pontuação de campeão no segundo turno do ano passado e no primeiro do atual. São muitas tarefas para se acertar até domingo e não se pode esperar: um Fla-Flu está à espreita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos problemas e problemas. Nosso padrão de jogo caiu. Substituições se fazem necessárias imediatamente. Mas isso pode ser muito bem-resolvido: não somos paracampeões por decreto e não estamos lutando contra a zona de rebaixamento. Este é um campeonato difícil onde os times alternam bons e maus momentos: que o diga o incensado Botafogo - dotado de alma vencedora, segundo Kfouri - derrotado de quatro pelo lanterna Goiás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa precisa ser feita e já. Temos um grande treinador para isso e confiamos nele. Uma coisa é certa: não se iludam aqueles que já tiraram o Fluminense do páreo a dois meses e meio do fim do campeonato, com suas bravatas nos jornais e botequins. Eu pensei que a lição do ano passado tivesse sido suficiente absorvida por aqueles que zombavam de nós. Pelo visto, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos mal, mas já tiramos títulos certos e pré-comemorados de times com nove pontos à nossa frente. É apenas uma pequena lembrança, nada além disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é cedo, meus amigos. Bem cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-1188166908561517776?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/1188166908561517776/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=1188166908561517776' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1188166908561517776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1188166908561517776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/09/fluminense-1-x-2-corinthians-16092010.html' title='FLUMINENSE 1 X 2 CORINTHIANS (16/09/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-1341529056915490508</id><published>2010-09-15T11:55:00.001-03:00</published><updated>2010-09-15T11:56:53.134-03:00</updated><title type='text'>SOBRE HOJE À NOITE (15/09/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O futebol não permite descanso, ainda mais para um líder de campeonato brasileiro que, definitivamente, tem jogado com irregularidade nas últimas partidas, embora tenha perdido jogos recentes muito mais por falhas individuais do que coletivas. No entanto, nunca é demais lembrar que um time não se torna líder de qualquer campeonato por acaso, exceto nas primeiras rodadas – e hoje, o campeonato alcança a vigésima-segunda rodada. Nunca é demais lembrar que este líder é o Fluminense, talvez o time mais acostumado a vencer jogos e conquistar campeonatos sob a descrença dos amantes do futebol brasileiro – com exceção dos milhões de apaixonados torcedores das Laranjeiras, dentre os quais me encontro. E também a descrença dos homens de imprensa: alguns, por conta dos compromissos profissionais; outros, porque misturam a mesma imprensa com a paixão clubística – e aí é um problema, principalmente no Rio de Janeiro. Afinal, todos os grandes times da cidade já perderam títulos históricos para o Tricolor, ainda mais nos últimos minutos das decisões, quando já alisavam os troféus – principalmente o “time oficial da imprensa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os leigos, os que vivenciam o futebol apenas pelos jornais de cinqüenta centavos ou os que somente lêem os textos dos cronistas fraudulentos, o Fluminense é um não-favorito, um figurante, o time que joga injustamente a primeira divisão, um rebaixado – isso, como se regulamentos mirabolantes não tivessem beneficiado em algum momento todos os grandes clubes brasileiros em horas de martírio. Mas isso é somente para os leigos e os mal-intencionados: quem conhece de futebol brasileiro sabe muito bem o que ele se tornou por causa do Fluminense e o que talvez pudesse ter sido – ou melhor, NÃO ter sido sem ele. A nossa história é recheada de conquistas tidas como impossíveis apenas para os borra-botas, com seus sorrisos pascácios, alheios à realidade que reza o respeito ao fundador do futebol no Brasil – não apenas por data, já que Ponte Preta e Rio Grande nasceram um pouco antes, mas pelo mérito, pelos feitos, pela trajetória. A nossa história foi construída com o descaso de rádios, jornais e, posteriormente, televisões. Contudo, a nosso favor, uma única voz e um texto inigualável: Nelson Rodrigues – assim, tínhamos toda a imprensa nos oferecendo descaso, mas o maior cronista do futebol brasileiro em todos os tempos vestido com as nossas cores. E Nelson nos deixou mais cedo do que o justo: a literatura esportiva do Brasil merecia seus textos sobre os tricampeões dos anos oitenta, o colossal título de 1995, o terrível – mas curto – momento dos rebaixamentos, sim, junto à gloriosa volta por cima: mais uma vez, só os pascácios acreditam que não venceríamos os grupos alternativos na Copa João Havelange de 2000; basta ver a campanha. Dali em diante, o Tricolor centenário e campeão em 2002, as disputas de títulos brasileiros quando chegamos perto em 2001, 2002, 2005, 2007 e agora, mais do que nunca, em 2010. A apoteose e a tristeza na final da Libertadores, que um dia será recompensada. A inesquecível virada do ano passado, calando e humilhando a todos os que malversaram o Tricolor. As letras de Nelson seriam nosso escudo contra a empáfia e a soberba; ele pode não estar aqui fisicamente, mas é certo que seu espírito norteia qualquer Tricolor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Nelson bradava com sua voz rouca e seu texto maravilhoso, boa parte da mídia desdenhava o Fluminense e ganhávamos títulos, conquistávamos vitórias e respeito. Tem sido sempre assim. Procurem nos jornais de 1941: ninguém elegia o Fluminense favorito, exceto Nelson, mas fomos campeões na Gávea. Procurem por 1946: a mesma coisa. O supercampeão foi o Fluminense. Se quiserem mexer nos velhos arquivos dos jornais, o Fluminense não era favorito nos textos nem no primeiro Fla-Flu de 1912, que vencemos pelo emblemático três a dois que tantas vezes se repetiu e nos deu troféus inesquecíveis. Na era moderna, o campeão de 1951 que, no ano seguinte, venceu o Mundial de Clubes e resgatou o futebol brasileiro da tragédia de 1950, era tratado como o “timinho” de Zezé Moreira. Quanta insensatez! A máquina montada por Parreira em 1984 também não teve o menor crédito jornalístico. O que dizer de 1995, quando estávamos a nove pontos do grande campeão da imprensa, chegamos à última partida com apenas um de desvantagem e ganhamos o maior título de todos os tempos? Sempre foi assim, meus amigos, sempre! A cada nova rodada, apontam um novo campeão: primeiro, o Ceará; depois, o Corinthians; agora, Botafogo e Cruzeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partida do turno, com nosso time ainda não azeitado, foi vencida pelos corinthianos num dois a um apertado, onde pressionamos o tempo todo, perdemos vários gols e ainda fomos vítimas de uma calamitosa arbitragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezenove rodadas depois, a situação é outra. Antes de entrarmos em campo, o atual favoritíssimo Botafogo – para Juca Kfouri, time dotado de uma alma vitoriosa, naturalmente excetuando-se os vinte e um anos compreendidos entre 1968 e 1989 – poderá não ter vencido o Goiás, que luta contra o rebaixamento e tem dado sinais de melhora. O cogitadíssimo Cruzeiro também terá jogado contra o humilde – mas perigoso – Guarani. E se não vencer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No horário nobre, mais uma daquelas batalhas que já são rotina na vida do torcedor Tricolor. Além de lutar em campo, é preciso lutar contra a campanha massiva das manchetes, narrações e comentários. É certo que não querem o Fluminense campeão. Sabemos que o Corinthians contra com toda a simpatia da CBF, afora ter um bom time, claro – e também já contar com a vitória antecipada contra o Vasco, em São Januário, na partida que lhe foi docemente adiada pelas comemorações do centenário do escrete paulista, o que me parece no mínimo uma sonora bobagem. E é certo que passamos por um mau momento: alguns sinais de lentidão em campo; o desajuste nas funções de Conca e Deco, sem interseção; Fred do lado de fora e perto de confusões; o manto sagrado de Castilho vazio debaixo das traves. Mas quem disse que o Fluminense nasceu para não lutar contra as intempéries? Já são cem anos e uma centena de títulos dessa maneira. Não há porque mudar agora. Os galhofeiros podem ficar engasgados sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos farão um mar de cores no Engenhão na noite de hoje. E quem tem a nossa torcida nunca é derrotado de véspera. Quem venceu títulos como nós já vencemos nunca pode ser tratado como coadjuvante. Mais uma vez, são todos contra uma centenária camisa que insiste em colocar água no chope dos jornalistas e matemáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma: confio numa esmagadora vitória do Tricolor hoje. E mesmo que ela não venha, nada irá abalar nossa luta por esse título. Aguardem os próximos capítulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-1341529056915490508?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/1341529056915490508/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=1341529056915490508' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1341529056915490508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1341529056915490508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/09/sobre-hoje-noite-15092010.html' title='SOBRE HOJE À NOITE (15/09/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-992368168696726527</id><published>2010-09-14T17:53:00.001-03:00</published><updated>2010-09-14T17:55:28.183-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>ATLÉTICO GO 2 X 1 FLUMINENSE (11/09/2010)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Onze de setembro (12/09/2010)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É certo que o campeonato brasileiro é muito disputado, principalmente na era dos pontos corridos. Com exceção da primeira edição em 2003, quando o Cruzeiro disparou qualitativamente falando, em todos os outros anos os campeões tiveram oscilações em algum momento. Parece que chegou a vez do Fluminense: depois do mau resultado contra o Guarani, em Campinas, e da vitória oscilante contra o Ceará, eis que o líder voltou a campo contra o Atlético Goianiense no Serra Dourada. E perdeu. Nada que justificasse a euforia da imprensa de rapina, já decretando o Botafogo como grande campeão, além do Cruzeiro: o Fluminense ainda é o líder e terá um jogo dificílimo pela frente contra o Corinthians, quarta-feira que vem, num abarrotado Engenhão. Mas o fato é que perdemos. E, mais uma vez, embora tenhamos feito um bom primeiro tempo, chutado bolas na trave, criando excelentes jogadas, perdemos em função de erros individuais: o primeiro e o segundo gols aconteceram, para variar, em falhas notórias do Perseguido – no primeiro; um gol servindo como ducha de água fria para nosso time, que dominava o jogo e teve que recomeçar do zero; no segundo, crucial por já ser nos acréscimos de tempo, impossibilitando qualquer reação. Ainda há tempo para a recuperação, sem sombra de dúvida, mas uma inevitável pergunta ecoa nos quatro cantos das Laranjeiras: será possível que sejamos campeões brasileiros sem um goleiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jogo de ontem, estava claro que o Atlético não ia ser canja de galinha; luta contra o rebaixamento, tem alguns bons jogadores e um excelente treinador – o nosso René Simões. Contudo, o Fluminense fez uma primeira meia hora muito boa, com jogadas lindas de Deco e Conca, sendo que muito antes dos vinte e dois minutos, quando Washington tocou para o gol após lindo passe do argentino e o início maravilhoso de Deco, já éramos predominantes na partida – uma jogada de placa. O jogo estava a nosso favor e todos esperávamos um resultado expressivo que obrigasse os jornais a não defenestrarem o Tricolor. Éramos ataque e fazíamos blitz na defesa goianiense; porém, na primeira bola que chegou ao ataque dos mandantes, pela esquerda, o jogador William recebeu a bola e chutou sem o menor esforço para empatar, dado que a saída de gol do Perseguido em sua insistente vontade de fechar o ângulo de chute com os pés é, no mínimo, humorística. Repito: quando a defesa falha, é o caso normal do goleiro brilhar. Em nosso time, quando a defesa falha, o gol é certo porque é impossível para qualquer goleiro defender – ou rebater - um chute na diagonal estando praticamente encontrado na trave mais próxima ao chutador. O empate não esfriou o ímpeto do nosso time, mas outras barreiras apareceram à frente; além dos chutes na trave feitos por Washington (em linda cobraça de falta) e Gum, o bom goleiro Márcio fez mais uma grande partida neste campeonato. Os atleticanos podem dizer: “Nós temos um goleiro”. Nós, Tricolores, não. Quero deixar claro que minhas palavras não querem crucificar ninguém, mas somente testemunhar um fato evidente, que já se repetiu em outros anos e surge novamente agora, quando queremos brigar pelo título brasileiro. E temos outros problemas: nosso time é muito experiente, mas, por conta disso, também perde em velocidade, dado o grande número de jogadores em campo com mais de trinta anos – não há nenhum preconceito nisso, desde que jovens peças de reposição ofereçam velocidade ao Fluminense no segundo tempo. E ainda o caso das outras partidas: apesar de Conca e Deco fazerem lindas jogadas, de plástica inquestionável, ambos embolam o espaço outrora ocupado por Mariano – e ali, pela ala direita, foram criadas as principais jogadas que levaram o Fluminense à liderança do campeonato, as mais velozes, as demolidoras. É preciso ainda achar a formação ideal com os craques, os experientes, mas também sem tirar a força velocista da equipe. Com Julio César fazendo a meia, a velocidade era ainda mais escassa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo tempo, orientado por seu decano treinador, o Atlético percebeu a perda de força física do Fluminense e paulatinamente passou a protagonista do jogo: um susto, outro susto, outro susto. Ficou no lá e cá: precisávamos também dos dois pontos, ainda mais sabendo que era o momento de reconstruir a vantagem na tabela – o vice Corinthians perdia no Pacaembu para o Grêmio. E nosso time sentiu o cansaço cada vez mais, embora sem desistir da vitória. A quinze minutos do fim, um mau presságio: o zagueiro atleticano Gilson foi expulso; como todos sabem, há um estranho – e desconfortável - desencanto nas Laranjeiras que torna difíceis todas as partidas onde nossos adversários têm desvantagem numérica de jogadores. De toda forma, fomos guerreiros como sempre, tentando a vitória. Carlinhos chutou duas vezes, não conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a derrota do Corinthians, nosso empate era magro, mas não tão desastroso: quatro pontos à frente de um adversário são sempre uma boa pedida. E o jogo já se encaminhava em igualdade para o fim quando, mais uma vez, a miscelânea de erros que é hospedada debaixo das traves do Fluminense deu o ar da sua graça: uma bola vadia lançada para a direita do ataque; o Perseguido finge que vai, mas não vai; o jogador do Atlético em cima da linha de fundo e com dois marcadores no cangote, consegue cruzar; a finalização de Juninho é um pouco fraca, quica, mas é o suficiente para bater o único obstáculo diante dos sete metros de gol: um braço reto, esticado para cima, cujo dono estatelado no chão me lembrou os quadrinhos do Recruta Zero, quando este apanhava do Sargento Tainha e aparecia feito uma massa disforme no chão. O Atlético, que foi valente, soube suportar a pressão e não desistiu do jogo até o fim, mereceu a vitória. Nós, que jogamos bem e perdemos gols, mas tempos nosso gol praticamente vazio, merecemos perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Corinthians perdeu no Pacaembu, mas não soubemos fazer nossa parte. Botafogo e Cruzeiro venceram seus jogos e chegaram perto do topo. Continuamos na ponta, mas nosso time está vacilante. À frente, três meses de decisões a cada três dias, a enorme simpatia da CBF pelo mais-querido de São Paulo, a imprensa galhofeira com seus neocandidatos ao título. Mais do que tudo isso, precisamos recuperar nosso bom futebol, acertar as posições dos craques, dar alforria a Mariano para que voe pela direita e, principalmente, ganhar para as Laranjeiras um título como nunca se viu antes em nossa história: uma taça imponente sem um goleiro que esteja de acordo com a centenária tradição iniciada por Marcos Carneiro de Mendonça – não por acaso o primeiro goleiro da história da seleção brasileira. É um desafio e tanto, como nunca tivemos. Alguém falará da Copa do Brasil de 2007 e eu lembrarei: também ganhamos aquele título sem goleiro; a diferença é que, sem detrimento dos participantes daquela competição, eles tinham bem menos pujança econômioca e técnica do que os atuais times deste campeonato brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um menino comentou na Internet para meu amigo Leo que Félix e Paulo Victor eram os Fernandos Henriques de antigamente. Prometo falar disso na próxima crônica, onde espero estar bem menos infeliz com os erros primários de nosso camisa 1.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-992368168696726527?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/992368168696726527/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=992368168696726527' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/992368168696726527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/992368168696726527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/09/atletico-go-2-x-1-fluminense-11092010.html' title='ATLÉTICO GO 2 X 1 FLUMINENSE (11/09/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-786036653332649918</id><published>2010-09-10T17:32:00.002-03:00</published><updated>2010-09-10T17:34:56.328-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>FLUMINENSE 3 X 1 CEARÁ (08/09/2010)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sobre oscilações (09/09/2010)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma desagradável derrota. Uma vitória praticamente tranqüila. A defintiva perda do mando de campo. A fúria da imprensa golpista. Uma crise desnecessária e a demissão do médico. Meus amigos, esta foi a recente semana do Fluminense, a mais conturbada desde que começou o campeonato brasileiro. Ao fim da rodada, a constatação: somos os líderes, mais líderes do que éramos no domingo passado, mas ainda com contas a ajustar, alguns problemas e necessidade de soluções que não comprometam a equipe Tricolor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos mal. A derrota para o Guarani aconteceu de forma indigesta. Foi evidente que mostramos um mau futebol, mesmo quando abrimos o marcador com o gol de Emerson, escorando passe de cabeça dado por Washington. Marcamos cedo, mas antes disso o Guarani já ocupava nosso campo, embora sem a menor objetividade nas conclusões. A seguir, mesmo com Conca e Deco errando bastante, até mesmo Mariano sem a força que se espera dele no ataque, o Fluminense teve uma ou duas chances de aumentar a vantagem, até que houve uma falta e... bem, não quero parecer aos mais jovens como um velhote ranzinza, mas vocês, eles e todos já sabem de outras crônicas o que penso sobre uma falta perigosa contra o Fluminense: absoluto risco de gol, devido à falta de capacitação técnica do rapaz que hoje veste a camisa que já pertenceu a Marcos Carneiro de Mendonça, Batatais, Castilho, Félix, Renato, Wendel, Paulo Victor – todos estes, goleiros de seleção brasileira. O canto direito baixo é sempre uma pedida de gol, referência, mas pode ser no meio do gol ou mesmo num toque sutil por cima da barreira, sem força. É o que bastaria. Foi o que bastou. O veterano Baiano empatou a peleja e fez o Guarani crescer, embora timidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem um treinador como Muricy espera sempre o melhor de um intervalo, a mudança principalmente num dia de pouca inspiração. Mas não aconteceu: o Fluminense voltou mal, muito mal. Abusava dos passes errados, da falta de velocidade, esbarrava nitidamente em si mesmo e nem de longe lembrava o líder do campeonato. Conca e Deco não mostravam o brilho de outras temporadas. Washington tratava a bola como se fosse um boxeur. O Sheik saíra contundido. Com tudo isso, nós acreditávamos na perspectiva de um empate, frustrante na campanha como um todo, mas importante diante das circunstâncias negativas daquele domingo. O Guarani quase não chutava, embora alugasse nossa intermediária. Num time que tem uma má jornada, a defesa e o meio de campo titubeiam; nessas horas, quem tem que aparecer é o goleiro. Então veio uma falta e outro veterano se apresentou: o engraçado e razoável zagueiro Fabão. Sempre é difícil para qualquer goleiro quando, numa cobrança de falta contra si, a sua barreira abre e a bola passa por ela, desde que chutada com violência, o que quase impossibilita a defesa. A bola de Fabão seguiu exatamente este roteiro, com uma exceção: não foi chutada com enorme força e ainda ficou mais minguada quando foi amortecida pelo meio da nossa barreira. Quicou e, se tivéssemos um goleiro à altura das tradições das Laranjeiras, bastaria um passo para a esquerda, o encaixe no peito e a reposição. Como não temos, a bola ganhou o canto esquerdo, mansa, o Guarani venceu o jogo e todo o Brasil assistiu aos patéticos gestos tresloucados do Perseguido, saracoteando em protesto como se a barreira fosse a grande vilã do jogo, mas na verdade praticando uma pantomina que tirasse a atenção de si. Não adiantou. Os nossos fanáticos que estavam atrás do gol, na arquibancada, souberam vaia-lo com dignidade. Assim, o Fluminense perdeu a partida, teve quebrada a sua sequência de invencibilidade no campeonato e, para delírio dos fogueteiros da imprensa, lhes forneceu amplo material para chacotas e dúvidas sobre a real capacidade do líder Tricolor. Uma verdadeira festa setembrina nos impressos. Parece que nunca aprendem a lição, feito ano passado, quando decretaram o Fluminense morto e tiveram que oferecer as gargantas a uma poderosa espinha. Até o decano Kfouri, sem esconder sua paixão corinthiana, renovou seus votos de que o Fluminense não será campeão. Coitado. Uma hora, o Inter; noutra hora, o Cruzeiro; noutra, o Corinthians. São todos bons times, mas o líder é o Fluminense. E os corinthianos estão se sentindo como se fossem a própria Gávea: já contam com os três pontos da partida adiada na semana do aniversário alvinegro, como se fosse canja de galinha derrotar o Vasco em São Januário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o espírito de dúvida, voltamos a campo contra o Ceará, ontem, no Engenhão, no já folclórico horário das dezenove e trinta, que fez do bonito estádio uma consagração de seu apelido: “Vazião”. Cinco mil lordes e damas ocuparam o João Havelange e, sob certo desconforto por causa do bombadeio da imprensa, cerraram os olhos com desconfiança quando o Fluminense entrou em campo. Felizmente, um ledo engano de todos nós: foi o primeiro tempo mais fácil de todo o campeonato até agora. Três a zero que poderiam ter sido seis ou sete, tamanho o número de oportunidades que perdemos. Washington marcou dois e perdeu três. Mariano na frente da área, perdeu um gol incrível. O Ceará batia cabeça e, a quinhentos quilômetros do Engenhão – mais precisamente em São Paulo e Curitiba, os mais-queridos da CBF viviam o mal-estar: o Parque São Jorge precisaria vencer de qualquer maneira para encostar no Tricolor. Reitero: vencemos com absoluta soberania o primeiro tempo e colocamos um pé e meio nos três pontos da noite. E foi isso que prejudicou o segundo tempo: o Fluminense decaiu completamente em termos de velocidade e ofensividade. Novos rounds de Washington com a bola. A rigor, destaques firmes ficaram por conta de Mariano, sempre ele com sua raça e dedicação incessantes, o argentino Conca, com algumas maravilhosas jogadas e grande participação nos gols e lances de perigo, além da nossa defesa, mais precisamente Leandro e André. Timidamente, aos poucos o Ceará, animado com as mexidas em seu time, tentou atacar mais – melhor, tentou atacar, o que não tinha feito na primeira etapa. Perdemos um gol, dois gols, três gols e tudo num dia em que poderíamos aproveitar para ampliar o importante saldo, que pode ser decisivo no futuro. Quando a partida chegou a quinze minutos do fim, aí as coisas complicaram. O Ceará criou alguns lances e tudo levava a crer que, por saídas confusas, socos na bola mal-dados e o pé onde deveria estar a mão constituíam indícios de que não sairíamos sem sermos vazados. Uma bolinha marota, outra e outra. No contra-ataque, Marquinhos e Carlinhos montaram uma forte blitz ofensiva; mais ainda: Marquinhos salvou um gol feito do Ceará, tirando a bola em cima da linha com o goleiro evidentemente batido no lance, como reza a tradição. A torcida não perdoou e, a cada mau lance do Perseguido, gritava como se fosse um gol. Infelizmente, as suspeitas se confirmaram e, ao fim do jogo, o veterano Geraldo entrou na área e, diante de um goleiro que não sabe sair do gol, apenas tocou com fraqueza no meio da meta. Foi o suficiente para que apupos aumentassem, não pela atuação do time como um todo – afinal, o segundo tempo lento foi conseqüência da boa primeira etapa, mas sabemos que um líder precisa impor a sua força, ainda mais jogando em um novo campo como será daqui por diante. Era importante pontuar; conseguimos. O poderoso e beneficiado (mais uma vez) Corinthians não venceu no Paraná; então, continuamos mais do que líderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ares de tranqüilidade pareciam soprar na Pinheiro Machado, a torcida do Fluminense se depara com uma entrevista de Fred, acusando o Departamento Médico do clube de prejudicá-lo, ao lhe conceder uma alta precipitada para a volta aos campos. Uma confusão típica de um clube que tem uma história e torcida lindas, que é um paradigma dos melhores momentos do futebol brasileiro, mas que hoje é dotado de uma administração confusa mesmo que mostre resultados no gramado. Doutor Simoni, o chefe do Departamento, pediu demissão e mostrou enorme contrariedade com o artilheiro. Foi dada a senha para mais achincalhe do Fluminense nos jornais. Não havia o que escrever sobre a vitória fácil de quarta, então apelaram. Kfouri, radiante, já decretou o fracasso do Fluminense e a taça para a Toca da Raposa. Ao lado da adminstração Tricolor, do goleiro Perseguido e de boa parte da imprensa esportiva, é mais um que não aprende – e vejam que o ano passado se constituiu em uma verdadeira fábrica de besteiras contra as Laranjeiras. Torço para que os problemas internos sejam mantidos em ambiente fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos no melhor momento de nosso futebol. Existem problemas. Mas onde estão aqueles que escreviam “se o campeonato acabasse hoje...”