Monday, December 21, 2009

SOBRE NELSON RODRIGUES E CARTOLA





















Há 29 anos, partia Nelson Rodrigues. Eu era um menino mas o lia nas crônicas do jornal. E que jornal naquela época: Oldemário Touguinhó, Achilles Chirol, todos muito distantes dos "doutores engraçadinhos" que hoje ocupam as páginas dos periódicos, cheios de certezas e opiniões.

Não se tratou do nosso maior escritor, somente. Nem apenas nosso maior torcedor.

Nelson Rodrigues é nosso maior TÍTULO.

Quando pensamos no maravilhoso gol de Antônio Carlos, que decidiu o título de 2005, cabe pensar: o que Nelson teria escrito?

E o gol centenário de Renato?

E de Benedito de Assis? Ou do menino Paulinho consagrando mais um tri do Tricolor?

Em todos estes lances, imaginar o que Nelson teria escrito é como comemorar outro titulo. É levantar novamente uma taça única, especial, com a vocação da eternidade que, um dia, ele atribuiu ao nosso amado Tricolor.

Quase trinta anos depois de sua suposta passagem, Nelson permanece vivo em nossos corações. A cada momento de uma heróica atuação do Fluminense, ainda suspiramos por suas crônicas no dia seguinte.

Ao nosso maior título, o abraço de sempre. E as palavras a ele também servem para outro gigante da nossa arquibancada, ido dias antes: Angenor de Oliveira, também conhecido como Cartola - ou SAMBA, em letras maiúsculas mesmo.



Paulo-Roberto Andel, 21 de dezembro de 2009.

1 comment:

Meias de Seda (Suzy) said...

Que máximo! Desconhecia a informação de que Cartola também era tricolor!
E eu que já tinha verdadeira adoração por esse sambista genial, tenho mais um motivo para gostar dele...rs
Sabia da paixão do Nelson, e também do Chico Buarque, que aliás, em artigo publicado no Pasquim, em 26/06/69, disse: "Por isso mesmo é muito fácil ser rubro-negro. Fácil demais. É como ser a favor do sol no meio do deserto, ou comemorar o Dia da Árvore no coração da Amazônia. Aliás, nunca existiu um flamenguista. Flamengar é verbo imperfeito que só se conjuga no plural. Por exemplo: Eu advogo, tu bates o ponto, ele mata mosquito; nós flamengamos, vós flamengais, eles flamengam. Mas torcer pelo Fluminense, modéstia à parte, requer outros talentos. Precisa saber dançar sem batucada. O tricolor chora e ri sem ninguém por perto."

Feliz Ano Novo, pra você e todos os leitores tricolores do seu blog!

Bjoksss ;)