? Sumiram? Pois bem, meus amigos, se o campeonato acabasse hoje, mesmo com todos os problemas, o campeão do Brasil teria o seguinte nome: Fluminense Football Club.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é muito cedo para alijarem a centenária e definitiva camisa Tricolor do pódio. Nosso paragoleiro é uma caricatura. Nosso atacante que faz gols também os perde. Nosso craque maior se destempera diante do microfone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda é muito cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos o time do último minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos de 1976, 1983, 1995 e 2005 aí estão para respaldarem a história, não a falácia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-786036653332649918?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/786036653332649918/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=786036653332649918' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/786036653332649918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/786036653332649918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/09/fluminense-3-x-1-ceara-08092010.html' title='FLUMINENSE 3 X 1 CEARÁ (08/09/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-2936722113432651022</id><published>2010-09-03T16:46:00.002-03:00</published><updated>2010-09-03T16:58:02.263-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>FLUMINENSE 1 X 1 PALMEIRAS (01/09/2010)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O castigo (02/09/2010)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não foram poucas vezes em que o Fluminense conquistou grandes vitórias e títulos com gols marcados no fim das partidas – no circuito carioca, por exemplo, o Tricolor já ganhou campeonatos desse jeito contra as outras três grandes equipes da cidade, como se viu em 1971, 1976 e 1983. E muito dessa história foi escrito na beleza do Maracanã imortal, que mais uma vez cerrará portas para um até-breve. Ontem nos despedimos do estádio, para o qual só voltaremos em 2013. Foi de um gosto amargo: levamos o gol de empate nos últimos segundos do jogo. O Fluminense não foi bem como em outros jogos, principalmente no segundo tempo, mas a punição foi severa demais, ainda que a culpa tenha sido nossa pelo jeito com que o time se posicionou, ainda mais no fim do jogo. Menos mal que ainda somos os primeiros do campeonato – e assim terminaremos, independentemente do que venha a acontecer domingo. Não importa que o Corinthians tenha um jogo a menos; será contra o Vasco, em São Januário e isso quer dizer sonora dificuldade. A nós, cabe fazer a nossa parte, a nossa cartilha. Não foi assim ontem, embora a ótima fase atual do Tricolor nos permita até lamentar quando empatamos contra uma grande equipe. Não fizemos o dever de casa, jogamos mal principalmente no segundo tempo, Muricy não mexeu como se esperava e, ao fim da partida, a cereja envenenada do bolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho ver o Maracanã sem as tradicionais cadeiras, quase tão estranho quanto ainda é vê-lo sem a querida e folclórica geral. Passa uma impressão desconfortável, creio. Lugares vazios, dez da noite, ao menos havia a promessa de uma boa partida para se guardar na memória, até que possamos voltar ao velho estádio. Vinte mil Tricolores sonhavam com uma grande jornada na noite de ontem, e não se pode dizer que começamos mal. O Fluminense fez as vezes de mandante do jogo e se lançou ao ataque, ocupando ostensivamente a intermediária palmeirense mas sem ameaçar categoricamente o pentacampeão Marcos. Uma ou outra vez o Palmeiras também atacava, mas a finalização era deficiente e o pouco que foi ao gol teve a participação estrambótica do nosso “camisa 1”. Do nosso lado, a maravilha de se ver mais jogadas plásticas de Deco: um drible, um passe, um giro inesperado de quem tem categoria de sobra. Se cabe uma contraposição ao futebol luso-brasileiro, ela esteve mais do que visível na atuação de Washington: o Coração Valente abusou dos erros e divergências com a bola, item maior do espetáculo, além de insistir em buscar jogo para tabelar – o que tem enorme dificuldade. Até mesmo em nosso gol, o artilheiro mostrou conflito com a pelota: perdeu um gol incrível, a bola foi rebatida, Conca chutou para o gol; então, Emerson amorteceu e fuzilou Marcos, abrindo o placar e proporcionando certa calma para o difícil restante da partida. Sim, todos sabemos que Washington é um jogador brioso, que pode ter utilidade e que faz gols. Não há dúvidas a respeito. Mas também não se questiona que, quando se recuperar de contusão e voltar a campo, Fred será o titular absoluto ao lado do Sheik.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo prosseguiu sem alterações no decorrer do primeiro tempo, exceto pelo fato de que o Fluminense acelerava cada vez menos e cadenciava o jogo muito precocemente; por outro lado, o Palmeiras não saía muito de sua defesa, o que dificultava contra-ataques. Um momento positivo aconteceu por conta de um revés: Diogo se machucou e Belletti entrou em campo, sob alguns apupos; em seguida, o pentacampeão fez duas boas jogadas, com dribles, mostrando que ainda pode ser muito útil ao elenco das Laranjeiras. Ao fim do primeiro tempo, Emerson ainda deu um perigoso chute rente à trave de Marcos. Um a zero foi pouco pelo perigo que esse placar representa, mas justo em relação ao tamanho do jogo. E os erros que tínhamos cometidos ali iriam ser corrigidos por Muricy; ao menos era o que se esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu muito certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta, quem tomou as rédeas do ataque foi o time paulista; sem agredir nos contra-ataques, o Fluminense ficou todo recuado e levando a pressão no volume de jogo, embora os lances muito perigosos não tivessem rondado o gol do Perseguido. Valdívia chutou longe. Marcos Assunção chutou perto, mas sem sucesso. Em certo momento, não pela nossa torcida, mas pelo desempenho em campo, um desavisado na televisão poderia imaginar que o Fluminense era o time visitante, não mandante, de tanto que havia se poupado em seu próprio campo, agarrado ao placar mínimo favorável. E, de tanto ficar atrás, nosso time perdeu a vocação do gol; teve chances de fazer o segundo tento, que liquidaria o assunto, mas não conseguiu. E o tropeço de Muricy: demorou a substituir jogadores e, quando o fez, colocou de forma certa o zagueiro André Luis – apenas tirou o errado, Emerson que, mesmo cansado, ainda conseguia impor algum susto na defesa esmeraldina. O Maracanã inteiro apostou que o substituído ia ser Washington, mas não foi assim. Aí, o Fluminense abdicou de vez de alguma técnica no ataque e passou os dez minutos finais encolhido, tentando garantir a vitória. Nos acréscimos do árbitro ainda houve tempo para Leandro Euzébio ser justamente expulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, meus amigos, o time das vitórias no último minuto se viu castigado por sua própria sina. Quando ninguém mais esperava nada do jogo, o Palmeiras acertou um chute perto, dois chutes perto. Nada aconteceu. A bola derradeira foi um balão de Tinga vindo da intermediária para o lado direito da nossa defesa; alcançou o voltante Edinho que, por pouco, não vestiu nossa camisa e ele cabeceou para a diagonal – estava exatamente no local onde Euzébio cobriria se não tivesse sido expulso. Ewerthon ficou livre, dominou como quis e tocou na não-saída do Perseguido (leia-se por não-saída apenas pular na frente de outro jogador, deixando o gol livríssimo para o tento). A cereja envenenada do bolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento é de buscar calma e realinhar as coisas. Não há motivo para alarde. Somos os líderes e, aos bravateiros de plantão que nos acusam de três empates em casa, nunca é demais lembrar que foram contra três grandes equipes e, em dois destes jogos, tivemos que correr boa parte do tempo em busca de empatar um marcador – os bravateiros eram os mesmos que diziam ser Deco um enganador e que bom mesmo eram Val Baiano e Crisbó. Mas merecíamos uma despedida melhor do Maracanã. Fred vai voltar e o time melhorará. Emerson vai recuperar a forma. Deco estará mais entrosado. O problema é saber se em determinadas partidas, jogando sem centroavante e sem goleiro, conseguiremos marcar pontos que nos mantenham na posição atual. Muricy vai buscar as respostas. Uma coisa é certa: não é pecado barrar nenhum jogador que esteja em más condições técnicas. Ou que sequer as tenha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-2936722113432651022?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/2936722113432651022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=2936722113432651022' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2936722113432651022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2936722113432651022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/09/fluminense-1-x-1-palmeiras-01092010.html' title='FLUMINENSE 1 X 1 PALMEIRAS (01/09/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-3507673483244003413</id><published>2010-08-31T17:09:00.002-03:00</published><updated>2010-08-31T17:20:04.522-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>FLUMINENSE 2 X 2 S. PAULO (29/08/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Entre o quase e o óbvio (31/08/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos, a vida segue e o Fluminense continua líder do campeonato brasileiro, após o empate de domingo no Maracanã. É fato que a nossa distância em pontos para o segundo colocado e os demais reduziu consideravelmente; contudo, para ser campeão numa competição de pontos corridos, às vezes nem é necessário ter ponto algum à frente do vice. Continuamos na ponta e, de toda forma, não é nenhum desastre empatar com o hexacampeão São Paulo em Mário Filho, ainda mais com a estrela de seu craque-símbolo reluzindo em campo, o inquestionável goleiro Rogério Ceni. Falando em goleiro, se pesarmos tudo o que aconteceu no domingo, podemos dizer que até ganhamos um ponto em vez de perdermos dois. Afinal, por mais que Belletti não estivesse bem em campo e até comprometesse a atuação da equipe, ou ainda que Washington tenha efetuado uma cobrança de pênalti sofrível contra o craque Ceni, a grande verdade é que o Fluminense desceu derrotado na primeira etapa por duas falhas crassas, absolutas e até patéticas do profissional que hoje ocupa a posição de arqueiro Tricolor: Fernando. Assim posto, o trabalho de recuperar o resultado contra um time forte, tricampeão brasileiro nos pontos corridos e que precisava de um bom resultado por conta da atual fase, foi triplicado. Ainda assim, quase viramos a partida, vide Washington; a vitória nos escapou num dia em que tudo deu quase errado, afora cenas óbvias já repetidas muitas e muitas vezes debaixo das nossas traves. Menos mal que, num bom momento, até as partes ruins ficam em segundo plano. O empate não foi uma tragédia, mas o desastre está nas circunstâncias em como ele aconteceu. O Fluminense está de pé, vivo e atuante, líder e senhor de si, mas é preciso muito cuidado, pois somente agora chegamos à metade do campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um Maracanã de pouco público, diante da multidão que se interessa pelo Fluminense. A redução da carga de ingressos, a confusão com o fechamento das cadeiras azuis e a expectativa do posterior fechamento do Maracanã, até agora sob dúvida, contribuíram decisivamente para a não lotação do estádio, ainda que mais uma bela festa fosse vista nas arquibancadas. Mais incrível ainda foi o “planejamento” feito pelas autoridades em alocar a torcida são-paulina, com cerca de trezentas pessoas, num espaço das arquibancadas amarelas onde caberia oito vezes mais gente e, para culminar, impedindo o trânsito dos Tricolores no corredor. Não seria mais razoável e racional colocar os visitantes numa pequena parte das arquibancadas verdes à direita da tribuna do estádio? Assim, todo o resto permitiria a livre circulação dos nossos torcedores. Basta raciocinar. Ou “colar” o que se fazia nos anos 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro tempo não foi o nosso forte. Primeiro, sentimos as faltas de Emerson e Gum, como se já não bastasse Fred; segundo, não foi uma tarde feliz de Belletti e o time acabou tendo uma distribuição confusa em campo. Terceiro, porque a equipe paulista tem qualidade, não está numa posição na tabela condizente com seu elenco e precisava reagir. O quarto motivo fica para o final desta crônica. Ainda assim, toques geniais de Conca e Deco foram vistosos no gramado, e o luso-brasileiro marcou seu primeiro tento com a camisa Tricolor, após belo passe de Conca a linha de fundo e o cruzamento de Julio Cesar, que voltou a atuar bem. O gol logo no começo do jogo nos serviria para dar calma, até porque antes e depois dele o São Paulo foi um time de velocidade e ataque, nos pressionando severamente. Faltas surgiram com frequência na nossa intermediária e isso era uma preocupação. Ceni bateu uma com perigo e, pouco tempo depois, juntou sua perícia ao quarto motivo e empatou o jogo. Mal demos a saída, eles viraram o jogo com um verdadeiro donativo individual nosso e conseguiram a talvez até inesperada vantagem. Mais trabalho para Muricy do que o devido. O peso de ter que virar uma partida que estava à mão e foi entregue por grosseiros erros individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos com Rodriguinho no ataque e a inevitável saída de Belletti. O time voltou com muita raça e inverteu os papéis: dono do ataque, contra um São Paulo recuadíssimo. Para piorar, o time do Morumbi tem um goleiro e ele se chama Rogério Ceni: com sua calma e sobriedade, sem pulos estrambóticos, cacoetes religiosos, ele fez várias defesas difíceis parecerem tranquilas (bem ao contrário do que temos sido obrigados a ver nos últimos anos nas Laranjeiras) e garantiu a paz temporária ao São Paulo, por quinze minutos. Até pode ter vacilado em nosso gol de empate, quando ameaçou dar um passo à frente e não foi para Leandro Euzébio cabecear no canto direito do goleiro; porém, o craque se redime: a seguir, com tranquilidade, pegou uma (péssima) cobrança de pênalti feita por Washington, e mostrou porque é o paradigma do goleiro brasileiro às vésperas de 40 anos de idade. Ainda houve vinte minutos para se tentar a virada, mas nosso time cansou, o São Paulo segurou firme e, no fim das contas, o empate foi justo pelo conjunto de produção das equipes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto motivo nasce nas arquibancadas amarelas à direita da tribuna, quando chega meu amigo Leo e comenta com humor: “Já tem um mês sem frangar, isso não é normal; podem se preparar para fortes emoções hoje...”. Alguns risos, a parcial contrariedade da nossa amiga Marô e veio o jogo. O comentário do Leo é que me fez escrever esta crônica somente hoje; queria não alimentar o texto com qualquer mágoa ou sentimentos ruins que não são da estirpe Tricolor. Porém, antes destas primeiras linhas, tive a oportunidade de ler nesta terça-feira as declarações de Fernando num jornal de grande circulação do Rio de Janeiro, onde disse o seguinte: &lt;em&gt;“Contra fatos não há argumentos. Estou há dez anos no clube e já joguei 259 vezes. Fui o goleiro titular no título da Copa do Brasil em 2007, no vice-campeonato da Libertadores em 2008 e estou invicto desde que voltei. Essa perseguição tem que acabar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Eu vos pergunto: QUE PERSEGUIÇÃO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de estar há dez anos no Fluminense e de sua propalada paixão de torcedor Tricolor, Fernando mostrou em suas declarações que conhece pouco das Laranjeiras. Primeiro, não sabe que para ser nosso ídolo de verdade, não basta torcer para o Fluminense ou apenas mostrar um grande futebol que ele mesmo não tem: é preciso ter humildade. Basta olhar o presente, com Darío Conca. Basta olhar o passado imediato, com Thiago Silva ou Marcão. Um pouco mais atrás, com Paulo Victor (a quem ele, Fernando, teve a audácia de desdenhar recentemente), Delei, o genial Romerito e o histórico Benedito de Assis. Não é preciso falar de Castilho, Altair, Denilson, Telê. Fernando também conhece pouco de estatística, embora tente usá-la a seu favor: dos dez goleiros menos vazados da história do clube, é batido na média por nove deles – só vence o craque Batatais porque este fez sua carreira entre os anos 30 e 40, quando os placares eram muitos mais elásticos do que hoje. E, se realmente quisesse usar a estatística como ferramenta para se livrar de perseguições, o resultado seria desastroso: é o goleiro que mais vezes foi vazado em partidas seguidas na história do clube. Sem contar que, destes dez anos, não foi titular em cinco deles – nos cinco restantes, em duas oportunidades, foi barrado por deficiência técnica com o time nas últimas posições dos campeonatos brasileiros de 2006 e 2009; por coincidência ou não, após a barração o time se salvou em ambas as competições. E quando voltou ao time como titular, foi por contusão do novo goleiro (como neste 2010) ou por decreto superior (como em 2007). Definitivamente, os apupos de metade do anel Tricolor das arquibancadas cheias não são à toa: quem freqüenta os estádios está acostumado o que vê, mas não resignado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos fãs do paragoleiro, deixo claro que nada de pessoal tenho contra sua figura e inclusive reconheço que teve alguns bons momentos no gol do Fluminense - infelizmente todos foram entrecortados com falhas grosseiras e barração. Tenho simpatia pelo fato de que ele seja um Tricolor declarado e vibrante, mas isso não significa que, como torcedor e cronista, eu precise fazer papel de cego para não ver as evidências. Estes fãs é que talvez não entendam que eu e muitos outros Tricolores criticamos a questão TÉCNICA de Fernando, tão-somente - afora uma ou outra bobagem, como questionar a trajetória vitoriosa de Paulo Victor no arco Tricolor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando se sente perseguido porque convive com vaias há muitos anos: contudo, todas foram originadas de falhas capitais suas. Algumas foram até esquecidas pela torcida, como a cometida contra o Boca Juniors em nossa antológica vitória por três a um em 2008, ou o incrível gol contra feito com as mãos contra o São Caetano em 2006. Fernando se sente perseguido porque uma considerável parte da torcida do Fluminense não o vê como ídolo e sequer como merecedor de ser titular de uma camisa que já foi vestida por Marcos Carneiro de Mendonça, Batatais, Castilho, Félix, Wendel, Paulo Victor. O mais incrível é que seus defensores muitas vezes o isentam de culpa em falhas e derrotas simplesmente por “ser Tricolor”. Eu vos pergunto: Emerson, nosso Sheik, é um declarado rubron-negro; por “não ser Tricolor”, deveria ser preterido do time? O mesmo vale para Fred, Conca e Deco. Ora, bolas, o que importa é o respeito profissional à camisa e, principalmente, a preparação durante os treinos para que os desastres não aconteçam nos jogos – e o senhor Fernando, com suas repetidas trapalhadas já conhecidas de boa parte da lucidez Tricolor, evidentemente tem deficiências de fundamentos na posição de goleiro: note-se as equivocadas saídas de gol que costuma cometer, afora a enorme dificuldade em se posicionar e defender qualquer cobrança de falta adversária que vá na direção do nosso gol. A partida contra o São Paulo foi apenas o mais do mesmo, a velha repetição dos mesmos erros. Em suma, o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função do goleiro é atuar justamente quando o time sofre dificuldades; o meio de campo não está bem e, por isso, não neutraliza os ataques adversários; a defesa não colabora, enfim, vários outros motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se espera de Fernando com a camisa do Fluminense não tem a ver com berros apaixonados, deslumbramentos, frases vazias de baixo impacto ou a miopia diante de seus próprios – e inúmeros – erros. Basta que mostre dentro de campo o que ainda não fez em metade de sua carreira: alta qualidade técnica. Humildade para reconhecer que Paulo Victor, Félix e Castilho, afora outros tantos, não se tornaram herois da meta Tricolor à toa – fizeram e muito por merecer; não eram apenas torcedores no gol, mas sim craques do maior quilate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima, muito acima, de Fernando, está o Fluminense. E ele volta a campo para uma duríssima batalha contra o Palmeiras de Scolari amanhã, no que pode ser a última jornada no Maracanã por um longo tempo. Nas condições atuais, mesmo na frente, a vitória é fundamental para nossas pretensões. Vencer ou vencer, com ou sem um bom batedor de pênaltis, com ou sem um goleiro à altura das tradições do clube - que fala demais e joga bem menos do que pensa. Quem espera sempre alcança - mas com humildade e trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-3507673483244003413?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/3507673483244003413/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=3507673483244003413' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/3507673483244003413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/3507673483244003413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/08/fluminense-2-x-2-s-paulo-29082010.html' title='FLUMINENSE 2 X 2 S. PAULO (29/08/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-4574075929617134388</id><published>2010-08-27T17:31:00.001-03:00</published><updated>2010-08-27T17:33:07.566-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>GOIÁS 0 X 3 FLUMINENSE (25/08/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Mais um algoz à lona (26/08/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando um grande time encontra-se em grande fase, todos os percalços normalmente lembrados no mundo do futebol ficam por terra: jogadores que estão no banco conseguem suprir a ausência dos titulares, torcedores pés-frios que povoam as arquibancadas não conseguem exercer nenhuma carga negativa; o adversário pode ser forte e agressivo que, num estalo, tudo dá certo e vem um grande triunfo. Este último exemplo foi o caso de ontem, na grandiosa vitória do Fluminense sobre o Goiás em pleno Serra Dourada, por três a zero. Primeiro porque, tal como no jogo anterior contra São Januário, o esmeraldino das centrais é uma carne-de-pescoço para o Tricolor em qualquer situação; segundo, porque precisava desesperadamente da vitória e jogava em casa, onde costuma apresentar boas performances; terceiro, porque a essa altura da competição, são todos contra a nossa camisa, de modo que cada jogo é um desafio ainda maior em se manter no topo da tabela. Mas tudo deu certo: mesmo numa partida em que o time não foi permanentemente brilhante, os bons momentos foram muito mais numerosos do que os maus agouros. O talento do craque reluziu com vigor. Pouco resta aos famigerados editores de esportes para esconder o óbvio ululante à vista menos apurada que seja: o Fluminense é um dos reais candidatos ao título de campeão brasileiro e, se mantiver a pegada atual, é o grande favorito. Reitero: ninguém resiste ao talento de um craque!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me venham com bravatas de que o Fluminense não é mais o mesmo, que perdeu velocidade e que não é tão ameaçador quanto em outras partidas. Hoje escalado com jogadores experientes, o que se vê é um time preparado para dar o bote mortífero quando é o momento certo. Foi o que aconteceu. Ainda assim, buscamos o gol logo de saída, lembrando que, independentemente da fase em que se encontra hoje, o Goiás é sempre um adversário temível em seus domínios, afora o fato de contar com experimentados ex-Tricolores como Wellington Monteiro (carinhosamente apelidado por nossa amiga Marô de “Gordinho 5” nos tempo em que era nosso defensor), o quase folclórico Rafael “He-Man” Moura e o veloz Everton Santos, mais jogadores conhecidos como Jonilson, Júnior e Amaral. Começamos bem, mas, aos poucos, era normal que o time da casa buscasse resultado. O Goiás fez isso sem o sucesso esperado, felizmente. E não pecamos pela passividade: um dos lances mais perigosos ao fim da primeira etapa foi justamente nosso, com a cabeçada à queima-roupa de Diogo e a grande intervenção do veterano goleiro Harley. E o outro, com Gum perdendo o gol, chutando livre em cima de Tolói. Não foi uma primeira etapa de moleza, mas sim um jogo equilibrado, com alternativas e muito corrido debaixo da baixíssima umidade goiana. Foi bom para o Fluminense o empate neste tempo, como poderia ter sido em todo o jogo. Felizmente, excelentes surpresas estavam reservadas para os nossos corações, valentes como o de Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta ao campo, nem o “tranqüilo” Muricy (bem-humorada força de expressão) nem o tenso Leão mexeram em suas equipes, e o que se viu nos primeiros minutos foi uma retomada do que havia sido jogado antes: os times estudando o melhor momento para o grande golpe, os goleiros sem nenhuma intervenção relevante e o tempo correndo. Talvez alguém tivesse pensado que o jogo terminaria num empate sem gols, razoável para o Fluminense e péssimo para o Goiás. Talvez. A realidade desfraldou outros fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei noutras linhas desta crônica e não cansarei de repetir: ninguém resiste ao talento de um craque. O craque rompe barreiras, desafia paradigmas, cria soluções geniais onde os olhos da obviedade não alcançam o horizonte. Se um desavisado soubesse do placar no intervalo, ficasse ausente e só o pesquisasse ao final do jogo, o que lhe viria primeiramente à cabeça para imaginar que o zero a zero se tornou um três a zero retumbante? Simples: o craque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deco não vinha de um bom ano: rendeu pouco nos últimos momentos com o poderoso Chelsea e pouco jogou na Copa da África do Sul. Se tivesse vindo para outro time, mais querido aos olhos da imprensa, certamente seria recebido como um mito: craque em Portugal, Espanha e Inglaterra; dotado de fundamentos como chute, passe e drible precisos, cairia como uma luva em novas manchetes. Mas a imprensa não gosta do Fluminense líder, menos ainda de que o Tricolor fosse capaz de trazer um reforço internacional, um craque além-mar e além-fronteiras. Diziam que era uma enganação, jogador de passagem. Como seria possível? Só os rancorosos e ressentidos com as glórias das Laranjeiras, isentos de esportividade, acreditariam em tal bobagem. O luso-brasileiro jogou seus vinte minutos contra o Vasco e mostrou seu talento em três ou quatro lances de fazer o Maracanã tremer. Ontem não foi diferente. Na tabela com o também craque – cracaço – Conca, Deco chega la lateral da área. Os desavisados pensariam se tratar de um cruzamento para o Coração Valente. Não foi o caso: era um passe, um passe precioso, digno, belo em sua trajetória de curva que tirou toda a defesa verde do lance. Washington pode não ser do trato com a pelota, mas sabe reconhecer um lindo passe a ponto de convertê-lo em gol. E foi mais um dos lindos gols do Fluminense nessa maravilhosa trajetória recente: chute forte, fuzilando Harley, um a zero. O Goiás acusou o golpe. O tento cheirava a mais uma vitória, a quinta fora de casa. O jogo estaria decidido? Quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se desafia o craque. Deco ainda queria mais. O toque de primeira para nosso cão de guarda, Mariano. O toque para Emerson, livre, marcar o segundo gol. Com dois a zero, aí sim os goianos reconheceram a derrota. Não é fácil virar um jogo contra o líder do campeonato em tais circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda haveria o golpe final, com a entrada de Marquinho. O meia-lateral, muitas vezes contestado, mas bastante útil em outras, recebeu um primoroso passe do jovem Bob (que prima pela regularidade quando é chamado a jogo). Livre, diante de Harley, tocou rasteiro no canto esquerdo e, nos acréscimos, sacramentou o resultado final. Mais um de nossos algozes tradicionais ao nocaute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta e seis pontos a três jogos do fim do primeiro turno. Uma coisa é certa: entre muitos soluços e engasgos, o Fluminense cada vez mais mostra a sua força neste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-4574075929617134388?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/4574075929617134388/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=4574075929617134388' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/4574075929617134388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/4574075929617134388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/08/goias-0-x-3-fluminense-25082010.html' title='GOIÁS 0 X 3 FLUMINENSE (25/08/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-2288575581465761367</id><published>2010-08-25T17:09:00.002-03:00</published><updated>2010-08-25T17:15:26.385-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>VASCO 2 X 2 FLUMINENSE (22/08/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Para deixar saudades (23/08/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram cinco minutos do segundo tempo da partida de ontem, e a imensa massa vascaína explodia como nunca: a Colina acabara de fazer, mais uma vez, o papel de algoz contra o nosso time. Uma virada estrondosa. Pensei nos velhos e novos tempos: o Vasco está sempre no nosso caminho. O adversário mais difícil de ser batido por nós. E pensei: ainda é cedo. Afinal, começamos o jogo dando as cartas com o emocionante gol do zagueiro Gum; depois, eles empataram com Éder Luis em falha da nossa defesa esquerda. Eles viraram, mas ainda era cedo, cedo como foram muitas outras emoções. E com o time do ai-jesus, o time do último minuto, o atual líder do campeonato brasileiro, não se pode brincar. Dez minutos depois da virada vascaína, tudo ficaria igual de novo, e assim seria até o apito derradeiro, mesmo com grandes oportunidades para ambos os lados. Um dos melhores clássicos dos últimos anos, disputado a cada fio de cabelo, que terminou justamente empatado. Uma digna despedida das apoteóticas - e lotadíssimas - cadeiras azuis do Maracanã em seu último jogo, já que serão extintas para a nova configuração dos assentos do estádio. E deixarão saudade, muita saudade, como um dia já deixou a eterna geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem esteve ontem no Maracanã viu uma festa linda. Um espetáculo de cores e alegria nas arquibancadas e por todo o estádio. A beleza do mosaico Tricolor feito com balões de gás dava um contraste ao preto-e-branco vascaíno. Melhor ainda que os times tenham entrado em campo com seus uniformes clássicos, tradicionais. Em campo, nós lutávamos pela consolidação da liderança e o Vasco pela proximidade ao G4. Eram oitenta mil pessoas, mas meus olhos fatigados viam cento e dez mil, como nos meus tempos de criança. E uma coisa é certa: de lá para cá, o Vasco sempre foi carne-de-pescoço. Mesmo quando fomos superiores e vencemos títulos contra eles, nada foi fácil. E de vinte anos para cá, São Januário é uma espinha atravessada na garganta das Laranjeiras, sem descer com litros d’água. Mesmo em muitas partidas mais recentes, quando pareciam em situações desfavoráveis, ao menos nos impuseram o empate – isso quando não venceram, como no desespero do fim de 2008. É deles que nos vem o verdadeiro ai-jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar do começo do jogo. O Fluminense entrou com a verdadeira obsessão pela vitória e quase marcou no primeiro – e lindo – chute do argentino Conca, perto do ângulo direito de Prass. Logo depois, o gol no escanteio pela direita do ataque, a cobrança curvada de Conca, o rebote e o chute de Gum, fazendo explodir a multidão Tricolor. O líder começou jogando como líder. O Vasco sentiu o golpe por alguns minutos, mas, time grande que é, a seguir voltou com o implacável senso de marcação e uma correria alucinante. A partida parecia uma corrida de Fórmula 1. Os ataques tinham alguma supremacia sobre as defesas, mas as finalizações não alcançavam o objetivo. Aos poucos, surgiu um problema para nós: recuamos o time mais do que o devido, o que fez com que o Vasco se sentisse mais à vontade para agredir. Entretanto, o gol saiu justamente em outra situação, num contra-ataque; Carlos Alberto, o melhor homem em campo e jogando com exagerada liberdade, fez ótimo passe para a direita do ataque. Apesar de nossos três zagueiros, a defesa estava desguarnecida. Éder Luis entrou livre e deslocou Fernando. Tudo igual no placar, mas o vazio entre nossa defesa e ataque era preocupante, afora a esforçada – mas inócua – tentativa de Washington voltar ao meio de campo para brigar com a bola (acabava brigando &lt;em&gt;com &lt;/em&gt;a bola). O Vasco cresceu ainda mais nos instantes finais, mas não o suficiente para a virada. O segundo tempo prometia, ainda mais com Deco no banco de reservas, pronto para jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa expectativa era a de Muricy acertar o time, baqueado após o gol sofrido. Contudo, mal começou o segundo tempo, o velho Carlos Alberto, com seu velho corte e passe de pé direito, dividiu uma bola com Diguinho de pé-murcho – o pior momento da partida, antes de sair contundido -, ganhou e encontrou o lateral Fagner livre outra vez; o trio de zaga estava desatento mais uma vez e o Vasco comemorou a virada com ânsia. Seria mais um dos castigos que o Vasco imporia a nós? Não, definitivamente não. O Fluminense deste semestre é o time de Muricy, é o time que não se entrega e faz do gol seu próprio oxigênio. Era preciso mudar, e todos esperavam Deco em campo; além do inegável talento, sua entrada contribuiria para diminuir o ímpeto ofensivo dos vascaínos. Antes disso, o pecado capital: não se pode dormir num clássico. Diguinho fez isso e fomos punidos com a virada. Houve uma bola na direita do ataque e Felipe sairia jogando; ele se distraiu e perdeu para Emerson. O Sheik rapidamente cruzou para a área. Zé Roberto, em vez de despachar a bola, quis dominá-la; perdeu o tempo, Julio César a tomou com surpreendente velocidade, frente à pequena área, e fuzilou Prass. Era o empate. Nada estava perdido, ainda que a vitória tão desejada não viesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quinze minutos do fim de jogo reservaram fortes emoções. Finalizações perigosíssimas para ambos os ataques e, a nosso favor, a entrada triunfal de Deco. O luso-brasileiro não está em plena forma, mas rapidamente mostrou seu arsenal de jogadas: passes perfeitos, uma jogada em que deixou dois marcadores no chão e a chegada avassaladora como atacante, num chutaço pelo alto que, se tivesse pegado o rumo certo, Prass nem teria se mexido. Para fechar o jogo, como se fosse um castigo a ser repetido, novamente Carlos Alberto pela direita, novamente a defesa perdida e um chute perigoso que saiu rente à trave direita do nosso goleiro. A justiça foi feita. No belo espetáculo de ontem ninguém merecia perder. Para as estatísticas, mais uma pedrinha vascaína em nosso sapato. Desta vez, leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta pouco para terminar o primeiro turno. Precisamos manter o ritmo incessante. Agora, começa a seqüência de partidas quarta e domingo. Não há tempo para respirar. O empate fez com que nossa vantagem sobre o segundo colocado caísse para dois pontos, fazendo o delírio das aratacas de plantão. Se conseguirmos manter essa vantagem durante todo o difícil segundo turno, seremos campeões. É o que importa, é o imperativo: manter a vantagem. E mesmo que não seja assim e que, em alguma rodada, sejamos superados por outro time, não há por que se desesperar. O importante é estar brigando nas últimas rodadas. É sempre bom lembrar que este time ainda sente a falta de Fred. Quando o matador voltar e tabelar com Deco e Conca, será bem difícil manter a calma de qualquer defesa adversária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela frente, dois times bastante difíceis, independentemente da colocação: Goiás, no Serra Dourada, e São Paulo no apertado Maracanã. Nossa prova de fogo. É uma semana de afirmação. Enquanto isso, lembro das cadeiras e da geral. A saudade é inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-2288575581465761367?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/2288575581465761367/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=2288575581465761367' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2288575581465761367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/2288575581465761367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/08/vasco-2-x-2-fluminense-22082010.html' title='VASCO 2 X 2 FLUMINENSE (22/08/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-7924223681521070555</id><published>2010-08-18T15:54:00.003-03:00</published><updated>2010-08-18T16:30:04.649-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>FLUMINENSE 3 X 0 INTERNACIONAL (15/08/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Mais alegria (16/08/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por volta de duas e meia da tarde de ontem, eu me preparava para sair de casa rumo ao Maracanã monumental. O telefone tocou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, é derrota certa, o Bruno super pé-frio vai ao jogo com o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeci a ligação. Era o amigo Zé Freire, o pé-frio mais temido por toda a Gávea. Ali se fez a senha para uma grande vitória. Nada pode ser mais confortante para um Tricolor do que a tentativa de mau-agouro promovida por um flamenguista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O entorno de Mário Filho lembrava o de uma grande decisão de campeonato. Talvez fosse; em competições de pontos corridos, todo jogo tem importância. Carros e mais carros a perder de vista no viaduto Oduvaldo Cozzi e na avenida Radial Oeste. Homens, mulheres e crianças com a obsessão de ver o Fluminense em campo, o líder do Brasil defendendo a cabeça da tabela. A beleza estampada nas cores, nas faces e nos tecidos. Não há como contestar: o Tricolor voltou e, tal como reza a tradição, com trajes de gala. Sessenta mil apaixonados e mais um lindo mosaico em branco da paz, celebrando os maravilhosos títulos brasileiros de 1970 e 1984. É importante também falar da presença de Deco: o craque luso-brasileiro, que seria por demais decantado caso viesse da Europa para outro time, foi um amuleto prévio em campo, já desfilando com nosso manto. Sim, amigos: o Fluminense de ontem e hoje, mais líder do que nunca, sofre o desfalque de ninguém menos do que Fred, mais a recuperação de Belletti e a preparação de Deco. É fácil perceber que temos um de nossos elencos mais fortes dos últimos tempos; o que se espera agora é o equilíbrio e o bom-senso entre o clube, o patrocinador e as outras forças componentes do Fluminense para que sejamos bem-sucedidos. Disputar uma vaga na Libertadores é uma realidade. O título é um sonho ainda distante, que precisa ser concretizado a cada passo, com total segurança. Distante, porém possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano passa rápido, num estalar de dedos. Não há como esquecer 2009. O jogo daquele dia teve um sabor amargo. Éramos o desespero em três cores centenárias: a vitória era vital para a sobrevivência na primeira divisão, onde éramos mais do que os últimos – primordialmente, o alvo das chacotas. Na tarde de calor infernal, abrimos o placar com Gum, eles viraram e, no fim, um outro gol salvador de Gum, jogando feito artilheiro, nos deu um mísero ponto que foi a nossa redenção ao fim daquele certame. Eram trinta mil pessoas apaixonadas acreditando na virada; a partir dali, viraram quarenta, cinqüenta, sessenta mil e, um ano depois, a nossa luta não é mais para escapar do abominável descenso, mas sim de manter vivo o sonho de um título tão esperado. Somos os primeiros; a grande vitória de ontem ratificou esta posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me venham com a falácia mofada de que o Internacional entrou em campo com um time de reservas. Renan, Sorondo, Fabiano Eller, Tinga, Andrezinho e Rafael Sobis são meio time de um dos melhores elencos do país – o virtual campeão brasileiro na visão sempre certeira (sic) de Kfouri. Foram a campo com seriedade, mesmo com o time já com a cabeça na final da Libertadores e no esquema 3-6-1, que dificulta qualquer time mandante. O jogo foi muito equilibrado, ao menos em seu começo. Quando podia, o Inter atacava e preocupava. Mas o Fluminense de hoje é mortífero, não se pode bobear. Dois ataques em torno dos vinte minutos e dois gols. O primeiro, feito a meu ver pelo jogador mais importante em campo, Mariano. Conca é o craque, é quem a bola procura, é quem dá as cartas e combate com absoluta garra Argentina; contudo, o símbolo do Fluminense de hoje está nas arrancadas de Mariano pela lateral-direita – ora cruza com maestria, ora dá um corte para dentro e chuta. Não podia haver união maior: o lateral invadiu pela direita, executou o corte e chutou. A bola acabou sendo interceptada e amortecida por Conca, que estava no caminho, só que tomou o canto direito e bateu Renan. No segundo, o escanteio fornecido pelo nosso Fabiano Eller, campeão de 2005. Na direita do ataque, a cobrança perfeita do argentino - craque da partida, sem dúvida – e a cabeçada de Washington no ângulo esquerdo de Renan. Reitero: Conca enche os olhos de qualquer um com seu majestoso futebol, mas é nas arrancadas de Mariano que se vê a vontade de um time que pode ser campeão. Nos minutos restantes, metade da primeira etapa, o Fluminense continuou a pressionar o Inter, quase marcando mais um gol pelo menos; do nosso lado, uma defesa mais circense do goleiro do que propriamente difícil, e o Fluminense desceu tranqüilo para o vestiário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo tempo, o mesmo panorama do primeiro: absoluto equilíbrio de forças até que o Inter vacilou, Emerson entrou com o vigor tradicional pela direita e fuzilou Renan por entre as pernas, fazendo o terceiro gol do Fluminense e a completa alegria dos nossos sessenta mil torcedores. A partir de então, com os gaúchos conformados e os Tricolores satisfeitíssimos, o jogo passou a ser de toque de bola sem grandes ameaças aos goleiros, uma ou outra no máximo. Vibração ensurdecedora nas arquibancadas foi a que anunciou os gols do Avaí, que batia o Corinthians e nos permitia aumentar a vantagem na tabela para quatro pontos de vantagem. Nova vibração ao fim da partida: os milhares se abraçando ao comemorar a volta do Tricolor, mais líder do que nunca. Definitivamente, 2010 é bem diferente de seu antecessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas e muitas vezes, nós vimos projeções dos matemáticos e estatísticos a respeito dos times e suas chances de rebaixamento. Ninguém tocou um pio sobre a liderança do Fluminense, até porque ainda é muito cedo para qualquer definição. Mas eu lembro que começamos o campeonato sob clima de total descrédito e hoje somos os maiores pontuadores. Ainda temos muitos jogos pela frente. As próximas rodadas permitirão dizer o que vem pela frente: Palmeiras, São Paulo, Vasco, Guarani. Uma coisa é certa: ninguém nos tira do grupo de favoritos ao certame deste ano, queiram ou não. Nesta semana, muito trabalho para enfrentar um dos mais temíveis adversários: a Colina. O Maracanã será pequeno, os corações estarão acelerados. Porém, só de saber que temos a opção de reaproveitar o talento de Fred ou estrear o de Deco, os ventos que sopram nas Laranjeiras não podem ser outros que não os de otimismo. Ainda falta muita coisa, mas ser campeão brasileiro de 2010 é, inegavelmente, um pouco menos difícil do que impedir o descenso em 2009. Nós conseguimos. O céu é o limite. No próximo domingo, mais um passo importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da noite de ontem, refestelado no conforto de meu lar, eis que o telefone tocou. Era Ursula, depois era o amigo Bolinha. O camarada Zé não telefonou outra vez. A Gávea está silenciosa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-7924223681521070555?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/7924223681521070555/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=7924223681521070555' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7924223681521070555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7924223681521070555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/08/fluminense-3-x-0-internacional-15082010.html' title='FLUMINENSE 3 X 0 INTERNACIONAL (15/08/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-8189214090792379872</id><published>2010-08-13T17:18:00.002-03:00</published><updated>2010-08-13T17:23:47.900-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>GRÊMIO 1 X 2 FLUMINENSE (08/08/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A alegria continua (09/08/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se comemorações antecipadas, títulos pré-datados e manchetes caudalosas nos diários esportivos não fazem parte da rotina de um cidadão Tricolor – o que é fato -, a cada dia que passa os milhões de apaixonados pelo orgulho das Laranjeiras têm mais motivos para comemorar. Vejamos: após um começo de campeonato tíbio, pouco depois da eliminação na Copa do Brasil pelo Grêmio, nestes últimos três meses o Fluminense tem sido uma máquina de ganhar. Chegamos a um terço do campeonato e, no rol de vitórias que nos firmam na liderança, já estavam marcados os triunfos contra o Santos na Vila Belmiro, o Atlético Mineiro no Mineirão e o Avaí na Ressacada; independentemente de suas condições na tabela atual, times que dificilmente são batidos em casa. Agora, o Tricolor fez mais uma vítima: o mesmo Grêmio que nos ceifou em maio. Vencemos com autoridade, competência e mantivemos a ponta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As leituras para o jogo de ontem podem oscilar conforme a visão de cada um; certo mesmo é que se não jogamos de forma tão maravilhosa a ponto de convencer os críticos, inegavelmente merecemos os três pontos por mais que o Grêmio tenha tentado uma reação. Primeiro, porque o Fluminense foi avassalador entre os dez e os vinte minutos do primeiro tempo, fazendo dois a zero e não dando tempo aos gaúchos de respirarem; segundo, porque no segundo tempo soube agüentar bem a pressão gremista com um homem a menos em campo, de forma que quando tomou o gol, as favas estavam contadas. Ainda falta muito para qualquer comemoração, mas o principal diferencial a favor do Fluminense é sabermos que, se este ritmo for mantido com sucesso nos próximos quatro meses, não sairemos do cobiçado G-4 e teremos fortes possibilidades de recuperar um título que não vencemos há vinte e seis anos, mas que já esteve muito próximo de nossas mãos várias vezes. Claro, os homens de imprensa suam frio ao pensar nisso; preferem falar do champagne, dos descensos, do que pode ser feito para tripudiar do Fluminense em vão. Eu vos digo: ainda é muito cedo, mas hoje ninguém merece mais este título do que o Fluminense. Ficamos a um triz das semifinais de 1986, com os São Paulo nos vencendo a vinte minutos do fim do jogo; em 1988, ficamos aí sim nas semifinais contra o Bahia; em 1991, contra o Bragantino; em 1995, contra o Santos. Depois do pesadelo e da ressurreição, as semifinais de 2001, 2002, o quinto lugar de 2005, o quarto lugar de 2007. Em vinte e cinco anos, por oito vezes estivemos à porta da esperança, uma excelente média de boa colocação a cada três anos. Como então o Fluminense pode ser tido como um azarão, um timinho? Só os alucinados acreditariam que não somos capazes. Os mesmos bocós que previram a nossa queda ano passado; depois do vexame, alguns ficaram dias sem sequer saírem de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense de Muricy é vigoroso, é valente. Sabe administrar a posse de bola e ser mortífero quando preciso. Não importa a situação: quem abre dois a zero no Grêmio em vinte minutos no Olímpico e segura a vantagem até quase o fim do jogo, com um jogador a menos em campo? Falemos da realidade: os jornais não escalam supercraques fictícios em nosso time titular o elenco, mas esta é uma grande fase. E tal como terminamos o ano passado, depois daquela que foi a maior virada do futebol brasileiro em campo, em todos os tempos, neste ano de 2010 o Fluminense tem pontuação de campeão: vinte e nove pontos em treze jogos. Mantendo a performance, chegará ao fim do campeonato com quase noventa. Oxalá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento atual é tão glorioso que até nosso goleiro, acostumado a lances exóticos, tem se portado bem. Fez duas grandes defesas no primeiro tempo, cruciais: com o gol, o Grêmio, que viria com toda a força na segunda etapa, cresceria e nos faria até correr risco de derrota. Mas não foi o que aconteceu: antes dos perigos, o Deus Mariano da Raça já tinha marcado seu tento, em cobrança de falta pela esquerda no canto esquerdo do arqueiro Marcelo. E Emerson é implacável: o arranque, a passada e o chute: quase sem ângulo, driblou Marcelo e rolou para o gol vazio. Descemos para o vestiário com grande vantagem e total confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não sejam só mesquinhos aqueles que só viram o Grêmio como poderoso no segundo tempo. Eles atacaram, e o que poderia se esperar? Um dos maiores clubes do mundo, com altíssimo aproveitamento de pontos em casa, perdendo de dois a zero e precisando reagir para superar um mau momento. Evidentemente, buscariam o ataque. Foi o que fizeram nos primeiros quinze minutos do segundo tempo. Mas o Fluminense não tinha mais seus jogadores em pele, osso e músculos, mas sim de brita: uma barreira intransponível. Nem mesmo quando perdemos o ótimo menino Bob, expulso num lance onde Souza deveria ter sido também advertido, a situação mudou. O Fluminense tomou gosto pela vitória e a quis com todas as forças. E quando o time está bem, até jogadores que pareciam apagados surgem em campo e mantêm a pegada: por exemplo, como o outrora inseguro Williams, no lugar do argentino Conca. Emerson machucou o pé, Rodriguinho entrou, mas ficou pouco tempo, por conta da perda de Bob; veio o Marquinho velho de guerra e equilibrou as ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grêmio, forte e merecedor, fez seu gol ao final. Era tarde. Não havia como virar. O Fluminense era senhor do tempo e dos louros. O pouco que restava na ampulheta serviu para mais uma última emoção, quando Washington chutou a bola na trave ao fim da partida e poderia ter aumentado o placar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dizer do Fluminense hoje, meus amigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o líder, é o maiorial. Está vencendo sem o craque Fred. Está vencendo sem o craque Deco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora é de controlar os nervos e a ansiedade. Ser líder pesa, exige responsabilidade e cobranças. Hora de empunhar a humildade que sempre tivemos, mas sabendo que o Fluminense não é mais uma promessa de time, e sim uma realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma semana e nova decisão: o fortíssimo Internacional, no Maracanã. Desimporta que esteja lutando pelo título da Libertadores e, com isso, venha com seu time mesclado ou mesmo reserva. O banco do Colorado é mais forte do que muitas linhas titulares no Brasil. Degrau a degrau, passo a passo, é mais um grande desafio. Resta-nos lotar o Maracanã, gritar, vibrar, torcer e o nosso time fazer o que tem feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há espaço para a imprensa ridicularizar o Fluminense em suas páginas. No máximo, como sempre, torcer contra. Este não é um time pré-rebaixado por decreto, mas sim um sincero líder que sonha, bem mais à frente, com um dezembro espetacular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-8189214090792379872?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/8189214090792379872/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=8189214090792379872' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8189214090792379872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8189214090792379872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/08/gremio-1-x-2-fluminense-08082010.html' title='GRÊMIO 1 X 2 FLUMINENSE (08/08/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-6097818800481808634</id><published>2010-08-06T16:32:00.004-03:00</published><updated>2010-08-06T16:43:29.645-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>FLUMINENSE 3 X 1 ATLÉTICO-PR (31/07/2010)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Mais: Botafogo 1 x 1 Fluminense - 25/07/2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O primeiro da lista (01/08/2010)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quem te viu, quem te vê... mais duas rodadas se passaram e, ao lado da competência, a sorte se alinhou; assim, o Fluminense é novamente o líder do campeonato brasileiro, queiram ou não os marrons, os mais-queridos e outros menos votados no cenário. Temos duas alegrias: a de ver o time no topo da tabela e a de testemunhar os velhos “seca-pé-de-pimenteira” prevendo nossa efêmera liderança, assim como fizeram com os “cálculos” do rebaixamento ano passado. É um autêntico "faz-me rir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, o clássico contra o Botafogo, disputado no Engenhão, com um certo gosto de despedida do Maracanã. Gosto do campo alvinegro, mas ainda preciso sentir um que é um jogo entre os grandes times com lotação máxima por lá. A nossa torcida não se fez de rogada, compareceu em maior número e pareceu animada com o desfecho da dramática possível saída de Muricy: o treinador ficou conosco, ainda que dissessem que contra a vontade. Duvido: nenhum jogador ou treinador fica em clube nenhum no futebol de hoje por obrigação. A verdade é que Muricy quis ficar no Fluminense e o Fluminense queria ficar com Muricy. Estranhíssima também a postura do presidente da confederação, chamando primeiramente o treinador para um café sem qualquer consulta ao clube. Drama à parte, Muricy foi compulsivamente saudado quando da entrada em campo. Havia outras tensões também presentes por conta da colocação na tabela: o Tricolor brigando pela ponta e o Botafogo lutando contra a zona de rebaixamento. Desimporta a pontuação de cada time: era um clássico, e no clássico os times se igualam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro tempo foi bastante movimentado e equilibrado, com ligeiríssima superioridade para General Severiano, apenas porque seus finalizadores arriscavam mais. Do nosso lado, Fred e Conca não pareciam bem – o artilheiro, inclusive, saiu machucado em lance sozinho na segunda etapa. A compensar, as estréias de Emerson e Beletti. O primeiro mostrou a garra e velocidade costumeiras dos tempos da Gávea, embora ainda precise de certo ritmo natural para quem não vinha jogando. O segundo, se não fez uma partida brilhante e mostrou também problemas físicos, atuou regularmente e salvou um gol certo do Botafogo no primeiro tempo, quando apareceu como quarto-zagueiro. Mais tarde, por conta do cansaço e de um cartão amarelo, saiu para a entrada de Thiaguinho, que esteve com um pé do Cruzeiro, mas ficou na última hora. Alguns chutes a gol, algumas boas defesas dos dois lados, mas nada que mostrasse a absoluta supremacia de um time sobre o outro - meio ponto a mais para o Botafogo, e só. Nosso maior risco foi numa jogada de Diogo que, ao final do primeiro tempo, quase fez um gol contra, evitado pela providencial defesa de Fernando. A seguir, as coisas mudariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo tempo iniciado, de cara Fred deu dois bons passes para Emerson marcar. No primeiro ele perdeu, mas no segundo foi demolidor: driblou Jefferson, que tinha iniciado a jogada com uma reposição de bola errada, e tocou para o fundo das redes, abrindo o placar. A partir de então, uma partida mais nervosa e dividida, até que o Botafogo, desesperado, veio para cima e empatou o jogo a quinze minutos do fim, num cruzamento de Renato Cajá que quicou, não alcançou Edno, mas foi suficiente para superar o pé de Fernando, ganhando o filó. Equilíbrio no jogo, igualdade no placar. Depois disso, o Botafogo quase virou, em cabeçada do nosso velho Antônio Carlos no travessão. E nós também quase ganhamos, em bola que bateu no poste direito de Jefferson depois do cruzamento de Darío Conca. Um placar justo, mas que nos pareceu amargo, já que a vitória corinthiana nos tomara a liderança. Mas o campeonato é disputado palmo a palmo, centímetro após centímetro; portanto, ainda vão rolar os dados. Só que não entendeu isso foram os papagaios da imprensa, que repetiram mil vezes: “O Fluminense é fogo-de-palha; isso já, já, acaba.”. Enquanto isso, Washington, de forma surpreendente, retornou às Laranjeiras. Havia cheiro de gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Maracanã com ótimo público num sábado à tarde, de quarenta mil presentes. O Fluminense, sedento pela vitória e torcendo pela reconquista da liderança. Do outro lado, o time que entregou um jogo vergonhosamente para nos derrubar em 1996, mais o debochado e folclórico Guerrón. O time que é uma espinha na nossa garganta, ainda a ser devidamente digerida. Ingredientes de uma partida para pegar fogo. E foi o que se viu. O Atlético perder um gol feito com o mesmo Guerrón, logo no começo; era um time veloz que não parecia disposto a se retrancar: pelo contrário, queria mandar no Maracanã. Foram vinte minutos de equilíbrio, até que o velho ditado de Muricy prevaleceu: a bola pune. E o algoz é o craque. Bola na lateral-esquerda, Bruno Costa titubeou e perdeu para Darío Conca. O argentino executou cruzamento mortífero para o meio da área. Quando as coisas estão escritas cinco mil vezes, não há como questionar: em condições normais, dada a precária técnica, Washington dificilmente acertaria o chute. Mas estava escrita, ele pegou de primeira e fez um golaço, estufou a rede e carimbou a vitória do Fluminense. Não me tenham como arrogante ou prepotente, essa não é minha marca. O bom Tricolor tem a estampa da humildade. Apenas falo da verdade: depois do gol, o Fluminense foi senhor absoluto da partida, o que não quer dizer que o Atlético não tenha tentado o empate. Nossos onze estiveram bem em campo, sem dúvida: Cássio fez sua partida mais veloz com a camisa Tricolor e, aliando isso à sua considerável técnica, foi um gigante na defesa; Julio César, outrora indeciso, jogava firme. Nem parecia que estávamos sem Fred em campo. Washington, matador quando foi preciso. E o primeiro tempo acabou com o Atlético tentando reagir, mas fornecendo espaços e, a cada vez que o Fluminense arrancava impiedosamente para o ataque, uma voz do além dizia: “São favas-contadas. O Fluminense vencerá. O Fluminense é melhor”. A descida para o vestiário foi confiante: ainda havia o que mostrar no segundo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém ainda tinha dúvidas sobre o que seria o Fluminense em seus domínios, não gastou dez minutos para perdê-las. Outra jogada sensacional e surpreendente de Washington, em ótimo passe; a arrancada estonteante de Emerson; o chute impiedoso, inquestionável, veloz e fortíssimo, no alto: em poucos segundos, nova explosão da massa Tricolor em seu campo maior. Os rubro-negros sentiram o golpe: ali, o Fluminense não perderia nunca mais. E os jovens predominaram, para colocar mais velocidade na partida: Alan, bem como sempre, no lugar de Emerson; Fernando, o Bob, substituindo muito bem a Belletti desde o intervalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro gol do Fluminense foi de Washington, após ótimo passe do argentino. Foi a apoteose das três cores, mas poderia ter sido muito mais: antes do passe final, Conca praticamente driblou toda a defesa paranaense; seguro, preferiu servir ao Coração Valente, que não perdoou e empurrou a bola rasteira no canto esquerdo do goleiro Neto. E quando sofremos o primeiro tento, o jogo estava mais do que liquidado, tanto que não naasceu a partir de então nenhuma pressão atleticana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense dormiu no sábado como líder do campeonato e assim continuou, com o empate do Corinthians contra o Palmeiras. Somos os primeiros. Ainda é muito cedo para qualquer comemoração, mas gostaria de lembrar artigos do passado; quando éramos a galinha-morta do campeonato, noutras temporadas, o que diziam é que em doze jogos, se um time estivesse na zona de rebaixamento, já seria bem complicado de se recuperar nos próximos meses. Passou um terço do campeonato. Estamos em agosto. Quatro meses para se saber quem pisará no pantheon do futebol brasileiro. O título do campeonato, depois de vinte e seis anos – e muitas tentativas que ficaram bem próximas da taça – ainda é um sonho. A diferença de hoje para maio, julho e julho, é que hoje este sonho é real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a alegria da enorme massa Tricolor, hoje somos os primeiros. Uma coisa é certa: brigaremos por essa taça, milímetro a milímetro, gota a gota, respiração a respiração. Este ano, nossa meta é cercar e dominar o topo. Nenhum gigantismo, nenhuma falácia insolente: não temos rádios, jornais e tevês para fazer do nosso time um sonho dos mitômanos. Temos trabalho. Um Tricolor me disse no metrô, depois do jogo: “Agora temos um time e um treinador”. Foi o que houve de mais sóbrio ontem. Estamos no páreo e que ninguém se surpreenda com nosso eventual triunfo. Agora é esperar que nada nos atrapalhe dentro do clube e fora das quatro linhas; dentro delas, tudo corre bem sob a batuta de Muricy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, resta perguntar a quem possa responder: que fim levou Guerrón?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-6097818800481808634?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/6097818800481808634/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=6097818800481808634' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6097818800481808634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6097818800481808634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/08/fluminense-3-x-1-atletico-pr-31072010.html' title='FLUMINENSE 3 X 1 ATLÉTICO-PR (31/07/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-8887917860841431716</id><published>2010-07-23T12:42:00.001-03:00</published><updated>2010-07-23T12:43:36.012-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>FLUMINENSE 1 X 0 CRUZEIRO (22/07/2010)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Topo! (23/07/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a celebração do centésimo-oitavo aniversário. Era o Maracanã tomado de pó-de-arroz à esquerda da tribuna. Eram trinta mil torcedores dispostos a ver a última pá-de-cal em tudo o que foi mal-escrito contra nosso time no ano passado. Foi um placar magro, o velho um a zero dos tempos pré-campeonato mundial de 1952, quando Telê era o Fio de Esperança em campo e Zezé Moreira escrevia seu nome na história Tricolor. Um a zero. Ponto. O Fluminense venceu e, ao menos momentaneamente, se tornou o líder do campeonato brasileiro de 2010. Quem seria capaz de pensar isso em setembro do ano passado, quando os grandes cientistas e filósofos do futebol tinham decretado a morte do Fluminense? Pois é, a vingança é um prato que se come frio – e no momento certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de maus sentimentos. Vamos falar de festa. Que beleza foi a nossa torcida saudando Cuca! A façanha de 2009 está eternizada na história do futebol brasileiro. O Fluminense está morto, era o que se dizia e escrevia incessantemente. Aconteceu uma virada monumental, oceânica – e Cuca teve grande participação neste processo, não à toa sendo imensamente saudado ontem por toda a nossa torcida. E se Cuca teve festa, Muricy também teve a sua: não queremos de forma alguma que, neste momento, o excelente treinador paulista deixe as Laranjeiras, por conta da vigorosa proposta que deverá emanar da CBF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma grande noite, mas é importante deixar claro que foi um jogo duro e que não tivemos grandes momentos de gala. O Cruzeiro, bem-armado por Cuca, veio num esquema que parecia até ser bastante defensivo, tendo geralmente oito jogadores na marcação e defesa – no entanto, o perigo estava no bote da Raposa, em contra-ataques velocíssimos felizmente impedidos pela nossa defesa, ainda que Gum estivesse cumprindo uma jornada bastante insegura – chegou a errar quatro jogadas seguidas, talvez ainda confuso pela adaptação ao sistema com três zagueiros. Diguinho, por sua vez, voltou a repetir o velho erro de ter a bola dominada e ser roubado sem perceber, mesmo com milhares de torcedores gritando “Ladrão!”.O veterano Gilberto era o principal coordenador das jogadas do time celeste, que não permitia as nossas investidas de ataque. Outro bom jogador em campo pelo time do Cruzeiro era nosso Everton, vendido tão rapidamente e com tanto a dar pela nossa camisa. E também deve ser registrada a boa atuação do sempre perigoso atacante Thiago. Do nosso lado, com a raça de sempre, Mariano voava em campo – é outro jogador quando comparado com o meio do ano passado. E, se o Cruzeiro estava fechadíssimo, quem seria nossa dupla capaz de desmantelar a sólida defesa azul? Fred e Conca, naturalmente. Entretanto, ambos estiveram abaixo do rendimento normal: Conca, muito marcado, pouco produziu; o craque do nosso ataque parecia lento e com dificuldades físicas até. Aproveito para não agir injustamente com o nosso atual goleiro: quando foi exigido, mostrou-se bem, embora eu discorde da opinião da crítica especializada de que foi o melhor do nosso time ontem. Fez o que cabe a um goleiro que veste a camisa do Fluminense. E, justamente também, conseguiu uma façanha pessoal rara: conseguiu terminar dois jogos seguidos no campeonato brasileiro sem ser vazado, o que talvez possa ser visto como um bom presságio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes do fim do primeiro tempo, um acontecimento foi decisivo para a mudança dos ventos e a construção da nossa vitória: a contusão de Gilberto, que sensivelmente diminuiu o ímpeto cruzeirense, para quem um empate seria ótimo resultado. E ainda houve tempo para a segunda melhor jogada de Conca na partida: um lindo lançamento para Carlinhos, que chutou para a defesa de Fábio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta para o segundo tempo, Muricy fez a alteração tradicional: pôs Alan no lugar do atrapalhado Rodriguinho, o que deu mais mobilidade na frente para nosso time, já que Fred não estava num de seus melhores dias. Mesmo sem Gilberto em campo, o Cruzeiro continuou a buscar o ataque e quase fez um gol com Thiago. No contra-ataque, houve um escanteio; Conca, que não vinha numa noite excepcional, sendo craque, compensou: cobrou com maestria na cabeça de Leandro Euzébio que, com muita força, acertou ótima cabeçada no canto direito de Fábio e abriu o placar que viria a ser definitivo. Num jogo difícil como estava sendo, era uma promessa de conquistar a importante vitória. Logo em seguida, Alan perdeu outro gol e, a partir de então, Fluminense e Cruzeiro revezaram-se nos ataques, embora o time mineiro tenha sido mais insistente, até porque estava em desvantagem no marcador. Aí, entrou o velho Gum de sempre, não o do primeiro tempo, tirando tudo da nossa área. E o jogo seguiu equilibrado até seu final, embora as equipes estivessem naturalmente desgastadas pela enorme força física aplicada. Terminamos o jogo segurando um excelente resultado: o Cruzeiro partiu para o jogo aéreo, mas a defesa do Fluminense estava imbatível – até o goleiro saiu da meta para defender, fato também raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apito final do árbitro Sampaio significou muito mais do que uma simples vitória. Significou a reconquista do topo, o lugar onde o Fluminense sempre deve estar, no mínimo, bem perto. A torcida das Laranjeiras pode fazer festa sim; nada está ganho, ainda falta muita coisa para um campeonato que está no meio de julho e só terminará em dezembro. Contudo, uma coisa é certa: se os ventos não forem contrariados, o time que promoveu a maior virada em campo da história do futebol brasileiro é candidatíssimo a brigar por, ao menos, uma vaga na Libertadores de 2010. O título é um sonho. Mas real. É hora de sedimentar esse longo - e maravilhoso – caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-8887917860841431716?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/8887917860841431716/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=8887917860841431716' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8887917860841431716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8887917860841431716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/07/fluminense-1-x-0-cruzeiro-22072010.html' title='FLUMINENSE 1 X 0 CRUZEIRO (22/07/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-6574583508932172998</id><published>2010-07-21T11:25:00.004-03:00</published><updated>2010-07-21T14:02:41.609-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>PARABÉNS, FLUMINENSE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Cento e oito (21/07/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No mundo atual, onde tudo é efêmero, qualquer coisa que dure dez ou vinte anos já merece todas as saudações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cinqüenta? E oitenta? E cem anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda: e cem anos de futebol? E quase cento e dez anos de futebol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se essa data coincidisse com a verdadeira gênese do futebol mais vitorioso do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, amigos, isto é o Fluminense, nascido com a elegância inglesa de Football Club em seu nome, típica de 1902, mas de uma brasilidade indestrutível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense não é o primeiro clube de futebol fundado no Brasil, mas certamente é o que determinou os alicerces do futebol brasileiro, além de pertencer à vanguarda das formações esportivas generalizadas – não à toa, conquistou a Taça Olímpica em 1949, tida como o “Prêmio Nobel” do esporte e, três anos depois, se tornou o segundo time de futebol no Brasil a ser campeão mundial; reparem que estas duas façanhas “cercam” o ano de 1950, tido como o mais trágico da história do futebol brasileiro. Mas nada abala o Fluminense. Absolutamente, nada. Desconfio de que, se um dia, o mundo realmente vier a acabar, a sede da rua Álvaro Chaves, intacta, será um marco da reconstrução do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minhas estatísticas oficiais, comecei a seguir o Fluminense em 1978 – ali, eu já sabia os nomes dos jogadores, que números de camisas ostentavam e tinha ouvido falar de uma certa Máquina (de jogar futebol), que também cheguei a ver mas poucas vezes, carregado pela mão por meu pai e servindo de alegria para torcedores – já contei aqui, mais de uma vez, que num determinado jogo contra um time de camisa diferente, o pessoal da arquibancada me jogava para cima a todo instante e isso impedia que eu comesse meu cachorro-quente Geneal com tranqüilidade: décadas depois, descobri que se tratava de uma goleada da Máquina contra o Vasco. E lá se vão trinta e dois anos, quase trinta por cento da história do clube acompanhada à vista. De tudo o que vi e vi neste tempo, um dia fará nascer um livro. Craques, jogadores medianos, pernas-de-pau, títulos heróicos, derrotas terríveis, grandes treinadores, péssimos treinadores; o saldo positivo é imenso, mas temos os reveses que só engrandecem a história deste amor centenário. Não, meus amigos, o Fluminense não é um time de lendas e mumunhas, um time inventado onde só se vence e se conquista; definitivamente, não! Nossa história é a história que pode ser encarnada em uma pessoa: a pessoa humana, com seus defeitos e inúmeras virtudes. E talvez isso é que incomode a tantos no Brasil: reconhecemos nossos erros e seguimos em frente. O Fluminense não é uma fantasia midiática, mas uma realidade incontestável. Como bem escreveu Marcos Caetano um dia, não fosse o Tricolor das Laranjeiras, talvez a seleção brasileira não ostentasse cinco estrelas no peito. Como escreveu nosso maior patrimônio, Nelson Rodrigues, tudo passará, exceto o Fluminense. Ao lado de Marcos e Nelson, nossos milhões de torcedores contam com a presença nas nossas fileiras de um Tom Jobim, uma Maria Bethânia, um Sérgio Brito, um Chico Buarque e mais um batalhão de famosos e anônimos que, ao seu jeito, ajudaram a construir a mais bonita e charmosa torcida do país – admirada por sua beleza até em momentos terríveis como a perda da Libertadores de 2008: o Fluminense não foi campeão por um triz, mas quem viu a beleza das nossas cores jamais se esquecerá. Até mesmo os jornalistas que costumeiramente tratam o Fluminense com desdém foram obrigados a se curvar: um deles apontou aquela festa no Maracanã como a mais bela que viu no futebol em toda a sua vida. E ai daquele insistir com a mesma velha chacota de que o Fluminense é um time cuja torcida é de “elite”. Elite sim, mas de personalidade; elite intelectual. Os nossos irmãos menos abonados são tão educados quanto os mais ricos, de grandes sobrenomes. A camisa do Fluminense está nas ruas, nos bairros nobres, mas também nos trens e nas vielas; é uma camisa da favela e do asfalto. É uma camisa de pobres e ricos, pretos e brancos, gordos e magros, mas principalmente de gente que lê e escuta. E não podemos ser perseguidos porque as mulheres da nossa torcida são as mais bonitas do mundo: que culpa temos da estonteante genética Tricolor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relembro novamente Nelson Rodrigues e, por um instante, na condição de Tricolor, deixo a humildade de lado. Quem venceu trinta títulos estaduais no Rio de Janeiro merece todas as loas. Quem foi o primeiro time campeão do mundo, resgatando o Maracanã para sempre, depois da desgraça de 1950, merece todas as loas. Quem forjou a história da seleção brasileira, dando-lhe casa e Marcos Carneiro de Mendonça como seu primeiro grande goleiro campeão, merece todas as loas. Quem semeou tudo o que aí está em termos da grandeza do futebol brasileiro merece todas as loas. E o que dizer dos grandes campeões de 1941, no Fla-Flu da Lagoa? Ou dos de 1969? E a Máquina? E os tricampeões dos anos oitenta, testemunhas dos fantásticos gols de Assis? Meus amigos, quem esteve do lado direito das arquibancadas no dia 25 de junho de 1995 está condenado à eternidade. Quem saiu do Maracanã naquele 30 de maio de 2007 convicto da grande vitória, quando empatamos um jogo perdido e vencemos a Copa do Brasil na semana seguinte, está condenado à eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez Marcos Caetano. O cronista, noutro aniversário nosso, escreveu sobre as duas vezes em que, ferido de morte, o Fluminense reagiu como um touro feroz e rasgou as convenções da mediocridade vigente: em 1912, quando venceu a Gávea pelo emblemático placar de três a dois, enfrentando o outrora time Tricolor que para lá migrou, fazendo nascer uma das mais fantásticas rivalidades do futebol mundial. E outra, quando na terceira divisão, vencemos o Náutico numa chuva torrencial com um Maracanã sem arquibancadas e os torcedores quase se afogando na antiga geral. Nestas duas oportunidades, o time que era ridicularizado pela imprensa mostrou ser o maior dos gigantes. Modestamente, eu acrescentaria aqui outro momento, dividido em duas temporadas. Nos anos de 2008 e 2009, o Fluminense era tido como o João-Bobo do futebol brasileiro, massacrado por rádios, jornais e canais de televisões. Era o rebaixado, o aniquilado, o borra-botas. O resultado todos sabem: duas reações fantásticas - especialmente a do ano passado, que considero a maior virada da história do futebol brasileiro em campo e que serve de silenciador para aqueles que nos acusam por erros do passado. O time que soube passar por aquela tempestade está preparado para vencer. Muitas vezes, também fui ridicularizado por escrever obsessivamente: “O Fluminense não cairá”. Não me cabe nenhuma vidência ou sorte, nenhuma superioridade intelectual, absolutamente nada. Apenas sou Tricolor e, neste terço de vida do clube, testemunhei muitas vezes o que esta centenária camisa e essa maravilhosa torcida são capazes de fazer. Estava na cara que o Fluminense não cairia. A junção de nossa camisa com um time de garra jamais falhou neste cento e oito anos; em dezenas de vezes, o adversário era tido como o favorito e saímos campeões. Essa é a nossa sina: desafiar paradigmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete meses depois dos seguidos atestados de óbito que a imprensa falaciosa nos impôs, o Fluminense entrará no sagrado Maracanã amanhã para jogar contra o Cruzeiro e, em caso de triunfo mais alguma sorte, se tornar o líder do campeonato brasileiro. Quem sabe vem por aí mais um título? Digo mais um porque a entrada de uma taça em nossa sala de troféus equivale a um passageiro pegar um transporte coletivo na hora do rush carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o Fluminense pode ser tornar o líder do Brasil? Sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem espera sempre alcança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emudecidos estão aqueles que tentaram vilipendiar nosso hino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os parabéns ao nosso Fluminense e aos nossos dez milhões de amigos, com quem dividimos essa paixão. São cento e oito anos. Serão cem mil um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-6574583508932172998?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/6574583508932172998/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=6574583508932172998' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6574583508932172998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6574583508932172998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/07/parabens-fluminense.html' title='PARABÉNS, FLUMINENSE'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-1572746853176871496</id><published>2010-07-19T17:06:00.000-03:00</published><updated>2010-07-19T17:07:38.183-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>SANTOS 0 X 1 FLUMINENSE (18/07/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Firme no topo (19/07/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A dois dias de seu centésimo-oitavo aniversário, o Fluminense parece finalmente ter reencontrado o caminho das boas campanhas. Na próxima quinta-feira, nosso time entrará no gramado do Maracanã para enfrentar o Cruzeiro, na condição de vice-líder do campeonato brasileiro – à nossa frente, está o Corinthians, que nos venceu em um jogo onde tivemos tudo para, no mínimo, empatar a partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi nada fácil o retorno ao campeonato. Quinta passada, o time deixou a torcida insatisfeita após o inesperado empate com o Prudente em casa. A torcida fez sua parte: iluminou a esquerda da Tribuna de Honra do sagrado estádio com isqueiros e colocou o time para cima. Fizemos um primeiro tempo de bela apresentação, com o gol de cabeça de Fred e perdemos outras chances. O que se viu em campo nos quarenta e cinco minutos iniciais foi um Fluminense senhor do jogo, com criação e arremates, ainda que Conca não estivesse numa noite de gala. No segundo tempo, o time minguou, ainda atacou, mas perdeu a força, o ímpeto e foi castigado com o gol de empate a dez minutos do fim, no primeiro chute real do Prudente em toda a partida. Veio o desespero e uma virada poderia significar forte abalo no time de Muricy, o que felizmente não aconteceu. Mas o empate deixou um gosto passado de derrota. O triunfo nos colocaria na liderança da competição, mas não deu certo. Pior: recuperar os pontos perdidos em casa contra o próximo adversário significava ter que vencer o poderoso Santos, dono da mais talentosa linha de ataque do Brasil, dentro de seus domínios. E, contrariando até mesmo os mais otimistas Tricolores, aí sim deu certo. O Fluminense venceu um dos mais difíceis adversários neste ano, numa partida em que suou muito. Em quatro dias, fomos da decepção à completa alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso o futebol. Contra o Prudente, com exceção dos dez minutos finais, quando entramos em choque com o empate, o Fluminense dominou o jogo amplamente, mesmo oscilando bons momentos com alguns de lentidão e dispersão. Ao cair de produção e não agredir mais na segunda etapa, o time vendia a idéia de que o jogo estava liquidado e isso se mostrou um ledo engano. De toda forma, o time foi superior em campo - ainda que isso seja discutível, pois muitos defendem que a superioridade se comprova pelos números e, de fato, fomos vacilantes nas conclusões. O jogo contra o Santos foi diferente. O Fluminense entrou ardiloso, matreiro e disposto a enfrentar a verdadeira avalanche que foi o ataque do Santos em praticamente toda a partida. A surpresa que Muricy preparou, entrando com três zagueiros, de certa forma controlou o ótimo ataque santista. Não foi o Fluminense da quinta, atacando obsessivamente, mas sim um Fluminense controlado, defensivo sim, buscando as brechas para poder contra-atacar. Tudo poderia ser mais tranqüilo, não fosse a insistência do atual goleiro Tricolor em chutar todas as bolas para frente e para o alto, recurso que se mostrou inútil porque só municiava ainda mais a ligação do Santos entre meio de campo e ataque, afora inúmeras bolas na lateral gratuitas, o que aumentou nossa pressão arterial consideravelmente. Porém, a qualidade da nossa marcação prevaleceu, e mesmo levando um verdadeiro sufoco, conseguimos o empate sem gols na primeira etapa. Uma preocupação era Diguinho, já punido com cartão amarelo e fazendo sucessivas faltas. Encaixamos alguns contra-ataques e até poderíamos ter marcado, mas ficou clara a total supremacia do Santos em termos de volume de jogo. Conseguir um ponto na Vila de Pelé contra um time que certamente disputará as primeiras colocações – e, por isso, vai tirar muitos pontos dos outros concorrentes – já seria um excelente negócio. E o segundo tempo nos prometia ainda mais, pela disposição do nosso time em campo, bem distante das merecidas vaias contra o Prudente. Uma diferença na escalação iria nos proporcionar o grande momento do jogo de ontem: na quinta, Alan começou e Rodriguinho entrou na segunda etapa; dessa vez, foi o contrário. E que presságio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos mais dinâmicos, mais ofensivos, sem descuidos na marcação, que foi adiantada. O Santos se manteve perto da nossa área e criou novas chances, mas nós também atacávamos, mais do que no primeiro tempo, e isso trouxe um maior equilíbrio ao jogo. E Alan entrou no lugar de Rodriguinho, a substituição inversa do jogo anterior. Ganhamos em condução de bola, movimentação na frente e, principalmente, finalização – Alan é, sem sombra de dúvidas, o melhor finalizador revelado nas Laranjeiras nos últimos tempos. Assim, um olho no peixe e outro no gato. O Santos sentiu que não seria fácil conquistar a vitória, mas não poderia se contentar com o empate em casa, o que lhe fez atacar ainda mais e, diferentemente do outro tempo, deixar espaços vazios na defesa, que é o ponto menos luminoso da equipe. Conca fez uma linda jogada de calcanhar, Carlinhos chutou forte e o goleiro Rafael mandou para escanteio. O Fluminense virou tocha: pegou fogo e mostrou ser um time temível fora do Maracanã. A vitória poderia vir para qualquer um dos dois. A Vila Belmiro veio abaixo quando nosso travessão tremeu e quase tudo ficou perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Fluminense tem Mariano, o Rei Zulu da nossa lateral, que vinha jogando com muita raça e tentando vários passes de qualidade. Ele driblou ninguém menos que o cotadíssimo Paulo Henrique “Ganso”, chegou perto da linha de meio-campo e acertou um lançamento primoroso para a direita do ataque, vazia. Quem ali estava era Alan, que entrou na área e não perdoou: chute rasteiro na diagonal, canto direito do goleiro Rafael, que nada pôde fazer. E abrimos o placar a dez minutos do fim, contra o time que tem o melhor ataque do Brasil, repito. Nossa defesa não fica atrás: a segunda menos vazada do certame. Nessa disputa, vencemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda houve tempo para o Santos perder um gol incrível, com Robinho praticamente embaixo do travessão. Ao contrário de quinta-feira, onde tudo parecia festa e terminou com gosto de decepção, ontem era o nosso dia e tudo deu certo. Um campeão precisa de muitas qualidades e, dentre elas, a sorte – que é imprescindível. Não foi uma mera vitória de sorte, contudo: vencemos porque temos um técnico diferenciado, que soube surpreender o adversário; vencemos porque fizemos uma boa exibição; vencemos, porque soubemos desta vez matar a partida no momento certo; e também vencemos porque, nos momentos cruciais contra um adversário dos mais fortes, as boas luzes nos sorriram – dentre elas, a da sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é outra quinta-feira. O Fluminense busca consolidar sua posição de postulante ao título ou à vaga na Copa Libertadores de 2011. De certo, teremos a empolgação de milhares de torcedores e um time de guerreiros em campo? A outra quinta já passou. Quem espera sempre alcança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-1572746853176871496?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/1572746853176871496/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=1572746853176871496' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1572746853176871496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1572746853176871496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/07/santos-0-x-1-fluminense-18072010.html' title='SANTOS 0 X 1 FLUMINENSE (18/07/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-6817969016955013687</id><published>2010-07-05T15:07:00.004-03:00</published><updated>2010-07-05T15:26:55.518-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>QUINZE ANOS DEPOIS (26/06/2010)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pAoV9NgdKdo/TDIgnlqM4VI/AAAAAAAAAOI/zQCR1mIQeuc/s1600/1995.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 208px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490486760214159698" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pAoV9NgdKdo/TDIgnlqM4VI/AAAAAAAAAOI/zQCR1mIQeuc/s320/1995.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Devia ser perto de quinze para as sete da noite. À minha esquerda, silenciosos como se estivessem cabisbaixos – o que não era possível na situação que descreverei – Dória e Gomão aparentavam tranqüilidade. O concreto do assento gelava como nunca. Perto de nós, poucos milhares de correligionários tomavam coragem para levantar e descer o acesso das arquibancadas, numa verdadeira procissão da derrota. Do outro lado do anel cinza, cinqüenta mil rubro-negros ou setenta, ou noventa mil, berravam pelo barulho de uma multidão no reveillon de Copacabana, comemorando com dez minutos de antecedência o que consideravam o título mais certo de toda a sua história – o centenário da Gávea, no campeonato carioca de 1995. Essa era a fotografia que pude tirar da memória, a última antes de um contra-ataque iniciado por uma defesa de nosso goleiro Wellerson, com os pés – a seguir, a bola na ponta-direita, dois cortes secos de Ailton (que, de longe, eu confundi com Ronald) e o chute no canto direito do goleiro Roger, aquele que se dizia perfeito. E o momento mais feliz que tive no futebol em toda a minha vida. O ápice que jamais será superado. O Fluminense é eterno e gigantesco; por isso, terá títulos e títulos a granel nas próximas décadas. Voltará à América e bisará o título mundial de 1952. Contudo, igual àquele ano incrível, com desfecho mais incrível ainda, quem viu, viu; quem não viu, pode tentar sentir um fiapo de cabelo do que foi aquilo revendo vídeos ou partilhando experiências com amigos mais velhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se deu aquela apoteose?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo turno da fase final do campeonato carioca, estivemos nove pontos atrás; reduzimos a diferença no jogo final para apenas um. Tudo para o último jogo, conta o favorito campeão da imprensa, tendo o empate a seu favor. O primeiro tempo foi um massacre Tricolor como nunca se viu na história: dois a zero deveriam ter sido pelo menos seis, debaixo de chuva feita pelo nosso futebol. O segundo tempo veio morno, até que um mau agouro sobrevoou o gramado: nosso Branco, velho de guerra, visivelmente desconfortável contra nossa camisa, acertou um balaço no travessão de Wellerson; isso despertou a Gávea e, logo depois, Romário marcaria seu primeiro gol como profissional contra o Fluminense. Ainda muito breve, Fabinho, que nunca tinha chutado bola na vida nem perto da grande área, driblou na direita do ataque e empatou o jogo num belo arremate. Pronto. Tudo parecia perdido. Cinco meses de competição, dois outros Fla-Flus vencidos por nós com total autoridade nos turnos iniciais, nove pontos de vantagem quase recuperados, um primeiro tempo impecável e devastador. Tudo jogado fora? A Gávea empatou o jogo num intervalo de seis minutos, entre os 26 e os 32; a treze minutos do fim, portanto. A massa flamenga explodiu no Maracanã de um jeito como eu nunca tinha visto antes, até então com dezessete anos de freqüência regular no estádio, e nem voltei a ver depois. A nossa torcida, sempre valente e fiel, mas inferiorizada numericamente, achou demais aquele golpe: um jogo praticamente ganho entregue em dois lances isolados, seguidos, afora testemunhar um tri-vice-campeonato (fomos os segundos em 1993 e 1993). Era demais. Nove anos sem títulos. E muitos foram embora das arquibancadas de Mário Filho, o que eu mesmo só não fiz por dois motivos: o primeiro, porque já tinha sentido o péssimo gosto do vice nas temporadas anteriores; segundo, porque como testemunha do monumental gol de Assis em 1983, não poderia deixar de acreditar no que muitos consideravam um milagre. E então Wellerson defendeu a bola no canto direito com o pé, e então o Fluminense foi para o contra-ataque e marcou o gol mais difícil e esperado de toda a sua história, vencendo uma das maiores partidas de todos os tempos com apenas oito jogadores em campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do maior gol de todos os tempos, que selaria a maior vitória de todos os tempos, o que lembro era da enorme e colossal torcida da Gávea em absoluto silêncio, enquanto nossas arquibancadas eram cheias de gente chorando, ajoelhada, incrédula, estupefata. Tudo inédito para mim. Lembrei dos meus amigos botafoguenses do passado, que acompanhei várias vezes ao estádio para, na torcida alvinegra, ver fatos semelhantes. Nunca a torcida do Fluminense comemorou um gol daquele jeito. Não houve uma explosão, mas sim uma implosão. Ali, não éramos torcedores ensandecidos perto de testemunhar um dos maiores feitos da centenária história do nosso time, mas sim integrantes de uma procissão divina. E aqueles cinco minutos finais, com os descontos, duraram um ano-luz na escuridão. Antes disso, Gomão continuou impassível, tranqüilo, e Dória teve um espasmo contra a torcida flamenga. Assim como os mortos ressurgiram de suas tumbas para um grande Fla-Flu, nossos milhares de torcedores que deram a causa como perdida invadiram a nossa arquibancada de volta, o que feriu a Gávea de morte: setenta mil pessoas mergulhadas em silêncio e torpor esplêndidos, mesmo com seu time tendo dois jogadores a mais em campo. E os nossos adentrando e colorindo o cinza do concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Leo Feldman apitou o final do jogo, experimentei a sensação diferente de ver o Fluminense ser campeão depois de uma longa temporada, fato que nunca havia me acontecido. Muita alegria, mas também muito choro, não de tristeza, sim de emoção à flor da pele. Talvez não tivéssemos a exata noção da grandeza daquele momento épico e único: uma das maiores vitórias no maior estádio do mundo que abriga o melhor futebol do mundo. Lembro de, mais tarde, ter ido às Laranjeiras, onde Pierri Carvalho chorava ao falar do título; um pedacinho da grama está até hoje numa velha carteira que tenho em casa. No dia seguinte, abraçar minha linda amiga Luciene na faculdade, tão Tricolor, teve sabor de delicia dupla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinze anos depois, o Fluminense teve grandes e maravilhosos momentos, assim como outros bastante tristes, mas já superados. Foram momentos. Vinte e cinco de junho não foi um momento. Não passou. Não passará jamais. Ainda hoje em certos jogos, quando chego mais cedo ao Maracanã, gosto de ir nas arquibancadas verdes do lado direito para ficar perto do que foi meu local naquele dia inesquecível. E revejo o lance, o corte e o gol. Niguém tirará esta imagem de mim durate o resto de minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei até esta linha e ainda não falei de Renato. Nem seria necessário. Todos sabem o que foi a passagem de Renato pelo Fluminense naquele ano. Chegou desacreditado, vetado por vários outros times cariocas; o Fluminense era sua última ficha. O campeonato estava badaladíssimo pela presença de Romário, então o melhor jogador do mundo; ao Fluminense, a imprensa, com exceção de Washington Rodrigues, reservava o papel de bobo da corte, de mero coadjuvante. Mergulharam no mar vermelho da ignorância. E Renato não foi apenas o autor de um dos gols mais importantes da história do Maracanã; não foi apenas o melhor jogador do campeonato. Renato É a própria taça de campeão carioca de 1995 em forma de carne, camisa e alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vejo uma faixa jocosa da Gávea nos Fla-Flus recentes, acho graça. Quem debocha dos versos de nosso hino, “Quem espera sempre alcança”, está condenado ao maior dos fracassos – e certamente sem a elegância dos milhares de outros rubro-negros que, de pé, aplaudiram a monumental volta olímpica do Fluminense naquele nada distante vinte e cinco de junho, que foi, é e será um dos maiores dias de toda a nossa eterna história. Todas aquelas imagens eu carrego em mim como se fosse agora, há coisa de cinco minutos. Um choro de alegria. O melhor dia de torcedor de toda a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-6817969016955013687?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/6817969016955013687/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=6817969016955013687' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6817969016955013687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/6817969016955013687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/07/quinze-anos-depois-26062010.html' title='QUINZE ANOS DEPOIS (26/06/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pAoV9NgdKdo/TDIgnlqM4VI/AAAAAAAAAOI/zQCR1mIQeuc/s72-c/1995.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-1465460480049084450</id><published>2010-06-10T12:15:00.001-03:00</published><updated>2010-06-10T12:18:50.211-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>FLUMINENSE 2 X 1 VITÓRIA (02/06/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Em cima da pinta (03/06/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma quarta-feira, mais um horário exótico de jogo no Maracanã, mais um adversário rubro-negro. Mais uma vitória do Fluminense. Mais do mesmo? Nem tanto. O Tricolor mostrou mais uma vez que segue o caminho dos triunfos; entretanto, vencer o Vitória ontem não foi como nas duas partidas anteriores, quando os adversários foram completamente dominados. E os três pontos foram colocados sob sério risco a menos de dez minutos do final da partida, de forma deveras conhecida, como veremos a seguir. De toda forma, o momento é muito bom e depois de muito, mas muito tempo, conseguimos três vitórias seguidas no campeonato brasileiro sem a pressão da proximidade às últimas colocações. Ainda é muito cedo, mas as três vitórias seguidas oferecem tranqüilidade ao Fluminense, perto da interrupção do certame em função da Copa do Mundo de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Filho fica a poucos quilômetros do centro da cidade. Sete e meia da noite é hora de total engarrafamento nas ruas, mais vagões de Supervia e Metrô completamente entupidos. Era véspera do feriado de Corpus Christi. Nada disso foi capaz de impedir a nossa querida torcida. Quase trinta mil pessoas no Maracanã em tais circunstâncias, num momento mais do que propício: números órfãos de consistência – e publicados pelos comentaristas carentes de consistência - apontaram a torcida do Fluminense como dez vezes menor em tamanho do que alguns de seus principais rivais. É abominável quando querem fazer da Estatística, ciência admirável e pilar da sociedade moderna, um referencial para conclusões que só podem ser levadas a sério se assumirem a condição humorística – e, por isso mesmo, finalizadas com uma sonora gargalhada. Aos que não compartilham de minha opinião, faço um breve comentário: quando um torcedor na rua é indagado sobre sua preferência clubística, existe alguma investigação para se saber se ele de fato acompanha ou time de seu coração ou não? Os que duvidam dos milhões de Tricolores estão condenados ao entrevamento nos castelos da mediocridade. Poderia aqui discutir sobre os conceitos de tecnologia das amostragens realizadas para estes processos, os intervalos de confiança, a rejeição de hipóteses, mas não é o que objetivo aqui. Falemos do Tricolor e sua grande vitória, superando até mesmo alguma própria - e gritante – falha individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense, como se esperava, deus as cartas no jogo e dominou o primeiro tempo da partida, contra um Vitória claramente interessado em se defender, ainda mais porque tinha seis desfalques em sua equipe. Com esse panorama, um empate fora de casa era muito bem-visto. Mas não demorou muito para que abríssemos o marcador: Fred, sempre ele, livre, tocou para o gol vazio após espetacular defesa do goleiro Vinicius, após chute de Rodriguinho. Foi o melhor lance de nosso atacante baixinho enquanto esteve em campo: ao contrário de jogos anteriores, falhava muito na hora do penúltimo toque para adentrar a área e isso diminuía nossas finalizações. Mesmo assim, foi um lutador em campo. Quase fez um gol de cabeça no comecinho do jogo, mas perdeu a chance. O Fluminense estava bem postado na marcação e isso não permitiu maiores chances de gol para os baianos que, por sinal, abusaram de lances violentos em campo: basta dizer que Rafael deixou o campo após levar um chute na cabeça de Lenilson, completamente desnecessário e equivocadamente punido com o cartão amarelo – o certo seria a expulsão imediata, mas este não é o forte do árbitro Seneme. E Darío Conca foi literalmente caçado em campo com sucessivas faltas num rodízio de jogadores rubro-negros. Contudo, ninguém foi capaz de impedir o indescritível chapéu de calcanhar que o argentino aplicou num jogador do Vitória numa espetacular arrancada para o ataque, pela direita. E a bola que acertou na trave esquerda, com toda a categoria? Às vésperas da Copa do Mundo, fica cada vez mais difícil de entender porque Conca jamais foi convocado para a seleção Argentina – é um dos melhores jogadores em atividade no Brasil, o que resume a questão. Importante também ressaltar a ótima atuação do lateral Carlinhos, fundamental na atual fase Tricolor. Uma excelente opção de contra-ataque, cruzamentos sempre perigosos, velocidade. Há tempos, tempos mesmo, que a lateral-esquerda das Laranjeiras não está tão bem ocupada, e que isso não seja apenas um momento, mas uma realidade. Mariano acertou um chute de curva, fortíssimo, perto da trave direita de Vinicius. E Fred? Está fora de forma, é verdade, mas é craque: prende a marcação, tenta jogadas difíceis e é premiado por seu faro de artilheiro nato, vide o jogo de domingo no Mineirão e o de ontem. Lembro que a exceção de perigo no ataque do Vitória foi uma cabeçada perdida por Egídio, completamente livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiante na equipe, mas também cauteloso por já ter feito uma substituição inesperada, Muricy não mexeu na equipe durante o intervalo. O Fluminense não voltou mal, mas também não apresentou o mesmo ímpeto das partidas anteriores, o que preocupava a todos. Principalmente porque Conca estava desgastado e, claro, cansado de apanhar sem que o Vitória levasse mais do que alguns cartões amarelos. Aos poucos, vieram as mudanças restantes: Alan para substituir o cansado Rodriguinho; Digão, para guarnecer a zaga e segurar um jogo difícil de placar magro. Cedemos espaços desnecessários ao Vitória, que tímida; mas pontualmente tentava conseguir um gol. Tudo parecia bem, até que senti um mal-estar: num ataque dos baianos, que poderia ser facilmente interrompido com uma defesa, o goleiro Fernando, que substituíra Rafael, resolveu fazer a velha graça com os pés, dando dois dribles para sair jogando e, dessa feita, conseguir os aplausos de boa parte da torcida – e conseguiu. Muitos têm simpatia pelo goleiro, dado que é assumidamente nosso torcedor e está há anos no clube. Porém, a história e os dados explicam a sua condição atual de reserva. Como diz o próprio Muricy, a bola pune. Numa estranha atmosfera, o Vitória a partir daquele lance passou a jogar mais perto da área Tricolor. Renan Oliveira perdeu um gol incrível, finalizando pela diagonal direita. E veio o empate, a poucos minutos do fim, logo depois de Alan também ter perdido uma boa chance que definiria a partida, chutando em cima da zaga na marca do pênalti: no contra-ataque, uma falta na esquerda do ataque do Vitória; o cruzamento e a cabeçada firme – mas não forte – de Jonas, entre o meio do gol e o canto direito. Como já aconteceu de forma mais espalhafatosa no passado, em gols feitos por Juan do Flamengo, Chicão do Corinthians e alguém do São Caetano cujo nome não sei, Fernando se encarregou do resto e o silêncio tomou conta do Maracanã. Nas cadeiras, vociferei: menos por mais uma falha do goleiro, mais pela vitória que escorria de nossas mãos naquele momento. Felizmente, logo em seguida a raça de Alan fez jus aos eternos versos do hino: quem espera, sempre alcança. O cruzamento em curva de Mariano, a finalização do jovem atacante, o rebote do goleiro, a tranqüilidade de Alan num chute que não saiu perfeito, a bola na trave e, finalmente, nas redes. Uma vitória que poderia ser tranqüila, mas teve ares de completa tensão. Uma vitória com a raça do Tricolor. Uma vitória que tem a cara de outras conquistas de Muricy Ramalho. Uma vitória que nos coloca novamente entre os primeiros do campeonato brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, as luzes se apagam. Vem a Copa do Mundo. O Maracanã deixará um mar de saudades. Estou feliz, mas alguma coisa me faz lembrar de São Paulo Victor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-1465460480049084450?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/1465460480049084450/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=1465460480049084450' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1465460480049084450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/1465460480049084450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/06/fluminense-2-x-1-vitoria-02062010.html' title='FLUMINENSE 2 X 1 VITÓRIA (02/06/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-5659017220382412653</id><published>2010-06-01T15:25:00.003-03:00</published><updated>2010-06-02T10:52:43.225-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>ATLÉTICO MG 1 X 3 FLUMINENSE (30/05/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Para desafiar paradigmas (31/05/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futebol muda de cor em um detalhe. Um sopro. Uma pequena nuance. Dia desses, os idiotas da objetividade queriam impor ao Fluminense o sabor de fracasso: eliminado da Copa do Brasil precocemente, mal tendo tempo de se ver o trabalho de Muricy Ramalho como o novo treinador das Laranjeiras. Foram três derrotas: duas para o Grêmio e a estréia claudicante contra o Ceará. Então, como sempre fazem, os tendenciosos da mídia se dispuseram a ver a crise onde havia começo, o desastre onde seria plantado progresso. Alguns treinos depois, era visível que, mesmo ainda distante de um ótimo futebol, o time do Fluminense já tomava as feições de seu comandante: revezamentos nas alas, rapidez na saída para o ataque e marcação implacável atrás da linha da bola a todo instante. Veio a vitória contra o Goianiense. Perdemos para o Corinthians, mas fomos muito melhores em campo, além da desastrosa arbitragem de Gaciba. O time mostrava um caminho de evolução; então, veio a Gávea e os multicampeões foram completamente dominados pelas Laranjeiras. Ontem, é bem provável que o Fluminense tenha dito a que veio: venceu o Atlético Mineiro, de Vanderlei Luxemburgo, por três a um, numa atuação maiúscula em todos os sentidos – a melhor do ano. Fora das quatro linhas, a tônica do jogo foi a do nosso treinador surpreendentemente calmo, ao contrário do alvinegro, que reclamava e esbravejava sem fim pelo domínio exercido contra seu time. Chegamos em junho; tal como na quarta-feira passada, o Fluminense venceu e convenceu, desafiando mais um paradigma. Dois campeões estaduais derrotados inapelavelmente pela nossa centenária camisa. Que venha o Santos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, o maravilhoso estádio do Mineirão tem nos proporcionado boas surpresas nos últimos anos. No gramado da Pampulha, vimos o golaço de Lenny nos três a dois contra o Cruzeiro. O golaço de Petkovic nos inesquecíveis seis a dois. Ano passado, a espetacular virada comandada por Fred impôs nova derrota ao time celeste: um três a dois histórico, que marcou o início da mais fulminante arrancada que se tem notícia de um time contra o descenso, na história do futebol brasileiro (e talvez mundial). Ontem, a cereja no bolo. Uma virada em alto nível contra o campeão mineiro em alto nível, inquestionável e com todos os méritos possíveis, sendo que não derrotávamos o Atlético em seus domínios há cinco anos. Contudo, nem tudo pareceu mar de rosas: mal foi dada a saída e o Fluminense era refém do placar. Muriqui, com o gol vazio, empurrou a bola para as redes após belo cruzamento de Coelho pela direita da área, em alta velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, a cada nova partida, o Fluminense vai tomando a personalidade impetuosa de Muricy Ramalho, treinador dos mais vitoriosos na história recente do futebol brasileiro. Quem disse que o Fluminense iria se acovardar ou desesperar com a súbita desvantagem inicial? Longe disso: aos poucos, foi tomando as ações em campo. A combatividade foi plena. O ataque foi uma meta incessantemente buscada. A bola estava em grande parte do tempo em nossos pés. Faltava o gol, e tivemos chances: Fred, ainda debilitado e sem ritmo, não conseguia as finalizações ideais, por mais que tentasse, principalmente em jogadas de cabeça. Sendo o craque que é, só nos restava paciência. Quem espera sempre alcança. E o primeiro tempo, bem movimentado, terminou com o nosso predomínio, ainda que estivéssemos perdendo até então. Tivemos mais escanteios a favor, mais posse de bola, mais finalizações. Conca tentou e levou perigo nas bolas paradas, Carlinhos jogou muito bem mais uma vez, revezando com Marquinho, a zaga assentou depois da falha inicial; a destoar mesmo, apenas Rodriguinho, que seria substituído por Alan – e a história do jogo iria mudar, e muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda etapa terminou com a primeira: o Fluminense tendo o domínio das ações, fato raro em se tratando de um Atlético dentro do Mineirão. Vanderlei gesticulava muito, enquanto Muricy era a imagem da serenidade. Tudo realmente diferente. Mas... quem espera sempre alcança. Mais uma vez, os versos eternos de nosso hino foram honrados, para desespero dos derrotados no Maracanã de quarta passada. O Fluminense tanto insistiu que conseguiu. Lá estava o velho Gum e sua cabeçada mortífera no canto direito, sem defesa para Marcelo. E imediatamente lá estava o velho Alan com seus menos de vinte anos a partir pela direita e fuzilar o goleiro Marcelo com um chute quase da linha de fundo, pela direita. Uma virada apoteótica em dois minutos. Deixo claro que só os que não acompanham o Fluminense podem ter acreditado numa, digamos, falácia de que Alan teria errado o cruzamento em vez de chutar. De todos os nossos atacantes formados em Xerém, é nosso melhor finalizador. Já fez vários gols de fora da área inclusive em clássicos. Voltando ao time depois da cirurgia de apêndice, a mesma que também fez Fred, era natural que, a qualquer momento, voltasse a marcar. Marcelo pode ter sido infeliz em ter sido surpreendido por esperar um cruzamento. O fato é que Alan é artilheiro e fez o que dele esperamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais atônito ainda com a virada do que antes, quando era apenas dominado, o Atlético naturalmente tentou buscar o tempo perdido e reagir no placar, aumentando seu campo ofensivo. E foi ameaçador, num lance capital da partida, quando Diego Tardelli, livre, perdeu o gol na pequena área, chutando por cima do travessão após cruzamento da esquerda, com Rafael já batido. A bola não entrou e ali ficou sacramentada a expressiva vitória do Fluminense. Faltava apenas o toque final, e ele veio nos acréscimos: uma maravilhada tabelinha entre Fred e Alan, até que o craque adentrou área e fuzilou sem chance o canto esquerdo de Marcelo. O Mineirão não se calou, contudo: nossos fanáticos lá estavam a berrar pelo time de guerreiros que, mais uma vez, mostrou força e condições para brigar este ano na parte de cima da tabela, num jogo limpo e de pouquíssimas faltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, fica claro que a empáfia e o deslumbramento não são marcas da torcida do Fluminense. Ainda falta muita coisa para ser ajustada, reforços irão chegar e teremos um intervalo por conta da Copa do Mundo, um mês para acertar o time. Meu palpite era o de que, estando entre o oitavo e o décimo lugares, a subida gradual poderia acontecer a partir de julho. Tudo ainda é muito novo e efêmero, mas hoje o Fluminense é o terceiro colocado na tabela, mesmo com tão pouco tempo de nova direção. Faltam dois jogos para a pausa: o Vitória, na despedida do Maracanã - que entrará em obras – e o Avaí, em Santa Catarina. Não serão partidas fáceis, mas se conseguirmos quatro pontos, tudo leva a crer que o Fluminense recomeçará o campeonato com um dos times da ponta da tabela, na parte alta – bem distante de cenários de outros anos. Hoje, sem dúvida, nossa esperança é concreta. Mais do que vencer, o Fluminense tem jogado bem e, mesmo com a já tradicional indiferença da imprensa esportiva local, pode vir a ser um dos postulantes ao título. Nada será fácil e nossa história demonstra isso; contudo, quem espera sempre alcança. Estamos esperando. O amanhã será em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-5659017220382412653?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/5659017220382412653/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=5659017220382412653' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/5659017220382412653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/5659017220382412653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/06/atletico-mg-1-x-3-fluminense-30052010.html' title='ATLÉTICO MG 1 X 3 FLUMINENSE (30/05/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-4727755537835038987</id><published>2010-05-28T16:09:00.002-03:00</published><updated>2010-05-28T16:14:03.725-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>FLUMINENSE 2 X 1 FLAMENGO (26/05/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Que “tabu”? (27/05/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Haja o que houver, quando nasce um Fla-Flu as multidões se movimentam, mesmo que distantes de um Maracanã em horário de rush no meio de semana. Assim foi o jogo de ontem e, a se julgar o exótico horário da partida, estabelecido contra os interesses dos que freqüentam regularmente o estádio, vinte mil pessoas no Mário Filho formam um conjunto bem razoável em termos de presença. O Fluminense enfrentou seu grande adversário, dominou a partida por completo e conseguiu sua segunda vitória no campeonato brasileiro, com absoluta justiça. Mais do que isso, destruiu um “tabu” criado pela imprensa “oficial” do futebol carioca, o de não vencer clássicos recentemente – a maior parte deles terminou com empates. O resultado final, de dois a um, foi até pouco diante da completa superioridade Tricolor durante todo o match.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da bola rolar, rumores davam conta de que nosso matador Fred poderia não estar em campo, devido a dores que sentira, mas que não foram ratificadas como problema pelos exames médicos. O artilheiro veio a campo, parecia visivelmente limitado do ponto de vista físico, mas, dado seu talento, é um problema para qualquer defesa adversária mesmo que esteja com as duas pernas imobilizadas. Foi dele o primeiro chute a gol, com cerca de trinta segundos. A bola foi longe, mas foi o cartão de visitas do que seria o jogo em seu primeiro tempo: o Fluminense tomando de assalto a intermediária da Gávea, praticamente sem réplicas. A distribuição em campo do time lembrou muito a do segundo tempo contra o Corinthians, quando perdemos mais jogamos muito melhor do que os mosqueteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto a falar do público. Como tinha dito, tendo ocorrido a aberração do horário de sete e meia da noite, naturalmente seria impossível encher o Maracanã como ele merece. Por alguns instantes, voltei no tempo. O velho jogo de 1979, quando Paulo Goulart, monumental, defendeu o penal do camisa dez – mais à frente, o apoteótico drible de Cristóvão em Manguito, deixando o parrudo zagueiro da Gávea no chão, para depois fuzilar Cantarelli. Um três a zero de claudicar oceanos. Bem queria voltar no tempo e rever aquele jogo; dada a impossibilidade, nada melhor do que ver uma grande vitória no hoje, no agora. E a noite de ontem me concedeu um brinde à infância, como em tantas outras vezes, só que com a estranheza de ver os flamengos em bem menor número, calados, quase mudos diante de um time que não fez jus à sua tradição no clássico, dada sua total falta de reação frente à força do Tricolor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fred tinha chutado a primeira bola para fora; porém, mesmo longe das condições idéias, é um jogador que complica qualquer marcação adversária, ainda mais tendo como seu municiador Darío Conca, que costuma fazer boas apresentações contra o rubro-negro. E foi justamente num belo passe de Conca, depois de uma arrancada pelo meio-de-campo, que Rodriguinho recebeu pela direita do ataque na área, livre, e deslocou Bruno, tocando mansamente em diagonal no canto direito do goleiro. Um belo começo: marcar seu primeiro tento com a camisa sagrada das Laranjeiras justamente num Fla-Flu. Aberto o placar, o Fluminense mostrou que começa a entender o estilo Muricy: não arredou pé do ataque, não abdicou de marcar mais gols, impôs ostensiva marcação. Continuou a tentar. O jogo só voltou a ter relativo equilíbrio quase dez minutos depois, quando Vagner Love ia encobrir Rafael, mas o goleiro recuou, defendeu a tempo e evitou o empate. Por pouco tempo. O Fluminense estava disposto a vencer o jogo e tinha ótimas opções, a começar por Carlinhos, que caiu como uma luva na lateral-esquerda. O gol acabou não saindo, mas o Fluminense terminou o primeiro tempo com méritos, diante do poderoso campeão brasileiro, numa partida muito corrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um a zero num Fla-Flu é nada, não garante nada. Assim, era preciso ampliar o placar na volta para o segundo tempo. A Gávea, mais ofensiva com duas alterações, queria a igualdade. Mas o craque faz toda a diferença. Dario Conca, de frente para gol e um lindo chute de chapa, com força, no canto direito de Bruno, indefensável. O segundo gol cobria o Fluminense de autoridade, e poderia dizer que o jogo se desenhou ali. Mas como, num Fla-Flu? Simples: não seria possível manter o ritmo dinâmico do primeiro tempo e, com a diminuição do ritmo de jogo, seria pior para os flamengos, em desvantagem no marcador. Mais ainda: num misto de nervosismo e violência, ex-jogadores como Toró e Fernando abusavam das faltas grosseiras – no final, o próprio Fernando foi expulso depois de verdadeira agressão contra Carlinhos, sem precisar sequer receber o cartão amarelo. Saudades de casa? Não importa. A partir da expulsão, coube ao Fluminense valorizar a posse de bola para garantir o resultado. Nos minutos finais, ainda restou o gol da Gávea, em cobrança de falta e falha nossa no golpe de vista de Rafael, que definitivamente não vive uma boa fase – o que muito me preocupa, porque alguns querem ressuscitar o beque-equipe como titular, para desespero de qualquer bom entendedor de futebol. De toda forma, o gol foi o último chute de uma partida que já estava decidida e muito bem jogada por nossa equipe. Basta dizer que até Marquinho quase fez um gol de cabeça. Estivéssemos com Fred num grande dia e maior poder de fogo, a goleada teria sido iminente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar, o desespero recolhido dos flamengos, ávidos por nos provocar com uma faixa que ironiza um verso de nosso hino. Nela, apologias a um hexacampeonato que não aconteceu, uma hegemonia conquistada à custa de distorções matemáticas e de calendário, mais a cereja do bolo: a palavra “Libertadores”, que não poderia soar mais imprópria depois de nova eliminação precoce da competição sulamericana, com direito a hecatombes imperiais. Não ficamos atrás: abrimos a nossa faixa com Renato Gaúcho e Assis, mais os vices que impusemos à Gávea em decisões. Ontem, o Fluminense foi o vencedor em campo, nas arquibancadas, na justiça e na história. Eles são um instante; nós, a eternidade. O Fluminense está vivo e, com Muricy, pode começar a trilhar os caminhos de uma grande campanha neste ano. Os grandes campeões da imprensa estão com o silêncio da derrota. Nós, com os passos humildes, progredimos. O Tricolor voltou. Eu vos pergunto: que tabu, amigos das Laranjeiras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tabu era esse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O da Gávea não perder jogos sob a arbitragem de Marcelo de Lima Henrique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense nasceu para desafiar paradigmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-4727755537835038987?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/4727755537835038987/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=4727755537835038987' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/4727755537835038987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/4727755537835038987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/05/fluminense-2-x-1-flamengo-26052010.html' title='FLUMINENSE 2 X 1 FLAMENGO (26/05/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-8526351237805853942</id><published>2010-05-26T16:04:00.004-03:00</published><updated>2010-05-26T16:14:53.895-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>CORINTHIANS 1 X 0 FLUMINENSE (23/05/2010)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apito infeliz (24/05/2010)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meus caros amigos, não é muito do meu feitio reclamar de arbitragens que se equivocam contra o meu amado Fluminense. Na maioria das vezes, os lances só podem ser questionados quando se tem recursos tecnológicos inerentes às transmissões da televisão; enfim, o jogo é entre seres humanos, com os condutores das partidas também na condição de seres humanos – ao menos, é o que se espera. Tenho plena noção de quando meu time não atuou bem e não alimento delírios com craques imaginários e jogadas do além, que muitas vezes são “lidas” em jornais e, por isso, geram enorme frustração nos torcedores dos times “mais queridos”. Porém, em outras poucas oportunidades, os erros de arbitragem podem ser decisivos para o sucesso ou o revés de um time. Foi o nosso caso de ontem. Não perdemos para o Corinthians somente por conta do gol de falta de Chicão, mais uma vez, contando com a desatenção do nosso goleiro Rafael. Não perdemos somente porque Fred, o grande artilheiro, cabeceou livre uma bola no primeiro tempo, daquelas que geralmente marca o gol, mas desta vez colocou fora do campo. E nem porque Fred quase fez um gol de carrinho no segundo tempo, com a bola passando muito perto da trave esquerda. E não perdeu também por conta de uma má atuação: pelo contrário, fez um de seus melhores jogos este ano, com grande vigor na marcação, tabelas, cruzamentos e, em menor escala, chutes. O atestado de óbito do tricolor neste jogo foi assinado pelo senhor Gaciba, com sua atuação que pode ser chamada de temerária ou desastrosa, dependendo do gosto do freguês. Um completo e lamentável DESASTRE que, coincidentemente, favoreceu o Corinthians, justamente num momento em que o alvinegro paulista completa seu centenário e vem de um início de crise, provocada pela precoce eliminação na Copa Libertadores. Com a vitória de ontem, o time paulista assumiu a ponta da tebela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reitero: um DESASTRE do senhor Gaciba. E mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rigor, o Fluminense só não teve as rédeas da partida nos quinze primeiros de jogo, justamente quando sofreu o gol que decidiu o jogo, numa cobrança de falta não-convencional feita pelo zagueiro Chicão, chutando a bola pelo lado de fora da barreira na diagonal esquerda da defesa Tricolor. Rafael, preocupado com o chute de Roberto Carlos, outro potencial cobrador, falhou claramente no lance: deveria ter ficado mais ao centro da meta, em vez de escolher o canto direito e tentar adivinhar. Quando o chute veio, era natural que chegasse atrasado e foi o que aconteceu. O Fluminense tinha começado a partida de maneira tímida e insegura, proporcionando ao Corinthians o predomínio absoluto na posse de bola e, com um a zero no placar, ainda levou alguns poucos minutos para se recobrar do golpe; porém, quando o fez, passou a dominar o jogo até o fim, nos dois tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, foram setenta e cinco minutos de domínio contra o forte time mandante e sua fanática torcida? Sim. Merecíamos o empate e a virada no marcador? Sim. Tivemos mais chances, mais chutes, mais ameaças? Sim. Fizemos até gol, com Rodriguinho, mas o desastre de Gaciba não permitiu nosso empate, ao referendar um impedimento absurdo, estando o atacante Tricolor quase dois metros atrás do último marcador corinthiano, que só poderia ter sido marcado se o juiz de linha fosse completamente míope. E, no finalzinho, ainda houve a cabeçada de Fred, livre, que buscou o ângulo direito do goleiro Felipe, com a bola indo para fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, no começo da partida, o Fluminense era vacilante, principalmente nos erros de passes de Diogo e Diguinho, por outro lado o estreante Carlinhos mostrava personalidade em sua estréia na nossa lateral-esquerda, mostrando que pode acabar com um estigma de anos de fracasso dos jogadores naquela posição. Rodriguinho se movimentava muito bem: é rápido e impetuoso – além disso, fez o gol que Gaciba não permitiu. Fred pode ter sentido um pouco a falta de ritmo, mas é sempre Fred: sensato, preciso, combativo. Conca, nem tão brilhante, é sempre Conca: raça, dribles, impetuosidade. O gol era a cereja no bolo que não veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo tempo só acentuou o ímpeto ofensivo do Fluminense, montando uma verdadeira blitz na defesa mosqueteira. Raras vezes o Corinthians foi tão acuado dentro de sua casa. De toda forma, era difícil furar o bloqueio defensivo. Fred, na bela jogada de carrinho, quase conseguiu outra vez. Não deu. Um jogo que dominávamos, mas era difícil de marcar o tento. O erro crasso na feitura de Rodriguinho começava a pesar. Até que veio a jogada capital da partida: Fred entrou livre na área, foi derrubado por Felipe, houve o pênalti. Gaciba, com sua postura corporal exótica, a um metro do lance, marcou a falta penal. Antes disso, o outro juiz de linha colocou a cereja que faltava no bolo. Só que uma cereja podre: marcou impedimento de Fred. Em resumo, mais uma patetada: ficou evidente que o árbitro apontou o pênalti sem olhar para o assistente. Então, a falta foi desmarcada, o cartão aplicado a Felipe foi desconsiderado e o Corinthians seguiu para o jogo com toda a felicidade. Simples, não? Não. Outro DESASTRE de Gaciba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vinte e cinco minutos finais mostraram um Fluminense combativo, lutando contra seus próprios erros, buscando o ataque a todo custo, mas sem sucesso no penúltimo toque e na finalização das jogadas, até com certo nervosismo naturalmente provocado pelo apito infeliz, capaz de tirar a segurança de qualquer futebolista. E o Corinthians completamente encolhido, se defendendo e lutando para manter a vantagem, o que acabou acontecendo. Se é que pudemos tirar algo de positivo deste jogo, foi em relação à postura do time, que a cada compromisso se mostra mais próximo da tradicional “pegada” dos times comandados por Muricy Ramalho. Continuamos nossa luta gradual para estar numa posição intermediária da tabela até que se tenha o intervalo da Copa do Mundo; aí sim, nosso treinador terá o tempo para montar o Fluminense que todos esperamos. Confio nisso. A postura de ontem e a de sábado passado, mesmo com erros, nos dá uma sensação de progresso, ainda que lento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerro esta crônica falando de Gaciba, o árbitro do apito infeliz. Mas pouco. Estas não são palavras com gosto de choro de perdedor, mas sim de lamento por quem foi completamente garfado. Ainda está em minha memória a verdadeira zorra que o time do Paulista de Jundiaí promoveu em São Januário, quando fomos vice-campeões em 2005: cera, quedas em campo, retardo de reposição, ausência de descontos de tempo plausíveis. Passaram-se cinco anos. E o senhor Gaciba voltou a fazer uma apresentação de péssimo nível, que tendenciou claramente o resultado da partida em nosso prejuízo e que, de certa forma, pode explicar sua ausência dos primeiros quadros da arbitragem nacional e estrangeira. Raras vezes fomos tão prejudicados. Que os homens das Laranjeiras ponham suas barbas de molho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-8526351237805853942?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/8526351237805853942/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=8526351237805853942' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8526351237805853942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8526351237805853942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/05/corinthians-1-x-0-fluminense-23052010.html' title='CORINTHIANS 1 X 0 FLUMINENSE (23/05/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-7466330029859937236</id><published>2010-05-20T15:14:00.002-03:00</published><updated>2010-05-20T15:16:34.811-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>FLUMINENSE 1 X 0 ATLÉTICO-GO (15/05/2010)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espantando a zica (16/05/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o Fluminense fez as pazes com a vitória. Não foi da maneira esperada, com um futebol de alto nível, mas nas dificuldades do campeonato brasileiro toda pontuação é bem-vinda. Mais do que isso: não se pode errar em casa. E o Tricolor soube fazer sua lição, diante de um jogo que poderia ter sido mais fácil mas tornou-se de enorme dificuldade, inclusive contando com bolas na trave e inúmeros gols perdidos nossos, até que Marquinho finalmente inaugurou e decretou o placar definitivo. Se alguns erros tradicionais continuaram a existir, ficou bastante claro para os torcedores presente que, ao menos, um dedo claro de Muricy começa a aparecer à vista, quando se trata da atitude da equipe. O perfil sonolento dos jogos contra Grêmio e Ceará ficou para trás. O time mostrou muito esforço e luta, que foram decisivos para uma vitória que não era obtida na técnica. E sabemos dos erros que ainda vão perdurar, mas o mais importante é pontuar gradualmente até a interrupção do campeonato, por conta da Copa do Mundo; até lá, conseguindo estar na parte intermediária da tabela, o Fluminense terá praticamente uma nova pré-temporada e, a partir de então, poderemos dar a arrancada que tanto sonhamos rumo ao topo da classificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num Maracanã de agradável temperatura e pequeno público, tendo em vista a insegurança que ainda atormente a torcida do Fluminense com o time, o jogo começou com os nossos partindo para cima, mesmo que sem sucesso. Reitero que esta foi a característica mais importante a se perceber durante todo o jogo: a dedicação, a garra. Mesmo limitado tecnicamente e ainda sob as ausências de Fred e Alan, nosso time utilizou ao máximo o status de mandante e colocou pressão no jogo. Em certo momento, nossos erros eram mais visíveis porque, ao imperar no ataque, deixávamos espaço para investidas do rubro-negro e, por sua vez, nossa defesa ainda bate cabeça em determinados lances. Porém, deve ficar claro que a atitude do jogo foi toda do Fluminense: logo de cara, Conca acertou o travessão, André Lima perdeu gols e o estreante Rodriguinho era um azougue a infernizar a defesa do Atlético, E, contrariando todas as expectativas recentes, quem apareceu muito bem foi o lateral-esquerdo Julio César, provavelmente já procurando demarcar território com a possível chegada de outro jogador para sua posição. Diogo entrou com a garra de sempre. Entre erros e acertos, nossa balança tendia para o positivo, mas as falhas individuais comprometiam, principalmente nos passes, o que engessava nossa munição de ataque. Até Marquinho, que tem sido marcado pelos erros bobos, veio bem, fazendo boa ligação da defesa com o ataque, apesar de seus chutes serem vacilantes. Quem destoou, ao contrário de jogos anteriores foi Diguinho, que não teve uma tarde boa: errava tudo o que tentava. Passava o tempo e o gol não saía, ainda mais diante de um time como o Atlético, que provavelmente vai complicar a vida de muitos times grandes na competição; além contar com o veterano técnico Geninho, campeão brasileiro em 2001, ainda tinha em campo dois ex-Tricolores: Rodrigo Tiuí e Elias. Apesar do nosso absoluto predomínio em campo, cuja não tradução em gols chegou a irritar nossa torcida, uma das jogadas mais perigosas de gol foi feita pelos goianos, ao fim do primeiro tempo, explorando a nossa dedicação no ataque: veio a réplica, Elias livre na frente do gol fuzilou Rafael, que defendeu com os pés e evitou a abertura do escore; assim, o goleiro mostrou que começa ao voltar aos seus melhores dias, inclusive ao se notabilizar no lance com uma defesa típica de seu reserva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminou a primeira etapa. Se não tivemos uma atuação bela, pressionamos o adversário asperamente, mas o gol não saiu. Era seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta para o segundo tempo, o Fluminense não arredou o pé de sua condição de mandante e manteve o Atlético emparedado em seu campo de defesa. Novamente Conca acertou a trave, em belíssima cobrança de falta, e obrigou o goleiro Edson a fazer uma defesa com os pés no lance seguinte. E assim foi durante praticamente toda a metade do segundo tempo: um jogo de ataque contra defesa, mesmo que o Fluminense parecesse até desorganizado – na verdade, era a avidez pela vitória. Quem espera sempre alcança, até que aos vinte e quatro minutos, Mariano, sempre ele, deu arrancada pela direita e colocou a bola na diagonal esquerda para Marquinho, livre. O chute não saiu com tanta força, mantendo a tendência vacilante, e o goleiro Edson chegou a tocar na bola, mas ela ganhou as redes, mansamente, no canto esquerdo e o Maracanã explodiu num misto de alívio e alegria. A seguir, a justa expulsão do limitadíssimo zagueiro Welton Felipe amenizou um pouco a força que o Atlético tinha nos contra-ataques, sempre causando perigo à nossa atabalhoada defesa. A partir do gol, não houve grandes modificações no panorama: o Fluminense era o senhor dos ataques, embora em ritmo menos alucinante, e o Atlético ameaçava nas respostas, mais por falhas nossas do que por mérito deles, propriamente. Felizmente, não foi o suficiente para nos alvejar e a vitória pelo placar magro foi conquistada, com sabor de goleada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencer ontem não mascarou nenhuma das deficiências que Muricy terá que trabalhar – e bastante – para corrigir no time. Muita, mas muita coisa precisa ser acertada. Agora, até por uma questão psicológica, vencer ontem por um décimo a zero já seria importante, principalmente depois da desclassificação na Copa do Brasil. O grupo voltou a ter moral, aos poucos as instruções de Muricy vão funcionando e, principalmente, depois de partidas tíbias sob o novo comando, o Fluminense mostrou atitude, mostrou vontade e venceu por isso. Repito: precisamos de equilíbrio gradual, subir aos poucos. Semana que vem, teremos Fred e Alan de volta. Novos reforços podem chegar a qualquer momento. O que precisamos é pontuar o máximo de partidas até a interrupção. Tenho absoluta confiança que, com um mês de treinamentos, o Fluminense deixará de ser o alvo de dardos da imprensa para se tornar um real postulante à América. Podemos mais do que isso, talvez. Basta ver os outros times, grandes favoritos da imprensa: têm elencos tão superiores ao nosso? Na beira do campo, treinador é o que temos de sobra. Não há por que esconder nossas limitações, mas com alguma melhora técnica, reforços e a garra de ontem, fica claro que o Fluminense do segundo semestre será um time de briga pelo alto da tabela: tem tudo para isso. Não se surpreendam os arautos da objetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-7466330029859937236?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/7466330029859937236/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=7466330029859937236' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7466330029859937236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7466330029859937236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/05/fluminense-1-x-0-atletico-go-15052010.html' title='FLUMINENSE 1 X 0 ATLÉTICO-GO (15/05/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-8846055535044656219</id><published>2010-05-14T17:22:00.001-03:00</published><updated>2010-05-14T17:24:17.713-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>CEARÁ 1 X 0 FLUMINENSE (09/05/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Pé-esquerdo (10/05/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, começou o campeonato brasileiro. E, com ele, mais um capítulo da nossa trajetória em 2010: falhas, irregularidades e o imponderável pelo caminho. Estreamos com derrota, um a zero para o Ceará, calouro da primeira divisão, numa partida em que jogamos muito mal – ou até pior do que noutras oportunidades deste ano – e, ainda por cima, fomos claramente prejudicados pelo árbitro Oliveira, que assinalou um pênalti de Cássio que era, no mínimo, discutível. Este penal acabou sendo decisivo para a vitória do time cearense, pois além do tento, ganharam a vantagem de mais um jogador em campo praticamente até o final da partida, quando Heleno também recebeu o cartão vermelho, muito mais naquele tradicional clima de compensação do que propriamente do jogo em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando nova trilha depois do fracasso na Copa do Brasil, o Fluminense não teve tempo para sequer recolher os cacos. Some a isso a má fase, a distância continental e a pressão que existe em todos os jogos deste certame, o resultado foi mais uma derrota, a terceira sob o comando de Muricy Ramalho. Uma estreia no campeonato com o pé-esquerdo! Contudo, é importante ressaltar que o treinador, até o momento, está completamente isento destes maus resultados recentes. A bem da verdade, tirando o primeiro tempo da segunda partida contra o Grêmio e os primeiros minutos da primeira partida, o resto somado não dá um jogo sequer razoável do nosso time. Curiosamente, justo na primeira temporada em anos que conseguimos estrear com uma base do ano anterior, é que o Fluminense parece completamente desentrosado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a marcação do tresloucado pênalti – que, repito, não seria marcado contra outras equipes que normalmente lideram as preferências midiáticas -, pode-se dizer que o jogo estava nivelado por baixo. Tímido, o Ceará, mesmo apoiado por sua grande torcida, não era ameaçador. E o Fluminense, por sua vez, nem chutava a gol. Em paralelo, muitos erros de passes e jogadas sem conclusão. Era um jogo com cara de zero a zero. Isso durou meia hora, até que uma jogada de falta do Ceará, não marcada no meio de campo, gerou um lançamento irregular para o meio da área. Cássio, que normalmente tem dificuldades de antecipação contra qualquer atacante, desta vez tocou a bola antes de encostar no experiente centroavante Geraldo, que caiu com o leve toque. Oliveira, além de marcar um pênalti que não ocorreu e foi oriundo de uma jogada faltosa, ainda expulsou o zagueiro por ser o último homem. Em dois segundos, comprometeu catastroficamente a atuação de um Fluminense que, se não vinha jogando bem, ao menos empatava com certa justiça e, neste campeonato, todo ponto conquistado fora de casa é por demais bem-vindo. Houve ainda uma questão que muitos consideram polêmica, embora não seja meu caso: a defesa do pênalti por Rafael. Sim, nosso goleiro evitou o gol, mas é certo que se adiantou e a repetição do lance, a meu ver, estava plenamente justificada. E então Geraldo fez o gol que, no fim das contas, decidiu o jogo. Entendo que o pênalti foi criado com o intuito de beneficiar o ataque através da facilidade de marcação do gol; logo, ele não deve ser um instrumento paternalista a favor de goleiros ou de defesas. Quem comete o pênalti merece levar o gol. Porém, neste caso, nem deveria haver a jogada suspeita de pênalti, uma vez que o lance foi o prosseguimento de uma aberração, que foi a falta de ataque do time cearense. Em segundos, Oliveira comprometeu sua atuação e a do Fluminense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você estranhou minha ênfase neste tema, o do penal mal marcado, posso explicar: o que teríamos para falar de melhor nosso nesse primeiro tempo? Nada. Ninguém melhor do que Muricy, à beira de um infarto na área técnica, vociferando justamente contra tudo o que via em campo em termos da má atuação de nosso time. E, seja lá o que tenha acontecido no vestiário, o fato é que quase nada mudou na volta do time para o campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Everton entrou no lugar do sempre apagado Williams, o que deu um mínimo de movimentação a mais para o Fluminense. O maior favorecido seria Mariano, nosso guerreiro, que poderia atacar mais; entretanto, o time embolava sempre e poucas foram as vezes que conseguiu. Conca é nosso termômetro: não estando bem, o time todo se ressente. E, definitivamente, como tem sido há quase um ano, o Fluminense com Fred é um em campo: capaz de construir jogadas, tabelas no ataque, reter a bola nos momentos mais difíceis. Sem ele, é um time nitidamente inferior, quase sem brilho na função ofensiva. Quando não agredimos o Grêmio, era de se imaginar pelo fato de força que tem a equipe gaúcha; o Ceará, como qualquer adversário nosso, merece todo respeito, mas está muito abaixo do padrão gremista, e também não conseguimos produzir nada de útil para nossa pontuação em todo o segundo tempo. Para eles, a vitória magra em casa já era um excelente resultado, e bastou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos confiamos em Muricy. E somente ele poderá modificar o curso deste rio. Me parece ser mais razoável tentar não naufragar nesta sete partidas que faremos antes da interrupção do campeonato, por conta da Copa do Mundo; depois disso, aí sim o capacitado treinador poderá fazer a sua pré-temporada e transformar novamente o time de guerreiros num candidato a títulos. Por enquanto, restam muita paciência e trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-8846055535044656219?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/8846055535044656219/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=8846055535044656219' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8846055535044656219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/8846055535044656219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/05/ceara-1-x-0-fluminense-09052010.html' title='CEARÁ 1 X 0 FLUMINENSE (09/05/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-7870667166804502534</id><published>2010-05-14T17:20:00.001-03:00</published><updated>2010-05-14T17:21:58.799-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÔNICA FUTEBOL FLUMINENSE'/><title type='text'>GRÊMIO 2 X 0 FLUMINENSE (05/05/2010)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Amarga despedida (06/05/2010)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma eliminação é confortável, por mais que pareça provável. Não é simples para o torcedor que ama seu clube vê-lo alijado da disputa de um título, mesmo que a louca correria do futebol passe de competição para competição. É o que nos acontecerá agora: acabamos de nos despedir da Copa do Brasil e o campeonato brasileiro de 2010 já nos espera, sem folga. E foi uma despedida amarga: mesmo tendo sido inapelavelmente batidos pelo forte time do Grêmio, ficou no ar – mais uma vez – que o time do Fluminense tinha cacife para mais do que isso que vimos. Tem sido assim. Ano passado, quando promovemos a virada das viradas, rebaixando matemáticos e tresloucados comentaristas, a brisa indicava que, se tivéssemos começado arranque até para uma vaga na Libertadores. Este ano, em momentos decisivos, perdemos nos pênaltis para um Vasco a quem dominamos em campo; depois, o Botafogo, com calma, nos impôs uma virada depois de termos perdido a chance de golear. E agora, nesta Copa do Brasil, mesmo sem ter jogado uma partida sequer que justificasse a nossa posição de favoritos - ou ao menos um dos favoritos -, contávamos com a força de Fred nos momentos decisivos, mas ele e Alan sucumbiram temporariamente frente à inacreditável onda de apendicite que malversou o Tricolor. O Grêmio venceu com autoridade no Maracanã e no Olímpico Monumental, não nos cabe contestar. Mas fica o velho gosto que tem nos perseguido: bater na trave em momentos decisivos. A esperança agora está na força de Muricy, o discípulo do nosso velho Telê, em reconduzir o time de guerreiros ao caminho de pódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem imaginava um Fluminense acuado diante da força gremista no primeiro tempo, o erro foi crasso. A partida foi muito equilibrada e tivemos algumas chances reais de gol, todas desperdiçadas porque o nosso craque da finalização está em repouso pós-hospitalar. Fica claro que, sem Fred, a força ofensiva do Fluminense é outra. Não é o caso de crucificar André Lima, esforçado, ou mesmo o menino Wellington, mas Fred é Fred – o matador, o craque de seleção brasileira, cujo desfalque foi de um peso incomensurável. E, mesmo com o equilíbrio da primeira etapa, ficava claro que o prejuízo era somente nosso: afinal, com a boa vitória conseguida no Maracanã, o Grêmio não precisava se preocupar com uma forte postura ofensiva; bastava-lhe administrar o resultado com eficiência. Nós, jogando fora de casa contra um adversário que não é batido em casa há anos, não podíamos nos contentar apenas com uma partida equilibrada. O resultado é que, embora fosse visível ver progressos em relação ao desastre do Maracanã, o cômputo geral era insuficiente para nos levar adiante. E, como pudemos ver, depois do primeiro tempo o que se viu foi o Fluminense sucumbindo lentamente à medida que o time gremista acelerava sua força ofensiva. A rigor, afora a melhora do conjunto, cabe um leve elogio aos avanços de Adeílson, transformado em uma espécie de ala-esquerdo, que tentou algumas jogadas, mesmo não tendo os recursos técnicos necessários para cumprir bem essa função. Enfim, tentou e, com isso, já foi superior ao que Júlio César tinha feito noutras partidas. De toda forma, reitero: era pouco para quem precisava de uma vitória maiúscula, feito aquelas que tivemos no final do ano passado, aquelas maravilhosas contra São Paulo e Boca Juniors na Libertadores de 2008 e assemelhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findo o intervalo, ficou claro que uma virada feito alguma daquelas não aconteceria ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem voltou cada vez mais ofensivo e buscando o gol que consolidaria a classificação foi o Grêmio. Nós, aos poucos, perdemos espaço em nossa própria intermediária, e passamos a jogar em contra-ataques. Num deles, não bastasse a astúcia gremista, ainda tiveram uma finalização de ouro, em belíssimo chute de Hugo, na diagonal esquerda, de fora da área, fuzilando o ângulo direito de Rafael e abrindo o marcador. Se a coisa já estava difícil, aí azedou de vez. Decaindo em campo, sem um banco de grande força, sem alternativas, sem Fred e com as estatísticas completamente contra si, o Fluminense ensaiou seu canto de cisne na Copa do Brasil. Sete minutos depois, Jonas, livre, sacramentava o segundo gol e liquidava a fatura. O Tricolor estava eliminado. Dali até o fim do jogo, foi um Grêmio tocando a bola e nosso time sem força para reagir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio, sentimos mais um gosto amargo: o de pensar que, talvez, nosso time pudesse ter condições de ir à frente, de ganhar um título nacional, de voltar à América. Não era nesta Copa do Brasil. As duas derrotas para o Grêmio nos servem de boa lição, de noção das nossas limitações. É certo que temos bons jogadores, mas no papel o Fluminense tem sido um e, no gramado, outro. Agora, temos um dos maiores treinadores do Brasil, mas vai levar algum tempo até que tenhamos uma equipe azeitada. E inegavelmente precisamos de reforços. Dario Conca precisa de um companheiro para revezar o municiamento do ataque. A lateral-esquerda está vaga. E o ataque, sem Alan e Fred, não é bem um ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é curto, não há o que esperar e nem há jeito de lamentar. Domingo, começa o campeonato brasileiro. Pela frente, o recém-chegado Ceará, em seus domínios. Começa um rol de batalhas difíceis. O torcedor do Fluminense não merece novos suplícios. Precisamos brigar na tabela, mas pela parte de cima. Hoje, há muito a fazer, mas serão sete jogos até a interrupção da competição por conta da Copa do Mundo. Então, teremos uma nova “pré-temporada”. E desta vez temos Muricy Ramalho no comando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora é de acreditar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-7870667166804502534?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/7870667166804502534/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=7870667166804502534' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7870667166804502534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/7870667166804502534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/05/gremio-2-x-0-fluminense-05052010.html' title='GRÊMIO 2 X 0 FLUMINENSE (05/05/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-9106791262727351256</id><published>2010-05-05T14:48:00.003-03:00</published><updated>2010-05-05T14:53:05.966-03:00</updated><title type='text'>FLUMINENSE 2 X 3 GRÊMIO (29/04/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Azar de estreante? (30/04/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em torno de oito da noite de ontem, eu fitava a minha querida UERJ, vizinha do Maracanã, postado na rampa da estação do metrô ao lado do Presidente Sussekind e à espera de nossa turma para assistirmos o difícil confronto contra o Grêmio, primeira partida das quartas-de-final da Copa do Brasil. De repente, a maldição chega pelo blackberry do amigo: Fred estava fora do jogo. Em seguida, meu amigo Bolinha, vascaíno, me telefonou e não somente confirmou a notícia, como disse que Fred poderia ter ido para um hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve silêncio e mal-estar nos arredores do grande estádio. Não bastasse ficamos sem Conca, a ausência de Fred soava como golpe duríssimo em nossos planos, ainda mais num jogo decisivo contra uma das mais aguerridas equipes do futebol brasileiro. E veio o nocaute: o artilheiro não entraria mesmo em campo, por motivos que hoje já sabemos, mas os jornais-de-um-time-só, em tom de galhofa, sugeriram que seria alguma indisciplina do jogador contra o estreante – e vencedor – Muricy Ramalho. Não apuraram nem corrigiram a gafe. Fred teve uma apendicite e foi operado imediatamente. Vejam, amigos, quanta falta de sorte: algum de vocês já soube de algum time na história que, num intervalo de uma semana, perdesse dois jogadores importantes por conta de apendicite? A princípio, só o Fluminense. E, com esse mau clima, entramos em campo para o difícil embate em campo encharcado pelas chuvas do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo de cara, mesmo com a imponente chuva e o desfalque dos craques, tudo parecia que ia ser bom para o Fluminense: André Lima fez um lindo gol de cabeça após o passe de Diguinho, o sensacional cruzamento de Mariano da Raça (em belíssima curva). O artilheiro fuzilou o canto esquerdo baixo do selecionável Victor e abriu o marcador. Parecia alívio, parecia bom presságio ainda mais depois do inesperado revés do começo da noite. Parecia, não era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez minutos depois, os gaúchos empataram. Jonas fez o que quis na esquerda de nossa defesa, driblou e cruzou. Douglas desferiu um chute forte e a bola bateu em Gum, mas a bola ficou limpa para ele mesmo, Douglas, cabecear sem defesa para Rafael, no canto direito, enquanto nossa defesa permanecia atônita debaixo da chuva. A partir de então, o time sulista deu as cartas na partida, virou a partida com justiça na total liberdade de Jonas para chutar rasteiro no canto direito de Rafael e, mesmo com a posterior expulsão do zagueiro Rodrigo, jogou como se não tivesse qualquer desvantagem numérica. Foi absoluto em campo. A nós, restou a lembrança de alguns bons momentos na partida e a dor-de-cabeça de ver nossa defesa batendo pino, sendo facilmente ultrapassada pelos gremistas e nos fazendo temer até uma goleada humilhante e eliminadora, justamente na estréia do treinador discípulo de nosso Telê Santana. Muricy sempre foi um sonho para as Laranjeiras e, por conta disso, merecia uma primeira partida com mais qualidade de nossos zagueiros. Fazendo as contas, com humildade, principalmente pela pressão que levou nos últimos quinze minutos do primeiro tempo, saiu barato para nós a derrota por escore mínimo, apesar de que levar dois gols em casa nesta competição é uma sentença de morte. Só cabia correr atrás do prejuízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a segunda etapa, Muricy tentou mudar o time, tirando Digão para a entrada de Equi. O jovem zagueiro é dos nossos melhores jogadores, mas não estava bem e, além do mais, já tinha cartão. Com o argentino, a idéia foi a de agredir mais o Grêmio e tentar o empate. De certa forma, a qualidade do argentino tornou bem menos pior a nossa performance, mas o estado do gramado e a nossa má atuação comprometiam qualquer tentativa mais objetiva. Erros de passes eram uma constante, para desespero do nosso novo treinador. Equi, uma exceção, jogava bem. Desde o ano passado, mesmo ainda fora de forma, o argentino demonstrava que seria uma excelente opção para o meio-campo, mas foi pouco aproveitado por Cuca. E, graças a Equi, algumas poucas jogadas chegaram perto da área do Grêmio. Ainda houve uma boa cabeçada de Wellington, defendida por Victor. Mas era pouco, mesmo que tivéssemos alguma maior ocupação da meia-cancha. Desesperado, Muricy tentou uma outra cartada ao tirar o inexplicavelmente inoperante Julio César para a entrada do, bem, inesperado Adeilson, famoso por sua dificuldade em marcar gols e criar jogadas. A impaciência tomou conta do Maracanã, e ainda seria pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Douglas é reconhecidamente um dos bons jogadores do futebol brasileiro. Em algumas vezes, não se firmou em times por conta de suas aventuras noturnas. Sabe chutar, passar, cobra faltas, tem categoria. Mas normalmente é lento; ainda carrega o estilo clássico de outras décadas. Imaginem-no sobre um gramado encharcado e a quinze minutos do fim. Pois é, mas mesmo assim, fez gato e sapato do pobre Everton, bom jogador, mas inteiramente perdido ontem, entrou pela esquerda do ataque e fez o terceiro gol, que praticamente aniquilaria nossas chances. Por sorte, pouco tempo depois, quem estava lá para chutar quase sem ângulo no alto do gol de Victor, diminuindo o placar? Ele mesmo: Ezequiel González, o Equi. O três a dois aconteceu aos trinta e três minutos e, dali até o fim do jogo, o Fluminense perseguiu o empate com muita luta, mas atabalhoadamente. Muita vontade e pouca técnica. A verdade é que, num hipotético segundo tempo com Conca, Alan e Fred, mesmo em dias pouco inspirados, o Fluminense seria outro, muito outro. Infelizmente, não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O torcedor do Fluminense não é um deslumbrado. Não tem a seu favor manchetes colossais nos jornais a enaltecer-lhe noite e dia, principalmente em façanhas quixotescas. Muito pelo contrário. Mais ainda, o Grêmio foi superior ontem e tem enorme vantagem num estádio onde raramente perde, ainda mais por dois gols de diferença. É o grande favorito e só uma grande atuação do Fluminense, daquelas que tivemos na luta contra a UTI do ano passado, pode nos dar alguma chance. Novamente não teremos Fred, precisamos de uma vantagem enorme em se tratando de Estádio Olímpico e, antes de Muricy, o time não vem jogando nada bem. Mas quem disse que a lógica é o fato? Somos dos poucos times que já eliminaram o Grêmio em uma Copa do Brasil, cinco anos atrás. Poucos lembram disso. E Conca estará de volta, com toda a sede. Seria azar do estreante Muricy? Que nada! Em todos os times em que foi campeão, o treinador perdeu seu primeiro jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um louco acharia que a classificação do Fluminense não é muito difícil. Para superá-lo, somente outro, mais louco ainda, ao dizer que o Tricolor chegar às semifinais nestas circunstâncias é impossível. Já rebaixamos os matemáticos, os parajornalistas calhordas e podemos muito bem dar um bico nas expectativas de hoje à noite. Quem tem essa camisa imortal, tem Dario Conca e Muricy, pode chegar longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito longe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-9106791262727351256?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/9106791262727351256/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=9106791262727351256' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/9106791262727351256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/9106791262727351256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/05/fluminense-2-x-3-gremio-29042010.html' title='FLUMINENSE 2 X 3 GRÊMIO (29/04/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-903421053860920521</id><published>2010-04-27T13:57:00.000-03:00</published><updated>2010-04-27T13:59:22.926-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>FLUMINENSE 3 X 2 PORTUGUESA (22/04/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Por pouco (23/04/2010)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos, veio a classificação. A duras, duríssimas penas, como se sabe, mas conseguimos. Assim, o Fluminense está entre os oito postulantes ao título da Copa do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ter sido um jogo mais fácil, muito mais fácil se o Fluminense conseguisse manter em campo a estabilidade entre os dois tempos de jogo. Em muitos casos neste ano, fizemos ótimos primeiros tempos e, após os intervalos, nosso time caiu drasticamente de produção. O jogo de ontem contra a Portuguesa foi exatamente desta forma: um primeiro tempo com direito a golaços, jogadas primorosas e três a zero antes da meia-hora inicial, dando a entender que o resto seria fácil de administrar. Depois do intervalo, o time Tricolor caiu numa tal pasmaceira que, para muitos, houve o sério risco da virada da Fabulosa em pleno Maracanã, o que teria sido um desastre capaz de inviabilizar o resto de nosso ano. A Portuguesa fez dois gols, brigou, mas felizmente era tarde demais para a vitória. Passamos desta fase como um aluno que passa de ano na recuperação: é preciso melhorar. Muito. Além disso, pela primeira vez sem Cuca, demitido dias antes e substituído interinamente por Mário, treinador da base e craque que tive a honra de ver com a camisa dez no monumental time campeão de 1980. Aproveito a oportunidade para agradecer dignamente a Cuca: por mais que o Fluminense não estivesse desempenhando um bom papel nesta temporada, a fantástica jornada do fim do ano passado jamais será esquecida pelos Tricolores. Jamais! Éramos a crosta interna do fundo do poço, massacrados dia e noite pela mídia esportiva, os clowns do futebol brasileiro – e Cuca, junto a Fred, Conca e mais todo o time que passou a ser chamado de “guerreiros”, conseguiu uma proeza histórica: salvar o Fluminense de um descenso que já se tinha como certo, numa campanha que dificilmente será igualada por outra equipe, em condições semelhantes à nossa naquele momento, na história do futebol brasileiro. Se me coubesse opinar, eu jamais teria deixado o jovem Digão de fora da nossa zaga, assim como não autorizaria o empréstimo de Tartá. Porém, o saldo de Cuca é positivíssimo e isso ficou bem claro nas arquibancadas, quando foi saudado exemplarmente por nossa torcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início do jogo foi fantástico. De cara, Fred abriu o marcador com bela finalização e mostrou presença ao se aproveitar da falha do goleiro luso ao se chocar com um defensor. O gol estava aberto, mas o artilheiro finalizou de chapa, no ângulo esquerdo. Mal o jogo começara e o Fluminense abria caminho para confirmar a classificação. Pouco tempo depois, em bela arrancada pela meia-esquerda, Alan ia fuzilar quando foi derrubado –e, logo em seguida, sacado por conta de uma apendicite que o levaria ao hospital e à sala de cirurgia. Fred não titubeou nem usou a paradinha: bateu como o craque que é, com força no alto, ângulo direito, sem a menor possibilidade de defesa para Fábio. Mais à frente, apesar de um impedimento já ter sido assinalado, novamente Fred executou uma belíssima finalização, em bicicleta que raspou o travessão da Portuguesa. Tudo dava conta de que teríamos uma noite tranqüila no Maracanã, ainda mais quando, a partir de um curioso cruzamento errado de Júlio César (sem ironias), a bola sobrou na linha de fundo, pela direita, para nosso Deus da Raça, Mariano. Fred, mais craque do que nunca, anteviu o passe e recuou da posição em que estava, deixando atônita a defesa comandada pelo tresloucado Domingos; recebeu o cruzamento e tocou rápido, rasteiro e forte, quase no meio do gol, levando muitos a crerem que o jogo tinha sido liquidado em termos de placar – impressão que foi reforçada com o que se viu até o fim da primeira etapa: o Fluminense tocando a bola com tranqüilidade diante da encolhida Portuguesa. De toda forma, cuidado era sempre preciso, ainda mais diante do bom time luso, comandado pelo estreante - e competente – Vadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Finalmente, teremos um intervalo tranqüilo”, vaticinou o Presidente Sussekind a meu lado nas cadeiras azuis do Mário Filho. Assim foi. A intranqüilidade só veio quando o árbitro apitou o início do segundo tempo; melhor dizendo, na segunda metade da fase final. Antes disso, a Portuguesa não foi muito ameaçadora e nós tivemos algumas poucas chances até de ampliar o marcador. Aos poucos, a velocidade do nosso time feneceu, eles adiantaram a marcação, começamos a ter dificuldades na defesa, na saída de bola, na articulação; num dado momento, as coisas se inverteram a tal ponto que a Portuguesa parecia a mandante do jogo – ou seja, nem parecia Maracanã. E, a quinze minutos do fim, aconteceu o gol luso, numa rebatida nossa que sobrou para Luiz Ricardo livre, fuzilar Rafael no meio do gol. Aí, o caos se mostrou retumbante: além de sentirmos o golpe, imediatamente depois tomamos novo gol, em falta cobrada pelo experiente Paulo Sérgio, no canto direito de Rafael, que falhou no lance ao pular atrasado. Num estalar de dedos, a Portuguesa quase igualou um placar dificílimo e veio com tudo para cima. Para o ruim ficar pior, Darío Conca foi expulso ao receber o segundo cartão amarelo. A tensão foi enorme e o mal-estar na torcida aumentou quando, justamente na hora em que o argentino saiu e Wellington entraria em campo para valorizar a posse de bola no ataque, Mário, preocupadíssimo, mudou a substituição e colocou Diogo para amenizar a pressão em nossa defesa. O velho camisa dez fez o que lhe cabia, sem merecer as vaias que recebeu: pegou o time numa situação delicada e ali não era hora de muitas invenções. Brilhou a estrela vencedora de Mario, mais uma vez. Ainda sob pressão, aos trancos e barrancos, o Fluminense resistiu até o final da partida e o três a dois ratificou nossa classificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do jogo, o placar eletrônico dava conta de que o próximo adversário será o Grêmio, vencedor do confronto contra o Avai, na semana que vem. Uma pedreira das pedreiras, mas quem quer ser campeão da Copa do Brasil não pode escolher adversários. É lutar e lutar, vencer ou vencer, como nos ensinou o Presidente Horta. Temos sete dias de preparação, ainda sem sabermos se realmente contaremos com Muricy Ramalho no comando do Fluminense. Haja o que houver, estamos vivos e lutamos pelo título. Mas é preciso melhorar muito, tal como disse aqui noutro parágrafo. Muito. Será que 2007 está de volta, quando tropeçamos contra América de Natal, Bahia e mesmo o Figueirense para, na grande final, levantarmos a taça? Uma coisa é certa: o Fluminense não tem títulos de mão-beijada, antecipados pelos cronistas, louvados antes da hora. Tudo é difícil, tortuoso, mesmo quando tivemos excepcionais times, noutras ocasiões. Mais uma vez, o revés está à frente. Que sejamos capazes de mais uma superação digna da nossa centenária camisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-903421053860920521?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/903421053860920521/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=903421053860920521' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/903421053860920521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/903421053860920521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/04/fluminense-3-x-2-portuguesa-22042010.html' title='FLUMINENSE 3 X 2 PORTUGUESA (22/04/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-5730483634205451631</id><published>2010-04-27T13:52:00.002-03:00</published><updated>2010-04-27T13:56:51.505-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>PORTUGUESA 0 X 1 FLUMINENSE (15/04/2010)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Reconstrução (16/04/2010)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta a campo, após a apática derrota de virada para o Botafogo, que nos alijou do campeonato estadual, o Fluminense voltou a campo para um compromisso pela Copa do Brasil. Adversidades à vista eram evidentes: enfrentar o sempre incômodo time da Portuguesa de Desportos (que, no ano, permaneceu invicta à frente dos grandes times paulistas) em seu estádio, o Canindé; a arbitragem historicamente confusa de Heber Roberto Lopes; a pressão interna pela perda do título estadual, inclusive com os rumores de demissão de Alexi Stival, o Cuca, sem contar a crise ocorrida por conta do auto-afastamento do zagueiro Dalton que, mal-orientado, buscou a porta dos fundos como meio de viabilidade econômica ao abandonar o time frente a uma decisão de título. Enfim, parecia um prato cheio contra as Laranjeiras. Entretanto, sucedeu o contrário: vencemos o jogo pelo escore mínimo e, com isso, adquirimos o favoritismo para a classificação, dado que jogamos por ao menos um empate com qualquer placar. Não jogamos o fino da bola, com o rigor da verdade: a insegurança pelos maus resultados em 2010 tem afetado o Fluminense. Todavia, o que se pode ver de muito elogiável foi a postura da equipe, brigando com tudo pela vitória de forma muito semelhante à sensacional virada do ano passado, no campeonato brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Lusa, jogar em seus domínios naturalmente significava tentar atacar, encolher o Fluminense em seu campo e buscar a vitória para tentar garantir a classificação no Maracanã. Por outro lado, precisávamos apagar a péssima imagem da desclassificação de sábado. Foi o que aconteceu: ambos correram muito e buscaram o ataque; porém, faltou o essencial – a qualidade nos passes e finalizações. De toda forma, para os poucos e heróicos Tricolores presentes no Canindé, se não foi possível o time de guerreiros com o ótimo futebol do fim do ano passado, ao menos o que se viu foi um Fluminense disposto a reabilitar sua imagem no que se refere à disposição, a vontade de jogar e vestir a sagrada camisa centenária das Laranjeiras. Mais do que isso, não tivemos. O bom futebol não esteve presente. Mas a atitude em campo foi louvável. Além do mais, um empate fora de casa não seria tão mau resultado, embora a vitória desse um sabor especial ao momento. Sabemos que melhorar é preciso. E muito. Mas, num jogo truncado, cheio de faltas e cartões, sem maiores chances de finalização, é de se reconhecer que não estivemos sem viço como no clássico contra o Botafogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando veio o segundo tempo, aos poucos o Fluminense tomou o campo adversário para si, embora não criasse chances claras de gol. Era preciso uma, somente uma. E ela veio, quase que como um símbolo do time atual: a raça, representada por Mariano, para o talento de Fred. O lateral deu um passe à frente da área. Fred estava completamente marcado, mas foi o tempo da bola quicar, ele ajeitar com maestria e fuzilar o canto direito do goleiro Fábio, que nada pôde fazer. Era o gol solitário do jogo, que numa competição como a Copa do Brasil pode significar o caminho para o título. Um gol de craque, como muitos que Fred tem feito. E a raça mostrada pelo Fluminense em campo ainda foi mais evidente quanto perdemos Marquinho, expulso, o que nos obrigou a jogar boa parte do segundo tempo com um homem a menos; nos quinze minutos finais, com o desespero de estar perdendo em casa, a Portuguesa foi todo ataque e muito nos pressionou, mas soubemos defender o magro escore com total galhardia e, dessa feita, foi conquistado um grande resultado em termos da competição e seu regulamento, ainda mais por não termos sofrido gol nesta vitória. Claro, uma vantagem maior seria mais confortável, mas não custa lembrar que a força da Portuguesa tem sido tamanha a ponto de ela ter terminado o campeonato paulista incita contra os grandes clubes, além de ter lutado pela vaga às semifinais durante quase toda a primeira fase do certame. Logo, não se tratou de um adversário qualquer e, com um a zero, podemos dizer que não pelo jogo, mas pelo resultado, foi um grande triunfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perder o título estadual foi doloroso, mas tudo indica que o raçudo Tricolor está de volta. Se não for o do grande talento de 2008 ou dos brilhantes de 2005, que seja o time guerreiro de 2007 – aquele em quem ninguém apostava um tostão furado, mas que foi o detentor do troféu do Brasil. Caso consigamos a classificação semana que vem, no Maracanã, mais à frente teremos uma nova pedreira: o vencedor de Grêmio contra Avaí. A Copa do Brasil não permite vacilos: é preciso jogar com o regulamento na vista e tomar todos os cuidados. Para chegarmos lá, basta qualquer empate. A Portuguesa tem sua força e seu valor, mas creio que esta vitória no jogo de ida traz o favoritismo à vaga para o nosso lado. Galguemos cada degrau aos poucos. Nenhum jornalista nos dá valor; o Fluminense é descrito como um artífice da derrota. Sigamos em frente, como é da nossa sina. Talvez o caminho seja brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo-Roberto Andel&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28390256-5730483634205451631?l=cronicasdoflu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/feeds/5730483634205451631/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=28390256&amp;postID=5730483634205451631' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/5730483634205451631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28390256/posts/default/5730483634205451631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasdoflu.blogspot.com/2010/04/portuguesa-0-x-1-fluminense-15042010.html' title='PORTUGUESA 0 X 1 FLUMINENSE (15/04/2010)'/><author><name>Paulo-Roberto Andel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11118368234532597130</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-zFcMiIEzKAc/TyE5skU4nYI/AAAAAAAAAuk/5VvNTDbCOZs/s220/CARICATURA%2BREDUZIDA.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28390256.post-4969988529480870684</id><published>2010-04-14T16:48:00.004-03:00</published><updated>2010-04-15T11:19:03.478-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cronica futebol fluminense'/><title type='text'>BOTAFOGO 3 X 2 FLUMINENSE (10/04/2010)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hora de até-breve (12/04/2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O campeonato carioca acabou para nós. Estadual, se preferirem. Acabou com gosto amargo e imerecido para esta torcida fanática, empolgada e que não abandona o time nem em seus piores momentos, como se viu no ano passado. Fomos capazes de uma das maiores viradas em campo na história do futebol brasileiro para, em seguida, não mostrarmos força em decidir o título que mais vezes vencemos em nossa história. Maus sinais puderam ser vistos no Fla-Flu, quando sofremos uma goleada após termos feito o melhor primeiro tempo destes quatro meses de 2010. E contra o Vasco, se a partida não nos soava decisiva, era a hora de mostrar força contra um grande adversário. Restou-nos outra goleada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não acabou sábado, talvez. No outro domingo, o retrasado, vencemos o Macaé por três a um, numa partida em que estivemos bem somente na primeira etapa e fizemos dois gols. Nem fomos senhores absolutos dos primeiros quarenta e cinco minutos, pelo contrário: foi o time nortista quem começou dando as cartas no jogo e até nos pressionando, para depois reagirmos. O menino Alan fez um belo gol e foi o destaque. Everton também, em bela cabeçada encobrindo o goleiro macaense após bom cruzamento de Wellington. Algumas boas defesas de Rafael e mais não aconteceu. Foi preocupante a quantidade de faltas nas proximidades da nossa grande área; numa delas, ao fim do jogo, o Macaé descontou numa bela cobrança do veterano André Gomes. A partida transmitida pela televisão aberta, mais os velhos fatores já muito conhecidos, é um bom explicador para um Maracanã deserto, deserto – e o que dizer dos quarenta reais de ingresso? Alguns homens de imprensa dizem que o problema é a “carteirinha”, a carteira de estudante – e disso discordo com veemência. O Maracanã sempre foi cheio pelo público do trem; basta ver os gatos-pingados que saltam em Derby Club para uma partida deste campeonato. É um preço absurdo para qualquer torcedor. Então, o Fluminensne ratificou sua condição de postulante ao turno, a Taça do Rio, mas sem brilho, sem a pegada que marcou o que se convencionou chamar “time de guerreiros”. Foi um jogo que deu para o gasto, deu para as contas e só. Ao menos, parecia viva a chama de conquista, mesmo que nossos olhos tenham testemunhado mais uma vitória opaca. Depois, uma semana de treinos e a tentativa de chegar à batalha final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio o grande jogo contra o Botafogo, ainda no mesmo Maracanã vazio, que não pode ser o deste jogo centenário. A televisão, burra, somente preocupada com os lucros, tem feito o velório do futebol. E começou mais um jogo decisivo com arquibancadas vazias. Ainda assim, os nossos foram o dobro de General Severiano. E o dobro suspirou angustiadamente quando, na primeira descida do ataque, aconteceu o mesmo padrão da partida contra o Macaé: falta. No cruzamento da direita, Loco Abreu quase se abaixou para cabecear, de longe, mas foi o suficiente para acertar o canto direito, bater Rafael e toda a nossa defesa. O Botafogo, mais tranqüilo por já estar na final, abria o marcador e nos causava o desânimo que tem sido recorrente nos últimos anos. Não fomos criados para perder. Nossa história não é a de derrotas. Mas os momentos decisivos recentes têm nos deixado a desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi o gol do Loco suficiente para nos abater completamente em campo, e prova disso é que o Fluminense, ainda que com o ritmo lento que tem pautado sua atuação neste ano, deu o contra-ataque, ameaçou o Botafogo várias vezes e, quando empatou na bela cabeçada de Fred após o cruzamento de Diguinho, frente à área, já deveria ter empatado antes. Além de finalizações perigosas, houve o pênalti que o artilheiro cobrou no travessão, para nosso desespero. Era visível que o melhor goleiro do Brasil hoje, Jefferson, não iria sair atabalhoadamente; Fred ia arriscar a tradicional paradinha, desistiu e acabou cobrando como nunca faz: no alto. A bola beijou o travessão e o Botafogo sorriu. Novo desânimo? Talvez. De toda forma, o Fluminense continuava superior em campo e empatou o jogo. Mais ainda: virou a partida num lindo gol também marcado por Fred, girando e batendo sem chance no canto direito depois do cruzamento de Alan. Até então, havia passado trinta e poucos minutos de jogo e, pode-se dizer, dali em diante, não fomos mais ao ataque até o fim do primeiro tempo. E, até o fim do jogo, só agrediríamos o Botafogo mais uma única vez, sem sucesso. Descemos para o vestiário vitoriosos, mas nada indicava que a segunda etapa seria fácil. E ela acabou sendo um desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Botafogo voltou, não poderia ter tido outra postura que não buscar o ataque. Se tivéssemos velocidade, contra-ataques seriam ótimos, mas não era o caso. Voltamos burocraticamente, e não se ganha um jogo decisivo com burocracia. Nem era o caso de segurar o jogo: ainda era muito cedo para tal. Não é o caso de crucificar Alan, mas o gol perdido ao chutar a bola por cima do travessão quando ainda tínhamos a vantagem poderia mudar tudo. Não aconteceu. E então, em coisas que só acontecem ao Botafogo uma bola despretensiosamente cruzada na área sobrou para Fahel, caído, contra vários marcadores, e ele conseguiu dar um peteleco que mal passou a linha de gol, superando a todos e Rafael também. Numa jogada inesperada talvez até mesmo pelos botafoguenses, veio o empate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estivéssemos numa boa jornada, talvez fosse possível buscar a vitória e a vaga para a final do turno. Não foi o caso. Nosso craque Conca produziu pouco; Fred, mesmo mostrando ser o grande matador, fraquejou no pênalti e não teve êxito em tabelas; o jovem Alan sentiu o peso de perder o gol, logo ele que tinha feito uma boa jornada no domingo anterior. Diguinho esteve bem, mas não é dos maiores ao passar e driblar. Julio César foi o Julio César: pouco acertou e foi substituído por Marquinho, numa troca já manjada pelos adversários. Mariano tinha raça, mas precisávamos de mais do que isso. A verdade é que não mostramos um futebol de campeões e nem mesmo a incrível validação do terceiro gol alvinegro, com direito a falta e impedimento no mesmo lance, pode servir de atenuante. Fomos mal, muito mal. Depois do três a dois, ainda havia meio tempo, mas ficou claro que o panorama da partida não ia mudar. E assim o campeonato acabou para nós este ano: em silêncio, em vazio e na certeza de que era possível ter feito mais. Nos grandes jogos, nos momentos decis
